SAÚDE DOS OUTROS: O QUE EU TENHO COM ISSO?

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Saúde dos outros: o que eu tenho com isso?

Andréa Schuur Macagnan, gestora de comunicação e marketing da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Quando falamos de consumidor consciente você certamente se inclui nessa. Dá preferência para produtos com procedência, que não  tenham impacto no meio ambiente e, de preferência, proporcione qualidade de vida a mais pessoas. Inclusive, frequentemente acha que esse papo é muito mimimi. O incentivo ao tal do consumo consciente já é óbvio e está todos os dias no nosso nariz, nas prateleiras dos supermercados e nas frases de impacto das timelines dos amigos. Mas vamos combinar: é confortador quando lemos que uma embalagem é reciclada, que o produto não usa animais em testes, que são orgânicos, sustententáveis e que tem muita história por trás. A compra se transforma em uma atitude e conforta a ansiedade por um mundo melhor.

Mas e quando você precisa comprar serviços de saúde? Passa pela sua cabeça que esta escolha também pode ser consumo sustentável? Se, ao pagar por um serviço especializado altamente qualificado você estivesse proporcionando atendimento gratuito a alguém que você não conhece e provavelmente nunca irá conhecer?  Você levaria isso em consideração? Tenho certeza que sim. Você só não pensou sobre isso. Quem sabe, em uma próxima vez, você escolha por um hospital filantrópico e proporcione, assim, saúde para mais pessoas e não somente para você.

O consumo é uma escolha. E por que não escolher utilizar o seu plano de saúde ou pagar por serviços de saúde gerando sustentabilidade para instituições que entregam atendimento gratuito para a população? É a sustentabilidade do SUS. Você contribuindo com a saúde de muita gente.

Resignifiquei a minha crença no poder transformador da comunicação. Trabalho em uma instituição que tem o seu propósito na assinatura da sua marca. Acredito plenamente na multiplicação de consumidores conscientes através da informação. Nenhum argumento de compra pode ser mais relevante e verdadeiro do que o impacto que gero através do que consumo.

Ali na frente o consumo sustentável não será uma questão de escolha do indivíduo. Será premissa da nossa sociedade. E essa galera que está chegando no mercado de trabalho, tendo poder de compra, vai escolher muito bem por quais marcas irá pagar. Ainda bem.

 

 

 

 

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