COMO SERÁ NOSSO FUTURO PRÓXIMO? 12-07-19

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COMO SERÁ NOSSO FUTURO PRÓXIMO?

Tendências apontam como vamos consumir, trabalhar, estudar, nos vestir, nos relacionar e até morrer nos próximos anos.

Em 1962, os cartunistas americanos William Hanna e Joseph Barbera apresentaram ao mundo “Os Jetsons” e povoaram o imaginário de muitas pessoas com o que seria o futuro da humanidade. Isso porque a família representada no desenho vivia na Era Espacial, em que carros voavam pelo céu, robôs eram responsáveis por desempenhar (chatas) tarefas domésticas e boa parte da estrutura urbana se encontrava na altura das nuvens.

De lá para cá, quase 60 anos se passou e ainda estamos distantes desse futuro idealizado, apesar do desenho ser ambientado no ano de 2062. Por outro lado, coisas até então improváveis, como videoconferência e computador pessoal, viraram algo comum muito antes do previsto pela dupla Hanna-Barbera. O fato é que, além de entreter, os cartunistas estavam prestando um serviço ao projetar um futuro

O primeiro passo é entender que uma tendência parte de uma necessidade ou um desejo humano que, por sua vez, está inserido em um contexto social. A partir daí, começamos a observar expressões recorrentes de como essa necessidade/desejo se manifesta nas ruas.

Ou seja, tendência é a forma com que as pessoas respondem às suas necessidades e desejos dentro de um certo contexto social e de um determinado momento no tempo. Por isso, observar e estudar cada uma delas é fundamental para nos antecipar, pensando, repensando ou criando novas marcas, produtos e serviços capazes de satisfazer esses novos padrões de comportamento

Muitos futurólogos (imagina tentar explicar essa profissão para seus pais sem parecer um vidente de anúncio de poste?!) afirmam que a humanidade irá testemunhar mais mudanças em seu modo de vida nas próximas décadas do que viveu ao longo do último milênio. Entretanto, apesar de não terem nada de clarividente e se basearem em informações, esses estudos se assemelham às previsões de Mãe Dinah em um ponto: podem ou não se concretizar

É muito arriscado fazer previsões, especialmente sobre o futuro

Mas, como nós adoramos viver perigosamente, reunimos uma série de tendências que revelam como serão nossas vidas em alguns anos.

  1. CONSUMO
    > Vamos comprar menos:não precisaremos mais adquirir e nem possuir muitas coisas. Quase tudo poderá ser alugado, dividido, compartilhado ou acessado digitalmente. O sucesso de empresas como Uber e AirBnb é um exemplo da força dessa tendência.

> Consumiremos com propósito: já entendemos que a forma como estamos comprando não é sustentável para o meio-ambiente e nem para nossas vidas.

 Seremos menos fiéis às marcas: menos influenciáveis aos apelos emocionais e bem informados, buscaremos a melhor oferta, aquela que agrega uma série de fatores como melhor custo-benefício, impacto socioambiental, relevância etc.

 TRABALHO
As equipes serão mais enxutas: times pequenos permitem um maior controle dos processos e da distribuição e realização de tarefas.

Trabalho e vida pessoal cada vez mais homogêneos: internet, smartphones, notebooks, tudo isso derrubou as paredes dos escritórios. Por outro lado, estaremos disponíveis para o trabalho 24 horas, sete dias por semana.

Mão de obra sob demanda: menos burocracia e pouco vínculo. Isso já acontece e deve aumentar nos próximos anos, principalmente com o crescimento de sites que colocam empresas e colaboradores em contrato.

. ESTUDO
 O conhecimento será híbrido: o futuro pede profissionais com múltiplas instruções e habilidades diversas para desempenhar diferentes funções.

Valorização das experiências: a educação, do ponto de vista formal, perde espaço. Certificados e títulos deixam de ter tanta importância.

 MODA
Peças que não foquem no gênero: a tendência é diminuir cada vez mais as classificações e padronizações. “Viveremos em uma sociedade ‘free-to-be’, na qual as identidades não são fixas ou rígidas, podendo ser transformadas diariamente com a ajuda da tecnologia”, relata o consultor sênior da WGSN Mindset.

 Relevância da cadeia de produção: depois da sustentabilidade, as marcas começam a se preocupar com sua eco-eficiência, buscando minimizar o impacto ecológico e maximizar a eficiência produtiva.

 O activewear continua em alta: as roupas com influência esportiva lançam um olhar mais prático para a moda. A tecnologia aparece como ponto fundamental, oferecendo desde tecidos de alta performance até os tão falados wearables.

VIDA E RELACIONAMENTOS
 Nossa rotina será superconectada: inúmeros aplicativos e gadgets vão mapear as mais diversas áreas da nossa vida – a perspectiva é que um consumidor médio possuirá mais de três devices, entre smartphones, tablets e notebooks. Além disso, todos eles deverão “falar entre si”, sem que nós, humanos, precisemos acioná-los.

 Sem distinção entre ON e OFF: nos próximos anos, cerca de 1,8 bilhão de pessoas terá entre 10 e 24 anos. Para eles, não haverá distinção entre real e virtual. Trocar mensagens com aquele amigo “desconhecido” no Snapchat ou sair para um cineminha com o brother de infância terão a mesma importância.

 Diversão norteada por algoritmos: a conectividade digital permitiu que nossa vida se tornasse um livro aberto para diversos softwares e marcas online. Com isso, nossas escolhas de músicas, filmes e viagens tendem a seguir as recomendações dessa leitura. Tenha cuidado e quebre essa bolha!

> A tecnologia vai enganar a morte: A criogenia humana (técnica de manter corpos congelados durante longo tempo) e o transplante da mente humana poderão conduzir as pessoas a superar, pela primeira vez na história, as fronteiras da morte

E aí, quais dessas tendências realmente veremos no futuro? Com as quais você fica empolgado e das quais tem medo?

 

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