Cado Bottega

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Esse tal mindset

 

Por Cado Bottega – Diretor de Inteligência Criativa da CDN Sul – Conselheiro do Clube de Criação do RS e Vice-presidente da ARP

 

A cultura é um modelo mental coletivo dentro de todos os nossos grupos de convivência, que baseiam-se em algo que sempre foi feito de alguma maneira, fazendo tudo por osmose. Ninguém pensa, somos condicionados a fazer daquela forma porque sempre foi feito daquele jeito.

Para fazer a diferença e sair da rotina, será necessário que você mude seus modelos mentais, só assim conseguirá atingir novos patamares e ter sucesso em suas atividades. Somos campeões em nos dar limites ou metas conservadoras, inconscientemente, barrando nossos sonhos apenas por não termos a coragem de mudar nossos modelos mentais.

 

Como esses modelos mentais são personalizados, é difícil que as pessoas abram mão das suas convicções com muita facilidade. Pode-se usar de exemplo as práticas existentes nas empresas, incluindo as agências de propaganda e que, toda vez que alguém tenta mudar, ouve aquela frase do tipo “isso não vai dar certo”, “nós já tentamos e não funcionou”, fazendo com que nos fixemos na rotina ou sempre fazendo as mesmas coisas por dias, meses ou até anos até que não haja mais tempo, nem dinheiro e, às vezes, nem clientes para continuar fazendo mais do mesmo.

 

Amir Kassaei, diretor global de criação da DDB Worldwide, em artigo para a revista Creativity afirma que para consertar o modelo das agências é necessário “Reconhecer que não estamos no negócio da publicidade, redefinir criatividade e capturar e saber usar a inteligência de dados.”

Resumindo, ele enfatiza que a relevância da comunicação das marcas, a criatividade em forma de soluções realmente inovadoras e as possibilidades maximizadas pela disponibilização dos dados são, na visão dele, os três principais pontos a serem corrigidos no modelo de negócio ultrapassado que se tornou a publicidade.

 

Embora possa parecer pretensioso, nós publicitários precisamos entender de uma vez por todas que somos parte do DNA das marcas para as quais criamos: se eu gero valor para as marcas, logo, eu sou parte do valor dessas marcas.

A substituição do conceito de publicidade pelo conceito de branding está contida no processo de mudança deste modelo. A consistência do discurso das marcas passa pelo abraço de todos que trabalham para elas. Simples de entender, difícil de praticar.

 

Rafael Sampaio, diretor da Revista About e autor do best-seller Propaganda de A-Z em recente palestra com o tema  – O que os clientes esperam das suas agências – encerrou afirmando que “a boa notícia, no meio de tantas mudanças, é que nunca os clientes precisaram tanto de comunicação como agora.”

 

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