Mocita Fagundes-03-08-18

0
410

DESTAQUE

O destaque dessa semana tem um amigo, admirador, reconhecedor do talento dessa MOÇA que fez questão de fazer o texto de abertura. Então tudo com ele:

Mocita por Cado Bottega

Trilha: Lama, mato, subidas íngremes, pedras, chão batido, asfalto molhado.

Áudio: Gargalhadas, gritos de “Silêncio!” e “Ação!”.

Vídeo: Planos abertos para caber todos os admiradores, closes para os amigos que a amam,

portraits para registrar a emoção de quem trabalha com ela e não podia faltar o Over the Shoulder que ela adora fazer (só ela e alguns vão entender).

Assinatura: Aplausos, gritinhos histéricos de “Vai,Tigra!” e a medalha no peito: recompensa por tudo que percorreu. Só que não acaba quando cruza a linha de chegada.

Mocita continua treinando para alcançar novas marcas e o lugar mais alto do pódio. Sempre.

“SOU MARATONISTA. NÃO DESISTO NUNCA”.

Falar sobre si é difícil.

Quando o Nenê me convidou para escrever sobre minha trajetória, pensei… “ – Já posso me aposentar. Virei perfil do Nenê (risos). Porque só gente importante do mercado tem o perfil publicado na coluna – que carinhosamente a gente espera toda a semana.

“Quem será?”

Essa semana sou eu.

Sou Mocita por causa da minha vó. A Mocita “original “ veio do Alegrete, canceriana como eu, foi uma vó muito afetuosa. Meu pai era o filho mais velho, veio para POA jovem, virou o maior declamador do estado, radioator, e com ele – iniciou-se uma ligação da Família Fagundes com a tradição rio-grandense. Orgulhosamente digo que sou Fagundes. A família que veio do Alegrete.

Quando eu era pequena, amava correr pelos corredores da Rádio Farroupilha. Gostava de ver meu pai no microfone. Achava engraçado comprar um chocolate preto & branco da Neugebauer e ganhar uma foto autografada do meu pai. Darcy Fagundes era um artista famoso no estado. E eu tinha orgulho disso! A voz dele era forte e cheia de sentimento. Brincava na torre da TV com a minha irmã mais velha e junto com ela, cantávamos no programa do Antônio Gabriel.

Sempre amei comunicação.

E sempre gostei de propaganda.

Quando pequena, uma das minhas brincadeiras preferidas era adivinhar o nome do anunciante do comercial – antes dos jingles ou dos locutores entregarem o jogo. A TV entrou nas nossas vidas muito cedo. Sou de 64 e não me lembro da nossa casa sem TV. A copa de 70 foi um evento.

Muito tempo depois, a propaganda me achou – num estágio no final da década de 80 – na Agência Um – do Ingo Härter. Lá me apaixonei definitivamente por propaganda e pelo alemão. (risos)

A Agência Um foi muito mais que um emprego. Foi uma faculdade de produção. Com uma “house“, a agência produzia uma média de 4 filmes por semana. Muito mais que muita produtora, hoje… produz por mês…Foi lá que dirigi meu primeiro filme aos 25 anos.

Meu olhar de diretora sempre foi voltado para a estética. Digo brincando, que sou uma diretora de arte frustrada… (risos)

Na época, os recursos eram parcos. Não tinha internet e comprávamos revistas importadas. Foi uma campanha onde eu ganhei o prêmio de TIB IMAGE BANK AMÉRICA LATINA (prêmio dado ao diretor que melhor utilizou o banco de imagens – por continente) que fez eu querer conhecer mais.

Mil anos se passaram desde então, virei mãe de 3 filhos ótimos, casei e descasei muitas vezes e hoje sigo sendo uma publicitária otimista, incansável e que continua apaixonada por propaganda.

Montei a Mythago em POA (já existia no Rio) com meu parceiro (e amor) e já vivi milhões de momentos diferentes nos 6 anos de produtora.

Tarcisinho é calmo e ama cinema.

Eu sou agitada e gosto das histórias curtas.

Ele mora no Rio e eu em Porto Alegre.

A gente se ama, se diverte e se admira. Ah! Não existe parceiro mais incrível que ele numa viagem! E lá se foram 9 anos de uma união diferenciada. Gosto disso!

Um momento marcante na minha vida profissional recente, foi ter ganho o prêmio de produtora do ano em 2017 e receber os mil abraços do dia! E QUE DIA! Modestamente, acho que a Mythago mereceu. E eu…me senti merecedora de toda a dedicação que dei ao mercado – por todos esses anos. Foi muito bom!

O mercado mudou? Muito!

Envelheci? Óbvio! Já se passaram + de 30 anos.

Mas a minha inquietude só me ajuda a querer CONHECER.

Conhecer gente, coisas, modos de fazer.

Hoje me orgulho da minha trajetória.

Sou dedicada.

O esporte entrou na minha vida como terapia. E como não sei fazer nada meia boca, aos poucos virei maratonista.

Atualmente estou numa outra maratona. Uma maratona profissional cheia de desafios. Mas isso ainda é segredo. (risos)

Essa sou eu. Uma maratonista. Que não desiste nunca!

Obrigada Nenê. Pelo carinho, pelo espaço, e por fazer eu lembrar dos bons momentos onde a COMUNICAÇÃO esteve sempre presente na minha vida.

Mocita Fagundes

Diretora da Mythago Produções

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here