Marília Rizzon-09-08-19

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PÁGINAS MATINAIS, UMA PRÁTICA E A CRIATIVIDADE

Por Marília Rizzon é escritora, jornalista com pós em Astrologia, inventadeira e autora do romance Num Sofá de Bolinhas – Amor & Terapia.
Compartilha histórias que inspiram e trazem sentido e fala da dinâmica do mundo, muito além das coisas do cotidiano.

Eu tenho por hábito escrever em um caderno de manhã bem cedinho, logo que acordo. Aprendi essa prática que se chama ‘Páginas Matinais’ com a escritora Julia Cameron, no ótimo O Caminho do Artista. E há um ano e meio, até falho algumas vezes, mas não abandono.

Pra que servem?

Pra esvaziar a mente o coração. Pra nelas jogar dúvidas, preocupações, sentimentos, (auto) julgamentos, frustrações, enfim, tudo que está ocupando espaço e impedindo que haja vazio o suficiente dentro de você para que você possa escutar a mais autêntica expressão sua: a da criatividade.  É mais ou menos assim:  você expressa no papel o blábláblá constante que roda na sua cabeça. Joga tudo ali, sem filtro algum, tudo parece rodar de novo e de novo, o tempo todo, na sua cabeça.

Aí, à medida que isso vai saindo e sua mente vai serenando, algo mágico começa a acontecer!

Nesse breve silêncio, outro tipo de diálogo vai despontando. São insights e ideias que surgem de uma conexão com uma parte muito mais profunda e sagrada sua. E que ali, no contato do lápis com o papel, começam a ganhar existência. Para Julia Cameron, isso é uma forma de se conectar com a criatividade que, para ela (e eu concordo),  é essencialmente uma energia da qual somos canal e que ela chama de eletricidade espiritual.

“Se pensar no Universo como um vasto oceano elétrico onde você está imerso e no qual se formou, abrir-se À criatividade faz com que você deixe de ser alguma coisa à deriva no mar para se transformar numa parte muito mais funcional, consciente e cooperativa daquele sistema”, diz Julia Cameron.

Isso tudo faz muito sentido pra mim. Mais ainda em função do meu saber cósmico. Com a Astrologia, aprendi que o mesmíssimo planeta que carrega o simbolismo dos insights mais inovadores , criativos e disruptivos, também é associado à eletricidade, ao céu como um vasto oceano elétrico, com suas correntes e descargas que nos fazem tremer, às vezes.

Assim, faz todo sentido pra mim que, agora, um ano e meio depois de ter conhecido essa prática, eu comece a usar as páginas matinais para escrever cartas e dialogar com a minha alma – e a do Universo – sobre temas que andam apertando o meu coração desde que assisti The Great Hack ((falei sobre ele na semana passada aqui).  Quanto mais posts leio nas redes sociais e converso com amigos, mais convicta fico de que é preciso escrever sobre as sombras que dominam o mundo. E esse caminho das páginas matinais me parece interessante nesse sentido. E claro, para que continue removendo como técnica para remover o que bloqueia a criatividade  e abra espaço para que ela flua e se manifeste.
www.lilarizzon.com.br

 

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