SER-MÁQUINA-SER

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SER-MÁQUINA-SER

Para que a relação homem-máquina ocorra, é indispensável o uso das interfaces e da interatividade. Sem estes dois fundamentos, é impossível haver qualquer tipo de relação pessoa-máquina dentro da Internet ou mesmo fora dela. Quanto a realidade virtual, ela tornou todas as relações do ser com o computador mais fáceis, para que ocorra de forma mais agradável, divertida, funcional e/ou eficiente.

As máquinas fazem parte da vida do ser humano há muito tempo, desde que os habitantes das cavernas passaram a caminhar e sobreviver pela Terra. Máquinas? Sim, máquinas. E porque não? Neste caso é só atribuirmos ao termo máquina um novo significado: tudo que ajuda a desempenhar algum tipo de função com maior facilidade.

A espécie humana depende tanto dos computadores, que muitas empresas, hospitais, indústrias e mesmo pessoas comuns não conseguiriam viver sem o auxílio desta máquina. Inúmeras pesquisas vem acompanhando a relação que ocorre entre o ser humano e os computadores (máquinas). E esta está tão presente que os computadores futuros serão projetados para atender às necessidades do usuário, reconhecê-las e entender sua linguagem verbal e não-verbal, já que a nossa linguagem usual não é adequada para o relacionamento homem-máquina.

Muitas pessoas não sabem operar e passam a ser excluídas, isoladas da sociedade atual, pois a pessoa-máquina não tem tempo a perder e a rapidez aplicada na tecnologia também serve para ele e seu cotidiano.

Uma outra preocupação é a de que está deixando de se relacionar com outros de sua espécie para se relacionar com os computadores. E muitos deles, quando se relacionam com qualquer outra pessoa, é através do computador conectado à Internet.

Dentro deste tópico é necessário dar uma nova grafia ao termo Ser-Máquina, porque muitas vezes quando um usuário se conecta a Internet, não busca uma relação com um computador, mas sim com uma pessoa através do computador. Por isso: Ser-Máquina-Ser.

A necessidade de comunicação imediata, velocidade e tecnologia (que foi causada pela Internet) faz das máquinas o melhor amigo (não são mais os dogs) do homem. Através do modem é possível fazer verdadeiros milagres, onde qualquer coisa, muitas vezes, passam a poder serem resolvidas somente através dele. Tudo isso acabou deixando as pessoas solitárias e cada vez mais próximas ao computador. Muitas pessoas são mais sociáveis sentadas em frente à um teclado do que na vida real.

Geralmente a primeira coisa que se mostra nas relações virtuais é o que mais se esconde nas relações físicas (ou reais): o interior das pessoas. Mas mesmo assim, ela deve seguir as “regras”, ou melhor, signos criados especialmente para os chats. Emoticons, gírias, e tantos outros são obrigatórios para quem quer conversar com alguém em uma sala. E só seguir todas essas recomendações para ser o mais novo “internauta” da face da Terra! E é justamente isso que preocupa. É muito fácil distanciar-se do mundo real e passar a fazer parte do mundo virtual. Nele não existe qualquer tipo de problema, e se existir é só desconectar ou trocar de apelido para passar a ser uma nova pessoa. Será este o futuro das relações humanas? Será que para poder conversar com alguém um computador e um celular necessariamente devem estar no meio? Saber dosar é fundamental para as relações reais, mas principalmente para as virtuais.

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