NOTAS DA SEMANA-14-08-20

LIVE: MARKETING, E AGORA?

Está chegando!

Na próxima segunda-feira (17/08) das 17h às 19h via plataforma online Zoom.

Os principais profissionais de marketing do mercado publicitário aqui do RS estarão reunidos para um bate-papo com a mediação de Nenê Zimmermann.

O evento conta com apoio do GAV, Clube de Criação, ARP e Sinapro RS.

Basta acessar esse link para entrar na live:

https://zoom.us/j/94012565027

PODCAST DA COLUNA DO NENÊ

A primeira edição já foi ao ar nessa quarta-feira (12) com o convidado Claudio Toigo Filho, CEO do RBS Midias.

A próxima edição acontece na próxima quarta-feira e conta com a participação de Eliana Azeredo, Diretora da Capacità Eventos que vem sofrendo com o cancelamento de vários eventos durante a pandemia.

O Podcast da Coluna do Nenê pode ser ouvido também pelo Spotify:

O TEMPO E A HORA
Em Curitiba debandaram e ficaram só com os abrigos primes, aqui irão fazer o mesmo? Com a palavra os especialistas.

NAS INTERNAS

Será que teremos mais um “IRGA” com a Secretaria de Turismo que não deu em nada e foi uma campanha engasgada?

CLUBE DE CRIAÇÃO RS

O Clube de Criação do Rio Grande do Sul está lançando o novo projeto, que é uma mistura de programa de entrevistas, debate e entretenimento entre profissionais de comunicação e criativos em geral. Inicialmente o formato será de live, mas poderá ganhar outros formatos no futuro. O primeiro Sala de Brain já tem data para estreia e um convidado especial: terça-feira, 18 de agosto às 19h, com a participação de João Livi, CEO da Talent Marcel de São Paulo, Formado pela Famecos PUC-RS

Autor ou co-autor de:

-Tem Net e tem tipo Net, um dos dez bordões mais lembrados da propaganda brasileira.

– Claro, Você merece o novo

– O que a gente pode fazer por você hoje, para Santander, hoje tema internacional do banco.

– Pergunta lá no Posto Ipiranga

Entre outras.

Caboré de Profissional de Criação, prêmio APP pela contribuição Profissional ao mercado.

Duas vezes jurado e um Grand Prix em Cannes.

Membro do Board Criativo Global da Publicis.

A ideia de chamar um convidado de peso para a estreia, não é só porque é um grande nome de uma das maiores agências do Brasil. Mas também porque o João Livi tem uma puta história na propaganda gaúcha, tendo trabalhado nas principais agências do RS, dos anos 1980 pra cá”, conta Cado Bottega, um dos conselheiros e cofundadores do CCRS.

“O Sala de Brain veio pra ser relevante e ampliar a voz das rodas de discussões do nosso mercado, quer exaltar os nossos profissionais, dar um upgrade no valor dos trabalhos que são criados aqui e, é claro, também incentivar a troca criativa entre todos os envolvidos”- exalta William Mallet, também conselheiro e cofundador do CCRS.

O Sala de Brain terá o apoio da ARP e parceiros como a produção de trilha da Radioativa Produtora e outros a confirmar. Além de Cado Bottega e William Mallet, o conselho do Clube de Criação do Rio Grande do Sul é composto pelos criativos Dreyson Queiroz e Alessandro Carlucci.

Para saber mais sobre os projetos do CCRS, as redes sociais estão disponíveis no Instagram e Facebook: @clubedecriacao.rs

APP CAST

A mídia impressa ainda detém o maior trunfo de todos: a produção de conteúdo aprofundado, analítico, exclusivo, de qualidade. Para falar da reinvenção da mídia “impressa”, convidamos: Adriana Cury (Revistas Pais & Filhos), Tatiana Tavares (Grupo RBS), Lucio Del Ciello (Grupo Globo) e Daniel Canello (Grupo Estado). O #APPCAST conta com o apoio do time da Compasso Coolab.

CRITÉRIO

Na contramão da crise, a Critério – Resultado em Opinião Pública vem aumentando a carteira de clientes. E, para acompanhar esse crescimento, a empresa especializada em gestão estratégica de imagem ampliou a equipe.
Dois nomes conhecidos do mercado foram anunciados como reforços ao time: Eliane Iensen e Mariana Leal Trava Dutra.
Eliane Iensen integrará a vertical de geração de conteúdo, com foco em clientes do segmento do agronegócio e de saúde. Jornalista com mestrado em Letras, possui mais de duas décadas de atuação no mercado. Foi
editora-assistente de Política da Zero Hora e editora de Polícia e Rural no Correio do Povo, além de ter trabalhado em campanhas eleitorais e como ghostwriter no governo do Estado. Antes da chegada à Critério, estava na Prefeitura de Porto Alegre. “Essa é uma das empresas mais respeitadas do Estado quando o assunto é comunicação e reputação. Tem uma gestão moderna e um quadro de profissionais qualificados e dedicados. Espero, com a minha experiência, somar a esse time”, conta Eliane.

Jornalista com mais de 13 anos de experiência em televisão, Mariana atuou no Canal Rural e na TV Globo – onde foi editora de texto da “Edição das 18h” e de programas especiais na GloboNews. Também, desempenhou a função de editora-chefe no SBT, Record e Band. Entre outras passagens, liderou projetos de planejamento de conteúdo digital para marcas como Tramontina e O Boticário, na W3Haus. Especialista em Marketing em Agribusiness, trabalhou ainda em assessoria de imprensa. “A Critério tem uma trajetória sólida e respeitada pelo empresariado, pelo ambiente político e pela mídia. É muita responsabilidade entrar nesse time, mas minha experiência deve trazer a segurança e a tranquilidade que preciso para enfrentar esse novo desafio”, avalia Mariana, que estará à frente do atendimento de contas do setor público, de startups, moda e jurídico.
Para a sócia-diretora Soraia Hanna, as novas contratações refletem o momento vivido pela Critério. “São duas profissionais com história e reconhecidas pela competência. E, mais importante do que isso, totalmente conectadas com nossos princípios. Valorizamos a cultura da empresa ao formar uma equipe com experiência e entrega, o que é reconhecido como diferencial pelos nossos clientes”, avalia Soraia.

ASSEMBLEIA

Após seis meses no comando da Superintendência de Comunicação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, André Machado deixará o cargo.

O jornalista se lançará como pré-candidato a vereador da Capital.

Com a saída de André Machado, a Comunicação da ALRS, ficará a cargo de Alexandre Farina, atual diretor do Departamento de Publicidade da Superintendência.

André Machado deixou o Grupo Bandeirantes em novembro de 2019 para se dedicar a sua trajetória na vida pública.

FEEVALE

A Universidade Feevale, por meio do curso de Turismo, e o Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo (CiTUR), de Portugal, realizarão, nos dias 27 e 28 de outubro, o XII Congresso Internacional de Turismo (ITC’20). Com o tema _ A imagem e sustentabilidade dos destinos turísticos _, o evento será realizado em formato virtual, devido à pandemia de Covid-19. O intuito é contribuir para uma profunda e profícua discussão sobre novas tendências, oportunidades e desafios no setor do turismo.

A conferência é voltada para acadêmicos, mestrandos e doutorandos que estudam turismo, viagens e hospitalidade ou assuntos relacionados. Líderes e profissionais do sector de turismo, interessados em conhecer os últimos desenvolvimentos na literatura acadêmica e que queiram compartilhar seus conhecimentos com os participantes da conferência também são convidados a participar. No evento, serão apesentadas experiências nacionais e internacionais sobre competitividade, sustentabilidade, marca, marketing e as vivências dos clientes dos destinos turísticos.

Um dos principais objetivos do congresso é proporcionar um fórum aberto para a troca de pontos de vista sobre temas relacionados com a estratégia e a gestão de destinos turísticos entre a comunidade, estudantes, acadêmicos, formuladores de políticas públicas, empresários e profissionais. O ITC’20 contemplará três modalidades de sessões: 

1 – SESSÕES PARALELAS: a comunidade acadêmica e profissionais da área do turismo poderão submeter os seus trabalhos para apresentação pública2 – SESSÕES ESPECIAIS: nesta edição, está prevista uma sessão especial em parceria com a revista científica European Journal of Tourism, Hospitality and Recreation (EJTHR), subordinada ao tema Inovação de base tecnológica e novos paradigmas em turismo

3 – SESSÕES PLENÁRIAS: acadêmicos conceituados na área do turismo são convidados a apresentar comunicações orais nas áreas em que são especialistas

INSCRIÇÕES

As inscrições devem ser realizadas no site https://itc.citur-tourismresearch.com endereço em que, também, podem ser obtidas informações como investimento. Os resumos devem ser enviados, como anexo, para o e-mail ITC.EVENTOS@IPLEIRIA.PT , até o dia 30 de setembro. Todos os artigos apresentados serão incluídos no Livro de Atas do Congresso, que será publicado com um número ISBN e em formato eletrônico.

LIVRO HUMANOS DE NEGÓCIOS

O projeto Humanos de Negócios conta histórias de mulheres e homens dedicados a transformar o mundo dos negócios em um lugar mais consciente e inspirador. Foi lançado em agosto de 2018 e, desde então, tem promovido palestras e encontros com o objetivo de instigar uma reflexão sobre a necessária humanização no mundo dos negócios. 

Coletando experiências em conversas com líderes preocupados em mudar o seu entorno, o jornalista Rodrigo V. Cunha reuniu um rico material de entrevistas e histórias reais inspiradoras. Todo esse conteúdo agora vai virar o livro Humanos de Negócios. Uma publicação atual e necessária nesta jornada para regenerar o mundo dos negócios. 

Para colaborar, basta entrar aqui:

https://benfeitoria.com/humanosdenegocios

DEMANDA

Estudo da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing ainda aponta que a experiência do home office agradou, mas a preferência para o futuro é por um híbrido entre dias de escritório e dias em casa.

A Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing realizou em julho sua terceira edição da pesquisa Coronavírus e seu Impacto no Brasil. Esse levantamento foi realizado por meio de questionários online, entre os dias 16 e 21/07, e obteve 1.090 respostas, de todas as regiões do Brasil. Um dos focos desta terceira onda era abordar o sentimento geral da população em relação ao mercado de trabalho.

Atualmente 37% de quem está desempregado afirma que perdeu seu posto em razão da pandemia. Destes, um terço (34%) diz que o foco agora não é arrumar logo outra posição. O gerente de projetos da Demanda e coordenador do estudo, Ricardo Lopes, conjectura a esse respeito:

Pode ser que as pessoas já estejam atinando que os novos tempos vão exigir novas habilidades, novos conhecimentos e comportamentos.

Nesse contexto, é primordial se qualificar num primeiro momento, para então sair à procura de um novo lugar.

Entre aqueles que permanecem empregados, nada menos do que 49% continuam trabalhando exclusivamente de casa, no chamado home office, outros 16% alternam dias em casa e dias no escritório e somente 9% já retomaram integralmente sua rotina fora do lar. Na medida em que provaram e gostaram, tanto empresas como trabalhadores não têm motivo de apressar o retorno, conclui Ricardo.

E os dados corroboram: somente 26% de quem permanece trabalhando em casa afirma não estar satisfeito com esta condição. São pessoas que dizem sentir falta da presença física de clientes, colegas, etc. Ou, ainda, sentem que estão trabalhando mais e rendendo menos, por conta das dispersões domésticas e da falta de estrutura adequada. Todos os outros os mais de 70% satisfeitos mencionam como justificativa para sua satisfação a economia de tempo sem os temíveis deslocamentos de ida e volta do trabalho e também a economia de dinheiro (transporte, combustível, alimentação).

Os próprios entrevistados parecem ter a solução para acomodar bem todas as aspirações: havia na pesquisa uma pergunta sobre qual modelo de trabalho gostariam de adotar após o fim da pandemia, e então 65% disseram que o ideal seria uma mescla entre dias no escritório e dias em casa, destaca Silvio Pires de Paula, fundador e presidente da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing.

Quase metade acredita que sua vida mudou para pior do início da pandemia até agora O sentimento geral das pessoas com o momento da pandemia é de desânimo.

Cerca de 3 em cada 4 (73%) se diz desanimado atualmente. Ao serem perguntados sobre o que mudou para pior ou para melhor do início da pandemia para cá, metade deles (49%) afirma que a vida mudou para pior no que diz respeito à vivência social e às oportunidades de lazer.

Outros 37% sentiram piora no estado psicológico, em seu equilíbrio emocional. Em outro sentido, 41% observaram que melhorou seu engajamento em ações solidárias e 53% estão se relacionando melhor com suas famílias.

Muitos brasileiros fazem planos para quando a pandemia acabar e somam 70% os que pretendem viajar assim que possível. Outros planos muito presentes são rever familiares ou amigos (58% dos entrevistados) e retomar ou iniciar a prática de algum esporte (42%). Enquanto isso tudo não é possível, boa parte deles admite ter incorporado ou intensificado alguns maus hábitos. A ingestão de chocolates ou doces em geral brotou ou cresceu em nada menos do que 38% do público pesquisado. E o hábito de beber álcool agravou-se ou incorporou-se à rotina de 20% dos internautas brasileiros participantes da pesquisa.

SAÚDE E TECNOLOGIA

A crise do coronavírus impactou de forma contundente o mercado de trabalho. Um levantamento do IBGE, publicado no fim de junho, estimou que cerca de 7,8 milhões de postos de trabalho foram extintos no Brasil desde o início da pandemia. Estimativas do governo dos Estados Unidos colocam a perda de empregos na casa dos 30 milhões, com contagens extraoficiais chegando aos 40 milhões.

Por isso, o futuro dos postos de trabalho se tornou pauta urgente. O Business Insider usou dados do Bureau of Labor dos Estados Unidos para detectar quais são as novas tendências de emprego por conta do novo panorama mundial. Em geral, postos de trabalho no setor de saúde e tecnologia dominaram a lista dos 30 primeiros lugares, com metade das profissões.

A enfermagem ficou em primeiro lugar. Os dados estimam que entre 2018 e 2028, mais de 370 mil vagas de enfermagem serão abertas no país, com média salarial de US$ 73 mil por ano (cerca de R$391 mil).

Fechando o pódio estão desenvolvedores de aplicativos, com mais de 241 mil vagas abrindo até 2028, e gerentes operacionais, com mais de 165 mil vagas previstas.

Na área de saúde, também tiveram destaque profissões como cirurgiões, professores e fisioterapeutas. Já em tecnologia, análise de sistemas e técnicos de informática também ficaram bem cotadas.

O setor de administração e finanças também teve destaque. No top 10, entraram profissões como analista financeiro e analistas de marketing.

Para chegar aos resultados, a Business Insider analisou tanto a quantidade de vagas, quanto o salário anual médio da profissão em 2019. Assim, encontrou os empregos com mais chance de crescimento tanto em vagas, quanto em salários.

PÓS-PANDEMIA

À medida que algumas partes do mundo caminham para uma retomada nas atividades, surgem muitas perguntas sobre quais comportamentos pré-pandêmicos retornarão e quais novos permanecerão quando o cenário estiver melhorando. Com base em um universo de mais de 16 mil pessoas, em 18 países de todos os continentes, uma pesquisa da Truth Central – unidade de inteligência global do McCann Worldgroup – identificou 5 perfis de atitudes diante da fase de reabertura das atividades pós-pandemia.

Esses perfis foram definidos com base nas respostas e nos comportamentos das pessoas diante das novas regras que os governos estão estabelecendo para este período de reabertura gradual das atividades. São eles:

Cautelosos: seguem as regras cuidadosamente – 50%*

Condicionais: seguem algumas regras, mas não outras – 21%*

Os não conformistas: ignoram todas as regras – 6%*

Os criativos: seguem as suas próprias regras – 13%*

Os sem noção: não sabem quais são as regras – 9%*

Quando comparados à média global, nos mercados latino-americanos os “cautelosos” são maioria no Chile (58%) e no Brasil (54%), e os “condicionais” no México e Argentina, com 22% em ambos os países. O perfil de “não conformista” é maioria no Brasil, mesmo com um índice de apenas 7%. Os perfis de “criativos” lideram no México (15%) e os “sem noção” na Colômbia (10%).

Nesse contexto, também é importante considerar que, globalmente, uma em cada cinco pessoas prefere trabalhar permanentemente em casa. A pesquisa também mostra que 29% dos entrevistados consideram que a sociedade está reabrindo muito rapidamente.

“No caso de um possível cenário próximo ao fim da pandemia, vemos que uma parte significativa da população terá uma atitude cautelosa. Do ponto de vista do marketing, estamos redesenhando nossa visão estratégica para o dia a dia dos consumidores e revisando a oportunidade de uma conexão significativa com as marcas, criando melhores experiências de interação física e digital em novos momentos”, afirma Fernando Fascioli, presidente do McCann Worldgroup para América Latina e Caribe.

O executivo ainda destaca que “neste momento é vital fornecer informações que possam reduzir os graus de incerteza, facilitando também esses processos que são completamente novos para um grande número de pessoas, como o uso mais frequente de sites de compras e relacionamento online, entre outros. Contar com uma sólida estratégia digital e uma leitura correta dos dados que emergem nestes tempos é crucial para sermos significativos na vida das pessoas. Agora, mais do que nunca, os consumidores estão se adaptando e estão abertos à mudança, e esse é um terreno fértil e desafiador ao mesmo tempo, para o marketing e para as marcas”.
SINDIRÁDIO

Em comemoração ao seu aniversário de 57 anos, o Sindicato das Empresas de Rádio e TV do RS (SindiRádio) promoverá na segunda-feira, 17 de agosto, às 14h30, um encontro on-line com o tema “Desafios e oportunidades para fechar mais negócios e reter anunciantes”. O evento contará com a participação do especialista consultor de empresas de mídia e comunicação, Fernando Morgado, e abordará temas como relacionamento com clientes durante a pandemia, análise de dados de audiência no dial e na Internet, desenvolvimento de novos negócios, entre outros. O link da reunião será informado próximo ao evento.

De acordo com a presidente do SindiRádio, Christina Gadret, que será a condutora do encontro, o evento é direcionado aos gestores de veículos e suas equipes comerciais. “Em tempos de pandemia, o SindiRádio precisou ir além, consolidando seu apoio, proteção e qualificação da categoria também através do diálogo com especialistas na àrea. Fernando tem muita experiência em comunicação e nos ajudará a entender melhor sobre os novos negócios, especialmente no pós-pandemia”, explica. 

HEINEKEN

O Grupo HEINEKEN no Brasil, segunda maior cervejaria do País, em mais uma parceria com a Goomer, startup inovadora que oferece uma plataforma de transformação digital para o FoodService (bares, restaurantes, negócios de alimentação, entre outros), lançam a plataforma Goomer na Loja, solução que fornecerá aos bares e restaurantes de todo o Brasil uma opção de cardápio digital, por meio de um QR Code disposto nas mesas dos estabelecimentos, além da opção de atendimento online. A novidade tem o objetivo de auxiliar os pontos de vendas nesse momento de reabertura, considerando todas as medidas de higiene e proteção necessárias. O projeto já iniciará com abrangência nacional, e poderá ser utilizado por restaurantes onde as regras permitem a reabertura dos estabelecimentos.

A Goomer surgiu por meio do fornecimento de cardápios digitais em tablets e totens de autoatendimento, aliando sempre a tecnologia à força humana de trabalho nos estabelecimentos. Suas ferramentas já transacionaram milhões de pedidos e, com a chegada da pandemia, a startup apoiou seus clientes – principalmente os comerciantes de pequeno e médio porte – com a criação da GoomerGo. A partir da utilização da plataforma, foi possível que esses comerciantes seguissem efetuando as vendas pelo WhatsApp e já gerou mais de R$ 15 milhões de economia para o setor.

Apoiar uma iniciativa como essa, que atende à demanda atual do mercado, é também uma oportunidade para oferecer soluções inovadoras, visando auxiliar da melhor maneira possível os pontos de vendas, clientes e, assim, garantir aos consumidores momentos seguros de descontração, com muita qualidade, prezando pela segurança e respeito pelas pessoas, afirma Danilo Daibert, Diretor de Trade do Grupo HEINEKEN no Brasil.

Dentre as principais funcionalidades da plataforma Goomer Na Loja, é possível criar, gratuitamente, um cardápio online, que permite incluir a descrição das opções e produtos disponíveis, com preço e fotos. Dessa forma, com o próprio smartphone, o cliente pode fazer a leitura do QR Code e baixar o cardápio para escolher seu prato e bebidas, sem que haja o contato com o menu físico do estabelecimento. Também há um plano pago, a partir de R$ 59,90 por mês, que possibilita a realização do pedido online, diretamente pela plataforma, mantendo assim o distanciamento entre consumidores e funcionários. A adesão pelos interessados é efetuada mediante o cadastro gratuito no site oficial da plataforma (www.goomer.com.br/cardapio-digital-na-loja).

Queremos sempre apoiar os nossos clientes com soluções que os auxiliem a evoluir em seus negócios. Por isso, desde que ingressamos nessa fase de pandemia, nos preocupamos em oferecer ferramentas que os ajudassem a não parar. E isso nós conseguimos com a GoomerGo. Nesse novo momento de transição, de reabertura dos comércios, nada melhor do que também trazer a eles uma plataforma que garanta efetividade e segurança às transações realizadas na loja, destaca o CEO da Goomer, Felipe M. Lo Sardo.

Além dessa iniciativa, o Grupo HEINEKEN no Brasil está trabalhando uma série de ações positivas, com o objetivo de se manter próximo de bares e restaurantes de todo o País, com soluções para auxiliá-los a superar os desafios deste momento. São elas:

De Volta ao Bar em colaboração com o Hospital Israelita Albert Einstein, o Grupo está desenvolvendo uma plataforma de conteúdo e aprendizagem eletrônica em que os donos dos bares e restaurantes receberão recomendações de boas práticas para garantir o bem-estar e segurança de suas equipes e de seus clientes; Brinde do Bem ação que convida os consumidores a auxiliar os estabelecimentos de todo o País a manter empregos, pagamentos e salários em dia. A companhia, em parceria com a Campari, dobrou os valores computados no site do movimento, até 31 de maio de 2020, arredando mais de R$ 16 milhões em contribuição destinados a mais 7,5 mil bares. Os estabelecimentos puderam realizar o cadastro gratuitamente. Movimento NÓS – criado por oito das principais companhias de alimentos e bebidas do Brasil para apoiar, assim que liberadas as atividades do pequeno varejo, a retomada de seus negócios, já que estão entre os principais setores da economia impactados pela crise decorrente da COVID-19.

DIXON COMUNICAÇÃO

À frente da coordenação de comunicação da entidade nacional sem fins lucrativos Psoríase Brasil há seis anos, a founder da empresa Dixon Comunicação, jornalista Ana Paula Dixon, passa a representar a entidade entre associações latino-americanas voltadas à psoríase e a outras doenças crônicas de pele. A comunicadora representará o Brasil no “Foro Internacional en prol de los Pacientes com Psoriasis” live promovida pela revista Medicina y Salud Pública, meio de comunicação tradicional de Porto Rico voltado à saúde e à ciência, em parceria com a Fundación de Apoyo al Paciente con Psoríasis y otras Enfermedades de la Piel (FUNDAPSO) em 15 de agosto (sábado), das 13h às 15h (horário de Brasília).

A proposta do fórum virtual, que será transmitido pelo fanpage da revista – facebook.com/revistamsp – e poderá ter a participação do público, é fazer um balanço das políticas públicas existentes à psoríase, artrite psoriásica e outras doenças crônicas de pele em países da América Latina. Além da Psoríase Brasil, participam do encontro representantes de ONGs e fundações da Argentina, México, Colômbia, Porto Rico, Espanha e Colômbia. Num primeiro momento foram selecionadas as associações com destaque em ações de comunicação e de advocacy dos países mais populosos da região, mas já está marcado para outubro um segundo encontro com demais países latino-americanos.  

Formada em Jornalismo com mestrado em Comunicação Social pela PUCRS, MBA em Direção de Empresa Audiovisual e especialização em Ciência Política e Relações Internacionais, ambos realizados na Espanha, a jornalista também representa a Psoríase Brasil no International Psoriasis Council, que reúne entidades do mundo inteiro. Além de coordenar a Comunicação da Psoríase Brasil, a profissional trabalha com a presidente da Associação, Gládis Lima, em ações de advocacy, que significa “atuar por uma causa” junto ao poder público. “Tenho sido convidada para representar a Psoríase Brasil em grupos internacionais por falar idiomas, ter vivência internacional e lidar diariamente, há seis anos, com as questões de comunicação e de advocacy ao 3º Setor. Quando fundei a empresa, após vir de uma sociedade também em assessoria de comunicação, minha proposta era desenvolver um trabalho mais internacionalizado”, comenta a empresária. Com sede em Porto alegre, a Dixon Comunicação comemorou quatro anos em julho de 2020 e realiza gestão de comunicação integrada com ações de assessoria de imprensa, comunicação digital, produção de conteúdo, advocacy e gestão de marcas.

EMPATIA

Avaliar os estragos causados nas verbas de marketing e mídia e averiguar as perspectivas de retomada nos investimentos dos anunciantes. Esses são os principais objetivos de dois estudos realizados recentemente no Brasil e em outros países da América Latina e divulgados nos últimos dias. Um deles pela consultoria Scopen, com apoio de entidades regionais de agências, como a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap). E o outro feito em conjunto pelas associações nacionais de anunciantes da região, entre as quais a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

A Scopen ouviu 51 profissionais responsáveis pelo marketing ou pela compra de mídia atuantes em empresas sediadas no Brasil entre 10 de junho e 6 de julho. Para 86%, a Covid-19 mudou as relações entre marcas e agências, sendo que, deste universo, 27% consideram que uma das principais alterações foi que o trato entre as partes ficou mais empático, próximo e flexível. Para 22%, processos foram agilizados e o tempo de respostas, reduzido. E houve maior exigência por criatividade, para 18%. Em média, as empresas representadas pelos respondentes diminuíram seus orçamentos de publicidade em 40%, sendo que a variação média dos cortes nos meios de comunicação foi maior no cinema (-83%), na mídia exterior (-77%) e nas revistas (-64%). No rádio, a diminuição média das verbas foi de 54% e na televisão, de 51%. Na divisão do bolo dos entrevistados, os jornais foram afetados com a perda média de 35% e a internet foi o meio que menos sofreu, com cortes de 15%. Entre as providências tomadas pelos anunciantes que impactaram as relações com as agências estão mudanças nos modelos de trabalho, que se tornaram mais flexíveis (para 43% dos entrevistados), reduções pontuais nos fees (26%), alterações nas estruturas dos departamentos internos de marketing (22%) e congelamento dos pagamentos feitos às agências (8%).

ISOLAMENTO SOCIAL

Parte da população brasileira está em isolamento social desde meados de março. Como reflexo disso, e da crise econômica causada pelo novo coronavírus, 44% dos brasileiros experimentaram novas marcas desde que o início da quarentena, segundo um estudo da Dunnhumby.

As principais causas para a mudança são voltadas à precificação dos produtos: 55% dos consumidores afirmam que mudaram por conta de uma promoção e 44% afirmam que buscou marcas mais baratas no período. Também com uma taxa de 44%, consumidores afirmam que trocaram de marca porque buscaram experimentar novos produtos; 34% afirmaram, inclusive, gostar de experimentar novas marcas e 22% afirmaram que só trocaram de marca após não encontrar o produto que procurava – a soma das perguntas não é 100% porque foi possível assinalar mais de uma opção.

“Caso a marca experimentada ofereça ao consumidor uma melhor equação de valor, ele não deve retornar a marca antiga. Ainda mais considerando que o cenário pós pandemia vem com uma recessão econômica”, afirma Flavia Villani, head da Dunnhumby Brasil.

A pesquisa ouviu mais de 1.100 brasileiros em todas as regiões do País por meio de um questionário online no dia 25 de junho. Segundo o estudo, 58% dos brasileiros ouvidos modificaram o seu comportamento de compra em até 12 categorias, seja aumentando o volume comprado, diminuindo ou, também, trocando a marca escolhida. A que mais sofreu alterações foi a de alimentos básicos, chegando a 28% das pessoas comprando novas marcas pela primeira vez.

Outro dado da pesquisa aponta para o crescente consumo “econômico extravagante”, onde consumidores economizam em uma categoria para, ao mesmo tempo, adotar marcas premium em outros. Com a pandemia, foi possível perceber esse cenário no aumento na compra de produtos mais caros em categorias como cervejas, chocolates e guloseimas.

“O comportamento econômico extravagante independe da classe social. Isso se deve aos interesses do consumidor e ao valor que dá as diferentes categorias”, explica Villani.

BRASKEM

A Odebrecht, controladora da Braskem (BRKM5), iniciou o processo de venda de toda a sua participação na petroquímica, revela um documento enviado à CVM na noite desta sexta-feira (7).

De acordo com a nota, a alienação seria privada. A companhia informou que tomará as providências necessárias para organizar um
processo dessa natureza, com o apoio de assessores legais e financeiros.

A construtora possui 50,1% do capital votante da empresa e 38,3% do total. A Petrobras (PETR3; PETR4) é também acionista e possui 47% do votante e 36,1% do total. O restante tem negociação no mercado acionário.

Resultados

A empresa revelou um prejuízo bilionário no segundo trimestre de 2020, refletindo a combinação de queda nas receitas devido à crise da Covid-19, despesas ligadas a um dano geológico em Alagoas e pressão financeira devido à alta do dólar.

As perdas chegaram a R$ 2,5 bilhões de abril a junho, ante lucro de 57 milhões um ano antes. Ainda assim, o resultado foi melhor do que do primeiro trimestre deste ano, quando o prejuízo tinha sido de R$ 4,06 bilhões.

CHINA

 A Hon Hai Precision, fornecedora-chave da Apple e de outras gigantes de tecnologia, planeja dividir sua cadeia de suprimentos entre o mercado chinês e os Estados Unidos. Segundo a empresa, o reinado da China como polo de fabricação mundial acabou por causa da guerra comercial.

O presidente do conselho da Hon Hai, Young Liu, disse que está gradualmente expandindo capacidade fora da China, a principal base de produção de eletrônicos como iPhones, desktops da Dell e switches Nintendo. A proporção fora do país atualmente é de 30% em relação a 25% em junho.

Essa proporção aumentará à medida que a empresa – também conhecida como Foxconn – transfira mais operações de manufatura para o sudeste da Ásia e outras regiões. O objetivo é evitar o aumento de tarifas sobre produtos de fabricação chinesa destinados aos mercados dos EUA, disse Liu a repórteres depois da divulgação do balanço.

“Não importa se é Índia, Sudeste Asiático ou Américas, haverá um ecossistema de manufatura em cada um”, disse Liu, acrescentando que, embora a China ainda desempenhe um papel fundamental no império de manufatura da Foxconn, os “dias do país como fábrica do mundo acabaram.”

A escalada das tensões comerciais entre os governos de Washington e Pequim levou fabricantes de aparelhos a diversificarem suas bases de produção fora da China. Liu havia dito anteriormente que o produto mais valioso da Apple, o iPhone, poderia ser fabricado fora da China se necessário.

Os dois países seguem em negociações comerciais, mas os comentários de Liu reforçam a expectativa crescente de que a cadeia de suprimentos de eletrônicos focada na China deve se fragmentar no longo prazo.

A empresa taiwanesa registrou lucro líquido acima do esperado, de 22,9 bilhões de dólares taiwaneses (US$ 778 milhões) no trimestre encerrado em junho, impulsionado pelo aumento da demanda por iPads e MacBooks.

A receita foi de 1,13 trilhão de dólares taiwaneses, mas a Hon Hai alertou que espera que as vendas no terceiro trimestre caiam dois dígitos em relação a 2019, com o atraso do lançamento do iPhone neste ano.

A Foxconn tem reorganizado suas operações tradicionalmente focadas na China. A Hon Hai está entre os parceiros de montagem da Apple que planejam expandir as operações na Índia, potencialmente ajudando a fabricante do iPhone a aumentar a presença no país com população de 1,3 bilhão e transferir parte da cadeia de suprimentos da empresa dos EUA para fora da China, em meio às tensões entre os dois países.

OI

Mais próximo de adquirir o negócio de telefonia móvel da Oi, o consórcio formado por Claro, TIM e Telefônica ensaia a divisão da base de clientes da Oi. Já em contato com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o trio trabalha na formatação de uma proposta para repartir os clientes da Oi – quase 34 milhões no fim de março.

No Estado de São Paulo, por exemplo, a TIM absorveria os 4,18 milhões de clientes de telefonia móvel da Oi na área do código 11 (DDD, ou discagem direta a distância).

A lógica por trás dessa divisão está em incorporar os clientes da Oi à mais fraca das três operadoras em determinado Estado. Ou, em alguns casos, em uma região delimitada, com base no código de área (DDD). Mas uma fonte que acompanha as negociações destaca que há outras variáveis em análise pelas três operadoras. “A conta não é feita olhando uma fotografia da participação atual. É levada em consideração a evolução média de marketing share”, explica a fonte, referindo-se ao caso do DDD 11.

Só nesse código de área específico há 37,38 milhões de linhas móveis registradas, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) compilados pela consultoria Teleco. Ao fim de junho, Claro e TIM estavam praticamente empatadas na vice-liderança no DDD 11, atrás da Telefônica (dona da marca Vivo). Detinham, respectivamente, 23,2% e 23,7% de participação de mercado nesta região, segundo a Teleco.

Na sexta-feira passada, o consórcio de teles e a Oi firmaram um acordo de exclusividade para negociar um pré-contrato que, uma vez assinado, daria ao trio o direito de cobrir qualquer uma das ofertas apresentadas num futuro leilão de ativos móveis da companhia em recuperação judicial. Além disso, a proposta de R$ 16,5 bilhões serviria de ponto de partida no certame judicial. Fontes de mercado confirmaram que representantes de Claro, TIM e Telefônica já iniciaram os contatos com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Na região Nordeste, onde a Oi lidera nos mercados de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará, a maior parte dos clientes do serviço móvel da operadora em recuperação judicial migraria para a Telefônica (dona da marca Vivo). O market share da Vivo no Nordeste estava em torno de 20% em junho, menor percentual entre as quatro maiores operadoras de atuação nacional.

No Estado do Rio de Janeiro, a fatia de mercado da Oi era de 13,8%, o equivalente a 2,52 milhões de linhas móveis, pelos cálculos da Teleco. Esses clientes ficariam com a TIM, caso a oferta feita pelo consórcio seja vencedora num futuro leilão judicial de ativos móveis da Oi. Já no Paraná os clientes de telefonia móvel da Oi migrariam para a Claro – a operadora controlada pela América Móvil detinha em junho uma participação de 17,1% neste mercado.

Nacionalmente, a Oi é a quarta colocada no mercado de telefonia móvel. O market share da companhia era de 16,29% ao fim do primeiro semestre deste ano, atrás portanto de TIM (23,11%), Claro (25,99%) e Vivo (33,05%).

“A Oi tem hoje milhões de clientes em clara desvantagem competitiva. As três [concorrentes], de forma isolada, a atacam com facilidade, ou seja, 15% a 20% do mercado não é competitivo”, argumenta o consultor Eduardo Levy, da Virtus Soluções. “A compra e posterior divisão dos ativos, aí incluídas as frequências, vai dar mais equilíbrio ao mercado, ou seja, vai aumentar a competitividade”, acrescenta Levy, ex-presidente do sindicato reúne as maiores operadoras do país (SindiTeleBrasil).

A venda do negócio de telefonia móvel e de outros ativos da Oi ainda depende do aval de credores da companhia reunidos em assembleia. A nova assembleia geral de credores (AGC) da Oi, na qual está prevista a votação do aditamento ao plano de recuperação judicial da operadora, deverá ser marcada para 8 de setembro, segundo fonte que acompanha o processo.

Na última sexta-feira, o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre o processo de recuperação judicial da Oi, determinou que a assembleia seja realizada de forma presencial no início do próximo mês. A operadora tem cerca de 50 mil credores.

HOME OFFICE

A maioria dos trabalhadores americanos não tem pressa em voltar ao escritório em tempo integral, mesmo depois que o coronavírus estiver sob controle. Mas isso não significa que queiram trabalhar em casa para sempre. No futuro, segundo uma variedade de novos dados, provavelmente eles terão semanas de trabalho divididas entre escritório e casa.

Levantamentos recentes mostram que tanto funcionários quanto empregadores apoiam esse acordo. E pesquisas sugerem que alguns dias por semana em cada local seria o número mágico para anular o lado negativo de cada modalidade, ao mesmo tempo que se colhem os benefícios de ambas.

“Você nunca deve pensar em tempo integral ou em tempo zero. No pós-Covid, acredito firmemente em metade do tempo no escritório”, disse Nicholas Bloom, professor de economia da Universidade Stanford, cuja pesquisa identificou ligações causais entre trabalho remoto e desempenho dos funcionários.

De acordo com uma nova pesquisa da Morning Consult, 47 por cento dos que trabalham remotamente afirmam que, quando for seguro voltar ao trabalho, seu modelo ideal seria continuar trabalhando em casa de um a quatro dias por semana. Quarenta por cento trabalhariam em casa todos os dias, e apenas 14 por cento voltariam ao escritório todos os dias.

É provável que o grupo de trabalhadores que é capaz de trabalhar em casa tenha mais formação educacional, com maiores rendimentos, e tenha escapado até agora de um desemprego maior na pandemia. Isso pode mudar à medida que a economia continua a sofrer, o que, segundo analistas, talvez afete as políticas de trabalho de diferentes maneiras: os empregadores podem entrar em pânico e voltar a adotar velhos costumes, ou incentivar o trabalho remoto para reduzir os custos imobiliários.

Na Pesquisa de Incerteza Empresarial – do Fed de Atlanta, de Stanford e da Universidade de Chicago –, os empregadores previram que, após a pandemia, 27 por cento de seus funcionários em tempo integral continuariam trabalhando em casa, a maioria alguns dias por semana. Outras pesquisas com empresas mostraram que se espera que pelo menos 40 por cento dos funcionários continuem trabalhando remotamente.

Em todas as organizações, o trabalho foi mais eficiente quando os funcionários estavam em casa de um a dois dias por semana, mostrou uma pesquisa da Humu, empresa de tecnologia dirigida pelo ex-chefe de recursos humanos da Google.

“Isso cria uma mudança, em que o tempo de escritório seria para o trabalho colaborativo, para o trabalho inovador, para reuniões, e o tempo de casa seria para um trabalho focado”, observou Stefanie Tignor, diretora de dados e análises da Humu, que desenvolve ferramentas para estimular as pessoas a melhorar seu tempo produtivo.

Alguns experimentos passados com trabalho remoto nos Estados Unidos, como na Best Buy e no Yahoo, foram encerrados porque os gerentes decidiram que os trabalhadores remotos não se responsabilizavam o suficiente e perdiam a oportunidade de vivenciar a colaboração presencial.

Mas, em pesquisas sobre trabalho a distância, tem sido difícil provar que a localização dos trabalhadores é responsável por certos efeitos, além de saber se os efeitos seriam diferentes caso seus concorrentes, parceiros e clientes também estivessem trabalhando remotamente. Além disso, só nos últimos anos a tecnologia para chamadas de vídeo e colaboração virtual se aperfeiçoou.

Agora, a pandemia forçou o mundo corporativo americano a um experimento em larga escala com o trabalho remoto. E, até agora, os resultados têm sido em grande parte positivos – mesmo com as enormes tensões da pandemia, incluindo as escolas fechadas.

No levantamento da Morning Consult, realizado de 16 a 20 de junho com uma amostra representativa de 1.066 americanos que disseram que seu trabalho poderia ser feito remotamente, quase dois terços afirmaram ter gostado de trabalhar de casa, e apenas 20 por cento responderam que não (o resto disse que não sabia ou não tinha opinião). Três quartos estão satisfeitos com a forma como sua empresa lidou com a transição; apenas nove por cento não estão. Cinquenta e nove por cento seriam mais propensos a se candidatar a um trabalho que oferecesse trabalho remoto.

Dos 87 por cento que querem continuar trabalhando em casa alguns dias por semana, mesmo depois de ser seguro voltar ao escritório, a escolha mais favorecida entre todos os grupos demográficos é trabalhar remotamente de um a quatro dias por semana. As pessoas de 18 a 44 anos são ligeiramente mais propensas a dar preferência a esse modelo, assim como aquelas com nível universitário e renda mais alta. As mulheres são um pouco mais propensas do que os homens a dizer que querem trabalhar em casa todos os dias.

Algumas desvantagens do trabalho remoto persistem. A maioria das pessoas sente falta das conexões sociais do trabalho, segundo a pesquisa. No estudo que Bloom, o professor de economia de Stanford, fez com uma agência de viagens chinesa, metade dos trabalhadores remotos queria voltar ao escritório quando o experimento terminasse. Suas razões eram a solidão, o estigma e as penalizações em matéria de promoção. Essas e outras razões são os motivos pelos quais muitas empresas querem que os trabalhadores acabem retornando de alguma forma.

Uma configuração ideal de trabalho, de acordo com muitos, pode ser aquela em que todos trabalham em casa ou no escritório nos mesmos dias da semana, e todos sabem quais são os dias destinados à colaboração e ao trabalho focado. Isso pode ser difícil enquanto o coronavírus ainda for um risco grave, porque são recomendados horários escalonados para garantir o distanciamento físico nos escritórios.

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