Debate sobre Mulheres na Criação integra a programação da Semana ARP 2025 e outros artigos da semana – 21.11.2025

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Você vai ler na coluna de hoje: Debate sobre Mulheres na Criação integra a programação da Semana ARP 2025, Kim Kardashian reflete sobre envelhecimento: “Melhores anos já passaram”, Zygmunt Bauman, sociólogo: “Existem muitas maneiras de achar a felicidade, mas na sociedade de hoje todas passam por uma loja”, O que a computação quântica promete revolucionar nos próximos anos?, Black Friday 2025: A IA generativa impulsiona o varejo, mas exige proteção para evitar violações de segurança, Geração Z traz de volta uma das tendências gastronômicas mais controversas da década de 2010 e A virada do varejo e o impacto na confiança do consumidor.

 

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Debate sobre Mulheres na Criação integra a programação da Semana ARP 2025

 

A ARP Week 2025 contará, na terça-feira, dia 25, com o painel ARP Free Zone – Mulheres na Criação. O painel será dedicado à discussão dos desafios, avanços e caminhos para aumentar a representação feminina na criação publicitária.

O encontro acontecerá na sede da Trinca, das 18h30 às 22h , e reunirá três profissionais de destaque no mercado: Paloma Peixoto (Paim United Creators), Laura Larre Borges (Opus Múltipla) e Julia Verdi Stuani (Batuca). Ao compartilharem suas experiências de liderança e trajetórias profissionais, elas oferecerão perspectivas valiosas para a construção de uma indústria criativa mais diversa, equitativa e plural.

Por meio de debates aprofundados e troca de experiências, o painel reforça o compromisso da Semana ARP em promover discussões relevantes para o futuro da comunicação no Rio Grande do Sul.

Durante o evento, a ARP oferecerá um happy hour de boas-vindas aos participantes, a partir das 18h30, com chope e petiscos.

A Semana ARP 2025 é patrocinada pela SECOM (Secretaria de Estado das Comunicações) e apoiada pelo Grupo RBS, parcerias essenciais para viabilizar e fortalecer todo o programa.

Para participar da reunião, que é exclusiva para membros e convidados, é necessário manifestar interesse aqui por e-mail arp@arpnet.com.br ou pelo WhatsARP no (51) 99872-5567.

 

 

Kim Kardashian reflete sobre envelhecimento: “Melhores anos já passaram”

Por  CNN Brasil

 

A atriz e empresária Kim Kardashian, 45, abordou uma questão que ressoa profundamente com muitas mulheres: a percepção do tempo e do envelhecimento.

Em uma recente declaração à CNN Brasil no programa “Na Palma da Mari”, ela expressou sua discordância com a frase “meus melhores anos já passaram”, compartilhando uma visão mais otimista sobre as diferentes fases da vida.

A socialite enfatizou que as mulheres continuam em constante busca por realizações, seja no amor, na felicidade ou em diferentes aspectos da vida. Para ela, não existe um momento definitivo que determine o auge ou declínio das experiências pessoais.

Kim destacou que cada fase representa um novo começo, independentemente da idade ou das circunstâncias. “Eu não sinto que o tempo está em qualquer coisa. É apenas um novo tempo, uma fase nova em vida, não importa o que você está passando”, afirmou.

 

 

Zygmunt Bauman, sociólogo: “Existem muitas maneiras de achar a felicidade, mas na sociedade de hoje todas passam por uma loja”

Por Redação O Antagonista

 

Em tempos contemporâneos, poucos intelectuais se destacaram tanto quanto o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que dedicou sua vida a analisar as mudanças constantes em nossa sociedade, cunhando o termo “modernidade líquida” para descrever uma realidade em que tudo é transitório, assim como a felicidade.

Nesse cenário, as relações pessoais, carreiras profissionais e até mesmo a identidade passam por transformações rápidas e ininterruptas. Em 2025, as previsões de Bauman continuam ressoando, evidenciando um futuro indefinido onde a incerteza se torna um estado perene.

Contrastando com a “sociedade sólida” do passado, que valorizava a permanência e os vínculos duradouros, a era atual se caracteriza pela volatilidade.

Antigamente, as pessoas frequentemente passavam suas vidas inteiras em um único emprego, formavam famílias estáveis e envelheciam em ambientes que pouco mudavam.

Hoje, no entanto, a mudança é a norma. Indivíduos se veem constantemente reinventando-se, mudando de emprego, parcerias e até mesmo redefinindo suas identidades pessoais.

Dados recentes do Observatório Demográfico revelam que mais de 50% dos casamentos em diversos países resultam em divórcio, espelhando a fragilidade emocional da vida moderna.

 

Como a busca pela felicidade foi redirecionada?

Neste panorama incerto, a concepção de felicidade sofreu uma transformação significativa. Segundo Bauman, o consumo tornou-se o novo caminho para atingir o bem-estar.

Ao invés de associar a identidade ao trabalho, valores ou contribuições pessoais, ela agora se reflete naquilo que se possui. Essa mudança de perspectiva enfatiza que não somos mais definidos pelo que fazemos, mas pelo que compramos.

Tal constatação oferece uma crítica contundente ao consumismo desenfreado, evidenciando como a satisfação através de compras é efêmera e cria uma dependência contínua em busca de novas aquisições.

 

A neurociência apoia as intenções de Bauman?

As descobertas na neurociência corroboram as ideias centrais de Bauman.

Atividades simples e significativas como praticar exercícios, socializar, leitura ou até mesmo atos de caridade são capazes de desencadear reações químicas no cérebro, liberando hormônios como dopamina e oxitocina, associados à felicidade.

Infelizmente, a sociedade atual tende a subvalorizar essas experiências face à gratificação instantânea proporcionada pelo consumo e pelas telas digitais.

Estudos de prestigiadas universidades, como Harvard, demonstram que as conexões humanas são cruciais para uma vida satisfatória, mas são muitas vezes negligenciadas em nosso ritmo acelerado de vida.

 

Qual é o impacto das redes sociais sobre nossa felicidade?

Em um cenário ligado às interações digitais, as redes sociais emergem como vitrine das vidas pessoais, reforçando a lógica do consumismo. Nelas, demonstram-se aquisições e experiências como se fossem troféus, em uma busca incessante por validação externa.

No entanto, essa felicidade projetada é passageira e frágil. Ao sumir o brilho de um novo objeto ou a emoção de uma experiência recente, resta um sentimento de vazio.

Bauman acreditava que esse ciclo nos leva a esconder nossas emoções e nos desconectar de nós mesmos e dos outros, prejudicando nossa capacidade de enfrentar desafios emocionais de maneira saudável.

Em suma, as ideias de Zygmunt Bauman sobre a modernidade líquida permanecem altamente relevantes no contexto atual.

Ele alertava sobre os perigos de uma vida guiada pelo consumo e pela instabilidade emocional, destacando a necessidade de um retorno a formas de felicidade mais genuínas e duradouras.

À medida que a sociedade avança, cabe a cada indivíduo buscar um equilíbrio que valorize relações humanas e experiências significativas sobre as satisfações instantâneas e superficiais do consumo.

 

 

O que a computação quântica promete revolucionar nos próximos anos?

Por Rogério de Oliveira

 

2025 foi declarado o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas (IYQ) pela UNESCO. Também nesse mesmo ano, o Prêmio Nobel de Física foi concedido a John Clarke, Michel Devoret e John Martinis por descobertas sobre o tunelamento quântico e a quantização de energia em circuitos elétricos, essenciais para o desenvolvimento da computação quântica.

Esses fatos refletem a importância crescente que essa tecnologia tem assumido, com anúncios frequentes de grandes empresas de tecnologia (como Google, IBM, Nokia e Microsoft), de companhias especializadas em computação quântica, como D-Wave e Xanadu, e de investimentos expressivos de governos como os da China e dos Estados Unidos.

Já em 2024, o mercado global de tecnologias quânticas alcançou US$ 2 bilhões, e as projeções indicam um crescimento para cerca de US$ 100 bilhões até 2035 (segundo relatório da McKinsey & Company), o que representa uma taxa média de cerca de 15% ao ano.

 

Por que tanto interesse na Computação Quântica?

A Lei de Moore é uma lei empírica que observa que o número de transistores em um microprocessador — e, consequentemente, o poder de processamento dos computadores — dobra aproximadamente a cada dois anos. Para manter esse crescimento, a indústria precisa investir continuamente na miniaturização dos componentes.

Hoje, já se trabalha em escalas próximas ao nível atômico, o que causa diversos problemas, como a dissipação de calor, e mostra que estamos nos aproximando do limite físico de crescimento da capacidade dos computadores tradicionais. A alternativa para atender à crescente demanda por capacidade de processamento estaria, então, em um novo modelo de computação: a computação quântica.

 

Os Princípios da Computação Quântica

A ideia de que um computador baseado em princípios quânticos poderia simular sistemas físicos altamente complexos foi proposta por Richard Feynman, também ganhador do Nobel de Física. Os sistemas quânticos, relacionados à física de partículas atômicas e subatômicas, exibem um comportamento tão complexo que um computador clássico não seria capaz de reproduzir. Daí a ideia de empregar as próprias propriedades quânticas dessas partículas para realizar a computação.

As partículas atômicas e subatômicas exibem comportamentos “estranhos” que fogem completamente à nossa intuição, mas que têm sido continuamente comprovados pela ciência. Dentre esses comportamentos, talvez os mais conhecidos e “estranhos” sejam a superposição e o emaranhamento.

A superposição corresponde ao fato de um objeto quântico (como um elétron ou um fóton) poder existir em vários estados possíveis ao mesmo tempo (talvez você se lembre do famoso experimento mental do Gato de Schrödinger, em que o gato estaria simultaneamente vivo e morto!).

Já o emaranhamento descreve o comportamento de duas partículas se comportarem como um sistema único, de modo que um influencia instantaneamente o estado da outra, não importa a distância entre elas (imagine, uma partícula altera o seu estado e a outra, há milhões de quilômetros tem o seu estado afetado simultaneamente!).

Realmente é um mundo muito estranho. Mas essas propriedades permitem criar um modelo de computação inovador, com potencial para superar em muitas vezes as maiores capacidades atuais de processamento. Elas são exploradas nos qubits, as unidades fundamentais da computação quântica, que podem representar simultaneamente múltiplos estados e interagir de forma correlacionada com outros qubits.

 

O Estado Atual e a Capacidade da Tecnologia

Hoje, há poucos computadores quânticos disponíveis — como o Sycamore, do Google, e o IBM Quantum System One —, mas a tecnologia ainda é experimental. Esses computadores ainda resolvem problemas muito específicos, como a fatoração de números primos. A previsão é de que os primeiros computadores quânticos comerciais comecem a surgir somente por volta de 2035.

A chamada Vantagem Quântica é o marco em que um computador quântico consegue resolver um problema que seria computacionalmente inviável para um computador clássico em um tempo razoável.

Problemas como a simulação de grandes moléculas ou a fatoração de números com mais de 1000 bits poderiam levar mais tempo do que a própria idade do universo para serem resolvidos por computadores clássicos, mas seriam solucionados em horas por computadores quânticos.

 

A Ameaça da Computação Quântica

O impacto que a solução de problemas aparentemente tão exóticos como a simulação de moléculas ou a fatoração de primos pode trazer é enorme. O impacto mais imediato surge na própria área de computação, na segurança da informação. Grande parte da segurança digital moderna baseia-se em mecanismos de criptografia como o RSA, amplamente utilizado em transações bancárias e conexões seguras na internet (HTTPS).

Em computadores clássicos, uma criptografia RSA-2048 (padrão atual, com chaves de 2048 bits) levaria bilhões de anos para ser quebrada por força bruta, sendo considerada extremamente segura. Com o advento da computação quântica, entretanto, o RSA — que se apoia na dificuldade de se fatorar grandes números — poderá ser quebrado em minutos. Isso tornaria vulneráveis sistemas críticos de defesa, bancos e transações financeiras que hoje consideramos protegidos.

O chamado Q-Day é o nome dado ao momento em que a computação quântica será capaz de quebrar os mecanismos de criptografia atuais. Estima-se que isso possa ocorrer em um horizonte de cerca de cinco anos.

Por isso, governos e grandes empresas, incluindo bancos e gigantes da tecnologia, já se preparam para a chamada “transição à segurança pós-quântica”, que consiste na adoção de sistemas de criptografia resistentes a ataques de computadores quânticos.

Essa transição será algo semelhante ao “Bug do Milênio”, exigindo a atualização de milhares de sistemas e a adoção de novos mecanismos de segurança baseados em princípios quânticos, o que demandará grandes recursos de pessoas, tempo e dinheiro.

 

Soluções para o Futuro

No exemplo da criptografia, curiosamente, a computação quântica traz a solução do próprio problema que ela cria. Mas seu potencial vai muito além disso: promete resolver diversos desafios de grande impacto para a sociedade.

A enorme capacidade de processamento oferecida pela computação quântica permitirá resolver, de forma prática, problemas hoje considerados intratáveis pela computação tradicional. É o caso, por exemplo, da descoberta de fármacos.

Com a computação quântica, será possível simular com alta precisão o comportamento de moléculas, proteínas e compostos, permitindo que pesquisadores modelem a interação entre medicamentos e alvos biológicos e acelerem a descoberta de novas drogas e medicamentos.

Problemas de logística e otimização de grandes cadeias de suprimentos, que envolvem inúmeras variáveis dinâmicas como tráfego, clima, demanda e capacidade de carga, também poderão ser resolvidos de forma muito mais eficiente.

Hoje, a maior parte das empresas precisa se contentar com soluções parciais, envolvendo poucos recursos. Já com a computação quântica, será possível buscar soluções ótimas considerando centenas de variáveis simultaneamente, com impactos expressivos sobre os custos e os tempos dos processos.

E as possibilidades não param por aí. Avanços são esperados ainda em campos como novos materiais, finanças (otimização de carteiras), energia e sustentabilidade, e ciências do clima.

Assim, a computação quântica parece representar uma das fronteiras tecnológicas recentes mais promissoras. Ela não só transforma a forma de se fazer processamento, mas traz impactos indiretos que tem o potencial para revolucionar setores inteiros como os da farmacêutica, saúde, logística, energia, materiais e clima e transformar profundamente a economia e a sociedade nos próximos anos.

 

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

 

 

Black Friday 2025: A IA generativa impulsiona o varejo, mas exige proteção para evitar violações de segurança.

 

Atualmente, 14% das empresas de bens de consumo e varejo utilizam IA generativa; ao mesmo tempo, um estudo indica que o Brasil é o país mais visado por ataques cibernéticos na América Latina.

A Black Friday é uma das datas mais desejadas pelos varejistas e representa um pico no tráfego de dados pessoais. Esse aumento significativo torna as transações mais vulneráveis ​​a ataques; um cenário que se torna ainda mais complexo com a crescente adoção da IA ​​generativa.

Embora a tecnologia ofereça benefícios como ofertas personalizadas, automação de marketing e antecipação da demanda, ela também pode aumentar o risco de violações se não for acompanhada por controles robustos.

Como explica José Miguel, gerente de pré-vendas da Unentel, “a IA generativa é uma poderosa aliada para o varejo, mas requer o mesmo cuidado que qualquer outra ferramenta de alto impacto. O desafio está em garantir que os ganhos de eficiência não comprometam a segurança.”

Empresas do setor já buscam integrar soluções de cibersegurança para trabalharem em conjunto com IA generativa, capaz de monitorar fluxos de dados sensíveis e identificar comportamentos suspeitos em tempo real. Essas ferramentas permitem que as equipes de TI antecipem ameaças e ajustem as políticas de acesso antes que um incidente ocorra — um avanço significativo em relação aos modelos de defesa tradicionais, baseados apenas na reação a ataques.

Segundo um estudo da KPMG, 33% das empresas do setor de bens de consumo e varejo já adotam IA parcial ou amplamente, mas apenas 14% utilizam IA generativa, com projeção de crescimento para 60% nos próximos três anos. A pesquisa também indica que o investimento direcionado à IA e ao digital no setor deve aumentar de 9% do orçamento de TI para aproximadamente 13,8% no mesmo período.

Mesmo entre aqueles que já investem, obstáculos como segurança da informação (58%), falta de habilidades técnicas (56%) e dados inconsistentes (47%) aparecem como barreiras.

Para aproveitar com segurança o potencial da IA ​​generativa durante a Black Friday, José Miguel recomenda as seguintes ações imediatas:

Prevenção antes da detecção: escolha soluções de cibersegurança que se concentrem na prevenção de ataques, e não apenas na sua detecção ou reação posterior.

Arquitetura segura: implementar camadas de proteção que limitem o acesso a dados sensíveis, com autenticação multifatorial, gerenciamento de privilégios e revisões periódicas de permissões.

Monitoramento contínuo: adote sistemas que identifiquem comportamentos atípicos e acionem respostas automáticas quando necessário, reduzindo o tempo para detecção e mitigação de incidentes.

Pagamentos seguros: assegure-se de que as transações passem por gateways certificados, utilizem criptografia de ponta a ponta e sejam avaliadas por soluções antifraude em tempo real.

“Quando a IA generativa é usada com vigilância, uma estrutura técnica robusta e políticas de prevenção claras, os varejistas minimizam os riscos e ganham credibilidade junto aos consumidores, uma vantagem decisiva durante períodos de alto volume de vendas e competitividade”, conclui José Miguel.

 

Sobre a Unentel

A Unentel Distribuição atua no mercado há mais de 40 anos, distribuindo grandes marcas de soluções em videoconferência, audiovisual, redes LAN/WLAN, cibersegurança, dispositivos e automação em todo o Brasil. Focada no mercado B2B, destacou-se entre as empresas de crescimento mais rápido do país por dois anos consecutivos no Ranking EXAME Business Expansion (2021 e 2022), tornando-se referência no setor de tecnologia brasileiro.

 

 

Geração Z traz de volta uma das tendências gastronômicas mais controversas da década de 2010

Por Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro

 

Atualmente, essa geração traz de volta uma prática ligada a gastronomia que marcou a década de 2010: as mesas compartilhadas.

Aos poucos, esse estilo coletivo de comer volta a ganhar espaço, gerando curiosidade e até estranhamento em quem não está acostumado.

Talvez você esteja tentando entender por que tanta gente jovem está disposta a dividir uma mesa com desconhecidos.

A resposta, no entanto, é simples: conexão. A geração Z quer proximidade, espontaneidade e experiências reais.

Por isso, essa tendência que parecia ter desaparecido está retornando com força total.

 

Por que as mesas coletivas estão voltando

De acordo com novos dados da plataforma Resy, 90% dos jovens da geração Z dizem gostar de mesas compartilhadas.

Para comparação, apenas 60% dos boomers aprovam a ideia.

Ou seja: há uma diferença clara de comportamento entre gerações.

Para esses jovens, dividir uma mesa deixou de ser sinônimo de constrangimento e passou a representar uma oportunidade.

Eles enxergam o formato como um jeito fácil de socializar, conversar sem pressão e, quem sabe, conhecer alguém interessante — seja um novo amigo ou até um romance inesperado.

Além disso, o formato combina perfeitamente com outra tendência forte entre a Geração Z: os pratos compartilháveis.

Essa prática, que já virou padrão em muitos restaurantes, cria o cenário ideal para conversas espontâneas e experiências coletivas.

 

A experiência social que a Geração Z realmente quer

A pesquisa da Resy mostra que 63% das pessoas veem nas mesas compartilhadas um ótimo meio de conhecer gente nova.

Metade afirma já ter vivido conversas interessantes com desconhecidos nesses ambientes.

Um em cada três jovens diz ter feito um novo amigo assim — e um em cada sete já conseguiu até um encontro.

Para muitos, a mesa coletiva funciona como uma espécie de “escudo social”. Não é preciso iniciar a conversa, nem ser o centro das atenções.

O diálogo acontece naturalmente, no ritmo do grupo.

Isso ajuda especialmente quem é mais tímido, quem passou boa parte da vida online ou quem ainda está se readaptando ao mundo presencial depois da pandemia.

Além da conexão social, há fatores práticos: é mais barato, permite experimentar mais sabores e oferece uma experiência mais rica do que pedir comida para viagem.

Além disso, para eles, a estética dos longos bancos coletivos rende fotos perfeitas para as redes sociais — um detalhe que a Geração Z não ignora.

 

Um movimento que volta sempre em tempos de desconexão

Especialistas em gastronomia lembram que as mesas coletivas sempre ressurgem após períodos de grande distanciamento social.

Depois de 2001, após a crise financeira de 2008 e agora, no pós-pandemia, a busca por proximidade aumenta.

As pessoas querem sentir pertencimento, querem estar fisicamente próximas, querem calor humano.

E isso não poderia ser mais verdadeiro para a Geração Z, que está caminhando na direção contrária da hiper-tecnologia em algumas áreas.

Eles resgataram o uso de flip-phones, reduziram o tempo de tela e agora reinventam a maneira de estar com outras pessoas.

Restaurantes, por sua vez, voltam a ser espaços de convivência, e não apenas de consumo.

A mesa se transforma em palco para trocas genuínas, conversas longas, risadas e até momentos inesperados.

 

Viver experiências reais

A Geração Z não quer só refeições. Quer experiências que façam sentido.

É por isso que jantares caseiros, supper clubs e encontros menores também estão em alta.

Eles preferem momentos íntimos, acessíveis e cheios de significado.

Para essa geração, dividir uma refeição não é apenas uma prática gastronômica — é uma forma de construir conexões verdadeiras.

Como resume uma especialista: a Geração Z está recolocando as relações humanas no centro da mesa.

E talvez seja por isso que a tendência, antes polêmica, agora pareça tão natural.

 

 

A virada do varejo e o impacto na confiança do consumidor

Por André Moraes

 

O varejo é o setor mais sensível da economia. Quando os juros sobem, ele sente antes. Quando a inflação aperta, ele respira por último. E quando o ciclo muda, ele é o primeiro a sinalizar esperança.

Por isso, olhar para o varejo é olhar para o pulso do consumo e para o humor da economia real. Não é sobre otimismo ou torcida. É sobre entender o ciclo econômico e reconhecer que, no mercado, nada é permanente, nem a dor, nem a euforia.

O que estamos vendo agora é justamente isso: o setor que mais apanhou nos últimos anos começando a mostrar sinais de retorno. E, diferente do que muitos pensam, não é romance. É apenas o ciclo cumprindo seu papel.

 

A anatomia do ciclo econômico

Para entender o varejo, é preciso lembrar como funciona o ciclo econômico.

Juros sobem para conter a inflação.

O crédito encarece, o consumo desacelera, e o varejo entra em queda.

A economia esfria.

Empresas ajustam estoques, cortam custos e adiam investimentos.

A inflação recua.

O poder de compra começa a se recuperar, mas o consumidor ainda está desconfiado.

Os juros começam a cair.

O crédito volta a fluir, o consumo retorna e o varejo reage.

Esse movimento é natural. E quem entende que o mercado se move em ciclos consegue navegar com mais serenidade, sem se deixar levar por extremos.

 

A queda: o varejo como vítima dos juros altos

Quando a taxa Selic começou a subir com força, em 2021 e 2022, o impacto no varejo foi imediato. Empresas endividadas viram seus custos financeiros dispararem. O consumidor, pressionado por inflação e crédito caro, reduziu o consumo.

O efeito foi devastador. Grandes nomes do setor perderam mais de 70% do valor de mercado. Magazine Luiza, Via Varejo, Lojas Renner, Lojas Americanas, todas viram o mesmo filme, cada uma com seu enredo.

O mercado, impaciente, decretou o fim do setor. Mas o mercado esquece rápido que todo ciclo de aperto tem um ponto de inflexão.

 

O primeiro sinal de virada: estabilização dos juros

Quando os juros param de subir, o mercado já começa a olhar adiante. A expectativa muda antes dos números.

Mesmo com a Selic ainda alta, o simples fato de o Banco Central sinalizar corte já muda o humor do investidor e o apetite por risco. E é nesse momento que o varejo, o mais castigado, começa a respirar.

Não porque os resultados melhoraram. Mas porque a expectativa de melhora já começou a ser precificada. O mercado é um radar do futuro, não um espelho do presente.

 

O consumo como reflexo da confiança

O consumo é, antes de tudo, um ato de confiança. Ninguém compra uma TV nova se acredita que pode perder o emprego amanhã. Ninguém financia um carro se teme que o juro vai continuar subindo.

Quando o consumidor volta a consumir, não é porque tem mais dinheiro. É porque tem menos medo. E o medo é o que dita o ritmo do varejo. A queda dos juros, a desaceleração da inflação e a melhora do crédito formam o tripé que alimenta essa confiança.

Por isso, o varejo é o melhor termômetro da economia real: ele reage ao estado emocional do consumidor.

 

O que o mercado está precificando agora

As ações de varejo começaram a reagir bem antes dos balanços mostrarem melhora. E isso é o que confunde o investidor iniciante.

Ele olha para os números e pensa: “Mas a empresa ainda está com lucro fraco, como pode subir?” A resposta é simples: O mercado antecipa a virada.

Quando o fluxo de capital começa a migrar para os setores cíclicos, é porque o investidor institucional já está olhando 12 a 18 meses à frente. Ele não compra o balanço de hoje. Compra o cenário de amanhã. E quem espera os resultados melhorarem para entrar, quase sempre chega atrasado.

 

O comportamento histórico do varejo em ciclos de recuperação

Nos últimos vinte anos, os ciclos econômicos brasileiros mostraram o mesmo padrão.

Após 2003: a queda da Selic e o boom de crédito impulsionaram o varejo.

Após 2016: o início da recuperação econômica pós-recessão também começou pelo consumo.

Em 2025: o movimento volta a se repetir, com juros estabilizados e com perspectiva de queda em 2026, com sinais de melhora na  confiança do consumidor.

O varejo sempre foi o setor que sofre primeiro e se recupera primeiro. Por isso, entender o ciclo é essencial para identificar oportunidades antes que elas virem consenso.

 

Os desafios ainda presentes

Isso não significa que tudo está resolvido. O setor ainda enfrenta margens apertadas, competição acirrada e mudanças no comportamento do consumidor.

Além disso, a transição digital continua exigindo investimento e adaptação. O varejo que sobreviverá não é o que vender mais, mas o que souber operar com eficiência e flexibilidade.

Mas o fato é que o pior ponto do ciclo parece ter ficado para trás. E os primeiros sinais de recuperação não são narrativas, são movimentos de fluxo e expectativa.

 

A lição de ciclo: o que sobe, já foi o que caiu

O investidor que entende de ciclo sabe que todo pessimismo extremo carrega a semente do otimismo seguinte. Quando o mercado abandona um setor, ele começa a ficar barato demais. E é nesse momento que o capital mais inteligente começa a voltar. Não por fé, mas por probabilidade.

Isso vale para a confiança do consumidor. Ela não retorna com manchetes positivas, mas com pequenos sinais de normalidade. Um aumento no movimento de lojas, uma melhora no crédito, um otimismo discreto nas pesquisas de intenção de compra.

 

O humor do consumidor é o combustível da Bolsa

A confiança do consumidor é o elo invisível entre macroeconomia e mercado de ações. Quando ela sobe, o fluxo volta. Quando cai, o capital se retrai.

É uma variável emocional, mas que tem efeitos concretos:

  • Aumenta o consumo;
  • Reduz a inadimplência;
  • Melhora as expectativas das empresas;
  • Eleva o apetite por risco.

Por isso, o investidor atento ao ciclo precisa monitorar os dados de confiança do consumidor com a mesma atenção que dá para juros e inflação.

 

O varejo como espelho da economia brasileira

O varejo é o setor que melhor reflete a condição do brasileiro médio. Quando ele vai mal, é porque o país está tenso. Quando ele melhora, é porque a engrenagem voltou a girar.

Essa relação é tão forte que o desempenho das ações de varejo costuma antecipar o movimento do PIB. Por isso, entender o humor do consumidor é entender a alma do ciclo econômico.

 

Conclusão: não é romance, é ciclo

O que estamos vendo no varejo não é um milagre. É apenas o funcionamento natural do ciclo econômico.

Depois de dois anos de juros altos e pessimismo, o capital começa a girar de novo. E quando o capital gira, a confiança volta. E quando a confiança volta, o consumo renasce.

O mercado não é movido por fé, é movido por expectativa. E a expectativa, hoje, começa a apontar para a recuperação do setor que mais sofreu.

Quem entende isso, não torce. Se posiciona. Porque no mercado, como na economia, a dor é passageira, mas os ciclos são eternos. Nos vemos por aí, com o olhar no gráfico, a mente no ciclo e o coração no tempo certo das oportunidades.

 

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