NOTAS DA SEMANA–14-12-18

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FOCO NA ECONOMIA E NÃO NOS COSTUMES

O tucano Eduardo Leite, de 33 anos, o mais jovem governador eleito na história do  Rio Grande do Sul, conseguiu uma proeza na disputa pelo Palácio Piratini em 2018:  conquistar votos de apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro no estado, um dos maiores redutos do capitão reformado, sem deixar de marcar posição contrária ao presidente eleito em temas como o respeito aos direitos humanos e a tolerância com as minorias – uma agenda em que  Bolsonaro é criticado pelo radicalismo de suas opiniões. Agora, após a eleição, Leite pretende procurar Bolsonaro para discutir o rombo nas contas públicas gaúchas. Na entrevista, Leite explica seus planos.

O Rio Grande do Sul enfrenta uma grave crise fiscal. A projeção é de um deficit acima de 7 bilhões de reais em 2019. Em outubro, o funcionalismo público deixou de receber em dia. A situação exige ajustes para criar capacidade de investimento.

Não existe uma bala de prata. Do lado das despesas, buscamos a renegociação da dívida estadual, com a União. Junto a isso, queremos manter as alíquotas do ICMS (elevadas no governo atual. De José Ivo Sartori, do MDB) no mesmo patamar por dois anos. Não temos condição de uma redução abrupta delas agora. É preciso reequilibrar a máquina pública. Como? Contendo despesas desnecessárias e aumentos vegetativos na folha de pagamentos, além de trabalhar numa reforma da Previdência em nível estadual em linha com a discussão nacional. Enquanto isso, defendo uma grande agenda de competividade.

Defendo a concessão de rodovias à iniciativa privada e a redução da burocracia na concessão de alvarás e licenças ambientais aos negócios de operam aqui. O povo gaúcho tem talento empreendedor. Basta ver que, do oeste de Santa Catarina ao centro0Oeste, há histórias de gaúchos desbravadores que hoje não têm espaço para empreender na própria terra por causa do Estado ineficiente. Precisamos refundar o capitalismo no Rio Grande do Sul.

Há tudo para termos uma boa relação. O grande desafio de Bolsonaro é retomar a confiança dos investidores. E, para isso acontecer, as contas estaduais precisam ser saneadas. Por isso, nossa agenda tem de ser a mesma: combate ao déficit público.

Na campanha, seu apoio a Bolsonaro foi pontuado por críticas a visões polêmicas do então candidato sobre direitos humanos. Isso muda agora?

Critico a falta de autocrítica de Bolsonaro em relação a posicionamentos passados dele sobre o respeito a diferentes opiniões, à diversidade de orientação sexual e religiosa, por exemplo. Mas entre as duas possibilidades do segundo turno presidencial, a outra (o PT) era um projeto que fez uma política econômica equivocada no passado. O presidente eleito agora fala em ser escravo da Constituição. Espero que esse respeito também se dê com o cidadão, com as opiniões diversas, com a imprensa. Mas o foco da minha relação com Bolsonaro será a agenda de geração de emprego e renda. Precisamos de perspectivas para sair da crise de hoje e acreditar no futuro.

LONGEVIDADE

Em tempos efêmeros, o Grupo RBS homenageou no dia 10 de dezembro 135 profissionais com tempo de casa entre 10 e 40 anos. É para poucos realizar essa façanha. Valorizar as pessoas ainda é um dos melhores investimentos.

SERÁ QUE COLA?

A Coca-cola Company redesenha a marca corporativa e abre mão do seu lettering tradicional para apostar em uma identidade que valoriza a diversificação de produtos da marca. Desenvolvida por designers da própria empresa em Atlanta, deve chegar ao Brasil em breve em campanha assinada pela WMcCann.

NATAL TOTAL

A campanha de Natal do Shopping Total dá prêmio de hora em hora para quem compra e participa dos sorteios.

A estratégia de premiar mais consumidores e envolver os vendedores na ação foi desenvolvida pela 8 Total Brand e tem tudo para fazer o resultado do shopping ser bem expressivo, além de deixar muitos clientes felizes. Baita ideia.

CENP POSITIVO

O CENP quer estar mais próximo do mercado e criou um novo canal de informação para tratar de diversos conteúdos que valorizem as boas práticas da profissão publicitária. Já está na caixa de e-mail a primeira newsletter.

PARA NÃO QUEBRAR

Grupo Abril está em negociação adiantada com a Legion Holdings um grupo de investimentos que quer recuperar a empresa.

Já foram realizadas reuniões com a família Civita e com os credores da Abril para encaminhar o fechamento do negócio.

PRÊMIO COLUNISTAS

Cado Bottega e Rejane Brum são os gaúchos no júri do prêmio Colunistas Região Sul 2018. O júri presencial será neste sábado, 15/12, na sala Jardim do Alta Reggia Plaza Hotel em Curitiba.

Estão confirmados no júri presencial, pelo Paraná, Henrique Ribeiro (Fantástica e CCPR), Maria Claudia Lima Bandeira (GPac/Genérika) e Rafa Carvalho (Grupo Canal); pelo Rio Grande do Sul, Cado Bottega (CCRS) e Rejane Brum (Linha Mestra); por Santa Catarina, Marcus Vinicius (OneWG); e pela imprensa especializada, Kelly Dores (propmark) e Marcio Ehrlich (Janela Publicitária).

BRIGA DE CHIPS

Depois de ultrapassar o número de linhas móveis em comparação ao número de habitantes, o mercado de telefonia no Brasil teve uma redução de usuários.

A briga agora é para transformar clientes pré-pagos em contas mensais e para isso novos serviços, tarifas reduzidas e uma grande competição entre as marcas tem mantido o negócio aquecido.

A divisão atual dos competidores é: Vivo detém 31,7% do mercado, Claro 25,2%, TIM 25,1% e Oi 16,3% pelos números de outubro de 2018.

GLOBAL

Não ao preconceito. Para representar a luta mundial contra a Aids e com a intenção de reduzir o comportamento de preconceito com quem é HIV+, a agência Global, de Porto Alegre, desenvolveu para a Secretaria Estadual da Saúde e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul a campanha publicitária Zero Discriminação.

NOVA DIMENSÃO

Para onde caminha humanidade quando empresas estão se tornando maiores que países?

Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google juntos são maiores que a quinta potência mundial – Inglaterra. Está vindo uma nova ordem mundial. Estamos preparados?

AS ARMAS CHEGAM

A fabricante americana de armas Sig Sauer, fornecedora dom Exército dos Estados Unidos, pretende abrir uma fábrica no Brasil até 2020, com investimento de 54 milhões de dólares. A implementação depende de uma eventual abertura do mercado brasileiro, hoje fechado para estrangeiros. Com a eleição de Jair Bolsonaro, favorável à abertura, representantes da companhia reuniram- se com a Secretaria Nacional de Segurança Pública para tratar do tema. A empresa ainda estuda qual o estado mais indicado para a instalação da fábrica. Os candidatos são Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Goiás e Pernambuco. A Sig Sauer vendeu 21.000 pistolas no Brasil desde o final de 2017. A companhia também tem a intenção de instalar, em 2019, dois centros de treinamento no país, com investimento de 2 milhões de dólares em cada um.

0 CARREFOUR NA COZINHA

O varejista francês Carrefour voltou às compras no Brasil: fechou a aquisição da brasileira e- Mídia, dona dos portais Cybercook, VilaMulher e MaisEquilibrio. O negócio é estimado em 10 milhões de reais. Segundo Exame apurou, o plano é vincular as receitas de pratos publicadas nos sites a produtos vendidos pelo supermercado, num indicativo de que a empresa francesa deve investir também na venda de alimentos online, algo que não faz atualmente. Empresas como UOL e Pão de Açúcar também estavam na disputa pela e-Midia. A negociação foi intermediada pelos escritórios Target Advisor e Lobo de Rizzo Advogados, que não comentaram. A e- Midia não se pronunciou e o Carrefour também não.

QUASE PARANDO

Se nos Estados Unidos os indicadores econômicos continuam mostrando um crescimento robusto e um mercado de trabalho aquecido, nos países da zona do euro os resultados têm sido diferentes. Dados mais recentes sobre o crescimento do produto interno bruto mostram que a economia da zona do euro está desacelerando. No terceiro trimestre, o ritmo de expansão foi o mais lento dos últimos cinco anos, de 0,2% em relação ao trimestre anterior. É claro que nem todos os países são afetados da mesma maneira. A Espanha continua sendo o motor do crescimento da região, seguida da França. Já a economia da Alemanha dá sinais de enfraquecimento, causado por uma produção industrial menor. Para completar, a Itália vem desacelerando rapidamente, e os planos do governo de aumentar os gastos públicos só pioram os prognósticos para o país e a região. Por ora, não há sinais de recuperação do dinamismo na economia da zona do euro.

ESTÁ SOBRANDO MENOS DINHEIRO

Durante décadas, a China se beneficiou de uma situação favorável para sua economia. O dinheiro que entrava no país vindo do exterior (por meio das exportações e dos investimentos de empresas estrangeiras) era sempre superior ao volume de recursos que a China mandava para fora (por meio das importações, das remessas de lucros de empresas estrangeiras para as matrizes e dos gastos de turistas chineses no exterior). Em 2007, por exemplo,

O saldo dessas trocas chegou à marca impressionante de 10% do produto interno bruto. No entanto, de lá para cá, vem sobrando cada vez menos capital. Segundo a previsão do Fundo Monetário Internacional, em 2018 o número deverá atingir apenas 0,7% do PIB, o menor nível em mais de duas décadas. A mudança ocorre por três razões: a China   está importando mais, sua classe média tem viajado com mais frequência para o exterior e sua população poupa cada vez menos. Isso tem impacto direto sobre o câmbio e, portanto, o Banco Central da China terá de desembolsar mais recursos para manter o regime de cotação fixa do país. Para os economistas da consultoria britânica Oxford Economics, a nova situação tende a aumentar a preocupação com a estabilidade financeira do país.

CAFÉ EM CÁPSULAS

Desde que o monopólio da Nestlé, ”Nespresso” foi derrubado, mais de cem marcas entraram no mercado brasileiro e estamos consumindo milhões de toneladas e existem previsões de muito crescimento.

A INFLAÇÃO ALTA FICOU MESMO PARA TRÁS

Nas últimas décadas os países emergentes viveram uma fase de inflação controlada e baixa, se comparada aos níveis dos anos 80. O Brasil é um dos países em que a tendência é mais visível, mas as demais economias emergentes também passaram pelo mesmo processo. Enquanto em 1995 seis em cada dez emergentes tinham inflação de dois dígitos, hoje a proporção é de 10%.

Os dados são do Fundo Monetário Internacional e foram publicados em seu relatório mais recente sobre o desempenho da economia mundial. No documento, o FMI questiona – se os baixos níveis de inflação de fato estão consolidados. Num momento em que os Estados Unidos aumentam suas taxas de juro – tornando o dólar mais caro e pressionando a inflação –  a estabilidade será colocada à prova. O FMI aponta que o sucesso dos últimos 20 anos está ligado, principalmente, às medidas adotadas pelos bancos centrais de diversos países para reduzir a expectativa de crescimento da inflação. Para o Fundo, é preciso continuar tomando medidas nesse sentido para evitar uma instabilidade.

O FANTASMA DA PREVIDÊNCIA

Na China, um país com mais de 1,3 bilhão de habitantes e um número de pessoas acima de 60 anos cada vez maior, o equilíbrio das contas da Previdência Social é mais do que uma questão fiscal. É um problema para toda economia mundial. Um estudo recente de economistas da Universidade Fudan, na China, faz uma projeção preocupante. Se o atual modelo de aposentadorias for mantido como está, o déficit acumulado da Previdência chinesa poderá chegar a mais de 23% do PIB no pior cenário. É um custo que prejudicaria demais o crescimento da segunda maior economia do mundo.

DE ROUPAS A APARTAMENTOS

A RESERVA, varejista de roupas masculinas, está ampliando sua área de licenciamento de marca. No começo de 2019, a empresa deverá lançar apartamentos com sua grife em São Paulo, em parceria com a construtora Vitacon. As unidades estarão disponíveis apenas para aluguel. Nos armários, haverá roupas da Reserva, que poderão ser compradas pelos inquilinos. A empresa, que já tem óculos, calçados e perfumes com sua marca, está buscando parcerias com montadoras para criar o carro Reserva. A meta é ampliar a participação do licenciamento no total das receitas dos atuais 20% até 2020.

O CLIENTE AINDA NÃO ESTÁ SATISFEITO

Quase metade das empresas brasileiras investiu mais no relacionamento com os clientes em 2018 e, consequentemente, acredita que melhorou sua comunicação com o público. O problema é que, na percepção dos consumidores, o atendimento permanece mediano ou é simplesmente ruim. Essas conclusões estão no estudo “As Tendências na Experiência do Consumidor 2019”, elaborado pela startu Octadesk e pela consultoria MindMiners, que ouviram 380 executivos e 500 consumidores país afora. O assunto é levado a sério pelos gestores de negócios: o atendimento é o segundo fator que faz um cliente comprar novamente de uma empresa, perdendo apenas para a qualidade do produto, segundo a pesquisa. O preço fica na terceira colocação desse ranking. “ Não adianta só investir em campanhas e não conseguir reter os clientes. As companhias brasileiras precisam ter um olhar mais clínico de como entregar melhor e perpetuar essa relação”. Diz Rodrigo Ricco, presidente da Octadesk.

DINHEIRO

O dinheiro digital reduz custos, dificulta a corrupção, desencoraja a economia informal, facilita a cobrança de impostos e limita a violência.

DESACELERAÇÃO À VISTA

Enquanto a economia brasileira ainda custa a dar sinais de uma recuperação mais robusta, no exterior a perspectiva é de uma desaceleração nos próximos dois anos. Economistas do banco suíço UBS esperam uma taxa de crescimento anualizada menor do que a atingida em junho deste ano, acima de 4%. Existem alguns riscos que podem piorar a situação, como uma escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, levando à imposição de tarifas de importação sobre todos os produtos comercializados entre esses dois países. Outro risco é uma eventual recessão nos Estados Unidos e também o aumento brusco das taxas de juro do país. O fato é que o melhor momento da economia mundial parece ter passado sem que o Brasil tivesse aproveitado essa onda.

FEEVALE

1.A Universidade Feevale inaugurou, nesta quinta-feira (13/12), o Hub One de Criatividade e Inovação, um ambiente de tecnologia, empreendedorismo e inovação. Ele representa a expansão do parque tecnológico para dentro do câmpus. Não se trata apenas de um condomínio de empresas, mas de um espaço para conectar pessoas, uma plataforma de interligação onde convergem o conhecimento e a experiência da academia e do empresariado.

Em um mesmo ecossistema, haverá empresas incubadas e residentes, espaços e laboratórios voltados à graduação, à pós-graduação, à pesquisa e à integração de pessoas. Alunos, professores, pesquisadores e empresários conviverão em um ambiente aberto 24 horas por dia e que também representa um marco artístico: o Hub One será o maior prédio grafitado do Rio Grande do Sul, obra de Rafael Jung.

A meta é que o Hub One se torne um ecossistema criativo capaz de mobilizar o imaginário e, consequentemente, a atenção e os esforços das novas gerações de líderes, estudantes e artistas que têm dificuldades em encontrar nas universidades, nos parques tecnológicos e incubadoras tradicionais a ressonância necessária para produtos, serviços e modelos de negócios ainda não desenvolvidos.

2.A Feevale realizará nesta sexta-feira, dia 14, o 1º Game On de Publicidade e Propaganda. O evento acontecerá às 19h30min, em diversas salas de aula do 6º andar do prédio Multicolor, no Câmpus II (ERS-239, 2755, Novo Hamburgo).

Esta primeira edição do evento, que tem como inspiração o Game On do curso de Jogos Digitais, reunirá acadêmicos de Publicidade e Propaganda que cursam as disciplinas de Projetos (I a VI). Segundo o coordenador do curso, Thiago Godolphim Mendes, neste semestre, através de uma modificação do plano curricular, os alunos desenvolvem e apresentam seus projetos juntos.

“O primeiro Game On de Publicidade e Propaganda é uma aproximação do evento realizado pelo curso de Jogos Digitais, que está na sua sétima edição. Isso ocorreu em função da nossa modificação das disciplinas de projeto que aconteceu esse semestre”, relata Mendes. Diferentemente do curso de Jogos Digitais, o Game On de Publicidade e Propaganda utiliza um cliente real para o briefing. O cliente deste ano foi a marca de carros Chevrolet, consolidando uma parceria com a multinacional General Motors (GM).

Mendes ressalta também que, com o intuito de promover a integração das campanhas desenvolvidas pelos acadêmicos para a fabricante de automóveis e proporcionar um possível ingresso dos mesmos ao mercado de trabalho, o evento contará com a presença de representantes da GM e profissionais de mercado (agências da região e do setor de marketing de empresas), responsáveis por avaliar as campanhas desenvolvidas. O Game On também é aberto a profissionais da área e ao público em geral, o que permite uma integração com os alunos.

LIBERDADE PARA NEGOCIAR

Pesquisa da CNI aponta que o brasileiro quer flexibilidade

73% dos trabalhadores querem negociar o horário de saída e chegada.

81% querem trabalhar de casa ou em locais alternativos quando necessário

64% querem reduzir o horário de almoço para sair mais cedo.

60% querem poder dividir os 30 dias de férias em mais vezes.

O LUXO E AS URNAS

Investidores do mercado de luxo esperam com ansiedade a ação presidencial e um sonhado novo ciclo de crescimento econômico. O setor foi um dos mais afetados pela crise – segundo a consultoria Euromonitor, encolheu23% de 2016 a 2017, para 20 bilhões de reais. Estima – se que pelo menos 40 marcas de luxo tenham deixado o Brasil nos últimos anos, o correspondente a 30% das marcas com operação no país. Seu retorno depende não só de o Brasil voltar a crescer, mas também de ele se mostrar tão atraente quanto países como China e Índia, que têm concentrado os investimentos.

QUEM QUER VENDER NA CHINA?

Depois de atrair consumidores brasileiros para o site AliExpress, a varejista online chinesa Alibaba agora quer mais empresas brasileiras vendendo na China. Em visita ao Brasil, uma executiva da TMall, plataforma da Alibaba que vende produtos estrangeiros dentro da China, negociou com dezenas de empresas nacionais, de produtores de vinhos a companhias de calçados. Entre as marcas brasileiras que já vendem na plataforma estão as calçadistas Havaianas e Grendene. Os chineses gastam 730 bilhões de dólares por ano em comércio eletrônico, numa escala que permitiu a suas gigantes de internet caçar não só consumidores, mas também negócios em países como o Brasil.

A Ant Financial, braço de pagamentos da chinesa Alibaba, já manifestou intenção de investir na empresa de pagamentos Stone. O Nubank, outro negócio brasileiro, recebeu investimento do grupo de tecnologia Tencent. A própria Tencent busca outros investimentos no Brasil. Em comum, elas oferecem um conhecimento em integração de compras e pagamentos móveis e por geolocalização que, segundo executivos do setor, não há paralelo nem no Vale do Silício.

PEQUENAS E ACANHADAS

Uma característica marcante das micro, pequenas e médias empresas (PMEs) da América Latina é sua baixa participação nas exportações. Enquanto na Argentina as PMEs representam apenas 8,4% das vendas ao exterior, em países europeus, vomo a Itália, o número chega a 56%. É uma situação que reflete a falta de dinamismo das PMEs na América Latina. Por aqui, as empresas de menor porte são criadas basicamente para atender ao mercado interno e concentram – se em atividades de baixa produtividade, como comércio varejista e serviços. O resultado é que, apesar de empregarem 61% da mão de obra latino-americana, as PMEs têm apenas 24% do faturamento total das empresas.

EM BUSCA DE UMA CLIENTELA CATIVA.

Um dos maiores clubes de assinatura do Brasil em número de adeptos surgiu em 2013 com base na experiência pessoal do engenheiro Rodolfo Reis. Na época, ele vivia às voltas com a dúvida sobre quais livros comprar para a filha pequena.

A questão, compartilhada com dois amigos, hoje sócios, virou um negócio –  o Leiturinha, um clube de assinatura de livros para crianças de até 10 anos. Os atuais 130.000 assinantes escolhem entre pacotes de até 60 reais mensais pelo envio de obras escolhidas conforme a faixa etária e o desenvolvimento da criança. No terceiro ano de existência, a empresa já despertou o interesse da companhia de investimento brasileira Movile, hoje controladora do Leiturinha. Os três fundadores se mantiveram à frente do negócio. “ Conseguimos criar um nicho de mercado novo e fazê – lo crescer”, afirma Reis, presidente e cofundador do Leiturinha.

Hoje existem cerca de 800 clubes de assinatura no Brasil. Em 2014, havia 300. Estima-se que o mercado movimentará 782 milhões de reais no país neste ano, 8% mais do que o registrado no ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm).

Boa parte desses clubes segue a lógica da curadoria. Há produtos tão distintos que vão desde alimentos a cuidados para animais de estimação. Mais recentemente, grandes indústrias aderiram ao modelo. Há quase um ano, a Nestlé oferece leite Ninho no clube Na Sua Porta. A Procter & Gamble lançou um clube para a Gillette em janeiro de 2017. “ A indústria tem percebido como esse é um canal relevante para acessar e fidelizar clientes todos os meses”, diz Maurício Salvador, presidente da Abcomm.

O modelo de assinaturas também pode trazer clientes cativos para vendas avulsas. É o que acontece com o clube de vinhos Wine. Logo no primeiro ano de vida, em 2010, a empresa registrou 1.378 inscritos. Desses, 720 se mantêm fiéis até hoje. O clube corresponde a 40% da receita de cerca de 500 milhões de reais por ano do grupo, dono de uma distribuidora e de três lojas virtuais de bebidas. Se somadas as compras avulsas dos atuais 140.000 assinantes nessas lojas, a participação da clientela cativa sobe para 75% das vendas. “ Oferecer relevância e não só conveniências é a chave para a fidelidade”, diz Rogério Salume, presidente da Wine.

DICA CULTURAL

Acontece no dia 16 de dezembro, 20h no Espaço Cultural do Novotel Três Figueiras a apresentação do novo grupo gaúcho de Stand-up Comedy CLUBE DOS 5.

Uma dose de humor faz um bem danado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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