Antônio Gornatti-12-07-19

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Antonio Cornatti

Por Antônio Gornatti – Head de Marketing do Hub 4all

O meu alerta de hype acionou quando, numa despretensiosa conversa de bar com amigos que atuam em setores econômicos mega-conservadores, o termo “transformação digital” veio para a pauta. Como trabalho exatamente com isso, e já há algum tempo, preferi ficar calado e escutar o rumo que a prosa tomaria.

Tenho alertado sobre os perigos que a desinformação sobre o tema pode gerar para empresas incautas que embarcam em aventuras mal conduzidas a título de “transformarem-se digitalmente”. Curioso, calei-me e ouvi.

O assunto enveredou para aplicativos, sites, redes sociais e até inteligência artificial. Não tenho dúvidas que alguns destes projetos podem mesmo trazer alguns benefícios para estas organizações, eventualmente até mesmo um grande impacto financeiro no negócio, mas, em essência, não os transformam. Um site que usa da mais nova linguagem de programação, que se adapta aos diversos devices que acabam de ser lançados, que se molda a cada tipo de usuário, é novo e tecnológico, mas não significa que a empresa esteja se transformando.

Transformação Digital, aliás, tem muito menos a ver com tecnologia do que com comportamento. Transformar-se digitalmente é reinventar-se sob a luz das exigências dos novos e ansiosos consumidores da era digital. Usando de forma correta os dados de seus clientes, é conseguir entregar o que o ele quer, no lugar certo, do formato certo e no preço adequado, e cobrar de uma forma “indolor”.

Transformar-se digitalmente é desenvolver a capacidade de mudar, de errar rápido, aprender e então acertar. Transformação digital é agilidade, é pensar fora da caixa.
Meu chefe brinca dizendo que “gato gordo não se transforma”, se referindo à situação cômoda de algumas empresa que, por estarem em uma situação financeira positiva, não pensam em ter pressa para entender o real significado deste termo. Não só concordo como tenho conversado com algumas pessoas que, por estarem “com a vaca na sombra” dizem “vou esperar pra ver onde isto vai dar”. Quando se derem por conta, serão atropelado pelos gatos magros e ratos velozes que vem por aí. Na melhor das hipóteses vão perder muito dinheiro, na pior das hipóteses… Descansarão em paz.

Volto para a mesa do bar, de onde comecei este texto, justamente quando um dos amigos comenta: “Gornatti, mas tu trabalha com isto, não?”. Sim, trabalho. E tenho boas notícias: na prática, transformação digital é mais simples, mais fácil e bem mais barato do que estão pintando por aí. Na verdade, o mais difícil é tomar a decisão sincera de embarcar neste caminho sem volta. A garantia de travessia tranquila é dada por algumas boas empresas que, antes de saírem orçando hardwares, softwares e camisetas nerd para a galera, vão lá na tua empresa e entendem o teu negócio e, junto contigo, desenham caminhos possíveis para esta maravilhosa e lucrativa nova economia.

 

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