MICROSOFT – REDUÇÃO NO INDÍCIE DE CIDADANIA DIGITAL – 06.03.2020

Microsoft publicou recentemente estudo em que revela que:

. Em escala global, o Índice de Cidadania Digital atingiu 70%, a maior leitura de falta de civilidade online percebida desde o início da pesquisa, em 2016.

. Aparência física, política e orientação sexual (nessa ordem) são os principais impulsionadores da falta de civilidade online.

. Dois terços (66%) disseram que os sites de mídia social eram os lugares mais propensos para a incivilidade.

. O Brasil está classificado no 15º lugar no Índice de Cidadania Digital com 72%.

O Índice de Cidadania Digital (DCI) da Microsoft, um meio de medir o tom das interações online, está em 70%, a maior classificação de falta de civilidade desde o início da pesquisa em 2016. Tendências como dor emocional e psicológica, e consequências negativas decorrentes da exposição a riscos online também aumentaram significativamente. Quanto menor a classificação do índice (numa escala de 0 a 100), menor a exposição de risco das pessoas pesquisadas e maior o nível percebido de cidadania entre as pessoas naquele país.

O DCI é baseado em uma pesquisa concluída em maio de 2019 para avaliar as atitudes e percepções de adolescentes (13 a 17 anos) e adultos (18 a 74 anos) em 25 países[1][1] sobre o atual estado da cidadania digital. Ela realizou perguntas como, “quais riscos online você e seu círculo de pessoas próximas já vivenciaram, quando e com que frequência tais riscos ocorreram, e quais consequências e ações foram tomadas?” — e mediu a exposição vitalícia dos entrevistados a 21 riscos em quatro áreas: comportamental, reputacional, sexual e pessoal/intrusiva. Em escala global, o DCI revelou que a exposição a riscos online aumentou significativamente, principalmente nas seguintes 5 áreas:  1) contato indesejado, 2) farsas/fraudes/golpes, 3) sexting indesejado, 4) tratamento maldoso e 5) trollagens.

O Reino Unido está no topo do Índice de Cidadania Digital durante três dos últimos quatro anos. No entanto, o país teve um aumento da incivilidade online (52%), percentual superior ao seu maior pico de 45% em 2016. A Holanda estreou em segundo lugar, com 56%, seguida da Alemanha (58%), Malásia (59%) e os Estados Unidos (60%). Os países com os menores níveis de civilidade digital foram Colômbia (80%), Peru (81%) e África do Sul (83%), marcando a primeira vez que países atingem uma marca superior a 80%. O índice brasileiro foi de 72%, menor que Argentina (76%), Chile (75%) e México (75%).

Segundo 31% dos entrevistados, a aparência física e a política são os principais motivos para a falta de civilidade online, seguidas de orientação sexual (30%), religião (26%) e raça (25%). Em termos do local onde esse comportamento ocorre, dois terços (66%) afirmaram que as redes sociais são o fórum mais frequente para a falta de civilidade online.

REALIDADE DOS BRASILEIROS NA INTERNET

O Brasil teve um aumento de dois pontos desde o ano passado e atingiu, agora, um DCI de 72%, sendo classificado como 15º dentre os 25 países pesquisados. Vale lembrar que esse aumento, de acordo com a metodologia do índice, representa uma piora na civilidade digital no país. O estudo, que entrevistou 502 brasileiros, com idades entre 13 e 74 anos, mostra que os principais riscos são contatos indesejáveis (42%), sexting indesejado (26%), farsas/fraudes/golpes (24%), assédio moral (24%) e assédio sexual (22%). Entre os temas que mais geraram conflitos na internet, estão: política (53%), orientação sexual (34%), religião (33%), aparência física (30%) e raça (29%).

A relação com a internet entre os brasileiros revelou que os millennials (82%) compõem o maior grupo de risco entre os adultos. Dentre os jovens, 71% deles já vivenciaram um risco online, sendo que 78% sofreram com as consequências por conta dos riscos aos quais foram expostos. No entanto, apenas 48% deles pediram ajuda para os pais, e outros 63% afirmaram saber onde encontrar ajuda.

Quanto à expectativa de mudança, 69% dos entrevistados acreditam que empresas de tecnologia e social media criarão ferramentas e políticas que encorajarão um comportamento online mais respeitável e civil.

“O universo digital representa uma enorme oportunidade de melhorarmos nossa comunicação, colaborarmos mais e sermos mais produtivos, mas sabemos que nem sempre isso vem acompanhado de civilidade. Nesse Dia da Internet Segura, queremos chamar a atenção para a importância desse tema, ajudando a criar uma cultura digital melhor, promovendo uma comunidade online mais ampla e inclusiva”, afirma Nycholas Szucko Antunes, diretor de cibersegurança da Microsoft Brasil.

 

PRINCÍPIOS DA CIDADANIA DIGITAL

Como parte dos esforços para melhorar a experiência online para pessoas, empresas e governos, a Microsoft compartilhou os quatro princípios do Desafio da Cidadania Digital, que promovem interações seguras, saudáveis e respeitosas na internet. Todos podem se comprometer com o desafio adotando hábitos e práticas positivas ao longo do ano:

  1. Viva a Regra de Ouro agindo com empatia, compaixão e bondade em todas as interações, e trate todos com quem você se conecta online com dignidade e respeito.
  2. Respeite as diferenças, honre perspectivas diversas e quando as discordâncias surgirem, envolvam-se cuidadosamente e evitem xingamentos e ataques pessoais.
  3. Reflita antes de respondera coisas que você discorda, e não poste ou envie algo que possa machucar outra pessoa, danificar uma reputação ou ameaçar a segurança de alguém.
  4. Defenda você mesmo e os outros apoiando aqueles que são alvos de abuso ou crueldade, relatando atividades agressivas e guardando evidências de comportamento inadequado ou inseguro.

O Dia da Internet Segura é um dia internacional para promover o uso mais seguro e responsável da tecnologia, especialmente entre crianças e jovens. A Microsoft está desafiando pessoas de todo o mundo para adotarem a “cidadania digital” e tratarem umas às outras com respeito e dignidade quando online

 

 

 

Facebook, via WhatsApp Pay, agora é (também) uma empresa de pagamentos.

 

WhatsApp Pay, a plataforma de pagamento digital do WhatsApp, foi lançada na Índia. A empresa, que pertence ao Facebook, estava em fase de testes piloto do serviço de pagamento nos EUA nos últimos dois anos e chegou a testar o aplicativo com cerca de 1 milhão de usuários na Índia, em 2018.

Agora é oficial, está no mercado.

Recentemente, garantiu a permissão da National Payments Corporation of India (NPCI) para lançar o WhatsApp Pay no país, onde possui cerca de 400 milhões de usuários.

O WhatsApp assegurou às autoridades locais que cumpriria as normas de localização de dados, item crítico desse tipo de aplicativo diante das novas exigência legais de privacidade em todo o mundo. Concordou em cumpri-las, e foi.

Para analistas, tudo indica que a empresa está tentando dimensionar seu serviço de pagamentos para entrar na concorrência direta com plataformas semelhantes as do concorrente chinês WeChat.

Ao integrar o padrão UPI (Unified Payments Interface), os pagamentos podem ser enviados eletronicamente, sem que os usuários tenham que digitar suas senhas.

Outros concorrentes neste espaço incluem Google Pay, Paytm e PhonePe.

Google relatou mais de 240 milhões de transações de sua plataforma em maio de 2019, enquanto Paytm atingiu 200 milhões e o PhonePe registrou 230 milhões.

Esse ambiente vai se sofisticar em qualificação tecnológica, assim como em penetração geográfica, mundo afora. A briga é de cachorro grande e talvez possa-se imaginar que nem todos serão totalmente bem sucedidos.

Por enquanto, no entanto, há espaço para todos, numa fase que poderia ser qualificada ainda como estágio um.

Beneficiados somos todos … consumidores e negociantes.

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