GUSTAVO ERMEL

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O destaque dessa semana é de um craque da bola, um craque de carinho e respeito, de um craque de conduzir uma agência da grande Porto Alegre com características nacionais e internacionais. Esse craque é Gustavo Ermel, sócio diretor da SPR de Novo Hamburgo.

 

 

O Nenê é um daqueles caras que quando começa a falar, eu paro. Eu sempre sou um dos que mais fala na sala, mas com ele eu não consigo. Ele também é o único que me xinga e eu não fico brabo. Também foi um dos que estava em uma das primeiras palestras que eu dei na minha vida. Ele já experiente pra caramba lá sentado me ouvindo. Quando a palestra terminou, meus pais desceram para me cumprimentar e dar os parabéns, e o Nenê chegou e disse:

– É nessas horas que a gente vê que todo o esforço que tivemos com nossos filhos valeu a pena. Deve ser um orgulho ser pai e mãe desse guri.

Ele talvez não lembre disso, mas eu lembro e nunca vou esquecer.

Ser chamado por ele para escrever um pouco sobre mim é um prazer. Aí vai um pouco da minha história, espero não fazer ninguém pegar no sono.

Acho que a minha história com a comunicação começa desde cedo. Sempre fui um daqueles caras que mais falavam e que conheciam bastante gente por causa disso. A comunicação sempre me ajudou, mesmo eu não sabendo. Acho que ser um empresário é algo que também sempre esteve em mim. Desde a época que eu vendia pilhas nas feiras de ciência na escola, até a época que eu tive a brilhante ideia (sem sucesso) de emprestar dinheiro a juros

Meu sonho sempre foi ser jogador de futebol. Eu até tentei por um tempo, mas o próprio tempo me mostrou que eu não tinha o menor talento para aquilo. Porém, essa experiência me ajudou demais a fazer as bases do que veio a seguir na minha vida. Eu não tinha talento para ser profissional, mas tinha para jogar com os amadores. Ali eu não era tão ruim, e foi assim que tudo começou.

Meu pai sempre jogou bola e um dia me disse que, mesmo não sendo profissional, o futebol havia dado quase tudo para ele, porque foi lá que ele conheceu quase todos os seus amigos. Até hoje ele faz viagens internacionais por causa do futebol, mesmo não tendo mais joelhos para isso.

Já na faculdade de publicidade, eu ia na van de um cara gente boa que também adorava futebol e que, por sinal, jogava muito bem. Ele se chamava Tiago. Eu normalmente ia na frente com ele conversando. Naquela época eu recém havia saído de um emprego e estava procurando por uma nova oportunidade.

Um dia o Tiago levou os funcionários do antigo Banco BCN para ir jogar bola em Caxias. Durante o trajeto, ele perguntou para o gerente se havia alguma vaga de estágio. O gerente disse que no BCN não haviam estagiários. Lá, a pessoa já começava contratada. O gerente quis saber o porquê da pergunta e o Tiago respondeu que ele conhecia um cara bem gente boa que ia com ele na van e que poderia se encaixar bem no perfil de profissionais do banco. O gerente perguntou se esse cara jogava bola. Ele disse que o cara jogava bem pra c* (exagerando muito), e assim a minha história profissional começou de fato. Fui contratado pelo banco.

Lembro que quando eu cheguei para a entrevista e o responsável me disse o salário, eu quase caí para trás. Era algo como 6 salários mínimos para um cara de 20 anos. Eu estava rico! Foram dois anos e meio de muito aprendizado. O trabalho não era fácil, mas eu cresci muito como pessoa e me tornei um adulto lá. Levo comigo muitos amigos daquela época e os respeito demais. Anos depois, aquele mesmo gerente abriu um negócio novo com a sua esposa e me chamou mais uma vez para fazer o trabalho de comunicação da empresa.

Ainda trabalhando no banco, comecei a minha primeira agência com um amigo e com um amigo do meu amigo. Tínhamos um cliente no shopping e era na praça de alimentação que eu fazia as reuniões. Fazia tudo antes de começar no banco ou no final do dia depois que saía do trabalho Logo as coisas começaram a evoluir e eu saí do banco. Com o dinheiro, pude começar de fato a agência.

As coisas aconteceram muito rápido. Em um ano e meio tínhamos duas salas comerciais e seis pessoas trabalhando. Lembro que, no início, o meu sonho era só que o telefone da sala, que recém havíamos alugado e que era linda, tocasse. O telefone quase nunca tocava naquela época.

Foi em mais um daqueles momentos em que a comunicação estava do meu lado que tudo mudou novamente. Um dia fui a Gramado no Festival de Cinema. Eu estava lá com a minha namorada na época, e hoje esposa, conversando com amigos quando chegou o meu atual sócio, o Juliano. Ele era o sócio da SPR que já era uma realidade no mercado publicitário. Eu já conhecia ele e ficamos ali conversando. Achei que ia ser uma conversa curta, mas ela foi se prolongando. No outro dia, recebi uma ligação dele nos convidando para sermos sócios na SPR.

Hoje, olhando para trás, vejo como as coisas foram se conectando. A comunicação, o futebol e a veia empreendedora. Eu sempre fui um cara ansioso por não saber o que queria ser na vida. Na verdade, estava tudo lá, eu só não tinha ideia da força que isso tinha

Não é por acaso que hoje tento ajudar os clientes a mudarem seus negócios através da comunicação. Sei da importância que isso tem por experiência própria. O futebol ainda jogo, não ganho dinheiro com isso. Treino e me cuido para poder jogar com meus amigos e levo tudo muito a sério. Como meu pai, já fiz uma viagem internacional por causa do futebol. Fomos para a Alemanha jogar um torneio. Passamos por cima deles, mas no final das contas, acho que eu fui um dos únicos que levou o torneio a sério.

Sempre achei que essas paixões seriam suficientes para a minha vida, até virar pai. Não podia deixar de escrever algo sobre mim sem citar a mais nova e maior paixão da minha vida. Espero ter uma história tão bonita e duradoura com essa nova paixão como a que tive até hoje com minhas paixões de infância.

Nenê! Obrigado pela oportunidade de me fazer lembrar um pouco da minha história.

Um beijo para ti!

 

 

 

 

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