Nelson Ferrão

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Arriscar, mais e mais

Por: Nelson Ferrão – Jornalista

Dia destes, conversando com um velho amigo, meio baleado depois de um daqueles problemas de saúde que vêm no pacote da tal de “melhor idade” – uma grande bobagem, esta definição… – concordamos num ponto-chave da nossa existência por aqui. Talvez uma das coisas que mais atravancam a vida da gente seja um doentio excesso de cautela. Algo já parente próximo do medo, do cagaço, na real. Quando só nos permitimos fazer coisas bem embaladinhas, dentro da casinha, experimentar relacionamentos pessoas e profissionais certinhos, encaixadinhos nos padrões “formais”, por receio dos resultados de uma eventual decisão corajosa de encarar o não tão conhecido – nem precisa ser o desconhecido…. Assim, ambos concordamos, se perde o jogo sem ao menos termos entrado em campo.

Esta cautela em doses exageradas e estúpidas pode nos custar demais na vida profissional, pessoal e afetiva. Na raiz de tudo isto, achamos meu velho parceiro e eu, nos perdoem a pretensão os especialistas em comportamento humano, está o receio da rejeição, de ouvir o tal de “não”. Muitos de nós, por “n” razões, estão despreparados pra isto. Aí, por este medo disfarçado com o nome de cautela, perdemos oportunidades preciosas. Que vão fazer muita falta no balanço das nossas vidas.

Então, meninos e meninas, mesmo com aquele friozinho na barriga, mas com aquele toque de audácia adolescente, precisamos arriscar, mais e mais. Vamos dar passos à frente, não recuar. Não vacilar por mancadas passadas. Por decepções passadas. Estas já foram e não podem determinar que tudo mais que viermos a tentar fazer vai ter o mesmo resultado. Pelo contrário, aprendemos alguma coisa com estes tropeços que irá nos ajudar no caminho. Só não dá pra “congelar” nossos corações e esperar o tempo passar. Pois ele vai passar mesmo, muito rápido, e não voltar mais. E, nunca esqueçamos, ninguém consegue fazer poupança de tempo e Vamos então correr riscos pra viver emoções que não nos permitimos por preconceitos e condicionamentos babacas. Caso contrário, podem crer, o que nos restará será uma espécie de morte em vida. Insossa, inodora e fria… Eu não quero isto pra mim! Vocês querem?

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