Max Alexandre Rathke-10-08-18

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DESTAQUE

O cara que é destaque dessa semana é de uma humildade e uma abnegação incrível. Tive que convencê-lo a escrever e contar sua vida pois achava que não era merecedor de ter a oportunidade de contar sua história. Está aí publicado grande e querido Max Alexandre Rathke.

Como tenho muitas histórias pra contar, quem me conhece me diz que parece que tenho muito mais idade do que a realidade. É o que espero de verdade.

Sou natural de Santa Maria e antes de cursar Publicidade e Propaganda na UFSM, vivi no Seminário Luterano dos 14 aos 20 anos. Foi uma época de muito aprendizado que deu a base para me tornar publicitário. Durante esse período em que estudei Teologia me tornei um ator amador que na época transformou minha vida. Só não fui para Artes Cênicas porque achei que iria passar fome e como sempre gostei de criatividade, vi no curso de Publicidade o meu caminho.

Ainda na faculdade trabalhei por 2 anos em uma produtora de vídeo local onde junto com dois amigos de curso éramos uma agência completa para os clientes que eram prospectados pelo dono do negócio e entre um e outro comercial, fazíamos bico para filmagens em casamento, 15 anos, batizados e formaturas. Deu pra ganhar uma grana e aprender a se virar.

No último semestre da faculdade uma turma do curso veio para participar do processo de escolha de estagiários da Martins & Andrade, maior agência do Estado na época. Eram mais de 350 candidatos para 12 vagas de estágio e, fui surpreendido em ser um dos escolhidos. No próximo dia 1 de setembro faz 21 anos que cheguei com uma mochila nas costas pra aproveitar 3 meses de estágio e encarar como a grande oportunidade em iniciar de verdade minha carreira.

Foram 9 meses de estágio. Depois fui efetivado como assistente de atendimento, trabalhando com uma equipe de grandes profissionais e fazendo assistência a clientes gigantes na época – CRT, Celular CRT, Governo do Estado. Passei por quase todos os clientes da empresa durante os quase 7 anos que fiquei lá. Anos de crescimento, de aprendizado e de convivência com gente muito competente. Virou uma segunda família.

Depois tive uma rápida passagem pela antiga Over e logo após tive o convite para me juntar a SLM, outro lugar que é difícil de esquecer. Foi 1 ano atendendo Governo do Estado e convivendo com um time muito fechado e sempre alto astral.

Logo após tive minha primeira passagem pela Competence, atendendo a área de indústria e o início de um cliente até então desconhecido – SICREDI. Foi um ano intenso como a agência sempre foi. Me sentia um caixeiro viajante. Passava boa parte da semana na estrada. E nesse período ainda tive o convite da ESPM para me tornar professor do curso de Publicidade, uma honra que sou grato até hoje e onde permaneci por 7 anos.

E aí, tive o convite para ir para a Global atender a GM. Até hoje tenho a certeza que vivi o melhor que essa função pode oferecer e isso muito pela filosofia do negócio e um cliente sempre inquieto. Foi o case da minha vida de publicitário. Tive a sorte de participar de uma equipe fora da curva e estar no lugar certo na hora certa para lançar mais do que uma campanha, mas um projeto institucional que até hoje me dá orgulho de ter feito parte. Foram quase 4 anos de um momento único na minha trajetória.

E tive o convite para retornar para a Competence para dirigir um Grupo de Marcas e por mais um ano dediquei boa parte da vida para cumprir esse objetivo. Vencido esse tempo tive o convite mais assustador:  um colega de trabalho me chamou para abrir uma agência… Sonho que me acompanhou desde o início da minha carreira, mas sempre achei muito distante. Mas, topei. Vamos com medo mesmo.

Foi o céu e o inferno. Tivemos chance de fazer tudo do nosso jeito. Montamos nossa estrutura, contratamos grandes profissionais já desde o início e a gente tinha certeza do sucesso, mesmo abrindo a empresa sem ter nenhum cliente. E essa crença fez com que muita coisa acontecesse e vieram os clientes. Vieram as oportunidades, as campanhas, os projetos diferenciados e a vontade de se tornar uma agência relevante no mercado. A BRANCO foi o sonho realizado.

Mas, faltava conhecimento de gestão – gestão financeira, de pessoal, de processos. E mesmo assim crescemos. Só faltou ganhar dinheiro. Brinco até hoje que entramos nesse negócio com 10 anos de atraso. E depois de 6 anos fiquei sem sócio e mantive a agência por 1 ano sozinho e depois me juntei com a WEGA e nos tornamos a WBR. Foi mais 1 ano de muitas emoções até que decidi sair do negócio, ou como se diz em finanças: “realizar o prejuízo” já que o mercado mudou e o negócio já não respondia com a estrutura que tínhamos.

Tive 1 ano de luto e de luta com um duro aprendizado, até que o Fernando Silveira me convidou com uma frase que lembro até hoje: “use essa experiência para ajudar outras empresas do nosso setor” e sou o executivo do SINAPRO-RS desde janeiro de 2017. E confesso que é um desafio diário em ser um apoio das agências nesse momento de profundas transformações.

Continuo acreditando como desde o início da carreira de que o que fazemos faz a diferença na vida das pessoas, que traz resultado para as marcas e que gera emprego, desenvolvimento, renda e faz com que faça a diferença na vida das pessoas.

Ainda vale saber que a criatividade pode mudar a forma como percebemos o mundo. Novas ideias pode modificar uma vida, uma cultura e até um país. Isso é o que continua me encantando. E isso vale para grandes campanhas e até aquele texto que toca 1 pessoa e leva a uma mudança de atitude.

Ainda tem muita história pra contar.

OBS: só citei um nome no texto como uma referência de tantos bons profissionais que convivi, mas tem tanta gente que passou pela minha história que só tenho a agradecer.

OBS 2.: minha melhor parte é minha mulher Sabrina e 2 filhas: a Maria Júlia com 2 anos e 9 meses e a Maria Flor quase chegando nesse mundo.

 

 

 

 

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