José Antonio Vieira da Cunha 22-05-20

HISTÓRIAS DA GENTE

Por Por José Antonio Vieira da Cunha

Quantas histórias importantes do mundo da comunicação couberam neste espaço nestas duas últimas décadas? A resposta é impossível, mas todos os seus personagens sabem muito bem como foram importantes para construir a história da comunicação do Rio Grande do Sul. Ouso dizer que a ideia que deu o start ao que seria o Coletiva.net era mesmo esta – registrar o que se passava neste mundão, envolvendo pessoas e empresas, grupos e instituições. E pode-se deixar qualquer modéstia de lado para afirmar que o objetivo foi alcançado: Coletiva.net se firmou como veículo respeitado e foi responsável pela construção de boa parte desta história.

Jornalistas, publicitários e comunicadores que passaram por esta redação têm histórias incríveis para contar – e muitos relataram, nos artigos publicados anteriormente neste espaço – porque incrível é a trajetória do portal. De um simples informativo passou a ser referência como veículo de comunicação graças à seriedade e responsabilidade com que sempre pautou o que registrou. Contribuiu para que nossas empresas de comunicação se organizassem para falar com o mercado – as mesmas que, no início deste século, tinham no máximo um profissional de RP a cuidar da imagem. Ensinou jornalistas de redação, habituados a perguntar, a serem fontes de informação também.  Mostrou a jornalistas, desde quando eram projetos de estagiários, a tratar a notícia com respeito e responsabilidade, tal o alcance e impacto que cada frase publicada no portal é capaz de cutucar no ente denominado simplesmente de Mercado.

Os boatos, muitos deles generalizados hoje como fake news, sempre foram uma praga a embaralhar conversações e manchar reputações. E boato neste nosso meio da Comunicação sempre foi isso mesmo, verdadeira praga, que acabou quase dizimada – nunca o será, enquanto a natureza humana pisar sobre a Terra – com a afirmação do Coletiva.net enquanto fonte de informação. Não é pretensão afirmar que passamos a considerar dois períodos, A.C. e D.C. Antes de Coletiva, boatos vicejavam; depois de Coletiva, fatos se fortaleceram.

Tantas foram as boas histórias reveladas que Coletiva.net fez escola, inspirando uns e sendo considerado ameaça por outros. Pois não houve o dia em que um diário de Porto Alegre se recusou a publicar uma nota sobre o portal, lá nos seus primeiros anos de vida, sob a alegação de que era um novo concorrente neste mesmo mercado? Só faltou avisarem as agências de propaganda, que levaram anos para ‘descobrir’ este nicho virtual. E não houve o dia em que Coletiva.net revelou que um grupo de comunicação pretendia lançar um diário popular na Grande Porto Alegre, o que levou outro a antecipar seus planos e acelerar o lançamento do seu, antes do concorrente? E não houve o dia em que antecipou, para desespero dos protagonistas, a compra de uma grande agência local por outra de capital internacional (um ‘furo’ levantado em um restaurante, simplesmente se ouvindo a conversa da mesa ao lado…). Quantas histórias… 

Histórias que valeram prêmios, reconhecimentos, destaques: ARI de Jornalismo, Revelação no TOP de Marketing ADVB, Especial da ARP, só para alinhar alguns. Vale jogar confete, sim senhor. Não foram poucos os momentos de dificuldades vividos desde o início pelo trio que criou Coletiva – com Luiz Fernando Moraes nos primeiros anos e José Luiz Fuscaldo sempre, este um pilar de sabedoria (e coração como só mãe tem) a sustentar as iniciativas e empreitadas realizadas nestes mais de 20 anos, ou quase 100 mil dias (!). Mas vencemos, e como vencemos. 

Coletiva.net é um dileto filho do qual, com um misto de tristeza e aflição, entreguei ao mundo quando completou sua maioridade. Mas tranquilo estou, por saber que está em mãos – confio, Márcia! – de quem pilota este veículo com o mesmo respeito aos princípios mais caros de um negócio como este.

 

Ao lado de José Luiz Monteiro Fuscaldo e Luiz Fernando Moraes, José Antonio Vieira da Cunha é um dos fundadores de Coletiva.net. Há quatro anos deixou o comando da empresa, o que não o impediu de atuar como conselheiro da atual equipe, a qual muito ajudou a formar.

 

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