Rodrigo Sanvicente

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THE REVOLUTION WILL NOT BE TELEVISED.
A REVOLUÇÃO DO PROFISSIONAL DE MÍDIA.

Rodrigo Sanvicente

– Mídia Agência Escala

Em 1970, Gil Scott-Heron lançava uma música com o título desse texto.
The Revolution will not be televised.
Uma frase que, nos dias de hoje, já vi ser repetida à exaustão por todos que
querem escrever teorias sobre como as “novas mídias” estão tomando o lugar das “velhas mídias”. Na música de Gil, seriados e personalidades
importantes da cultura da televisão americana eram mencionados como
algo que perderia sua relevância, assim como a própria televisão.
Eu adoro essa música, mas particularmente me permito discordar do artista nesse ponto.
A revolução será, sim, televisionada e também será transmitida por streaming, por mensagens
de whatsapp, por podcast, por vídeos em 360º, pelo rádio, estampará as capas dos jornais e quem sabe se torne até um documentário no Netflix.
De fato existe uma revolução acontecendo agora, mas é dentro das agências de propaganda e  na carreira do profissional de mídia, mas essa revolução tem menos a ver com a mudança de plataformas de consumo de mídia e sim com os dados que essas plataformas estão coletando sobre nós.
A letra do Gil Scott também fala sobre uma revolução que só pode acontecer se você tirar a bunda do sofá. Nesse ponto eu preciso concordar.
Se são os famosos dados que estão revolucionando a forma como compramos mídia e nos conectamos com as pessoas, como podemos tirar a bunda do sofá e nos tornarmos protagonistas dessa transformação?
Já parou pra pensar na quantidade de informação disponível para nós, profissionais de mídia,
tomarmos decisões? Passamos a barreira do perfil demográfico, afinidade com o meio,  canal
ou programa, para descobrirmos onde nosso consumidor vive, por onde ele circula, quais seus conteúdos preferidos, quanto ele ganha, quando ele está conectado na telinha, quem são seus amigos, o que ele está buscando agora, com o que ele trabalha, o que ele pensa sobre uma determinada marca, o que ele comprou ultimamente e até o que ele vai comprar mas ainda não sabe.
Se antes, para falarmos com as pessoas certas, precisávamos encontrar os veículos e programas com maior afinidade e entregarmos na frequência ideal. Já faz um bom tempo que podemos falar com as pessoas certas no momento exato, na plataforma que ela estiver conectada, onde ela estiver, com a mensagem ideal e o objetivo planejado.  E não estou falando apenas de internet. Isso está se tornando uma realidade na televisão, rádio e até na mídia exterior.
Na minha opinião, a fase dos especialistas em televisão, mídia programática, em SEM, em DMP e outras modalidades, dentro de agências, já passou. Essas ferramentas estão se tornando cada vez mais simples e automatizadas. Quer se especializar? Especialize-se em aproveitar dados para tornar o seu planejamento ainda mais efetivo e em como avaliar se o que você planejou realmente aconteceu. Especialize-se em pessoas e como elas reagem aos estímulos de comunicação que você coloca na frente delas.
E vamos parar com essa frescura de que essa plataforma é melhor que aquela.
Não é sobre plataformas, a boa estratégia de mídia é e sempre será sobre pessoas.

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