Mari Petek

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O destaque dessa semana é uma menina teimosa, arrojada, dedicada, angustiada em fazer. Sua formação e conhecimento são além das fronteiras do pensamento. Sua vontade de realizar está um tempo à frente do mercado. Por tudo que faz, Mari Petek conta a sua vida com orgulho.

 

 

Sempre acompanhei a Coluna do Nenê, desde os tempos de estágio em Publicidade e Propaganda, curso que escolhi de primeira, sem pestanejar.

Lembro do dia que meu pai, o Mario Petek, jornalista e publicitário me perguntou qual curso eu iria fazer no vestibular da Ufrgs, eu respondi, só vou fazer Publicidade e Propaganda se for na ESPM. Silêncio na sala e lá fomos nós para o vestibular naquele dezembro de muito calor em Porto Alegre.

Sou de uma família grande, de figuras trabalhadoras e muito dedicadas.

Meu pai teve 2 empregos quando eu nasci para poder pagar a UTI da PUC par que eu pudesse sobreviver já que eu nasci prematura de 6 meses, minha mãe não estava nem com a mala pronta para ir pro hospital, afinal, nem imaginou que eu nasceria tão rápido.

Minha mãe, enfermeira, abdicou da profissão para me cuidar e dos meus outros 2 irmãos (Bibiana, 23 anos, música e o João Pedro, 30 anos, advogado criminalista).

Minha avó Luizinha, sempre morou no apartamento ao lado do nosso durante minha infância, e eu passei muitas férias e dias com a minha avó que me ensinou tudo sobre etiqueta e como me “portar” em público. Ela também me ensinou sobre a importância da família e de uma profissão, já que ela não pode cursar enfermagem pois na época dela, mulheres não podiam trabalhar e tinham que ser donas de casa. A sorte da minha vó é que ela encontrou meu avô, menino pobre da metade Sul do Rio Grande do Sul que veio para Porto Alegre fazer escola de pilotos da Varig. Fez o curso e seguiu a vida inteira como comandante dos maiores aviões e de vôos internacionais. Com o meu avô aprendi que o céu é o limite e que com disciplina e foco podemos chegar onde desejarmos.

Depois dessa breve história, vamos para o meu cotidiano.

Meu nome é Mariana Moscoso Petek, 34 anos, publicitária com pós-graduação em Marketing Digital pela ESPM Sul e curso de extensão EAD em Harvard em programação.

Dos meus 17, aos anos 28, trabalhei focada em propaganda, em agências muito legais como a VOSSA do Gil Kurtz, a Agência Ama do Zeca Honorato, a IM8 do Aélson.

Antes de trabalhar em agência de propaganda, trabalhei na Dell Computadores por 3 anos , na primeira turma de trainees do mundo, que foi piloto aqui no RS. Na Dell aprendi muito sobre vendas e depois trabalhei no primeiro e-commerce do Brasil, e foi ali que me apaixonei por marketing digital pois tínhamos planilhas e dashboards com muitos números e trackings e isso era sensacional.

Mas como eu estava me formando em publicidade, precisava de um estágio na área e fui trabalhar na IM8, como assistente de atendimento juntamente com a Niura Ribeiro, atendi Planalto Transportes, CGTEE e Grupo Metrovel. A IM8 me deu o drive de propaganda focada em números, vendas, porque o Aelson sempre dizia que propaganda tinha que vender. E isso eu carrego até hoje comigo, principalmente nos dias de hoje, em marketing digital.

Depois disso, fui para a Vossa com o Gil e lá aprendi o atendimento de excelência, a preocupação diária com o melhor resultado que uma equipe pode entregar para o seu cliente e principalmente a importância do planejamento para orquestrar todas as ações de marketing. E tem um fato que talvez o Gil não saiba, mas hoje em dia trabalho muito com RP digital em redes sociais e muito dessa inspiração vi nele, ele me ensinou muito sobre isso.

 

Depois disso fui trabalhar com o Zeca Honorato na Agência Ama, e lá fiquei por 5 anos. Aprendi muito sobre criação, sobre a importância de se defender uma ideia com argumentos fortes e paixão pela ideia.

Na Ama, tive a oportunidade de trabalhar dentro do cliente, na época a Claro, e lá fizemos junto com a equipe de vendas, um projeto inédito no RS que depois se espalhou pelo Brasil. Esse projeto tinha o objetivo de unificar a comunicação institucional com as mais de 300 lojas de agentes autorizados Claro pelo Rio Grande do Sul. E foi um projeto sensacional pois tínhamos um portal onde o agente lá da metade Sul podia escolher o seu banner e nós criávamos e entregávamos direto na sua loja e toda a comunicação ficava linda, unificada.

Quando entrei no Pós em marketing Digital da ESPM despertou o meu espírito empreendedor pois a cada aula que assistia com toda a minha dedicação e vontade, me dava um click e eu via que era possível fazer algo diferente.

Comecei a estudar muito, os modelos de negócio do EUA que já estavam muito a frente do nosso e com um drive de vendas pela web muito forte.

E vi que a propaganda iria migrar para algo mais especificamente ligado a métricas.

Na época isso não era tão claro como é agora.

Ninguém falava em lead, em funil de venda, em alcance no Facebook e muito menos bots.

Naquele tempo a gente queria mesmo era diferenciar rede social de brincadeira de adolescente.

E pouco a pouco fui estruturando o modelo de negócio da Plin Digital.

Em uma noite, fiz umas contas e percebi que precisava de uma sala e um estagiário de direção de arte, eu já tinha 2 clientes interessados e que com isso conseguiria pagar o custo do estagiário e que se eu não ganhasse nada, venderia o meu carro, um Fox na época que eu tinha terminado de quitar (UFA).

Chego em casa, conto a ideia para o meu pai, o Mario, ele pergunta:

preciso saber tudo o que tu vai precisar para montar esse negócio? Eu gelei porque não tinha ido a fundo nesse planejamento estratégico afinal de contas tinha a certeza que marketing digital era o negócio mas não conseguia expressar em palavras ou sequer ter um plano.

Esse foi meu primeiro desafio: planejar e convencer alguém de fora de que a ideia que eu sabia que era perfeita, realmente era boa.

Porque é sempre assim, a gente sempre acha que as nossas ideias são sensacionais. Até porque eu já vinha estudando há uns bons anos.

Fiz o plano, apresentei e ele me disse: olha tem uma sala lá no conjunto da Adhoc (empresa dele) sobrando. Se tu quiser pode começar por lá.

E lá fui eu, no dia 15 de novembro de 2013, me arrumei como se fosse fazer a primeira reunião do dia e desde aquele dia comecei a Plin Digital.

Apesar de eu ter o drive para atendimento e vendas, decidi ficar focada na parte analítica e produção e acompanhamento dos projetos e o meu pai, o Mario fica na área comercial e administrativa da empresa.

A Plin Digital começou como uma empresa com foco em redes sociais mas ao longo desses anos, fomos percebendo que o planejamento e a análise eram parte muito importante desse jogo chamado marketing digital e assim trabalhamos, perseguindo o melhor resultado para os clientes dia a pós dia.

Trabalhar com marketing digital é bastante trabalhoso e sim, é necessário estudo diário. Tem muito assunto, muita cosia rolando.

E foi a partir daí, e das dúvidas que meus clientes tinham e meus alunos dos cursos livres e MBA que eu ministro que eu percebi que há muitas pessoas que sabem pouco sobre o assunto mas que tem receio de ir para um curso com muitos alunos e tem até vergonha de levantar a mão e perguntar por exemplo, sobre impulsionamento no Facebook. A partir daí, montei um programa de mentoria executiva, onde ensino através de encontros individuais ou pequenos grupos, marketing digital, métricas, redes sociais, planejamento e ROI.

 

Para completar, marketing digital é conexão, então se vocês tiverem qualquer dúvida, curiosidade, ou quiserem trocar ideias, podem escrever para mim, ficarei honrada em compartilhar com todos.

Email: mari@plindigital.com

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