23 de junho de 2017

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OPINIÃO

GENTE

Uma verdade eterna e facilmente esquecida em diversas circunstâncias é que, no campo do marketing e da publicidade, o principal fator de diferença entre as empresas e marcas tem mais a ver com gente do que com recursos, experiência e tecnologia.

E sempre vale ressaltar que a condição essencial a ser considerada é a do ser humano em sua integralidade, não apenas seu lado consumidor, que é uma parte de seu todo.

Uma vez que é preciso falar com pessoas, as emocionar e buscar influir de forma positiva sobre elas, esta tem de ser a medida final, real, que não deve ser confundida com as abstrações operacionais demográficas, culturais e econômicas e muito menos com facilitadores matemáticos, que compõem os algoritmos – elementos muito falados, pouco compreendidos e, geralmente, mal utilizados.

Em nosso campo de atividade, o fator gente começa no anunciante em si, do dono, presidente, CEO àqueles com algum poder sobre as definições e ações mercadológicas e publicitárias.

Quando se passa para o campo das agências, a relevância das pessoas é ainda mais evidente. É óbvio que o conhecimento a experiência e as habilidades práticas são muito relevantes, bem como o talento e a dedicação, dois aspectos subjetivos que multiplicam ou minimizam aquelas predicados mais objetivos.

O fator gente continua sendo essencial no campo dos veículos, pois depende da capacidade de estabelecer conexões emocionais com as pessoas o volume de audiência conquistado, a intensidade da relação estabelecida e o desenvolvimento dos hábitos.

No caso das empresas de produção e especializadas o fator gente, uma vez mais, é o que determina o uso magistral dos recursos disponíveis.

O grau de destreza na combinação do fator gente em todo o sistema produtivo do marketing e da publicidade explica por que temos uma massa de resultados medíocres, alguns fracassos aparentemente inexplicáveis e sucessos surpreendentes. Na dúvida, temos de optar pelo lado gente. Precisamos deixar o fator humano comandar. Pode até não dar certo uma vez ou outra, mas a tendência é que funcione melhor, de forma mais consistente e por mais tempo.

LIBEROU GERAL

Vale empenas, vale outdoor lonado e iluminado, vale painéis de ledes. Sim, tudo que o ex-prefeito vetou a Câmara Municipal de Porto Alegre sancionou e a mídia exterior através de seus grandes exibidores está pondo em prática.

NECESSIDADE

O êxito da empresa foi feito de coragem, sentimento, apego, credibilidade e muita modéstia. Em nenhum momento nenhum dos representantes da família que ascendeu a direção, tentou ser maior ou se destacar no universo dos negócios. O sucesso caminhou junto com um trabalho de sol a sol, preocupados com seus consumidores e fazendo do balcão essa sua meta e sua trajetória. Não construíram um patrimônio a toa, mas sim por essa convicção de sempre fazer e trabalhar por todos. Raras vezes em toda sua história falharam, pelo contrário, sempre foram os melhores em tudo e são exemplos para o país. Aí surge um cara de marketing e diz que tudo que faz é copiado, que atende com número celular de Nova York e não sabe, acho eu, valorizar que está numa empresa que não para de crescer e nunca viveu de vaidades nem desenvolvendo ações exibicionistas. Eu já servi, fui o iniciante com companheiros, e nunca fomos capazes de colocar a vaidade, mas sim, o orgulho e muito orgulho de trabalhar prá eles.

COMUNICAÇÃO

Porque será que a Prefeitura de Porto Alegre não consegue constituir uma equipe de profissionais para tocar essa área tão importante?

Ao que se sabe, nomes representativos já estiveram com o Sr. Prefeito, mas nenhum deles foi efetivado!

BAND

Uma reestruturação no Grupo Bandeirantes coloca Diego Guebel, até então diretor geral de conteúdo da Band, na vice-presidência de Televisão, que engloba todos os departamentos da casa: artístico, jornalismo, de operação e, também, o comercial.

Com a mudança, Marcelo Mainardi, que por muitos anos liderou a área comercial da Band, deixa a empresa. A saída de Mainardi, bem como a reestruturação da emissora, foi oficializada por um comunicado, distribuído aos funcionários e assinado pelo vice-presidente executivo, Marcelo Meira.

Argentino, Diego Guebel foi contratado pela Band em 2011. Antes, ele já trabalhava com a emissora como CEO da produtora argentina Quatro Cabezas, criadora dos formatos CQC, A Liga e Mulheres Ricas, programas que fizeram sucesso na tela da Band. Desde então, ele passou a liderar toda a área de conteúdo da casa.

A promoção de Guebel, que irá liderar todos os trabalhos das equipes comerciais de TV e também o pilar artístico e de programação da casa, acarretou outras mudanças no organograma da emissora. André Guerra assumiu a vice-presidência de Rede, ficando, também, responsável pelo departamento de engenharia e, interinamente, pelos departamentos de administração e finanças.

MÍDIA PROGRAMÁTICA

1. Audiência em primeiro lugar: a mídia programática quebrou o paradigma da estratégia de mídia pensada em canais. Nesse modelo, o foco é na audiência que realmente faz sentido para determinada campanha.

2. Contexto: já imaginou se um vegetariano começa a receber em seu smartphone anúncios de uma churrascaria? A mídia programática torna mais real a premissa de atingir o público certo e no momento certo. É preciso ter muito cuidado em relação a esse ponto para que a marca não perca dinheiro, tempo e não prejudique sua própria imagem.

3. Dados, dados e dados: focar na audiência e no contexto adequado só é possível hoje graças à infinidade de dados disponíveis sobre o comportamento dos usuários no ambiente digital, permitindo cada vez mais segmentações. Quando essa realidade se transpõe para o universo mobile, as possibilidades são ampliadas, pois soma-se a todo arsenal de dados existentes, entre quais o mais poderoso que é a geolocalização, ou seja, a oportunidade de impactar pessoas não só de acordo com o local onde estão, mas também conforme o histórico de seus deslocamentos físicos recentes. Os lugares onde você vai efetivamente no dia a dia dizem muito sobre você.

4. Comportamento: a mídia programática não se restringe apenas a compra de espaços publicitários. É possível extrapolar essa dimensão para aprofundar o conhecimento sobre o comportamento dos consumidores, a partir dos dados gerados por essa mídia, e aproveitar os insights para uma criação mais eficiente e alinhada com o público-alvo. Existe a oportunidade de criar narrativas mais fortes e tornar as marcas mais pessoais, ainda que se trate de comunicação em massa.

5. Alcance: sem a automação gerada pela mídia programática, seria humanamente impossível que as agências e anunciantes acessassem todo o inventário disponível hoje na internet.

6. Monetização: a mídia programática oferece uma alternativa de monetização aos produtores de conteúdo independentes, contribuindo para que a internet hoje seja mais plural.

7. Performance: esse modelo permite a anunciantes e agências o acompanhamento em tempo real dos resultados de uma campanha, podendo realizar ajustes com ela ainda em adiantamento, bem como controlar a frequência da exibição de anúncios e muitas outras métricas.

3YZ

Com uma paródia da música “Pimpolho”, 3yz acerta de novo e faz sucesso com o novo comercial da Vodol, marca conhecida que combate micoses e frieiras. O objetivo da campanha foi mostrar que tanto no verão, quanto no inverno, os fungos podem fazer festa na pele.

“Vodol é uma marca consagrada no mercado. Com essa campanha buscamos mostrar que, além disso, trata-se de uma marca atual. Decidimos explorar as mídias digitais em uma campanha divertida com a personificação das indicações do produto, os Funguitos, o que deu muito certo”, afirma Tiago Pechin, Gerente de Grupo de Produtos Sênior da União Química. “Trazer o humor para um tema como esse foi uma escolha natural, mas que ganha muita força com a popularidade da música que embala o comercial”, diz o diretor de criação da 3yz, Eduardo Menezes.

IDENTIDADE

O brasileiro não se vê representado pelas propagandas exibidas na televisão e espera das marcas maior representatividade. A constatação é da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva. Criado em agosto do ano passado por Renato Meirelles, ex-Data Popular, e seu sócio, Carlos Júlio, o Locomotiva acaba de receber o apresentador Marcelo Tas como head de inovação e sócio. Um total de 101 milhões de consumidores não confia nas empresas e 103 milhões afirmam que não se identificam com as propagandas de TV. Três de cada quatro brasileiros, cerca de 76%, afirmam que as propagandas deveriam representar melhor a diversidade da população brasileira.

Marcelo Tas afirma que sua chegada como sócio do Instituto Locomotiva se relaciona à busca por compreensão de como os cidadãos se comportam diante de um cenário de mudança, segundo ele “nossa missão é entender o cruzamento números x pessoas x negócios para colaborar na criação de uma sociedade que produza abundância com igualdade de oportunidades para todos”. Renato Meirelles faz menção que “Ao mesmo tempo em que o Marcelo vem provocando novos olhares sobre o mercado, desvendando as demandas latentes do brasileiro, ele também nos ajuda nas recomendações estratégicas de comunicação e publicidade”.

UBER

Nesse final de semana, 24 e 25 de junho, a Uber pelo segundo ano consecutivo estará usando a sua tecnologia para ajudar quem mais precisa, doando agasalhos e cobertores para a Campanha do Agasalho da Prefeitura.

A campanha se dará do seguinte modo: Ao abrir o aplicativo, você verá a opção UberSOLIDÁRIO, e ao invés de embarcar em um carro para realizar uma viagem, você entrega suas doações ao motorista parceiro, que as encaminhará às instituições beneficiadas.

A solicitação não terá custo para os usuários, as cidades participantes serão Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Manaus, São Luís e Porto Alegre. E somente será possível chamar o UberSOLIDÁRIO das 11h até as 16h.

Muito legal!

FABICO

Fez uma entrevista e não teve retorno. Travou no meio de uma reunião ou apresentação importante. Teve um branco na hora de fazer um planejamento. Essas situações são mais comuns do que se pensa e, provavelmente, já aconteceram com todo mundo. Mas e aí, como lidar? Foram por estes motivos que os alunos de Relações Públicas da UFRGS, resolveram organizar um evento para tratar destes e de outros assuntos que preocupam os estudantes no dia-a-dia.

O evento “Como lidar?”, que acontece no dia 1 de julho, na Fabico (Rua Ramiro Barcelos, 2705), surge como uma experiência acadêmica que possibilita a imersão num espaço de discussão, troca de conhecimento e aprendizado por meio de relatos, dinâmicas e mentorias. Entre os convidados já confirmados estão: Nicole Lunardi, do Recursos Humanos da Cadastra, Renata Masseroni, gerente de Marketing da Cabify, Cado Bottega, diretor de Inteligência Criativa da CDN Sul, Gabriela Frühauf, sócia e diretora de planejamento da Dot Inc, e Luci Cobalchini, planner da Escala e vice-presidente do Grupo de Planejamento RS.

ESPM

Inicia em agosto a pós-graduação em Inovação e Gestão Empresarial, curso com ênfase em Empresas de Comunicação da ESPM. O objetivo do programa é desenvolver profissionais capacitados para atuar em cargos de direção, supervisão e controle, nas áreas de gestão e marketing, que contribuam para a excelência das empresas de comunicação. Para os profissionais formados nas mais diversas áreas da administração, marketing e comunicação, que queiram desenvolver suas capacidades como gestores e assumir posições de liderança em empresas de comunicação.

As disciplinas disponibilizadas serão: Modelagem de novos negócios, Liderança e gestão de pessoas, Marketing Estratégico, Gestão de Inovação, Gestão de agências de comunicação, Novos formatos e modelos, Gestão de projetos, Gestão de vendas e negociação, Plataformas digitais na gestão empresarial, Direito empresarial e gestão de marcas e Administração financeira orientada a resultados.

O curso se difere e é extremamente encantador contando com professores de mercado com atuação em grandes empresas, aulas voltadas à práticas das organizações, encontros mensais e o certificado ao finalizar.

Vale a pena.

SPR

A SPR assina a campanha publicitária “Chama, junta, debate e faz” para a CIPAVE – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar, programa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul que cria iniciativas dentro das escolas públicas com o propósito de mudar o dia a dia dos estudantes. O objetivo é aproximar alunos, professores, pais e comunidade para combater problemas como a criminalidade, o tráfico de drogas e o preconceito, auxiliando nas questões de estrutura e na transformação do ambiente escolar, visando um ensino melhor.

A campanha idealizada pela SPR enfatiza a união que a CIPAVE promove entre as diferentes organizações e a comunidade. O refrão do jingle “Chama, junta, debate, faz. Nossa escola quer cultura de paz” reforça essa intenção, de forma simples e criativa. O objetivo é fazer com que as pessoas se engajem na campanha, cantem o refrão e entendam a abordagem descrita na música.

“O desafio foi traduzir o conceito de união em peças de TV e rádio. Na TV, a narrativa mostra alunos de diversas idades, passeando pela escola enquanto mostram ações e benfeitorias oferecidas pela CIPAVE. Inspirado na estética de ‘lip dub’, o filme é embalado por um jingle contagiante, que funciona como hit e, ao mesmo tempo, explica o programa. O spot de rádio também traz a música em versão completa e reduzida”, explica Juliano Brenner Hennemann, diretor executivo da SPR.

A campanha conta com a participação de 70 figurantes, entre eles Luis Arthur Seidel, participante do The Voice, e Getúlio Felipe Fernandes da Silva, o menino cadeirante que ficou conhecido pela superação após participar em diversos eventos, programas de TV e rádio. Foram três dias de ensaio com a equipe principal e um dia de produção, sendo que a gravação foi realizada no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre, tendo todo o figurino nas cores da CIPAVE.

MAXIMARKET

Dirigida por Paulo Ratinecas e Angela Araújo Santos, a MaxiMarket Gestão do Reconhecimento está comemorando com muito orgulho a conquista do TOP de Marketing da ADVB de São Paulo para os seus clientes Dell Anno, NEXTEL e Wikihaus, os quais estarão recebendo o reconhecimento dessa importante premiação nacional em São Paulo.

TOP de marketing ADVB SP 2017

As empresas com a melhor estratégia de marketing foram selecionadas por uma equipe de especialistas e definidas após pesquisa de mercado O maior prêmio empresarial da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) – o Top de Marketing 2017 – chega à sua 45ª edição com nova metodologia, capaz de identificar a grande sacada de marketing do mercado por meio da análise das estratégias adotadas pelas organizações. Considerado o Oscar do marketing e vendas no país, o Top de Marketing 2017 será realizado em 21 de junho, a partir das 19h30. A premiação será transmitida via Streaming através do Live – Facebook ADVB. Uma equipe de especialistas analisou as estratégias de marketing relativas a 2016, em cada uma das categorias pré-definidas, que representam o conjunto do mercado, para definir as duas principais empresas cujos produtos ou serviços tiveram os melhores resultados. Esta análise foi realizada por meio de consulta a fontes diretas e indiretas, estudo documental, entrevistas e avaliação de matérias de conhecimento público divulgadas em revistas e jornais especializados. Após este processo foi realizada uma pesquisa, junto a profissionais da área, líderes empresariais e formadores de opinião, em um universo de aproximadamente 8.500 nomes de todas as regiões do país, para escolha do Top de Marketing entre as duas empresas selecionadas, em cada categoria. As categorias do mercado analisadas são: Aparelho Celular; Veículo de duas rodas; Produto Eletroeletrônico; Banco; Internet; Produto Farmacológico; Bebida Alcoólica; Institucional; Serviços da Saúde; Bebida sem álcool; Lazer e entretenimento; Serviços Financeiros; Cartão de Crédito; Telefonia Móvel; Serviços em Geral; Negócios Imobiliários; Produto Alimentício; Serviços Públicos; Transporte Aéreo; Produto Bancário; Tecnologia; Comunicação; Produto de Beleza e Cosméticos; Telecomunicação; Promoção; Produto de Consumo Diversos; Turismo; Franchising; Produto de Higiene Pessoal; Varejo; Indústria Automobilística; Produto de Higiene do Lar; E-Commerce; Ônibus/Caminhões/Veículos Pesados; Marketing Socioambiental e Inovação/Startups. Também será homenageada a melhor Agência de Publicidade do ano.

GESTÃO ESPORTIVA

A empresa de cnsultoria esportiva Livia Esportes, em parceria com a Tchê Trenamentos trazem para o Brasil a formação “Cochng Esportivo + Gestão, Marketing Estratético e Análise Coportamental”. A data reservada para o mês de setembro será especial, pois unirá a expertise da empresa de consultoria para qualificação esportiva à formação de coaches e de alto impacto, contando com cetificado internacional Change Academy. Será uma imersão de quatro dias (7, 8, 9 e 10 de setembro) na protegida Ilha do Papagaio, em Palhoça (SC).

Trata-se de uma formação única no País por unir gestão e marketing esportivo, treinamento de alto impacto voltado à estratégias e comportamento no esporte com formação em coach esportivo aos participantes. “A profissão coach utiliza uma metodologia avançada e comprovada para o desenvolvimento humano e capacitação de pessoas. Cresce no mundo, tem grande demanda de mercado e atuação. No esporte, cumpre papel importante na liderança das equipes e na meta de resultados sempre desafiadores aos clubes e empresas do segmento”, explica a diretora de marketing da Livia Esportes, Aline Wolff..

O curso terá um grupo de até 40 participantes vindos de todo o Brasil e ainda contará com as participações especiais do especialista financeiro Everton Lopes, conhecido como Dr. Money Sul, e tamé da nutricionista Prescila Souza. A Livia Esportes organiza o translado a quem solicitar, estando o hotel e as refeições inclusas na atividade.

Informações através do e-mail contato@liviaesportes.com.br ou 51 99204-9331.

MULHERES QUE FAZEM A DIFERENÇA? FALE MAIS SOBRE ISSO

Fui convidada para ser moderadora do painel “MULHERES QUE FAZEM A DIFERENÇA”, com a participação de três grandes nomes do mercado de comunicação: Fernanda Romano – diretora da Malagueta (EUA), Andréa Siqueira – diretora de criação da Isobar (Brasil), e Luisa Kracht, diretora de cinema da Primo Cinematográfica (Argentina). Este foi o único painel com a presença de mulheres do mercado publicitário, durante o tradicional Festival Mundial de Publicidade de Gramado, o que gerou uma polêmica entre os estudantes, que representavam a maioria do público participante.

De lá pra cá, muitas pessoas me procuraram para falar sobre este assunto. Uma galera elogiou e comentou sobre a relevância e importância deste painel. Outras pessoas me questionaram sobre o tema e me passaram dados e fatos que demonstram suas percepções, de acordo com a realidade em que estão inseridos. Alguns, poucos, comentaram que era “mimimi” e papinho de “feminazi”. E, a grande maioria, me incentivou a continuar promovendo de alguma forma esta discussão.

Não sou especialista no tema, mas sou curiosa e muito interessada em participar de um movimento, necessário, de promoção da representatividade feminina. Vai aqui minha opinião: a realidade é que existe muito machismo no nosso mercado e precisamos falar muito sobre isso. Nós, publicitários, que alimentamos a indústria criativa, precisamos ter responsabilidade com o conteúdo que produzimos e disseminamos. Se acreditamos que as marcas não podem ter pré-conceitos e necessitam evoluir na forma de se relacionar com os seus públicos, precisamos olhar para dentro e fazer o “tema de casa”, erradicando de vez a desigualdade nas agências, que foi construída e enraizada durante toda nossa história. Como diz Taís Fabris da Consultoria 65/10 , que trabalha majoritariamente com e para mulheres: “antes de falarmos sobre publicidade machista, precisamos falar sobre o machismo na publicidade”.

Trazendo alguns dados da realidade das agências: na criação, temos, em média, 20% de representação feminina, segundo pesquisa do Meio & Mensagem de 2016, sendo que, na liderança desta área, apenas 6%. A grande maioria das mulheres esta no setor de atendimento; porém, entre os líderes que chegam à gestão das principais agências oriundos deste departamento, não encontramos mulheres. Nos eventos e festivais do segmento, menos de 20% dos painelistas são mulheres. Nas entidades de classe, encontramos muito pouca presença feminina, e, na presidência, menos ainda.

No painel, durante o festival, Andrea trouxe exemplos de iniciativas importantes, entre elas, See it be it – que na tradução livre significa “veja isso, seja isso” –, que visa acelerar a carreira de jovens criativas com potencial para se tornarem grandes líderes; e Free the bid – que se entende por ‘livre a oferta” –, cujo objetivo é convidar as agências de Publicidade a incluírem pelo menos uma diretora mulher nos orçamentos.

Fernanda falou sobre o quanto a diversidade é fundamental para nossa indústria: “quando colocamos pessoas com perfis diferentes em uma sala, tem conflito, e o conflito gera a criatividade”. E comentou ainda que “a igualdade de gêneros está longe de se tornar realidade. Todos somos inconscientemente machistas”.

Sabendo desta realidade interna das agências, será que avançamos na forma de representar as mulheres nos trabalhos que colocamos na rua? A argentina Luisa questionou sobre como estamos retratando a questão da mudança de estereótipos. “Não podemos criar um novo rótulo para as mulheres. Para acabar com a imagem da mulher sensual, não precisamos criar uma proposta forçada, de mulher “empoderada”. A mulher pode e deve ser representada de forma natural, como ela é”.

Sou mãe e me preocupo muito em como educar meu filho. Acredito que a ruptura do preconceito começa na educação. Chimamanda Adichie fala uma coisa em seu livro “Como educar crianças feministas – um manifesto”, que, pra mim, faz muito sentido: “ser feminista é como estar grávida. Ou se é, ou não se é. Ou você acredita na plena igualdade entre homens e mulheres, ou não”. Precisamos acabar com o que ela chama de “feminismo leve”- que é a ideia de igualdade feminina condicional.

Todo esse brainstorming de dados, ideias e conceitos sobre o assunto que quis trazer acima ainda pode parecer um pouco soltos, mas cumprem com um papel que, ao meu ver, é essencial para começarmos a transformar a realidade: eles geram inquietações, que geram reflexões, que geram diálogos.

Ao promovermos esta discussão, estamos ajudando a construir uma nova realidade. Só se resolve um problema quando a gente admite que ele existe, está aberto a mudar e coloca a mão na massa para fazer uma transformação acontecer. E essa mudança começa com o diálogo, não só entre as mulheres, mas por todos que estão dispostos a falar mais sobre isso.

Liana Bazanela é diretora da DeBrito Sul e presidente do Grupo de Atendimento do Rio Grande do Sul.

Louise

Quando o assunto é case, seguindo essa linha de comunicação assertiva com o público jovem, o trabalho que mais chamou a atenção até agora no festival, e que já rendeu diversos Leões nas mais variadas categorias, é a campanha Like My Addiction, criada pela BETC Paris para a organização Addict Aide.A ação viralizou um perfil fake de uma jovem francesa de nome Louise Delage, uma mulher bonita, viajando e sempre com alguma bebida em suas mãos. Rapidamente ela alcançou dezenas de milhares de seguidores, que acreditavam acompanhar seus passos pelo mundo. Durante os dois meses que a conta se manteve ativa ninguém comentou sobre ela sempre estar agarrada a algum drink, ao contrário, o que ela ganhou foram milhares de curtidas e compartilhamentos relacionados ao seu estilo de vida. E nada mudaria caso o real motivo de suas 150 postagens não viesse à tona: uma campanha brilhantemente arquitetada para falar sobre o alcoolismo.

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