TRABALHOS DOS SONHOS DE JOVENS DE HOJE CORREM RISCO DE NÃO EXISTIR NO FUTURO, DIZ OCDE -24-01-20

TRABALHOS DOS SONHOS DE JOVENS DE HOJE CORREM RISCO DE NÃO EXISTIR NO FUTURO, DIZ OCDE

Relatório aponta uma possível desconexão entre as ambições profissionais dos jovens de hoje com o mercado de trabalho de amanhã.

Os jovens atuais do mundo têm, em média, mais anos de estudo do que qualquer geração que veio antes deles. E, no entanto, eles vêm tendo grande dificuldade em se inserir no mercado de trabalho e em conciliar o que aprendem na escola com o que é esperado do ambiente profissional.

Além disso, uma parcela considerável desses jovens sonha com profissões que correm o risco de não existir no futuro: podem ser automatizadas pelo avanço da tecnologia.

A avaliação acima é o ponto de partida do relatório Emprego dos Sonhos – lançado hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) durante o Fórum Econômico Mundial, trazendo dados sobre aspirações profissionais futuras de cerca de 600 mil jovens de 15 anos em 79 países e territórios, entre eles o Brasil.

As entrevistas com os jovens foram feitas em 2018, durante a aplicação do Pisa, exame internacional que mede o desempenho de estudantes em matemática, leitura e ciências. Aos 15 anos de idade, a maioria dos participantes do exame caminhava para o fim do ciclo da educação básica e se preparava para a escolha da educação superior – e também de o que quer fazer na vida profissional.

E o que a pesquisa identificou é que a maioria dos jovens sonha com um número limitado de carreiras, bastante parecidas às citadas por jovens entrevistados na mesma pesquisa oito anos antes, durante o Pisa 2000.

Para meninos, na média, as ocupações dos sonhos mais citadas são, nesta ordem: engenheiro, administrador de empresas, médico, profissional de TI, atleta, professor, policial, mecânico de veículos, advogado e arquiteto.

Para meninas, as ocupações mais citadas são médica, professora, administradora de empresas, advogada, enfermeira ou parteira, psicóloga, designer, veterinária, policial e arquiteta. Não foram divulgados dados específicos de cada país, apenas uma média global.

Para a OCDE, há ao menos duas questões importantes a serem debatidas: será que essas aspirações vão refletir as necessidades do ambiente profissional do futuro? E será que os jovens – principalmente os de baixa renda – estão recebendo a educação e a orientação corretas para fazer boas escolhas para seu futuro profissional.

‘EXPECTATIVAS DE CARREIRAS MUDARAM POUCO’

“Enquanto o mundo passou por grandes mudanças desde o Pisa 2000, os resultados mostram que as expectativas de carreiras dos jovens mudaram pouco desde então”, diz o relatório da OCDE. “Ficaram, inclusive, mais concentrados em menos ocupações. Na pesquisa de 2018, 47% dos meninos e 53% das meninas de 41 países e economias (os que também participaram do Pisa 2000) dizem que esperam trabalhar em um dos dez trabalhos mais citados quando chegarem aos 30 anos.”… – Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2020/01/22/ocde-trabalhos-dos-sonhos-de-jovens-de-hoje-correm-risco-de-nao-existir-no-futuro.htm?cmpid=copiaecola

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