Resumidamente, ele propôs uma análise sob outro ponto de vista em uma questão aparentemente óbvia naquele momento. Ao ler, resolvi trazer para o mercado em que estou inserido e dividi com algumas pessoas. O Caio Barsotti, do CENP, resolveu pesquisar um pouco mais sobre Abraham Wald e mandou algumas matérias e artigos que comprovam o feito. Pois bem, aproveitando a beleza da história e bem como a lógica inquestionável do texto, compartilhei o texto com observações, como segue a partir do parágrafo abaixo e que aparecem destacadas em itálico. Alguns dirão que estou puxando a brasa pro meu assado, mas prefiro pensar dizer que estou mais preocupado em evitar os tiros fatais que as marcas podem ou até já está levando. Trata-se, simplesmente, de uma reflexão para o atual momento aproveitando um belo texto.

Sobre Análise de Dados e uma Full Agency de confiança nas empresas: não trata-se de toda tecnologia para colher informações, mas como vocês interpreta o que tem e como, quando e onde vão estar suas respostas, suas ações, suas decisões.

Durante a Segunda Guerra Mundial, estatísticos da equipe de Abraham Wald analisavam todos os aviões que voltavam das batalhas e destacavam as áreas com mais marcas de balas, como na imagem que ilustra este post. O objetivo era identificar onde a estrutura dos aviões deveria ser reforçada da maneira mais eficiente: não muito a ponto de deixar o avião muito pesado, difícil de manobrar e consumindo mais combustível, e nem tão pouco a ponto de deixá-lo vulnerável. A distribuição das perfurações não era uniforme: as marcas em vermelho da figura (imagem gráfica de pontos vermelhos num avião de guerra) representam as áreas atingidas mais frequentemente. Com base nestes dados, onde eles deviam reforçar? Uma resposta automática, sem pensar muito seria “onde recebe mais tiros.” Até faz sentido: se estão atirando nas asas, é melhor blindá-las para evitar o estrago. Quais foram as recomendações de Abraham Wald?

1) Não reforçar as áreas mais atingidas;

2) Blindar as áreas sem marca nenhuma, como os motores, por exemplo.

Ninguém estava analisando as marcas de balas nos aviões que não voltaram.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Os aviões que receberam mais tiros nas áreas destacadas foram capazes de voar de volta. Mas os que foram atingidos nas áreas sem marcas sequer voltaram. Ninguém estava analisando as marcas de balas nos aviões que não voltaram.

Este caso ilustra o Viés de Sobrevivência (Survival Bias), bastante comum quando analisamos dados para testar uma hipótese. Portanto, de novo, não trata-se de toda tecnologia para colher informações, mas como você interpreta o que tem e como, quando e onde vão estar suas respostas, suas ações, suas decisões estratégicas e práticas! Se usarmos a única fonte informação disponível como sendo suficiente, vamos ignorar grande parte das causas destes problemas. Às vezes, a resposta mais importante está na informação que está faltando. Ao analisar uma base de dados, é preciso observar tanto o que está visível quanto o que não está sendo respondido à primeira vista. O que os dados não respondem é tão importante quanto o que eles respondem. Como a quantidade de informação faltante é sempre infinitamente maior do que a informação disponível, é preciso fazer as perguntas certas.

Uma agência de propaganda qualificada, certificada e com cases vencedores é o melhor caminho para, juntamente com o marketing e os líderes da marca, entender, organizar, alinhar equipes, planejar e operacionalizar ações de comunicação com o foco no sucesso da marca, seja ele institucional ou de suas vendas. Isso tudo é definitivo para buscar resultados plenos, reais e não somente gráficos performáticos num dashboard.

As agências de propaganda ou full agency já transformaram marcas, potencializaram vendas, geraram resultados e histórias incríveis. Agora são essenciais para tudo isso e muito mais, em especial para que sua marca não seja alvejada durante a batalha.