Ana Paixão

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O destaque dessa semana é uma mulher verdadeira, parceira, autentica em tudo. Ana Paixão é um exemplo de luta e conquistas desse mercado que muito me honra como amigo e parceiro de GAV. Tudo pra Ana é realizável, não tem ruim. Seu sobrenome é realmente o que ela é: PAIXÃO e CORTES.

Quando o Nenê me convidou para participar da coluna fiquei muito lisonjeada, mas também tensa pois não é fácil escrever sobre si, ainda mais eu que rendo muito mais falando do que escrevendo. Parar para pensar foi uma ótima oportunidade para refletir um pouco sobre o caminho percorrido nestes vários anos de mercado de vida.

Sou Ana Regina Carvalho Paixão Côrtes, mais conhecida como Ana Paixão. Quarta filha da cachoeirense e professora de Belas Artes, Marlene Araújo Carvalho e do santanense e agrônomo, João Carlos Paixão Côrtes, vulgo “O Laçador”. Deles herdei muitas coisas boas entre elas persistência e superação, e coisas não tão boas assim, como falar muito alto e gesticular muito. Mas estou continuamente me policiando para não deixar este meu lado “faca na bota” me definir.

Me dei conta que este ano estou fazendo 30 anos de formada em Publicidade e Propaganda, filha da Famecos, e 31 anos de primeira contratação na área comercial de veículo.

Minha história com a Comunicação começou antes da PUC, no Colégio Júlio de Castilho fiz o Curso Técnico de Publicidade. Ali foi plantada a semente que me levou a querer seguir nesta área. Apaixonada por comunicação, não estava certa sobre a “rentabilidade” da profissão de publicitária e prestei vestibular na Famecos para Jornalismo. O engano durou apenas um semestre, o suficiente para descobrir que tinha o poder do convencimento, e troquei para Publicidade e Propaganda.

Comecei a trabalhar fazendo estágio, por três meses, em uma Agência de Propaganda pequena, quando estava no 6º semestre da faculdade. Aí fui indicada por uma colega da Famecos para ocupar uma vaga de Atendimento da Rádio Capital AM/FM. Adorei pois não entrei como estagiária, mas sim como Atendimento. Não tinha a menor ideia do que iria fazer até porque na faculdade nunca tinha ouvido falar em Atendimento de veículo. Fui na cara e coragem se ia gostar e me apaixonei!

Na Rádio Capital AM/FM trabalhei com o Gilberto Lessa que foi um grande chefe e me ajudou muito pois não tinha noção do que eu iria fazer. Foi um início duro, principalmente por ser um veículo pequeno e com audiência baixa, mas foi gratificante porque aprendi a contornar a dificuldades e não desistir. Um grande desafio e um aprendizado. Se não desisti ali, não iria desistir nunca mais de trabalhar em veículo.

Depois de nove meses, Lessa foi transferido para a Rádio Princesa AM e me levou junto. Fui para uma rádio popular, de samba, que o mercado na época tinha preconceito, mas foi uma experiência gratificante. Um aprendizado de muitas amizades.

Me formei numa sexta-feira, 13 de agosto de 1988. A data era sinistra, mas eu já tinha certeza de que estava fazendo o que eu gostava.

No ano seguinte fui contratada pela Rádio Gaúcha, onde fazia atendimento de pequenas e médias agências. Me lembro que a na época a ideia da Diretoria era colocar alguém do sexo masculino de atendimento, pois tinha mais identificação com a rádio, mas o Rogério Cucchiarelli apostou em mim. E apostou certo, primeiro porque tive que conquistar meu espaço na rádio e depois porque tive um upgrade na minha carreira e o reconhecimento do meu trabalho no mercado. Foi uma experiência maravilhosa, trabalhei com muita gente durante os quase seis anos que fiquei lá. Mudou equipe comercial, mudou gerente, mudamos de prédio, voltamos para o prédio, mudou a forma de venda, inflação galopante, foram anos intensos, mas sempre aprendendo muito e tendo muitas realizações.

No final de 1994 o Rogério Cuchiarelli me chamou para um novo projeto, ir Gerenciar a Band FM. Muita gente disse que eu era maluca de sair da Gaúcha, de uma rádio onde todo mundo queria ir trabalhar, mas foi um passo importante, gerenciar uma equipe comercial. Outro baita desafio.

Dois anos depois, fui convidada para assumir o escritório comercial de outra rádio, a Antena 1. Ao mesmo tempo tive grandes mudanças na minha vida pessoal, casei com Bira Valdez, nasceu minha filha Victoria e mudamos para São Paulo em 2001. No mesmo ano, voltamos para Porto Alegre e fiquei um ano afastada envolvida com a família. Em 2002 voltei para a Band e no ano de 2005 tive uma perda brusca na minha vida pessoal e tive que realinhar o rumo da minha vida.

No mesmo ano fui convidada para gerenciar a equipe comercial da BandNews, que estava entrando no mercado local, e foi sensacional e pessoalmente me ajudou muito a retomar minha vida, foi muito motivador este novo desafio.

Passados cinco anos fui convidada pela Neca Hickmann para integrar a equipe comercial da RBS TV, voltei a ser executiva de conta. Pode até parecer que estava dando um passo para trás mas trabalhar num veículo líder e voltar a ser Atendimento foi muito importante para eu conseguir me renovar enquanto profissional. Trabalhei com pessoas maravilhosas e que, com certeza, me fizeram uma pessoa melhor.

Desde 2012 estou de volta a Rádio Antena1 na Gerencia do escritório, fazendo o que mais gosto.

Cruzes, nem eu tinha me dado conta que tinha feito tanta coisa! Mas o resumo de tudo isto é que olhando o caminho percorrido me dou conta que me realizei profissionalmente e que ainda estou continuamente aprendendo, buscando me superar, mas que acima de tudo conheci muita gente legal que vou levar para o resto de minha vida.

Em tempo, como dizem: que a fruta não cai longe do pé, no caso da minha filha não poderia ser diferente! Com mãe publicitária, pai e irmã jornalistas, a Victoria está fazendo Publicidade Propaganda na Famecos. O bacana disso tudo é que conversamos muito sobre o mercado, sobre os novos caminhos da publicidade, o que ela vai enfrentar pela frente!

Espero que minha experiência ajude em algum momento na formação dela e que ela seja tão realizada quanto eu.

Obrigada Nene por me convidar para participar da coluna e ter a chance de compartilhar e reviver a minha história profissional. Grande beijo!

 

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