Fábio Bernardi-21-12-18

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O Rio Grande em boas mãos

Por Fábio Bernardi – sócio-diretor da Morya

Há 24 anos trabalho na comunicação de campanhas políticas. Nunca fiz disso um meio de vida por uma razão simples: não dependendo disso, posso escolher para quem quero trabalhar. E em 2018 escolhi fazer a campanha do Eduardo Leite porque, desde a primeira conversa, ele deixou claro que iria concorrer com as suas ideias, seus valores e sua visão sobre a política, e como ela deve ser feita. Entendia ele que era sua missão fazer a campanha como pretendia governar: sem vender ilusões, mas com coragem e transparência para fazer as reformas necessárias e defender suas posições de forma clara e verdadeira. E assim foi. Nunca aceitou fazer um discurso que não correspondesse com a sua visão de mundo. Nunca deixou que a campanha fizesse qualquer ataque pessoal aos adversários ou patrocinasse fake news. Nunca autorizou qualquer movimento que não fosse na direção de uma conversa autêntica e que o representasse de forma integral. Uma campanha que mostrasse aos gaúchos quem ele realmente é.

Eu, que sempre disse que o jeito que se faz campanha é o jeito que se vai governar, tenho certeza que teremos um grande governador. Claro que é jovem, mas é preparado e teve experiência de governar e ser aprovado pela população em Pelotas (90% dos votos no segundo turno!). Íntegro, jamais deixou de ser leve, descontraído e com uma enorme capacidade de empatia, respeito e compaixão pelos outros. A convivência no período de campanha é sempre intensa. Há conflitos, muito assunto e muito trabalho. Mas o Eduardo sempre foi sereno, equilibrado e com grande capacidade de decisão. Características que o Rio Grande precisa e que, tenho certeza, ele levará ao governo.

Os desafios pela frente serão enormes. Porque são desafios do Estado, e não apenas do governo. Não basta apenas cuidar do caixa, mexer nas estruturas da máquina pública, governar o governo. É preciso criar, como o próprio Eduardo sempre disse, um “consenso estratégico” em torno das transformações necessárias. E isso passa, necessariamente, por conseguir construir uma visão única entre todos os poderes, e compartilhá-la com toda a sociedade. Isso também vai exigir uma grande capacidade de comunicação, de relacionamento transparente com as instituições, de canais diretos com a população e de uma boa mediação feita pela imprensa e pela publicidade. E essa é, também, outra característica que me parece importante: o novo governador acredita, valoriza e gosta da comunicação bem feita, eficiente, instigante e relevante. Uma boa notícia pro mercado, mas também para o Estado. Afinal, sem envolver e conquistar os gaúchos, o Rio Grande não mudará de verdade.

 

 

 

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