O FOCO

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O FOCO

Na hora de escolher um investimento em educação ou aceitar uma proposta de trabalho, com frequência discutimos se a melhor estratégia de carreira é ter um foco específico ou ser um generalista. Porém, quando observo o mercado, não tenho dúvida de que o profissional é favorecido quando tem um eixo funcional definido.

Uma pesquisa conduzida pelas universidades Colúmbia e Tulane revelou que mais de 400 alunos de MBAs que atuavam no setor financeiro, mas que haviam se graduado em áreas distintas, obtiveram um  bônus 35% maior se comparado ao dos que tinham formação específica em finanças. Os generalistas eram os preferidos: os especialistas, os castigados. Entretanto, mesmo que a formação acadêmica seja um fator de diferenciação, nenhum deles precisou migrar para outro departamento.

A “ hiperespecialização “ das carreiras definem não só as organizações, mas também todas as atividades da sociedade moderna necessitam de pessoas altamente especializadas. Isso ocorre porque a alta complexidade dos negócios, a redução das estruturas e a pressão por resultados exigem foco e conhecimentos consolidados.

Precisamos compreender que área-foco significa um conjunto de atividades que compõe o eixo funcional de carreira. Por exemplo, para se especializar em RH é preciso ter experiência em recrutamento, seleção, remuneração e desenvolvimento. Navegar dentro de um setor é saudável e não significa perder a concentração.

Além de construir uma especialidade, é importante complementar a carreira com uma visão sistêmica, principalmente para posições de liderança. Focalizar um eixo funcional e compreender as áreas são os alicerces da trilha profissional.

Estamos diante da transformação dos modelos tradicionais de trabalho. Uma das iniciativas contemporâneas é a criação de hubs, ou grupos que contribuem com diversas atividades da organização, sem hierarquia e sem necessariamente as pessoas estarem em seu setor de origem. Esses modelos flexíveis serão necessários para oxigenar as carreiras e permitir movimentos não lineares.

Mas é importante não se iludir. Acompanhar as mudanças da área e se manter atualizado são antídotos contra o envelhecimento e darão sustentação no longo prazo, independentemente da forma como as organizações se ajeitem.

 

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