NOTAS DA SEMANA-20-07-18

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SINAPRO RS

Como de costume a Prefeitura de Porto Alegre, continua enrolando a missiva do Sinapro, sem responde-la conforme havia prometido. Ficaremos sem saber porque gastou 5 milhões, diretamente com os veículos de comunicação e porque, até agora, não publicou o edital de licitação para escolha de uma agência. Aliás, não publicou até agora, nenhum edital da área de propaganda.

EM TEMPO: A coluna foi informada que o Sinapro já fez um comunicado oficial ao CENP, e prepara-se para representar junto ao Ministério Público.

CANOAS

Depois de tentar fazer uma nova licitação para escolha de suas agências, a Prefeitura de Canoas resolveu renovar por mais um ano seu contrato com as atuais.

MAX LACHER

O professor. O comunicador. O facilitador. O sempre presente da ESPM se despediu essa semana depois de 18 anos atuando na instituição. Perde a ESPM, com seu jeito novo de desvalorizar o Rio grande, e esquecer quem fez. A direção é de São Paulo. A agência de publicidade é de São Paulo. O financeiro é de São Paulo. Por isso, ao invés de ESPM Sul, quem sabe ficaria melhor ESPM Paulista.

SENAR

SPR, Protarget, Moove, Y Propaganda, Escala, Dez, Engenho, Centro são as agências que estão participando da concorrência do SENAR que aconteceu nessa quinta feira (19/07).

SEM ACORDO

Não houve entendimento entre o sindicato de profissionais e o sindicato das empresas de propaganda. Segundo se sabe, pedida fora do contexto e terão várias e intermináveis rodadas ainda.

MUDANÇA RADICAL

Orestes de Andrade, que foi Diretor Geral de Publicidade de Secom RS e presidente da TVE, em ambos os lugares desempenhando com muito afinco e propriedade essas funções, acaba de ser contratado pela prefeitura de Porto Alegre, onde ocupará o cargo de Secretário de Comunicação. Um nome de peso e de muita credibilidade. Acertou o prefeito. Esperamos que agora a comunicação da capital tenha a devida importância da função.

EDITAL BB

A ABAP está questionando o edital de concorrência de agência do Banco do Brasil, que é de 500 milhões. Contempla quatro agências. Cada uma delas deve ter capital social e patrimônio líquido de 12,5 milhões (10% da verba). Mais ainda, deve ter no seu portfólio, 50 milhões de faturamento de clientes. O pior é que o edital determina que, dos 20% do valor de mídia que o veículo pagará para a agência, ela ainda terá que pagar um quarto para o banco. Não só trabalhará de graça, mas pagará para trabalhar.

Só um governo desse quilate é capaz de fazer tanta bobagem e falcatrua!

DANÇA DAS CADEIRAS

– Aline Carré que vinha desempenhando as funções de executiva de mídia com muita propriedade atendendo contas de governo na Moove, é a nova gerente de mídia da Gad Design. Desejamos todo o sucesso a Aline.

– Dulce Cardoso que estava na Rádio Guaíba está realizando um freela na Agência Moove que durará um tempo grande. Ela entende tudo de mídia.

– Juliana Duarte terminou seu trabalho para a Fiergs na Agência Matriz e está pronta para outras investidas.

NETFLIX

Não só a TV paga perde clientes. A base da Netflix está 20% abaixo do esperado.

NOVA MOOVE

A Moove informa a alteração no quadro de sócios da empresa. Aira Franciosi, Denise Milão e Luana Rodrigues passam a compor a estrutura societária da Moove, ao lado de José Luiz Fuscaldo e Alberto Meneghetti – que ingressou como sócio-diretor em junho, para assumir a área de New Business e o Núcleo Agro.

Aira Franciosi e Denise Milão ficarão focadas na gestão da empresa, e Luana Rodrigues segue responsável pela operação da agência.

BAND RS 

Em férias até o início de agosto, Diego Casagrande está distante da programação das rádios do Grupo Bandeirantes de Comunicação. O afastamento, porém, é temporário. Mesmo com a decisão do profissional de deixar o Brasil e se mudar para os Estados Unidos, tanto a empresa quanto o jornalista já manifestaram o interesse em manter a parceria iniciada em 2005. Atualmente, Diego é o apresentador dos programas BandNews Porto Alegre 1ª Edição e Rádio Livre, este último na Rádio Bandeirantes. Recentemente, o jornalista ganhou destaque ao noticiar em primeira mão a decisão da justiça de conceder um habeas corpus ao ex-presidente Lula.

As negociações estão em andamento e novidades podem ser anunciadas em breve.

Uma das novidades que estão sendo analisadas é um espaço na televisão. Diretamente de Orlando, na Flórida, Diego Casagrande pode contribuir com conteúdo, comentários e material jornalístico para a emissora, que conta hoje com três espaços locais diários – Os Donos da Bola, Band Mulher e Band Cidade. “Acredito que em poucos dias teremos boas notícias aos nossos telespectadores e ouvintes”, afirma Cóssio.

BISTRÔ

Nesse mês de julho, a Bistrô assumiu o atendimento integral das contas do CCG – Centro Clínico Gaúcho e do Laboratório Marques D’Almeida. A agência será responsável pelo posicionamento institucional e de mídia das duas marcas, além do digital e endomarketing de todo o Grupo.

NOVA ESTRUTURA

Com o objetivo de estreitar ainda o relacionamento com os seus clientes e acompanhar as tendências mundiais de desenhos organizacionais, a Kantar IBOPE Media anuncia a modernização do seu atendimento comercial.

Nessa nova fase, à frente da gestão da Kantar IBOPE Media no Brasil, Melissa Vogel conta com o apoio de uma equipe formada por profissionais reconhecidos e com experiência no mercado, entre eles e reportando-se diretamente à CEO, está o time de liderança: Rita Romero, diretora de Novos negócios e insights; Felipe Campos, diretor de soluções ao cliente; Giovana Alcantara, diretora comercial Sul e Sudeste; Arthur Neto, diretor comercial Centro Oeste, Norte e Nordeste; e Ana Monteiro, diretora comercial de agências e Anunciantes.

Juntam-se também a esta equipe Adriana Favaro, diretora Comercial de Veículos, e Paulo Arruda, diretor comercial digital, ambos recém contratados pela Kantar IBOPE Media.

“O objetivo é melhorar a satisfação dos clientes e impulsionar nossos resultados. Queremos traduzir mais rapidamente as necessidades do mercado e estar preparados para a sua constante evolução”, comenta Melissa Vogel, CEO da Kantar IBOPE Media no Brasil.

UMA NOTÍCIA DIFERENTE

Tenho uma coleção encadernada da revista Veja, que consiste basicamente no seguinte:

Os números 010, 011, 012 e 013 que foram números experimentais antes do lançamento. Estes números experimentais tiveram somente  100 exemplares de tiragem, distribuídos aos jornalistas da revista.

Como eu era gerente de publicidade, fiquei com os 4. O número 1, com data de 11 de setembro de 1968, está assinado pelo seu Victor Civita, Roberto Civita, Richard.

Civita, Domingo Alzugaray e demais diretores da Abril. Tinha um mapa do Brasil e custava NCR 1,00.

Além de uma “certidão de nascimento” nominal, também assinada pelos Civita’s e diretores.

Este número foi distribuído na boca da máquina, depois de um jantar no roof da editora, para diretores e donos de agências e clientes. A coleção vai até 25 de dezembro de 1968.

Algumas preciosidades: As secções “gente, música e discos” são colírio para os olhos. São citados e aparecem Elis Regina, Nara Leão, Tom Jobim, Chico Buarque, Roberto Carlos, Gil, Caetano, Geraldo Vandré, Milton Nascimento, entre outros.

E uma incrível matéria com os Beatles “eram 4 pobres garotos” com fotos deles quando garotos com 5, 7, e 9 anos de idade.

Matérias sobre Brigitte Bardot, Garrincha, André Malraux, Darcy Ribeiro, Ivo Pitanguy, Denner, Clodovil, Manabu Mabe (com 44 Anos), Sergio Cardoso entre outros famosos.

A edição de lançamento tirou 700 mil exemplares, um sucesso. Vendeu tudo nas bancas, não havia assinatura na época.

O número 2 tirou 400 mil e daí a derrocada foi grande: no carnaval de 1969 apenas 22 mil exemplares.

O AI 5 foi assinado em 18 de dezembro e daí para frente muitas edições foram apreendidas pela ditadura. Costa e Silva foi capa na edição após o ato, com foto dele sem nenhum texto de chamada. Apreendida imediatamente. A censura estava todos os dias na redação.

Veja completa agora em setembro 50 anos de vida.

É a semanal brasileira que mais dura. O Cruzeiro chegou a 40 anos e a Manchete idem.

Já estão sendo feitas matérias importantes sobre este acontecimento.

Na edição desta semana já tem 16 páginas sobre esta importante data.

O Roberto Civita mandou guardar num cofre da Abril o primeiro número, junto com o primeiro exemplar de o Pato Donald.

Estou pedindo por esta raridade 15 mil reais. Posso facilitar em 2 vezes.

A coleção está em perfeito estado de conservação.

Informações: oscarcolucci8@gmail.com

SINERGY

​Reconhecida por priorizar o design e a inovação na mídia Out Of home, a Sinergy Novas Mídias alcança a maioridade e anuncia novos passos e reforço no quadro societário

A empresa, pioneira em novos formatos de mídia exterior no RS, foi fundada no ano 2000 por Edu Ferreira, e tem como meta para os próximos anos contribuir com o embelezamento urbano, entregando para a cidade serviços que vão além da propaganda.

Com uma cartela de clientes que inclui empresas regionais, nacionais e os gigantes YouTube, Uber, Netflix e Cabify, hoje é a única no mercado de mídia externa em polo tecnológico: o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc). “Chegamos em 2018 muito fortalecidos e sabemos que vamos crescer alinhados ao novo comportamento multitelas do público. Queremos também reforçar a conexão dos nossos produtos com o mundo digital, criando soluções totalmente novas, alinhadas ao poder de conexão que a mídia exterior permite fazer com o conceito de Smart Cities”, explica Edu.

Para somar forças neste momento da empresa, Edu Ferreira trouxe para o quadro societário Ricardo Piccoli, que será o novo COO da empresa, com a missão de modernizar a gestão e trazer a visão de tecnologia para o negócio. “Quero contribuir com a Sinergy, entregando ideias de forma ágil e unificada, pensando sempre na empresa como um todo. Acredito que minha experiência de tantos anos na área de Tecnologia vai somar as forças que a empresa possui para entregar soluções cada vez melhores e integradas”, projeta.

Piccoli atuou como principal líder dos sistemas produzidos pela Criterium, desenvolvendo soluções para marcas como Azaléia, Wallmart, Tramontina, Dimed, Avipal, como projetos para RBS, Vivo, Claro, Grupo Ipiranga, Gerdau, Petrobrás, Hcor, Tovts, O Globo, entre outros.

Atualmente, o foco de operação nacional da Sinergy está nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com presença representada nas demais regiões e America Latina por meio da atuação de parceiros estratégicos. Hoje, a organização conta com cerca de 3 mil faces (pontos de mídia) próprias.

ARP

Falta pouco para as eleições. Com o objetivo de mostrar estratégias que elegem, a Fabulosa Ideia, com o apoio da ARP e da ADVB/RS, realiza o I Seminário de Marketing Político Digital do RS, que acontecerá no próximo sábado, dia 21, das 9h às 17h. Serão apresentadas as principais estratégias digitais para campanhas eleitorais, abordando conteúdos como vídeo marketing e monitoramento de campanhas na web.

O evento é organizado por Rafael Terra, CEO da Fabulosa Ideia e especialista em marketing digital, e Alexandre Assumpção, estrategista de marketing político, que venceu todas as campanhas eleitorais nas quais esteve no comando.

O seminário será realizado na sede da Fabulosa Ideia (Av. Lucas de Oliveira, 1937, sala 501).

Ingressos em:  www.bit.ly/politicadigitalARP , sócios da ARP ganham R$ 50 de desconto na compra do ingresso.
FÓRUM RESPOSTAS CAPITAIS

Otelmo Drebes é um otimista de carteirinha. Assumiu a presidência da rede Lebes em janeiro de 2015, em plena crise. Apesar do cenário, desde então só expandiu os negócios. Devolveu atividade comercial ao antigo prédio da Graspary, no centro de Porto Alegre, passou a atuar em Santa Catarina e prepara uma unidade na Restinga.

Otelmo será o convidado do Fórum Respostas Capitais no próximo dia 01 de agosto.

FORA DO AR

O Prime Day da Amazon é conhecido por ser um dos maiores dias de vendas da rede, seguindo o mesmo formato do Black Friday. A edição de 2018 teve início nesta segunda feira (16) e já enfrentou dificuldades quando o site de e-commerce ficou fora do ar.

Embora não tenha sido divulgado o motivo, acredita-se que a quantidade de usuários que estavam logados ao mesmo tempo dificultou o acesso às compras. A plataforma se pronunciou afirmando queo problema deve ser resolvido o mais rápido possível.

Diversos compradores ficaram bravos e passaram a reclamar do problema em redes sociais e até mesmo desistiram de suas compras, mas apesar de todos os problemas, a empresa revelou que os números das primeiras horas foram maiores que os da edição passada e analistas esperam que as vendas continuem a crescer.

CINEMA

De acordo com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), cerca de 181 milhões de pessoas frequentaram salas de cinema no Brasil somente em 2017, dado que impacta diretamente no crescente investimento publicitário no meio. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Kantar Ibope, os investimentos na mídia cinema representam 3% do market share da publicidade. O interesse em anunciar no cinema se deve a inúmeros fatores, entre eles o baixo grau de dispersão – uma vez que os espectadores estão imersos em um ambiente que retém a atenção das pessoas e com o celular desligado.

GOOGLE

Atitude abusiva do Google de controlar o mercado com seus produtos que favorecem os próprios serviços da Google gera polêmica.

A Reguladores da União Europeia impôs uma multa recorde de € 4,3 bilhões (cerca de R$ 19,2 bilhões) por abuso de sua posição dominante no mercado de smartphones, com o Android. Desse modo, a Google foi acusada de forçar a utilização do mecanismo de busca do Google e apps, como o Chrome, no sistema operacional e oferecer incentivos financeiros para que fabricantes e operadores de redes móveis instale seu sistema de buscas.

Denúncias contra o abuso na regulação de dados do Facebook e da Alphabet — empresa-mãe da Google — já somam multas superiores a US$ 9,3 bilhões.  No ano passado a Google foi alvo de uma ação de € 2,4 bilhões por parte da mesma União Europeia, por conta de acusações de violação de regras que envolvem serviço de compras online.

Essas empresas estão ditando o que é certo e o que é errado. Estão acima da lei. Rezemos!

MEDIDAS

O Facebook vem fazendo um trabalho de limpar a sujeira que um dia deixou passar por não existir algum tipo de fiscalização. Agora eles estão na mira e precisam mostrar que estão na luta para acabar com esses problemas que assombram a empresa.

Foi nesse sentido que eles convocaram a mídia para cobrir uma série de entrevistas com executivos do Facebook de diversas áreas. Nesse evento eles anunciaram que a plataforma vai estabelecer parcerias com entidades da comunidade civil em diferentes mercados para entender as tensões sociais de cada país, e como isso é refletido nas redes sociais.

O tratamento de determinados temas pela plataforma pode ser diferente de um país para outro, ou seja: “Negar o holocausto é contra a lei em vários países por questões históricas, como na Alemanha. Nestes países, nos submetemos às leis locais e removemos este tipo de conteúdo. Em outros países, como os Estados Unidos, uma negação como esta não vai contra a lei. Neste último caso, não removemos o conteúdo, mas o tratamos como ‘desinformação’ e então reduzimos sua distribuição pelo algoritmo”, explica Tessa Lyos, gerente de produto do Facebook.

Quer saber por que a mensagem que você encaminha de outras conversas agora aparece como “Encaminhada”? É justamente pelo fato de que o WhatsApp não é capaz de impedir a distribuição de mensagens individuais, uma vez que não tem acesso às mensagens, todas elas criptografadas.

“Não conseguimos olhar para o contexto do conteúdo, colocar uma mensagem em último em uma escala de credibilidade ou escolher não entregar uma mensagem, como o faz o Facebook. Porém podemos ajudar as pessoas a ter mais contexto sobre a distribuição daquilo e a partir daí pensar mais sobre o teor da mensagem”, diz Carl Woog, communications manager do WhatsApp.

WOMEN TO WATCH BRASIL

O evento Women to Watch Brasil, versão nacional da iniciativa criada pelo Advertising Age e realizada pelo Meio & Mensagem acontecerá no dia 27 de agosto e tem como objetivo debater sobre os desafios profissionais e a questão feminina no mercado de trabalho.

Essa premiação vem destacando as mais importantes mulheres que atuam em agências, anunciantes, veículos e empresas do setor no Brasil. Nesse ano as homenageadas foram:

Danielle Bibas – Diretora Executiva de Marca e responsável pelo desenvolvimento da propaganda e conteúdo/estratégia de marca digital da Avon.

Debora Nitta – Líder de Agências do Facebook

Ellen Kiss – Líder de Inovação e Marketing para Canais Digitais do Itaú. Também é professora de Inovação e Coordenadora Acadêmica da ESPM.

Laura Chiavone – Diretora Executiva de Estratégia na TribalDDB.

Marcia Esteves – Presidente da Grey Brasil

Maria Laura Nicotero – Presidente da Momentum Brasil.

Monica de Carvalho – Diretora de Negócios da Google.

É um dever nosso homenagear cada vez mais todas as mulheres que abrilhantam mercado publicitário!

OLX

A OLX, plataforma online de compra e venda que é referência mundial em seu segmento, está de agência nova. A conta agora é atendida pela DM9DDB.

A agência cuidará da parte on e off, assim como a compra de mídia. A DM9DDB vem fazendo um belo trabalho pela sua capacidade de estratégias e campanhas integradas para clientes como: McDonald’s, Johnson & Johnson, Itaú, Perdigão, Ambev, entre outros.

“A escolha da nova agência aconteceu por meio de uma concorrência longa e desafiadora e que contou com algumas das melhores agências do Brasil.  Foi uma decisão difícil pela alta qualidade das propostas apresentadas, mas optamos por seguir com a DM9 pois acreditamos neste novo momento da agência na sinergia desse projeto com a visão estratégica da OLX”, diz Phillip Klien, CGO da OLX Brasil.

ABRIL

O Grupo Abril terá mudanças significativas na sua estrutura. A primeira é que Marcos Haaland é seu novo presidente, o executivo é sócio da empresa Alvarez & Marsal e assume no lugar de Giancarlo Civita, que ocupava a presidência da empresa desde março deste ano.

Giancarlo retornará à sua função de membro permanente do Conselho Editorial, junto com Victor Civita Neto.

Em comunicado, a consultoria afirma que assumiu a gestão do Grupo Abril “para dar continuidade ao processo de reestruturação operacional da companhia e, principalmente, aos negócios do grupo”.

CHINA

O sonho da China é poder sediar a Copa do Mundo algum dia. Mas, como diz o ditado, se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé. Mais de 40 mil ingressos para o torneio foram comprados por chineses, número três vezes maior do que os alemães, atuais campeões do mundo, por exemplo. Obviamente, a proximidade entre China e Rússia ajuda na logística e nesta estatística. Independentemente da atenção dos fãs, as marcas chinesas estão olhando para a Copa como uma oportunidade única e não apenas para mercado interno.

Durante as transmissões dos jogos, telespectadores de todo o mundo estão sendo impactados por anúncios de marcas que, em muitos casos, nunca ouviram falar. Empresas como Emirates, Sony, Castrol, Continental e Johnson & Johnson, patrocinadores da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, não renovaram suas cotas e abriram caminho para as marcas chinesas. Os recentes escândalos de propina e corrupção evolvendo a Fifa são apontados como um dos fatores da debandada das marcas ocidentais. Mesmo assim, o crescimento do investimento chinês aponta uma mudança significativa e deixa o país muito mais próximo dos dirigentes e organizadores da competição.

Companhias como Mengniu, fabricante de sorvetes e iogurtes; a Vivo, marca produtora de smartphones; a Dalian Wanda Group, conglomerado de mídia; a Hisense, especializada em TVs e refrigeradores; a Yadea, fabricante de motocicletas e bicicletas elétricas; a Luci, de tecnologia e entretenimento; a Zhidianyijing, de realidade virtual; e a Diking, de trajes masculinos; entraram em cena com patrocínios diferentes para a competição. No total, o investimento destas empresas na Copa do Mundo deste ano soma US$ 835 milhões, fatia considerável da receita de patrocínio, que chega a $ 2,4 bilhões, de acordo com dados da empresa de pesquisa Zenith.

Para as marcas chinesas, que estão querendo entrar em outros mercados, foi muito interessante se associar a Fifa e a uma competição como a Copa do Mundo. É muito provável que a China entre na briga para sediar a Copa de 2030 e, obviamente, a quantidade de patrocinadores chineses torna essa missão mais fácil.

A Wanda Group talvez seja a marca chinesa com mais força no cenário do futebol internacional. A empresa possui os naming rights do estádio do Atlético de Madrid, local da próxima final da Liga dos Campeões da Uefa, em 2019. Junto com Coca-Cola, Visa, Adidas e a russa Gazprom, a Wanda fechou com a Fifa o patrocínio oficial para as próximas quatro edições da Copa, até 2030. O presidente da Wanda Sports, braço esportivo da companhia, Yang Hengming, declarou, após selar este acordo, que o futebol é uma das prioridades da marca neste momento. “A Copa do Mundo tem a capacidade única de unir as pessoas e as comunidades. A nossa marca vai fazer parte dessa união”, enfatizou.

Já a Vivo, que não tem nenhum parentesco com a marca brasileira, quer impulsionar as vendas de seus produtos globalmente. A fabricante de aparelhos móveis assinou contrato com a Fifa na casa dos US$ 450 milhões para as Copa do Mundo de 2018 e de 2022, que será realizada no Qatar, além da próxima edição da Copa das Confederações. A intenção da marca é se apresentar para o mercado global para brigar com a sua principal concorrente chinesa, a Huawei.

Dentro da sua estratégia de marketing para o torneio da Fifa, a Vivo lançou, em maio, uma campanha com personalidades do futebol. A ação, chamada “Vivo Super Time”, convida torcedores do mundo a se tornar fotógrafos profissionais da Copa utilizando os smartphones da marca. A campanha incluiu ex-jogadores como o brasileiro Bebeto e o holandês Ruud Gullit. Além disso, a Vivo trouxe para a Rússia alguns dos influenciadores digitais mais conhecidos na China e lançou uma edição especial do smartphone X21

INFLUENCIADORES

No último mês, o mercado acompanhou de perto episódios envolvendo a gestão de reputação no trabalho com influenciadores. Com maior repercussão, o youtuber Júlio Cocielo acendeu o debate sobre discursos de ódio entre influenciadores e o impacto sobre o trabalho com marcas parceiras, deixando claro a cobrança do público por mais responsabilidade neste mercado.

Em um ano em que 70% das marcas dizem ter aumentado seu investimento em ações com influenciadores, de acordo com a consultoria americana eMarketer, casos como o de Cocielo mostram que os processos de contratação e acompanhamento de personalidades digitais precisam ser mais criteriosos.

Em um ecossistema onde influenciadores são transmissores potentes de qualquer discurso – para o bem ou para o mal -, o levantamento do histórico completo e até mesmo uma análise profunda dos comentários do influenciador ajuda a entender como ele se relaciona no espaço digital, na avaliação da especialista em inteligência digital.

A partir do momento que passa a produzir conteúdo, ter audiência e trabalhar com patrocinadores, o influenciador deixa de ser pessoa física e se transforma em um agente gerador de negócio, ou seja, uma empresa produtora de conteúdo de fato.

Mesmo na comunidade de influencienciadores, o debate sobre o racismo e discursos de ódio avança timidamente, muitas vezes ficando restrito a youtubers mais ligados à causas identitárias.  Youtubers grandes vivem em um mundo paralelo onde discussões como a do racismo não chegam, e então só conversam e se posicionam sobre o assunto quando a polêmica afeta diretamente a eles.

Apesar do buzz gerado, muitas vezes é difícil avaliar o real impacto de um episódio como o de Cocielo na percepção do público sobre as marcas envolvidas.

Em um momento de polarização ideológica e choque entre ideias progressistas e conservadoras, Bia Granja acredita que o impacto vai variar de acordo com os valores dos consumidores. “Para os consumidores que acham que as mudanças da sociedade não são problema deles, a percepção sobre as marcas envolvidas pode permanecer imutada, já que ele corrobora valores de determinado influenciador. Já para quem tem valores mais humanistas, o impacto em reputação inicial pode ser grande”, opina.

Retorno sobre o investimento

Um dos maiores anunciantes do mundo, a Unilever, anunciou em junho que vai lutar por mais transparência no trabalho com influenciadores, fato que fez com que o mercado voltasse a discutir o retorno sobre o investimento e práticas como a compra de seguidores.

Um dos desafios para agências e anunciantes ainda é estabelecer objetivos claros e mensuráveis. “Marcas muitas vezes iniciam um trabalho com influenciadores já partindo de um pressuposto errado, de que eles são mídia e por isso precisam ter alcance, e depois não têm objetividade em relação à esse trabalho. Em nossas consultorias com marcas, vemos que a grande maioria não sabe porque quer ou precisa trabalhar com o influenciador.

Já a identificação de compra de seguidores e bots exige uma análise humana e qualificada da audiência de cada influenciador, o que representa mais uma etapa no trabalho dos anunciantes na hora de contratar influenciadores. Em comunicado, Instagram, Twitter e YouTube afirmaram que não apoiam programas de troca ou venda de curtidas e seguidores, e que trabalham com ferramentas para bloquear contas e remover conteúdos que incentivem práticas fraudulentas.

ANATEL

Após mais de dois anos de quedas consecutivas na base de assinantes, o setor de TV por assinatura no Brasil voltou ao mesmo patamar de novembro de 2013, quando a indústria, então em ritmo de expansão, alcançava uma base de 17, 9 milhões de assinaturas.

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o País encerrou o mês de maio de 2018 com aproximadamente 17,855 milhões de contratos de TV paga. O número mostra uma queda de 52,3 mil assinaturas em relação ao mês anterior (abril de 2018) e uma redução de 787.513 mil, considerando o intervalo de 12 meses (entre maio do ano passado e o mesmo mês deste ano).

No relatório mensal divulgado à imprensa, a Anatel relata um motivo para a redução. “O serviço de TV por assinatura vem apresentando queda, sendo um dos motivos para esse fato a mudança de perfil dos usuários, que estão optando por provedores de filmes e séries via streaming, que oferecem um custo menor aos usuários”, declarou a Anatel, em comunicado.

Entre os serviços citados pela Agência estão Netflix, HBO Go e Amazon, por exemplo, que oferecem um cardápio de filmes, séries e outros tipos de conteudo audiovisual mediante pagamento de assinatura mensal. Nos últimos anos, desde quando abase de assinantes começou a se reduzir, a Anatel e as demais operadoras de TV sempre declararam, publicamente, que a razão para o cancelamento das assinaturas era a crise financeira do País, apostando que, assim que os índices econômicos do Brasil sinalizassem recuperação, os numeros do setor voltariam a crescer.

Em relação ao desempenho das operadoras, o grupo formado por Net, Embratel e Claro continua lideando o setor, detendo 8,9 milhões de assinaturas (o que corresponde a 50% do total da base). A Sky fica na segunda posição, com 5,2 milhões de clientes (o equivalente a 29% do mercado. A terceira e quarta posições do setor são disputadas pela Oi e Telefônica – cada uma possui 1,5 milhões de clientes, o que corresponde a 8% da base total.

IPSOS

Um em cada três pais afirmam saber de uma criança em sua comunidade vítima de cyberbullying. O dado é de uma pesquisa da Ipsos, realizada em 28 países, com 20.793 entrevistados, no período de março a abril de 2018. A maioria das pessoas ouvidas ainda afirma que as medidas para coibir a prática são insuficientes.

Globalmente, 17% dos genitores ouvidos afirmaram que seus próprios filhos sofreram com esse tipo de agressão. Em diversos países, esse número vem crescendo nos últimos anos.  Na África do Sul, por exemplo, desde 2011 a taxa saltou de 10% para 25%. Nos Estados Unidos, o índice avançou 12 pontos percentuais, atingindo 27% em 2018.

De acordo com os critérios da pesquisas, o cyberbullying é praticado quando uma criança ou adolescente (ou mesmo um grupo de pessoas menores de idade) intimidam, ofendem, ameaçam ou embaraçam outra criança, especialmente através do uso de tecnologia, como sites, aplicativos de troca de mensagens ou redes sociais.

A maior parte do assédio é feito dentro de redes sociais. Nesse quesito, a América Latina é a região onde este ambiente é mais comum para a prática do assédio, com 76% dos casos relatados. O menor índice foi registrado nos países da Ásia-pacífico, com 53%. Ao todo, pouco mais da metade das crianças foram vítimas de colegas de sala.

“Comportamentos antissociais ou de bullying sempre existiram nas relações humanas, especialmente entre crianças e adolescentes. A diferença é que agora as redes sociais potencializam essa prática e a torna ainda mais danosa”, afirma Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs.

ROBERTO JUSTOS

O publicitário e apresentador Roberto Justus, que deixou o mercado publicitário no ano passado, está investindo em Realidade Virtual. Justus passou a ser sócio, nesta semana, do Voyager, centro de entretenimento dedicado à realidade virtual cuja primeira unidade foi inaugurada no shopping JK Iguatemi, em São Paulo.

A sociedade é em parceria com a Arvore, estúdio especializado em tecnologia de imersão inaugurado no ano passado e que tem como sócios profissionais como Ricardo Justus, Rodrigo Terra, Ricardo Simon e Edouard de Montmort. O custo total do Voyager foi de R$ 2,3 milhões, incluindo a obra e importação de equipamentos. A participação da Arvore no investimento é de 70% e a de Roberto Justus de 30%.

“Os centros de entretenimento de realidade virtual são uma tendência global. Projetamos o Voyager para trazer a mais avançada de VR existente no mundo e conteúdo de qualidade para toda as idades“, diz Justus. O Voyager é fruto de uma parceria entre a Arvore e o MK2 VR, um dos maiores centros de entretenimento em VR da Europa. Entre as experiências oferecidas no Voyager estão “Asteroids!”, animação do diretor de “Madagascar”; “Jousting Time“, jogo multiplayer de duelos e torneios medievais e “BEAT SABER”, conhecido pelos recentes vídeos virais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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