João Satt

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O destaque dessa última coluna do ano é um guerreiro, que eu chamo de Only Advertising pela sua capacidade de tocar um grupo com quatro sedes e oito empresas e sempre positivamente pois, todos os clientes estão sempre ativos e satisfeitos. Nesses longos anos de operação o estudioso empreendedor e fazedor inquieto de negócios João Satt é um grande vencedor.

 

No começo do século passado Henry Ford deu início a disrupção do setor de carruagens. Como todo processo disruptivo foi dissimulado nos primeiros tempos, ou seja, não foi considerado como uma efetiva ameaça a ponto de transformar o mercado. Mas, a medida que a sociedade começou a perceber seus benefícios a venda passou a ser exponencial.

 

Na outra ponta, os fabricantes de carruagens na tentativa de manter o mercado apostaram no luxo e conforto, colocando puxadores de ouro nas portas e madrepérolas no interior das cabinas. Criaram grandes eventos para a alta sociedade nos quais mostravam que os carros engraxavam os vestidos além de perfumarem com mau odor os passageiros. As carruagens apesar de todos estes esforços não conseguiram sobreviver, foram substituídas pelos automóveis. Michael Porter na sua antológica Matriz de Porter (04 forças – substitutos, entrantes, consumidores, fornecedores) prova que antes de um setor desaparecer passa por uma etapa de intensa rivalidade provocada pelos próprios players (competidores) pela abusiva prática de preços baixos e margens insustentáveis. Trocando em miúdos os setores desruptados além de terem a morte como desfecho, para piorar padecem de morte lenta.

 

Passados todos estes anos percebe-se que os fabricantes de carruagens talvez não perceberam que estavam no negócio transporte, ou sejam confundiram o produto que vendiam com o negócio que estavam inseridos.

 

Uma disrupção nunca ocorre do dia para noite. É um processo maior que engloba 06 etapas:

Digitalização, Dissimulação, Disrupção, Desmaterialização, Desmonetização, Democratização.

Peter Diamandis, é o autor da definição dos 6Ds, e no seu livro “Oportunidades Exponenciais” apresenta com muita consistência e clareza cada uma destas etapas e as consequências em cadeia produzidas pelas mesmas.

Tem três questões que gostaria de enfatizar:

Disrupção à Integral                                                                                  A disrupção vai atingir todos os setores de negócios, todos, sem excessão. A indústria da comunicação de massa por ter sido uma das primeiras, passa a impressão de que será a única, ao contrário, isto é apenas o começo. Todo e qualquer tipo de intermediário será afetado, e dentro deste escopo esta do corretor de imóveis a rede de varejo, as instituições de ensino aos bancos, dos hospitais a indústria automotiva, e assim por diante. Você seja qual for seu setor será afetado, isto é um dado de realidade.

 

Digital à Inteligência artificial                                                                  O novo mundo que estará plenamente rodando nos próximos 30 a 50 anos, será  sim o admirável mundo novo. Isto deve-se essencialmente a computação, que nos levará ao uso crescente e acelerado no cotidiano da inteligência artificial, que por sua vez turbinará a robotização, realidade aumentada e virtual.  Este conjunto serão veículos de acesso a uma plena conveniência para um viver melhor das pessoas. Seremos surpreendidos com toda esta inteligência, e a velocidade de transmissão dados complementará este quadro. Imagine que cada um destes elementos estará permanentemente sendo exponencialmente mais potente, desta forma potencializando os demais de forma sistêmica. Eu ousaria dizer que é e será, em alguns momentos profundamente assustador. Teremos um mundo de abundância – sem fome, sem doenças, sem pobreza – isto afetará o modelo de governo, segundo os futuristas tornando obsoleto os modelos capitalista, comunista e socialista. Comunismo.

 

Educação e informação tornarão conscientes do quanto podem e devem fazer escolhas. As smart cities serão um problema para a captura de votos dos políticos, existem correntes de pensamento que chegam a considerar a real possibilidade de uma nova forma de governança. Se consideramos a evolução dos bitcoins e blockchains, teremos um cenário absurdamente novo. Nos próximos 50 anos tudo que você já viu será disruptado e a democratização da oferta e do acesso a alimentos, segurança, saúde e educação construíram uma nova relação entre o capital e o trabalho. Sim, nossa cabeça não consegue imaginar tudo isto e você que está lendo este artigo tem todo o direito de achar que isto é improvável. Afinal ao longo da história da humanidade houveram outras revoluções, mas em períodos muito mais longos e com efeitos de transformação de longo prazo. A entrada do 5G que chegará em breve será o estopim para que muitas inovações disruptivas passem a conviver no nosso cotidiano.

 

Digital à Revela o câncer da comoditização:                                            E o mundo dos negócios, como fica no meio disto? A digitalização tem um efeito ainda não absorvido pela maioria dos empresários. Ela rasgou uma janela revelando a enorme comoditização de todos os setores. As consequências nefastas desta realidade serão sentidas com muita dor já nos próximos 2 a 4 anos. Se a empresa não tiver uma oferta com valor singular (preste atenção ser singular será o grande desafio dos estrategistas) de nada adiantará ter uma operação digital, seja no próprio negócio ou na comunicação. Estamos saindo velozmente de produtos e serviços orientados aos clientes, para a busca de soluções para a vida das pessoas. A evolução do processo de:  produto orientado (revolução industrial) à cliente orientado (sociedade da informação) à pessoas no centro (dados + IA+ relacionamento)  será um desafio para a cultura da empresas. A mudança de paradigma de possuir para usufruir, vai produzir novos comportamentos e estimular modificações de hábitos até então inimaginados.

 

Enfim, o mais valioso de tudo isto será identificar o que oferecer para quem, e de que forma.

O G5 nasceu há praticamente 18 meses atrás já com esta clareza: se a empresa não tiver uma oferta de valor aos olhos dos compradores, a comunicação até poderá levar pessoas as lojas, mas a conversão será muito baixa. Nosso negócio é “ colaborar ativamente para identificação, colaboração na construção e comunicação de valor”.  No nosso entendimento existem 5 elementos centrais para este momento:

Inteligência estratégica

Criatividade

Inovação disruptiva

Engajamento

Ativação

 

Nos enquadramos como um ecossistema de empresas que tem como foco construir e apoiar negócios com produtos e serviços singulares. Somos 8 empresas: Sunbrand – pioneira em modelagem de negócios e marcas, com metodologia proprietárias / GData – empresa de captura e predição / GTech – Inteligencia artificial / Competence – Hub Criativo / Brandesign – design de peças e ambientes/Stronger -|Live Marketing; TWF –agencia digital e a Comp – Produtora digital (que já está entregando vídeos com RV e RA).

Acreditamos que o futuro passa não só pela colaboração como em especial para definição de novos produtos. Mas, isto é tema para um artigo mais longo.

 

Joao Satt Filho

Fundador e Diretor Presidente

G5

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