INOPORTUNO

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INOPORTUNO

Esse anúncio foi publicado na quinta feira dia 9 de agosto, dia do debate na Band.

Um anúncio que traz à memória a imagem de um homem de tristes acontecimentos que assassinaram mais de 20 milhões de pessoas encima da sua verdade retórica.

Lembra-lo e colocar como imagem de um anuncio de um varejo que vende moda jovem é despertar lembranças que ninguém gostaria de serem repetidas.

O pior desse anúncio é que ele é uma cópia de uma campanha do Jornal Folha de São Paulo, feito pela W/Brasil, com texto de Washington Olivetto. Na época a intenção da campanha era vender credibilidade para o jornal, perante as mentiras publicadas no mundo.

Esperamos que anúncios como esse, de muito mau gosto, não volte a se repetir!

“Gang a loja que me entende”

1 COMENTÁRIO

  1. Oi, Nenê! Tenho que discordar, amigavelmente, da tua opinião. Sou o diretor da Bistrô, a agência que criou este anúncio para uma marca historicamente ousada e provocadora do nosso estado. O anúncio em questão é uma sacada brilhante de um estagiário da agência, um estudante de comunicação que encontrou um gestor que lhe ouviu e um cliente que apostou no trabalho: não é justamente disso que o mercado precisa, de renovação e espaço pra jovens talentos? Esse anúncio atualiza, de forma muito interessante, o pressuposto do clássico comercial da Folha (qual o problema de usar uma referência histórica da propaganda e homenageá-la?), porém trazendo para o centro do debate as fake news, especialmente no meio digital. Um assunto que tem aderência TOTAL com o público jovem da marca. A propósito, a repercussão foi um sucesso, sobretudo entre jornalistas e profissionais de comunicação, sendo levado a aulas e debates, com uma maioria avassaladora de comentários positivos, que entenderam a crítica profunda presente no anúncio. É um trabalho que valoriza o meio jornal e o papel do profissional da informação, inclusive. Não pode ser mais OPORTUNO, sobretudo em tempos difíceis, de informações mal interpretadas e mal intencionadas, fracionadas e de flerte com o fascismo, lembrar que a idolatria cega a um líder (qualquer que seja) é sempre perigosa. Ninguém representa historicamente melhor isso do que a figura de Hitler. Por fim: eu sou judeu. Abraço!

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