Marília Rizzona-18-04-19

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TRANSMUTAR

Por Marília Rizzona – a Lila, uma inventadeira!
Autora. Escritora. Simbolista. Astróloga. Jornalista. Misture tudo, agite bem e voilà!

De repente, acontece. A gente se acostuma com o apartamento que não recebe um raio de sol sequer ao longo do dia, e cuja única vista é para uma janela ou a parede do prédio ao lado. Também se habitua ao emprego que não é exatamente aquilo que sonhávamos, mas tudo bem… Pelo menos, se ganha uma graninha para pagar as contas. O namorado… Pois é, também não é aquele príncipe encantado exaltado na adolescência. Mas tudo bem, melhor do que estar sozinho.

Quando nos damos por conta, já estamos acreditando que, realmente, não há como ser feliz no trabalho e no amor. Sendo assim, acabamos optando por uma realização – às vezes, parcial – em apenas uma faceta da vida, deixando algumas outras bem abafadas e frustradas embaixo do tapete chamado inconsciente. Conformados, vivemos uma vida rasa, morna, medíocre. E tudo vai muito bem até que, em um belo dia, a vida tenta nos despertar dessa letargia, e nosso mundinho aparentemente tão tranqüilo e estável desaba e dilacera nossas estruturas, nossas crenças e nossa falsa felicidade.

A primeira reação, claro, é nos sentirmos vítimas do universo. O que não é bem verdade, afinal, somos reféns de nossas escolhas, de opções conformistas, estáveis e absolutamente nada amedrontadoras feitas por nós mesmos. Romper com velhas estruturas nunca é fácil e o preço da evolução pode parecer muito alto. Afinal, exige transformações profundas e verdadeiras – e não somente alterações que mascaram uma falta de coragem de mexer e mudar aquilo que é preciso.

Admiro muito quem consegue morrer para renascer. Quem tem coragem de abandonar aquilo que já não serve mais e encarar uma busca por novos conceitos e ideais de vida. Quem ousa ir atrás da sua própria verdade e entrar em contato consigo, aprendendo a se conhecer, sempre e muito. E, desta maneira, evoluindo  conscientemente. Reverencio aqueles que têm determinação e força para abandonar o velho e conquistar o novo. Os que conseguem reinventar a si mesmos, levando em consideração apenas a sua essência e aquilo que lhes é verdadeiro.

Transmutar. E, assim, renascer. Parir a si próprio. Ser uma nova pessoa, que não se contenta com o menos, que se posiciona e se movimenta sem medos e com toda a flexibilidade que nossa vida pede. Ter coragem para fazer mudanças profundas quando necessário, é a chave para deter o poder sobre nossas próprias vidas.  E, consequentemente, evoluir.

www.lilarizzon.com.br

 

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