Mario Rosa

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O que o Museu da Empatia tem a nos ensinar?

Por Mario Rosa, gerente de negócios da Echos – Laboratório de Inovação.

Recentemente, chegou a São Paulo o Museu da Empatia. Criado em Londres, o projeto tem como objetivo desenvolver a empatia das pessoas e fazê-las enxergarem o mundo com os olhos dos outros. Através da mostra intitulada de “Caminhando em seus sapatos…”, os  visitantes tem a experiência de andar por alguns metros calçando sapatos de desconhecidos e ouvindo relatos sobre suas próprias histórias.

Se a melhor definição sobre empatia é enxergar as coisas a partir dos sapatos dos outros, o Museu captou exatamente essa ideia e criou esse projeto literalmente a partir dessa expressão popular. Os visitantes podem ouvir 25 depoimentos produzidos especialmente para proporcionar uma viagem empática e sensorial.

Tudo isso ocorre dentro de uma instalação que faz referência a uma caixa de sapatos gigante, onde estão pares de calçados disponíveis acompanhados de histórias que abordam a diversidade do ser e seu pertencimento comum à humanidade.

Enquanto caminha, é possível ouvir relatos que falam sobre temas como superação, diversidade, violência social e direitos humanos. Há ainda histórias que envolvem preconceitos, como LGBTfobia e gordofobia. É possível ouvir também opiniões sobre educação, cultura, acessibilidade e direito à cidade.

Uma pesquisa científica revelou que 98% das pessoas tem a habilidade de criar empatia, mas são poucas as que conseguem alcançar o potencial completo. Isso porque nós vivemos em mundo hoje tão individualista que a empatia tem sido deixada de lado. Estudos recentes mostram que os níveis de empatia nos Estados Unidos por exemplo, caíram quase 50%.

Essa iniciativa pela busca por empatia tem muito a ver com Design Thinking, uma das metodologias mais usadas para inovação atualmente. A técnica parte do pressuposto que precisamos internalizar três valores básicos: empatia, colaboração e experimentação. É a partir desses conceitos que podemos criar ou ressignificar qualquer coisa ou situação.

Basear-se nesses três valores significa mudar o modelo mental, levantar da cadeira, ir para a rua. O Design Thinking estimula o trabalho em grupos, a co-criação. Ele destaca ainda que é preciso ouvir o outro, construir sobre a ideia dos outros e, é claro, arriscar e experimentar.

A empatia é uma premissa básica e um conceito cada vez mais em ascensão. Contudo, embora seja muito falada, é pouco praticada. Isso porque ser empático não é fácil. Empatia significa se colocar no lugar da outra pessoa, compreender a perspectiva psicológica do outro como se fosse a sua. Vale a pena experimentar essa vivência, que fica em São Paulo até 17 de dezembro. Eu já fui e recomendo!

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