Isabel Penna

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O Destaque dessa semana é de uma mulher inquieta que é um exemplo de executiva de atendimento de agência, que tem em seus clientes um nível de confiança e responsabilidade, que faz a vez deles, de tanto que se empenha e vibra com seus resultados. Estamos falando de Isabel Penna, sinônimo de Airton Rocha/M+A.

Um belo domingo, estou em casa, final de almoço, sinal do WhatsApp. Quem era? O Nenê Zimmermann.

“Conta a tua história como destaque. Seria ótimo. Bora!!!”

Pensei em responder de pronto, dizendo um não! Mas deixei de lado e só respondi no dia seguinte, prometendo pensar, mas como não gosto de falar de mim, nada poderia prometer.  Ele, claro, não deu bola e disse que me incomodaria, que eu parasse de frescura. Grande Nenê, como dizer não pra você?

Então, “bora” contar a minha história. Confesso frio na barriga. Odeio me expor, mas tudo bem aceito o desafio.

Comecei muito cedo, com 16 anos, por absoluta necessidade. Mas é fato que naquela época já sonhava com a minha independência. Não foi um sacrifício, foi um grito de liberdade: estou trabalhando, tenho o meu dinheiro, posso seguir em frente!!!

Meu tio, Renato, que era contato de algum grupo de comunicação na época, me indicou para trabalhar numa micro-agência de publicidade. Eram dois caras que vendiam anúncios classificados, na verdade. Faziam ali, na máquina de escrever.  Eu era secretária, recepcionista, telefonista, office girl e bengala dos dois. Eu não sabia subscritar um envelope (naquela época era usual), mas aprendi e fui em frente. Lá fiquei por pouco mais de um ano. Até que cansei de carregar jornais. Sim, eles me faziam carregar pilhas de jornais, aqueles dois marmanjos. Eu pedi demissão. Não poderia, pois o meu salário era fundamental em casa. Mas pensei se consegui esse trabalho, porque não buscar um melhor? Eles não queriam me largar, nem por decreto, mas não podia mais olhar pra cara deles.

Saí em busca de outro trabalho e fui parar como estagiária numa Secretaria de Estado, pois cursava o final do ensino médio. Um trabalho de rotina, longe de fazer brilhar os meus olhos.   Mas tudo bem serviu como experiência. Tudo serve.

Dali, fui parar na Símbolo Propaganda, onde tudo realmente começou. Conheci pessoas legais e que fizeram toda a diferença na minha vida. O Itamar Gravem me entrevistou e depois o Daltro Franchini. O Itamar gostou de mim, porém o Daltro, penso eu, me viu garota e insegura. Não ganhei a vaga de secretária do Diretor-Presidente, mas do Atendimento. Não podia ter sido melhor. Caí no lugar certo.  Figuras incríveis e muito aprendizado.

Aprendi muito, principalmente a fazer diferença.  Entendi a real necessidade de me tornar imprescindível. Eu ganhava aumentos espontâneos e também feedbacks muito positivos.

Recebi promoção e fui trabalhar diretamente com uma figura que respeito e devo muito, Roberto Franchini. Um grande talento, uma figura ímpar, um coração enorme.

Tive a oportunidade de ficar mais próxima da diretoria, no caso, o Aírton Rocha, que era muito bravo, metia medo na agência inteira, mas no fundo, era “gente como a gente” e também o Romualdo Skowronsky, que era quase uma celebridade.  Nossa, eu trabalhando no meio daqueles homens de sucesso!!!

Adorava o meu trabalho e principalmente, a Símbolo. As pessoas eram legais, os clientes bacanas e eu,  valorizada. Trabalhava-se muito, mas era gratificante.  Os chatos, pois sempre tem algum chato na história, eram minoria e nem contavam.

Um dia o Roberto chamou o Paulinho Franchini e eu, dizendo que ia embora, que sairia da Símbolo, mas que não nos preocupássemos, pois para onde ele fosse, iríamos também. Nem preciso dizer, fiquei chocada! Eu gostava dali. Não queria sair.

Era verão, eu amo o verão e fui de férias para o Recife.  Curti, viajei, aproveitei e até esqueci a função. Quando voltei, o Roberto já estava me chamando para trabalhar com ele, na nova empresa. Martins & Andrade Comunicação.  O Aírton e a Lígia, o Mironga e não lembro mais quem, já tinham sido transferidos dois anos antes e estavam bem adaptados. Era a minha vez.

Aceitei o desafio, mas sofri. Tive dificuldade em me adaptar, pois tudo era muito diferente. Encontrei pessoas muito legais, outras nem tanto, na época, mas aos poucos fui assimilando e buscando o meu espaço.

O Beto Franchini entendeu e reconheceu que eu tinha qualidades para me tornar uma profissional da área de Atendimento e assim o fez. Jogou-me aos leões e eu fui. Tomei alguns tombos e não foram poucos, mas também, muitos desafios e muitas glórias.  Atendi dentre tantos, nada menos do que Antarctica – Polar, Banco Meridional, Olvebra e outros.

Tive uma saída da Agência, para integrar o Departamento de Marketing da Olvebra e trabalhar com Viviam Valls, uma amiga da vida. Pessoa maravilhosa, íntegra, mora no meu coração.

Lá, participei do Lançamento do primeiro Óleo de Canola do Brasil, Purilev e do relançamento do Novomilke, uma vitamina instantânea.  Nossa, um “MBA in Company”!!!  Eu levantava às 5 horas da manhã, todos os dias, para caminhar sete quadras e pegar um ônibus que levava os funcionários até a fábrica. Fiquei na empresa por dois anos, mas na fábrica por três meses. Foi uma experiência valorosa, conheci de um tudo.

Um belo dia, o Aírton Rocha que já não era tão bravo quanto na época da Símbolo, me chamou de volta para a Martins e eu fiquei muito feliz. Voltei a trabalhar com os meus amigos, com as pessoas que eu confiava e principalmente, viver uma vida “normal”.

Na Martins eu fiz amigos, mas não ouso citar nomes, pois são tantos, mas tantos, que eu seria louca e não me perdoaria jamais de esquecer algum.

Na Martins eu cursei a minha faculdade e principalmente, adquiri todo o conhecimento que tenho hoje. Claro que não é nada perto do que ainda tenho para aprender. Sim, estarei velhinha, de bengala quem sabe, aprendendo alguma coisa. Não sou pretenciosa nem arrogante, aliás, detesto gente assim. Aprendi a exercitar a tolerância, aprendi a valorizar as diferenças e também que ninguém faz nada sozinho.

Com o Aírton eu aprendi a ouvir e não responder com raiva. Tem um conselho dele que eu levo comigo: “calma! Conversa com o teu travesseiro, amanhã será outro dia”. Batata!!!! O cara tá certíssimo.

Na Martins atendi contas nos mais diversos segmentos, desde CRT, Telefônica, Banrisul, InPar, Antarctica, San Marino Fiat, CarHouse Toyota, Stara, Governo do Estado, Prefeitura, Quero-Quero …

Atendo Grupo Unificado, GBOEX, Sarandi, SIMERS, SENGE-RS, SINEPE-RS, Arroz Sepé, Copagra Ford, Foernges e sigo aprendendo com cada um deles.

Hoje posso garantir que embora as dificuldades do mercado sejam muitas, encontramos na Martins o jeito certo de trabalhar. Uma equipe enxuta, veloz e cheia de energia, mas principalmente, muito integrada.

Obrigada, querido Nenê.  Total admiração e respeito, por você. Não poderia deixar de atender o teu convite.

 

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