Christina Gadret-12-04-19

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Liberdade de imprensa: quase 200 anos de um bravo trabalho

Por Christina Gadret – Presidente do SindiRádio – Sindicato das Empresas de Rádio e TV do RS

O Dia do Jornalista se aproxima. No próximo domingo, 7 de abril, a classe celebra mais um dia e nos convida a refletir sobre a atividade diária pelo direito de levar informações para o público através do rádio, televisão, jornal e internet. Em tempos de imediatismo, a profissão deve ser cada vez mais valorizada, destacando a essência da ocupação e o valor imprescindível do jornalismo para a manutenção da democracia.

A data foi instaurada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em homenagem ao médico e jornalista Giovanni Battista Líbero Badaró, um dos maiores opositores ao governo do imperador Dom Pedro I, que abdicou seu cargo em 7 de abril. Badaró foi morto a tiros por inimigos políticos em 1830. Hoje, quase 200 anos depois, ainda vemos nas ruas retaliações que cerceiam a liberdade de imprensa.

O jornalista deve ser a pessoa comprometida com a veracidade dos fatos, seja ela qual for. Porém, os dados preocupam. Conforme o site Repórteres Sem Fronteiras, o Brasil ocupa a 102ª posição na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018, sendo, ainda, um dos países mais violentos da América Latina para a prática do jornalismo. Faltam mecanismos que assegurem a proteção para os repórteres, tão essenciais para o dia a dia das empresas de comunicação.

Ainda segundo a classificação, o país que ocupa o primeiro lugar no ranking é a Noruega, onde a violência contra jornalistas e meios de comunicação é rara. Logo atrás, em segundo lugar, fica a Suécia, primeiro país a adotar uma lei sobre liberdade de imprensa, em 1776.

Dito isso, o que falta para o Brasil chegar mais perto dos primeiros classificados? Antes de mais nada, precisamos entender que é um direito do jornalista investigar e publicar qualquer informação de forma livre. Uma liberdade consequentemente atribuída às nossas empresas de radiodifusão. É claro, assegurando os limites estabelecidos pela ética jornalística. Por último, entender que o jornalista não é um inimigo, mas, sim, um instrumento da autenticidade dos fatos. Que a celebração desta data seja pacífica e emocionante, para nos lembrar como deve ser o cenário tão sonhado para que estes profissionais exerçam seus papéis de porta-vozes da sociedade.

 

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