DISCRETO POR NATUREZA

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DISCRETO POR NATUREZA

 

O mundo dos bilionários abriga as pessoas mais discretas do planeta. Tirando uma exceção aqui e outra ali, aqueles com fortunas que ultrapassam os nove dígitos detestam aparecer. Isso geralmente aflora nas personalidades após a conquista do primeiro bilhão. A exposição pública de uma grande fortuna especialmente num país como o Brasil – pode criar uma série de problemas, que vão desde atrair aproveitadores como ser alvo inclemente da Receita Federal.

O número 1 da lista de FORBES Brasil, o empresário Jorge Paulo Lemann, 77 anos, poderia ocupar tranquilamente o pódio desses endinheirados mais discretos. Ele raramente comparece a eventos públicos. Mudou – se para o exterior há 18 anos para garantir sua privacidade, especialmente quando sua riqueza passou a crescer exponencialmente e seus negócios ganharam o cenário internacional, com aquisições que levaram ícones do capitalismo americano como Budweiser, Burger King e Heinz. Lemann concede pouquíssimas entrevistas, embora mantenha relações amistosas com jornalistas (poucos).

 

Com quase R$ 50 bilhões, ele tem todos os motivos e mais um pouco para se manter discreto.  Mas, muitos anos atrás, quando era um dos sócios do grupo Garantia, já rico e reconhecido por sua capacidade no círculo empresarial, também fazia questão de ficar abaixo do radar. Em meados dos anos 1980, por exemplo, circulava pelo Rio de Janeiro num modesto Passat. Obsessão pelo anonimato? Sim. Mas não é só isso, Lemann é, no fundo, uma pessoa de hábitos simples, que não se deslumbra facilmente com o que o dinheiro possa comprar.

Certa vez, voltando de uma viagem, entrou num posto de gasolina à beira da estrada. Quando parou em frente à bomba, com aquele Passat meia- boca, deu de cara com um assaltante no lugar do frentista. O bandido, ao olhar para o automóvel que o então banqueiro dirigia, balançou a cabeça e disse: “Meu amigo, vai embora que você é peixe pequeno”. Mais que depressa, Lemann se mandou. Até hoje, o assaltante não tem ideia do que fez e de como as aparências podem enganar profundamente.

JP como é conhecido no mercado de capitais, construiu um império com base na meritocracia e contratando pessoas nas quais enxergasse semelhanças com seu estilo empresarial. Isso não quer dizer que todos executivos da Inbev tenham a personalidade parecida ou sejam clones comportamentais de seu chairman. Mas todos compartilham a mesma visão de negócios de Jorge Paulo Lemann. Basicamente, sua receita consiste em maximizar a geração de valor em cada um de seus negócios e reduzir todas as despesas inúteis.

Além disso, quem quiser ser contratado por Lemann precisa ter uma capacidade de trabalho desmedida. Seu círculo profissional não é para quem queira enriquecer em dez anos, comprar um barco e viajar pelo mundo.

É para quem tem uma visão empreendedora e queira construir algo novo do zero. Isso vale para um reles estagiário até o posto de CEO de suas empresas. Não é à toa que, pouco tempo atrás, ele ainda fazia questão de entrevistar vários dos candidatos a um estágio em suas empresas. Sua visão ao controlar o sangue novo que entra em seu grupo, ele igualmente domina o caminho para o futuro e a sustentabilidade dos negócios.

Lemann é o tipo de pessoa que nunca teve muitos ídolos. Prático e direto, gosta de gente como ele. Ele admira, por exemplo, a figura da já falecida Margaret Thatcher, a quem conheceu no início dos anos 90, quando o então Banco Garantia realizou um seminário com a ex-primeira ministra da Inglaterra em São Paulo. A firmeza e a simplicidade de Thatcher encantaram Lemann, o que serviu apenas para reforçar sua admiração pela chamada “Dama de Ferro”.

É impossível falar das empresas de Lemann sem lembrar de suas atividades como filantropo. A Endeavor, uma das entidades que mais apoiam o empreendedorismo no mundo, recebeu ajuda substancial do empresário anos atrás, quando se viu em apuros. Universidades do Brasil e dos Estados Unidos recebem doações do grupo AB Inbev há tempos. É possível, por exemplo, ver homenagens ao nome de Lemann nos campi de instituições de ensino de sangue azul, como Stanford e Harvard, em contrapartida a generosas contribuições.

O dinheiro para Lemann é respeito e quando usado é para realizar mais e sempre melhor. Sua capacidade de empreender torna-o um nome que dignifica e engrandece o nome do país. Sonhar grande sempre é o seu destino. O Brasil precisa de mais LEMANN’S, MUITO MAIS!!!

…MORO NUM PAÍS TROPICAL, ABENÇOADO POR DEUS…..

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