MAU-CARATISMO-28-09-18

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MAU-CARATISMO

Definição de “mau-caratismo”: nome dado à ação de uma pessoa sem caráter, visando levar vantagem sobre alguém. Situação onde uma ou mais pessoas, mediante uma ocasião, agem de forma oportunista e ilícita a fim de alcançarem qualquer vantagem sobre outrem

Te soam familiares essas características? A mim também. E é muito triste constatar que isso esteja presente, cada vez mais, na personalidade de pessoas de nosso convívio, seja na vida social, no trabalho, na faculdade ou até mesmo em casa. O que será que está acontecendo com a sociedade?

Meu ponto de vista sobre situações cotidianas – em especial, sobre os “anônimos e furiosos” que habitam o outro lado da tela do computador ou do smartphone, sempre prontos a atacar alguém. Quando me pego criticando o mundo atual e reparando, quase sempre no lado ruim dele, por um momento penso que estou julgando-o com muita radicalidade. Até que esse texto, por exemplo – entre outros fatos -, me mostraram que não estou sendo tão radical assim.

O que será que leva uma pessoa a fazer o mal a quem lhe faz bem ou a quem nem ao menos se conhece? O que faz com que um grupo de pessoas taque fogo em um mendigo, apedreje uma mulher inocente, xingue o outro deliberadamente com adjetivos preconceituosos ou maltrate um animal inocente? Que derrube painéis com moto serra? Uma ideia de suposta impunidade? Revolta por algum trauma de infância? Ou seria mau-caratismo, mesmo? Sim, é muito mau-caratismo, juntando-se a covardia.

De tanto me fazer estas perguntas, ultimamente venho a constatar que o motivo é realmente o último dos que acima foram citados. Concordem comigo ou não, minha visão de vida me ensinou (a duras penas) que existem pessoas que simplesmente nascem com má índole. Há aqueles que aprendem um pouco e podem até mudar, mas há aqueles que simplesmente gostam de ser o que são. Isso mesmo: gostam de se aproveitar da boa fé do próximo para sugar o melhor que podem para si mesmos – pensando única e exclusivamente em seus próprios benefícios. Sabem que estão fazendo o mal e mesmo assim não se importam. Não almejam ser pessoas melhores, porque, em suas mentes doentias, o melhor que eles podem ser já o são – usando os outros em virtude de suas próprias vantagens. “Dane-se o mundo, que a população africana morra com o ebola, com tanto que eu esteja são e salvo e que tudo corra exatamente como o planejado, que as minorias como os judeus sumam do planeta, pensam eles.

A soberba e o egocentrismo são tão grandes que os cegam para qualquer linha de raciocínio que leve a se importar com o outro. Eles mesmos, por vontade própria, voltam sua atenção para o próprio umbigo, punindo a si próprios por cogitar tomar alguma atitude que não seja egoísta. O egoísmo tomou conta das mentes das pessoas como se fosse tão necessário quanto o ar que precisamos para respirar. É feio não ser egoísta, é PECADO.

Não existe “pensar no outro” nem “amar o próximo”, apenas “amar a si mesmo, a si mesmo e a si mesmo”, sobre todas as coisas. Favores? Gentilezas? Solidariedade? Que palavras são essas, fazem parte do vocabulário de alguma língua alienígena?  E o mais triste disto tudo (sim, sempre pode piorar) é que, aqueles que ainda exercitam alguma ação filantrópica, acabam por se desiludir, por verem que essa “doença do egoísmo, do mau-caratismo” atinge cada vez mais pessoas. É uma pandemia, um mar se tornando infinito na multidão, que não está deixando espaço para as coisas boas. Os poucos que ainda tentam ser bons, se convertem ao pior que podem ser, porque sabem que “não adianta, mesmo”.
Meu apelo aqui vai para aqueles que ainda conservam um pingo de amor ao próximo e de bondade no coração: não deixe que essa pandemia atinja você também. Pense nas pessoas que algum dia já fizeram algo por você, naquelas que já provaram que te amam de verdade; não vale a pena ser melhor por elas? Não podemos mudar o mundo, mas podemos começar mudando a nós mesmos. Bem, mudar eu já não sei, pois como já disse, acredito que existam pessoas que curtem ser mau-caráter do jeito que são e não querem ser diferentes disto. Mas, se você tem algum brio dentro de si, não se deixe influenciar em meio à “cesta de frutas podres e chafurdadas “.
Se existe céu e inferno não sabemos ao certo, mas uma coisa é fato: o mundo dá voltas e o que plantamos, vamos colher. Até com juros.

 

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