Nelson Matzenbacher Ferrão

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E 2018? Nunca mais será como antes…

Nelson Matzenbacher Ferrão – Consultor em estratégias de comunicação corporativa e política multimeios.

Pois se eu fosse um político, em busca de reeleição ou de ser eleito em 2018, eu estaria muito, mas muito preocupado. Descartando os que têm “luz própria”, fizeram bons trabalhos no Legislativo ou no Executivo, sem terem cometido alguma trampa/trambicagem, a coisa pinta complicada pra maioria. Vem aí, ao que os sinais indicam, uma eleição de “outsiders”, de “surpresas”.

Com grana curta, ela será o grande teste pra capacidade de os políticos saberem usar com eficácia as mídias sociais. E não apenas com imagens do candidato apertando mãos, conversando com possíveis eleitores ou descrevendo seus feitos, propósitos, compromissos com a sociedade etc etc. Falar de ideologia, então, só para aqueles que ainda  acreditam na “militância”, antes motivada por uma “causa”. Após o tsunami que arrastou figurinhas carimbadas da direita, do centro e da esquerda, só os mais “fiéis” votarão em alguém por causa de um partido específico. Estes estão mal-vistos, especialmente os “grandes”.

Qual a saída? Uma delas acredito ser um bom trabalho de marketing digital pessoal, baseado na leitura do big data e, claro, também na intuição e na empatia. Do candidato e de seu time. E ainda assim não será fácil, tem que ter gente competente ao lado. Dando toques e retoques constantes.

Duas grandes forças movem quem decide seguir carreira política: satisfazer o ego, que se alimenta da capacidade de interferir no mundo em sua volta, e o desejo louvável – que não é tão raro quanto se pode imaginar nestes tempos complicados – de contribuir na construção de uma sociedade mais justa, que tenha empatia, solidariedade e compaixão com as pessoas.

Mas só isto não basta. Um bom político, não só no sentido da sua competência, mas da integridade de suas intenções, deve ter a temperança, a capacidade de conter seus rompantes de ansiedade e, assim, transmitir às pessoas a tranquilidade e segurança que precisam. Estamos testemunhando os terremotos provocados pelos tuítes do presidente do grande irmão do Norte… e isto não tem sido saudável para a estabilidade de todo o Planeta.

Aproveitando o embalo e ampliando nosso horizonte, há em todas as atividades ótimas pessoas, bem-intencionadas, capazes, competentes, que perdem a chance de ser “eficazes”, que é a essência de tudo, por não saber enfrentar o contraditório, as críticas, os eventuais fracassos em suas ações, os equívocos humanos de seus times. Uma palavra mal-posta numa conversa, um ato mais agressivo, grosseiro, transfere para as pessoas não a ideia de um líder, mas de um chefe com pouca inteligência emocional. Chefes há aos borbotões, líderes são raros. Aí, neste “desencontro”, se perde a oportunidade tão necessária de fazer a coisa certa.

Mais inteligência emocional, senhores e senhoras! E sucesso! Precisamos disto!

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