Silvio Sibemberg – 22-05-20

 ESTACIONAMENTOS LIBERADOS

Por Silvio Sibemberg – Empresário especialista em varejo

Sobre o texto de quinta passada – Hora do lojista -entre os comentários um deles chamou especial atenção pela autoria e conteúdo. Günther Staub, autentica lenda viva da publicidade e marketing gaúchos mencionou, com a propriedade que lhe é costumeira, o antigo problema dos estacionamentos pagos nos nossos Shoppings Centers. Disse que em alguns casos dependendo de quanto se gaste o custo do estacionamento acaba, na soma, acrescendo o produto comprado em muitos por centos a mais.

O raciocínio é simples, não importa o que você foi fazer ou comprar nem quanto pagou pelo serviço ou produto que o preço do estacionamento é o mesmo. Salgado na maioria das vezes. Por exemplo, se a compra ou serviço foi de R$100,00 e o custo do estacionamento mais R$10,00, na real o gasto foi de R$110,00.

Com taxas de juros reduzidas como a que agora estamos vendo esses 10% de acréscimo se tornam muito expressivos. Ninguém mais obtém isso no mercado financeiro nem em dois anos de aplicação na poupança ou renda fixa. Como nos habituamos com essa incrível taxação sobre nosso consumo nem nos damos conta do acréscimo do preço pago muito menos do absurdo que significa.

Interessante é que a receita dos estacionamentos é integralmente dos empreendedores. E sobre a área ocupada pelas vagas, ao que se sabe, não pagam um tostão de condomínio. Outra zona nebulosa no relacionamento com os lojistas.

Essa despesa deveria ser no mínimo dividida entre os donos do shopping e inquilinos. Ou seja, a receita é toda deles a despesa nem sempre.

Nesta reabertura o estacionamento não deveria ser cobrado. Seria uma manifestação explicita de boa vontade e colaboração para com os consumidores clientes e com os próprios lojistas parados e exauridos tem mais de dois meses. Uma forma gentil e elegante de chamar de volta o pessoal para os corredores tristemente vazios deste momento. E uma estratégia de marketing inteligente.

Os empreendedores tem plena consciência do momento delicado que a reabertura significara no relacionamento com os consumidores e lojistas e por certo não deixarão passar a oportunidade de atender também essa demanda.

Assim se espera pelo menos.

 

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