Eduardo Sirotsky Melzer

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O destaque dessa semana é um sujeito jovem, aguerrido, com princípios voltados ao desenvolvimento e sucesso das coisas novas, da tecnologia e acima de tudo do profissionalismo. Sua carreira curta e empreendedora é feita de sucessos, descartando o que não dá resultados, mas sempre apostando e confiando na sua equipe e fazendo. Seu DNA é assim e ele dignifica o nome do fundador da RBS, seu avô. Estamos destacando Eduardo(Duda)Melzer.

Neto mais velho do fundador do Grupo RBS, Maurício Sirotsky Sobrinho, desde muito cedo tive a oportunidade de conviver e de ser influenciado pelas grandes paixões da minha família: a comunicação e o empreendedorismo.

O que muitos não sabem é que, antes de ingressar na RBS, percorri um longo caminho. Comecei a trabalhar como estagiário, aos 18 anos, no Banco Matone. Aos 21 anos, decidi empreender. Instalei no Rio Grande do Sul a franquia Sweet Sweet Way, uma loja de balas e doces importados, um tipo de operação que não existia por aqui. Eu empreendi por seis anos e fazia de tudo o que um empreendedor faz: estratégia, comunicação, vendas, logística – atuava na linha de frente. Eu tive quatro lojas próprias e espalhei franquias pelo Estado. Me tornei sócio do franqueador master da multinacional e me orgulho muito desse projeto.

Eu sempre quis trabalhar na RBS, mas só o desejo não me garantiria uma posição na empresa. A RBS segue práticas rigorosas de governança corporativa, tendo regras estabelecidas para que um membro familiar possa atuar na empresa. É preciso ter cursado uma universidade reconhecida, experiência profissional ou empreendedora consistentes fora da empresa e, claro, a opção de uma vaga, entre outros requisitos. Gosto de desafios e vejo oportunidades incríveis neles. Empreendi desde muito jovem, fiz Administração na PUCRS, tive a felicidade de conseguir ser aceito na Universidade de Harvard, onde fiz meu MBA, tendo uma experiência fantástica não só no campo do conhecimento técnico e acadêmico, mas especialmente sob a perspectiva pessoal. Aprendi a conhecer o mundo de perto, tendo convivido com pessoas brilhantes de todos os cantos do planeta. Fiz a construção de um networking muito especial, o que me ajuda até hoje. Depois desse período em Harvard, continuei morando nos Estados Unidos, atuando em empresas globais e no mercado de Nova York, incluindo mídia. Tudo isso dá uma grande bagagem, e a gente aprende que a curiosidade é um dos grandes combustíveis do conhecimento.

Ainda morava em Nova York, em 2004, quando fui chamado pelo então vice-presidente executivo Pedro Parente e pelo Nelson Sirotsky, à época presidente da empresa, para assumir a diretoria-geral para o Mercado Nacional do Grupo RBS. Ficaria responsável por parte da área comercial, além do desenvolvimento de estratégias de crescimento para o Grupo. Foi um período de grande aprendizado e de resultados muito positivos, que me prepararam para desafios ainda maiores que estavam por vir: diretorias, vice-presidências, até a posição da presidência da empresa, que chegou em 2012.

Eu tenho um orgulho imenso dos líderes da minha família que já tiveram papéis relevantes na nossa empresa: meu avô, Maurício Sirotsky Sobrinho, que fundou a RBS e acendeu a chama dessa paixão que todos nós temos, os meus tios Jayme Sirotsky e Nelson Sirotsky, construtores incríveis de tudo o que fizemos e continuamos fazendo, Pedro Sirotsky, o meu pai Carlos Melzer, enfim, pessoas que dedicaram e dedicam suas vidas a nossa atividade, dando exemplo e servindo de muita inspiração para mim. Tudo isso estabeleceu para mim um alto padrão de referência. Meu grande desafio é continuar tomando as melhores decisões para a RBS e tocar nosso negócio, com os desafios deste tempo, protegendo os valores da minha família e a história que construímos. A RBS tem 60 anos, e temos que ter a coragem de tomar as decisões que nos deem as condições para a nossa empresa chegar aos cem.

Nós estamos trabalhando muito, olhando para o futuro, respeitando a nossa essência, mas garantindo que a nossa empresa possa evoluir na velocidade necessária. O mundo está em transformação em uma velocidade sem precedentes, e temos que alinhar nossos objetivos estratégicos a essa realidade.

Eu sempre destaco que a revolução que estamos vivendo não é tecnológica ou do mercado de comunicação. Ela é social. Do comportamento humano. E nosso papel, como empresa de comunicação, é manter e aumentar nossa relevância para o público e para o mercado, cumprindo nosso compromisso de conectar os gaúchos e contribuir para uma vida melhor.

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