João Firme-22-06-18

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A PROPAGANDA VOLTADA À SAÚDE

Por João Firme – Publicitário e Jornalista

A primeira conta de propaganda de saúde que tive há 62 anos, foi dos hospitais Conceição e Cristo Redentor, com o empreendedor Jayr Boeira de Almeida, que no primeiro contato nos disse que não era médico, mas queria investir na construção dos dois hospitais que no futuro não seriam dele, e sim, do governo.

A segunda, aconteceu na década de 70 e me dá esperanças até hoje, foi a Policlínica Central dos drs. Moacir e Jayme Zaducliver, médicos cardiologistas e em troca dos serviços internos, 37 funcionários e familiares da Arauto tinham atendimento gratuito de consultas médicas e exames laboratoriais, humanizando-a no social. Dizem que fui o pioneiro no Brasil.

Quando apresentei a primeira mídia em todos os jornais e algumas rádios, no pacote propus um desconto especial para atender cerca de 3 mil diretores, funcionários e filhos das agências associadas ao Sindicato das Agências de Propaganda no RS do qual eu era fundador e estive presidente por 33 anos. O então diretor de marketing, Cesar Franco de Lima, com visão humanística e social propôs trocar os valores mensais correspondentes por centímetros do Jornal do Comércio e jingles na Rádio Princesa (hoje Pampa).

Falamos com o Delmar Jarros, um “gentelment” que prontamente atendeu o SINAPRO-RS, respondendo que o social para ajudar a comunidade nos bons projetos era o norte do seu pai Janor ao fundar o JC, jornalista Decente e Ético que tive a felicidade de conhecer e seguir seus bons modos.

No protocolo firmado na Associação Riograndense de Imprensa com o Delmar, o Otávio Gadret, Dr. Moacir Zaducliver, cardiologista; Alberto André presidindo a reunião com um mutirão de comunicadores que foram ver para crer, o cardiologista e jornalista, Jayme, irmão do Moacir, surpreendeu a todos colocando à disposição da ARI, 100 consultas por semana, sem atrelar à mídia. Foi uma alegria geral com o Andrezinho sábio e cativante, dando uma aula sobre a importância das empresas se anteciparem ao governo na socialização e ao encerrar quase chorando, disse: “Hoje eu pago tudo que beberem e tomarem: Rumo ao Bar”.

Após 9 anos com o passamento do Jayme Zaducliver a Policlínica encerrou as portas e o Cesar fundou o Centro Clínico Gaúcho continuando com o convênio ampliando-o para a TV e efetuamos o primeiro programa de Medicina Preventiva, depois de convencermos o CREMERS que na época proibia médicos de falarem na TV e no Rádio por entenderem que eram consultas gratuitas. Era na BAND aos domingos com o apresentador, Vinogron, médico traumatologista que foi cursar jornalismo na FAMECOS, onde estudei e há tempos deixou de clinicar e hoje atua nos veículos, graças a Propaganda que é paga e dá bumerangue.

Um jornalista inscreveu gratuitamente este projeto social de saúde na Propaganda, “bolado” pelo Cesar Lima para concorrer à premiação na 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris no dia 21 de setembro e será premiado Hors-Concours. Talvez o Cesar esteja na cidade da cultura para este Preito de Gratidão da Propaganda assim como aconteceu quando recebi o título de Cidadão Gramadense na Câmara, ele esteve presente e deu um depoimento carinhoso que está no meu livro Causas e Concausas da Vida de Um Comunicador Editado em 2007 em benefício do Instituto Ver e destaco o seguinte” Pequeno Grande Homem.  Acho que acertei na mosca. Mas para mim serás sempre pequeno no tamanho e grande de coração em tudo que fazes”

Que maravilha meu Deus.

 

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