Esta coluna passará a trazer artigos especiais de pessoas que são referência e têm papel fundamental no mercado da comunicação do Rio Grande do Sul — as nossas Vozes do Mercado. Nos próximos dias deste início de 2026, esses profissionais vão compartilhar suas expectativas, leituras de cenário e as tendências em que acreditam para o ano, ajudando a desenhar, em tempo real, o que está por vir. Vamos guardar cada uma dessas colunas com muito carinho, para que, ao final do ano, possamos revisitá-las, confrontar previsões com a realidade e compreender como 2026, de fato, foi se construindo passo a passo. Porém também traremos as notícias do mercado, em matérias, notas e artigos. Boa leitura!
2026 no RS: rádio, estratégia e interior em movimento
Por Ana Jardim – Dir. Com. e de Operações Rádio Encanto FM (Vale do Taquari) – Diretora GAV interior
2026 não é “só mais um ano” para o mercado publicitário gaúcho. É um ano de alta atenção coletiva, alta exigência por resultado e um teste real de reputação e consistência para marcas, agências e veículos.
E, para mim, é um ano especial.
Assumo a direção do GAV Interior, com uma missão muito desafiadora: levar capacitação e networking aos profissionais de atendimento dos veículos de comunicação do interior e proporcionar (através do GAV) a conexão com profissionais da capital e outras cidades.
Nesse contexto, o interior do Rio Grande do Sul assume papel estratégico. Com mercados mais organizados e consumidores mais exigentes, cresce a demanda por soluções profissionais e atendimento qualificado. A elevação do padrão de atendimento tende a fortalecer todo o ecossistema, criando relações comerciais mais sustentáveis e resultados mais efetivos.
Ao mesmo tempo, sigo na linha de frente como Diretora de Operações e Comercial da Rádio Encanto FM, vivendo diariamente o desafio (e a responsabilidade) de transformar audiência em soluções consistentes para anunciantes, com estratégia, execução e entrega.
Com esse olhar, de quem está na operação e na visão de mercado, enxergo 2026 por três pontos que se conectam:
1) O rádio em 2026: confiança + recorrência + multiplataforma
O meio rádio entra cada vez mais híbrido: dial + redes sociais + vídeo + eventos + comunidade.
Mas o diferencial permanece que é o vínculo humano, presença diária e credibilidade local. Em um ano de Copa e Eleições, isso tem um peso enorme.
2) Atendimento: acabou a era da “mídia por mídia”
O cliente gaúcho está mais pragmático. Quer planejamento, previsibilidade, mensuração e ROI.
E, em ano eleitoral, quer também brand safety, coerência de posicionamento e segurança de imagem.
Dados e IA ajudam, mas é o atendimento qualificado que transforma informação em resultado.
3) 2026 é uma grande oportunidade (para quem planeja)
A Copa abre janelas valiosas para varejo e serviços ativarem desejo e engajamento.
As Eleições exigem critério, responsabilidade e execução segura.
Em ambos os cenários, ganha quem fizer o essencial muito bem feito: timing, formato, mensagem e integração entre canais.
Meu compromisso para 2026 é de contribuir para elevar o padrão do atendimento, especialmente no interior. Porque, quando o atendimento evolui, o mercado inteiro avança junto — com veículos mais fortes, agências mais seguras e anunciantes alcançando resultados mais consistentes.
Como será 2026? Frenético, excepcional e desafiador!
Os desafios do comércio e da economia em 2026
Por Carlos Klein – Presidente da CDL POA
Como presidente da CDL POA, acompanho de perto a realidade de quem empreende, gera empregos e mantém o comércio pulsante. O ano de 2026 se desenha como um período desafiador, mas que reserva grandes oportunidades para aqueles que souberem se adaptar com responsabilidade, planejamento e cooperação.
No entanto, o cenário macroeconômico ainda inspira cuidados. Com juros elevados, crédito mais restrito e um consumidor cada vez mais atento ao seu orçamento, o momento exige das empresas não apenas eficiência, mas a sensibilidade de entregar mais valor em cada relação de consumo.
Somado a esse contexto, enfrentar deficiências estruturais históricas é fundamental para a sobrevivência do setor. Desburocratizar e simplificar o sistema tributário não são apenas pautas empresariais, mas urgências para permitir que os negócios cresçam de forma sustentável. Afinal, a complexidade excessiva drena o tempo e a energia de quem deveria estar focado em atender melhor seus clientes.
Diante de um ambiente de margens cada vez mais apertadas, investir em inovação e tecnologia deixou de ser uma escolha e passou a ser uma obrigação. Ferramentas digitais e o uso inteligente de dados são aliados para sustentar a competitividade. Contudo, o sucesso também depende das pessoas. Formar, reter e valorizar talentos em um mercado de trabalho cada vez mais escasso exige novas formas de gestão, mais diálogo e investimento contínuo em capacitação.
Apesar de tudo, seguimos confiantes. O comércio gaúcho é resiliente, criativo e profundamente conectado à comunidade. Com união, previsibilidade e um ambiente de negócios mais simples, teremos o cenário ideal para transformar os desafios de 2026 em crescimento, desenvolvimento e mais qualidade de vida para todos.
Novo Episódio do Videocast 
No novo episódio do videocast da Coluna do Nenê, recebo a Márcia Budke, diretora sócia da Brazo Mídia e diretora de educação da ANAMID (Associação Nacional de Mídia Digital), para uma conversa sobre as transformações no comportamento do consumidor e os desafios do mercado atual.
Clica AQUI e confere.
SISTEMA FIERGS
Cinco agências concorrem a licitação do sistema Fiergs:
Bistrô
Engenho (fora)
Euro
Hoc
Moove
Decisão até o fim do mês. Depois dos eventos do litoral norte é importante ter estratégias e planejamentos de uma Agência para poder investir com responsabilidade e utilizar os recursos com resultados
Crônica do Zé
Por José Maurício Pires Alves
E agora, chegou 2026 e eu pergunto: como vão as coisas?
Para meus amigos jornalistas, vão muito bem: crise econômica mundial, violência e corrupção.
Uma festa de más notícias.
Para eles o Trump é assunto preferido e constante.
No entanto, as más notícias também têm seu lado bom.
Elas nos mostram um bando de corruptos desmascarados e presos. E o melhor disso tudo, os empresários corruptores , também presos. Eles são os maiores responsáveis pelo suborno que corrompe os mais fracos.
A Policia Federal é a dona do pedaço.
Para nós, fica a esperança de superarmos os obstáculos de todos os dias.
E encarar as coisas ruins da melhor maneira possível.
Temos que reagir e agir positivamente, com otimismo e aplicação.
Afastar as más notícias e as más influências. Rifar os amigos pessimistas.
Superar e descartar os problemas e os limites que nos afligem.
Assim, seremos bem-vistos, bem recebidos e aceitos.
Então, gente amiga, vamos em frente na busca do nosso melhor.
Mas não se esqueçam: o otimismo e o bom astral proporcionam vida melhor pois evitam alterações hormonais e a produção de radicais livres.
As marcas mais valiosas de 2026: Nvidia avança e Apple lidera
Por Taís Farias
Em meio à corrida pela dominância do mercado de inteligência artificial (IA), a fabricante de chips e software Nvidia se tornou a quinta marca mais valiosa do mundo, segundo relatório da Brand Finance, publicado nesta terça-feira, 20. O valor da marca Nvidia mais do que dobrou na comparação com 2025, alcançando US$ 184,3 bilhões neste ano.
A liderança do ranking segue com a Apple, que cresceu 6% no ano, atingindo US$ 607,6 bilhões. Na sequência, aparecem Microsoft, segunda marca mais valiosa do mundo, que ultrapassou US$ 565,2 bilhões com crescimento de 23%. O Google ocupa a terceira posição, valendo US$ 433,1 bilhões e crescimento de 5%, e a Amazon se mantém na quarta posição, com valor de marca em US$ 369,9 bilhões e crescimento de 4%.
Para alcançar a quinta posição, a Nvidia superou TikTok/Douyin, Walmart, Samsung Group e Facebook em valor de marca. Outro expoente do mercado de IA, a OpenAI, dona do modelo ChatGPT, apareceu pela primeira vez no ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo na 178ª posição, com um valor de marca avaliado em US$ 14,1 bilhões.
A Intel, em contrapartida, perdeu cerca de 3% em valor de marca com um montante de US$ 13,9 bilhões. A metodologia da Brand Finance avalia a força das marcas e quantifica seu valor financeiro ao combinar dados do seu banco e a avaliação de especialistas.
Brand Finance Global 500 2026
2026 2025 Empresa Valor 2026(em US$ bilhões) Valor 2025 (em US$ bilhões)
1º 1º Apple 607,6 574,5
2º 2º Microsoft 565,2 461
3º 3º Google 433 412,9
4º 4º Amazon 369,8 356,3
5º 9º Nvidia 184,3 87,8
6º 7º TikTok 153,5 105,7
7º 5º Walmart 140,9 137,1
8º 6º Samsung 119,2 110,5
9º 8º Facebook 107 91,4
10º 10º State Grid 102,4 85,6
Itaú entre as mais valiosas
Única marca brasileira no ranking das 500 mais valiosas, o Itaú cresceu 15% em valor de marca em 2026, alcançando US$ 9,9 bilhões. O crescimento permitiu que a marca avançasse 20 posições e, agora, ocupa o 254º lugar na listagem global.
“O crescimento do valor de marca do Itaú, em 2026, reflete a performance robusta e os ganhos em receita e market share no Brasil, impulsionados pelo forte crescimento do crédito, pela adoção do banco digital e por campanhas publicitárias eficazes, como a “Feito de Futuro”, que contou com personalidades de destaque”, analisou Eduardo Chaves, managing director da Brand Finance no Brasil. Confira o ranking brasileiro de 2025.
O valor total das 500 marcas mais valiosas do mundo cresceu 11%, na comparação com 2025. Juntas, hoje, elas somam US$ 10,4 trilhões. As dez primeiras marcas do ranking correspondem a 27% do total e seis são companhias sediadas nos Estados Unidos.
Quando o assunto é força de marca, o Brand Strength Index (BSI), da Brand Finance, elegeu o YouTube como marca global mais forte. A companhia saiu da oitava posição em 2025 para a primeira com um crescimento de quase cinco pontos percentuais.
Geopolítica e soft power
Em outra frente de análises, o Brand Finance apresentou o Global Soft Power Index, que analisa o cenário global de soft power, em um contexto de mudanças geopolíticas relevantes, com impactos sobre reputação, governança, valores e atratividade dos países.
Global Soft Power Index 2026
Ranking Awareness Soft Power Index Score
1º Estados Unidos Estados Unidos
2º China China
3º Canadá Japão
4º Japão Reino Unido
5º Reino Unido Alemanha
A pesquisa revela um mundo em transição acelerada. Os Estados Unidos seguem como a nação mais influente, mas sofre forte desgaste reputacional sob Donald Trump, com quedas em governança, valores, relações internacionais, facilidade de negócios e compromisso climático. Ainda assim, mantém liderança em familiaridade, influência, cultura, entretenimento, tecnologia e marcas, sustentados pela centralidade midiática e diplomática daquele país.
A China consolida sua posição como principal alternativa ao domínio americano. Avança em reputação, governança, valores e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que reforça a percepção de economia forte e estável, reduzindo fragilidades históricas e ganhando credibilidade global.
O índice também aponta uma erosão generalizada das percepções internacionais, especialmente no Ocidente. Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Suécia e Austrália perdem relevância e sofrem com narrativas de estagnação econômica, fragilidade institucional e subinvestimento em soft power. A Suíça se mostra mais resiliente, apoiada na consistência de sua marca histórica.
Alguns países conseguem se destacar nesse ambiente adverso. O Japão sobe impulsionado pelo turismo e pelo apelo cultural; a Itália registra a menor queda entre as grandes economias, beneficiada por alinhamentos políticos globais; Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Qatar ganham espaço como parceiros pragmáticos; e a Coreia do Sul avança graças ao poder cultural e à indústria de conteúdo.
Em paralelo, o enfraquecimento do Ocidente abre espaço para o avanço simbólico de países associados ao hard power. Rússia, Coreia do Norte e Burkina Faso sobem no ranking, embora com ganhos potencialmente frágeis. Já países percebidos como incoerentes entre discurso e prática, como Israel e Ruanda, sofrem quedas relevantes.
O quadro geral indica uma redistribuição do soft power global: influência passa a depender menos de força econômica ou militar isolada e mais de reputação, coerência estratégica e capacidade de sustentar narrativas críveis em um mundo mais cético.
Seis bilionários controlam as redes sociais; três concentram 90% da Inteligência Artificial global
Por Rodrigo Chagas
As tecnologias que conectam bilhões de pessoas em todo o mundo estão, na verdade, nas mãos de pouquíssimos super-ricos. Segundo novo relatório da Oxfam, lançado neste domingo (19) durante o Fórum Econômico Mundial, seis bilionários controlam nove das dez maiores plataformas de redes sociais do planeta, enquanto três bilionários concentram quase 90% do mercado global de chatbots de inteligência artificial. A organização alerta que esse poder digital acumulado por uma minoria não apenas gera lucros bilionários, como também está sendo usado para restringir liberdades, vigiar opositores e manipular o debate público.
Para a Oxfam, o avanço da inteligência artificial e das plataformas digitais não está promovendo mais liberdade ou inclusão. “Essas tecnologias, quando controladas por uma elite bilionária, deixam de ser ferramentas democráticas para se tornarem mecanismos de concentração de riqueza e poder”, afirma o relatório Resistindo ao domínio dos ricos.
A diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, classifica esse processo como uma ameaça concreta à democracia. “É urgente pensar na posse das redes sociais e das ferramentas de IA, porque há em curso uma tentativa de controle de narrativa, de reinterpretação da história e de limitação do acesso à informação”, disse ao Brasil de Fato. Segundo ela, a ausência de regulação nos setores de tecnologia e IA cria um ambiente ideal para a ampliação das desigualdades. “São setores altamente lucrativos, altamente poluentes e com poder de censura e vigilância”, afirma.
Vigilância, censura e desinformação
O relatório destaca que os bilionários que controlam as maiores redes sociais também controlam o que é visto, dito e ouvido por bilhões de pessoas. A Oxfam chama atenção para o papel das plataformas no monitoramento e na repressão de opositores políticos, como no caso do Quênia: durante protestos contra leis fiscais, autoridades quenianas usaram o X (antigo Twitter) para rastrear manifestantes.
A plataforma, que pertence a Elon Musk, é citada no documento como exemplo de como o poder privado pode ameaçar direitos coletivos. Um estudo da Universidade da Califórnia, mencionado no relatório, concluiu que o discurso de ódio aumentou 50% após a aquisição do X por Musk, em 2022.
A Oxfam também denuncia o uso das plataformas para espalhar desinformação, intimidar críticos e manter privilégios. “Essas redes, sob controle de bilionários, não são apenas empresas. Elas se tornaram agentes políticos com capacidade de reprimir, censurar e distorcer o debate público”, resume o relatório.
Três bilionários controlam a IA
Além das redes, o domínio da inteligência artificial se concentra em um número ainda mais reduzido de pessoas: três bilionários controlam quase 90% do mercado global de chatbots – programas que simulam interações humanas e estão presentes em serviços de atendimento, plataformas de busca e redes sociais. A Oxfam alerta que essa concentração aumenta o risco de manipulação em larga escala, especialmente diante da ausência de regras claras para a atuação dessas ferramentas.
Para Viviana Santiago, a captura dessas tecnologias por grandes fortunas serve a uma estratégia de longo prazo: moldar o imaginário coletivo e proteger estruturas de dominação. Ela critica o fato de esses setores operarem em grande parte sem regulação e alerta para o impacto ambiental de seus modelos de negócios.
“Esses setores concentram poder, produzem desigualdades e têm uma pegada de carbono gigantesca. Não podemos tratar como neutro o fato de que bilionários detenham essas ferramentas e os meios de comunicação”, disse.
Fórum de Davos silencia sobre concentração de poder digital
O relatório da Oxfam foi divulgado em paralelo à abertura do Fórum Econômico Mundial, que ocorre entre os dias 19 e 23 de janeiro, em Davos, na Suíça. A edição de 2026 reúne cerca de 400 líderes políticos de alto nível e 850 CEOs de grandes empresas, além de quase 100 grandes unicórnios e pioneiros da tecnologia. O tema oficial do evento é “Um espírito de diálogo”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participa do fórum neste ano. O Brasil é representado pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, que deve integrar um painel sobre crescimento na América Latina. Desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023, o país tem sido representado por ministros em Davos.
Do hype à gestão! NRF 2026 mostra que varejo agora é jogo de maturidade
Por Carol Manciola
A NRF Retail’s Big Show 2026 encerrou deixando uma mensagem mais madura do que empolgada. Não foi uma edição sobre modismos ou novas “buzzwords”, mas sobre responsabilidade de gestão. O varejo que vai liderar o próximo ciclo não é o que faz mais, lança mais formatos ou ocupa mais espaços. É o que faz melhor. Com foco, clareza estratégica e coragem para escolher. A disputa real agora é por atenção, relevância e velocidade de decisão.
Gary Vaynerchuk, CEO da VaynerMedia e criador do VeeFriends, traduziu isso de forma quase brutal ao afirmar que atenção virou um ativo financeiro. Não no sentido figurado, mas prático. As marcas passaram a operar em um verdadeiro “day trade de atenção”, em que o valor é construído e perdido em ciclos cada vez mais curtos. Não existe mais estabilidade de marca. Não existe mais patrimônio garantido por história, tamanho ou verba. Existe performance contínua em relevância. Todos os dias.
O ponto mais incômodo da fala de Gary talvez tenha sido quando ele desloca o debate do orçamento para o critério. Não é mais sobre volume de mídia, mas sobre contexto, timing e criatividade validada pelo comportamento real das pessoas, não pelo ego dos boards. O algoritmo virou um juiz mais honesto do que muitas reuniões executivas. Ele não respeita cargo, legado ou narrativa institucional. Ele responde apenas ao que gera interesse genuíno.
Quando ele cita o crescimento do live shopping nos Estados Unidos, especialmente o case do Whatnot, que já movimenta algo entre 7 e 10 bilhões de dólares por ano, o alerta não é sobre um novo canal, mas sobre uma nova lógica. O live shopping não é um formato, é uma infraestrutura de relação. Ele une produto, entretenimento, comunidade e conversão em um único ambiente. Empresas que ainda tratam isso como tendência periférica provavelmente vão olhar para 2027 e 2028 tentando entender por que perderam conexão cultural com seus consumidores.
O contraste mais interessante do dia veio da keynote da VF Corporation e do case da Timberland. Enquanto boa parte do mercado ainda reage acelerando mídia, criando mais campanhas e multiplicando formatos, a Timberland fez o movimento oposto. Parou. Resetou. Questionou sua estrutura, seu portfólio, seu go-to-market e, principalmente, sua forma de existir culturalmente. A marca entendeu que havia perdido densidade simbólica e que nenhum investimento em comunicação resolveria isso sem uma decisão profunda de identidade.
O retorno ao seu ícone, ao produto como centro da narrativa e à construção de presença cultural orgânica não foi uma ação de marketing. Foi uma decisão de gestão. O produto voltou a liderar, a cultura voltou a amplificar e a comunicação passou a ser consequência, não ponto de partida. É uma inversão que exige maturidade e, sobretudo, coragem executiva.
Esse movimento dialoga com algo que apareceu em praticamente todas as outras discussões do dia. A JD Sports reforçou que crescer não é ocupar mais espaço, é ter ponto de vista. As palestras sobre retail media mostraram que mídia própria só funciona quando existe narrativa clara, não quando vira apenas mais uma camada de ruído. E os debates sobre experiência foram unânimes ao apontar que digital só faz sentido quando amplifica a jornada, não quando a fragmenta.
O varejo está entrando em uma fase menos excitante para quem vive de tendência, mas muito mais exigente para quem vive de decisão. A era do empilhamento de iniciativas está ficando para trás. O que passa a importar é a capacidade de escolher o que não fazer, sustentar um posicionamento e operar com consistência.
A atenção, que hoje é tratada como moeda, não é conquistada com pressa nem com barulho. Ela é consequência de clareza estratégica. Marcas que tentam disputar atenção sem resolver sua relevância interna apenas aceleram sua perda de valor simbólico. O consumidor percebe quando existe intenção real e quando existe apenas performance.
Talvez a grande síntese da NRF 2026 seja essa: menos ansiedade por tendência e mais maturidade de gestão. Menos reação ao mercado e mais construção de ponto de vista.
Menos corrida por canais e mais investimento em identidade. O varejo forte do futuro não será o mais rápido em aderir a tudo, mas o mais firme em sustentar aquilo que escolheu ser.
No fim, atenção é ativo, sim. Mas ela só se valoriza quando está lastreada em coerência. Sem isso, vira apenas especulação.
O que esperar do marketing imobiliário em 2026
Por Flavia Schmidt
O marketing imobiliário vive um momento de inflexão. Durante anos, a comunicação do setor se apoiou na tríade produto-preço-localização, pilares que permanecem importantes, mas já não respondem às expectativas de um consumidor que compara mais, exige mais e aceita cada vez menos atrito em sua jornada.
Para encarar essas mudanças ao longo do novo ano que acaba de se iniciar, estudos produzidos por referências globais em tendências, como a WGSN, podem ajudar. O desafio, no entanto, está em usar esses insights com critério, em estratégias de fato aderentes à realidade concreta do mercado imobiliário.
Com base nessas referências, já entramos em 2026 diante de três forças simultâneas que pressionam a transformação das marcas: um calendário excepcional, um consumidor em mutação acelerada e um ambiente digital mais competitivo.
Feriadões, Copa do Mundo e eleições não são apenas eventos; são fatores que alteram a dinâmica de atenção, redesenham padrões de mídia, influenciam o custo de aquisição e moldam o humor coletivo. Esses elementos redefinem a forma como despertamos e sustentamos o interesse do comprador.
Nesse cenário, a disputa pela atenção se torna o eixo central das estratégias. Com tantos estímulos externos, o setor imobiliário não concorre apenas com seus pares, mas com todo o ecossistema da economia da atenção.
A resposta está menos na frequência de anúncios e mais na qualidade das experiências oferecidas: conteúdos sensoriais, narrativas mais humanas, jornadas simplificadas e aderentes ao cotidiano das pessoas.
Ao mesmo tempo, a lógica dos “públicos-alvo” perde força para a ascensão das microcomunidades. O comprador padrão deixou de existir e deu lugar a uma multiplicidade de perfis: nômades digitais, famílias multigeracionais, solteiros que vivem sozinhos, investidores de short stay, público 55+ em busca de bem-estar, entre outros.
Cresce o marketing que entende nuances culturais, hábitos territoriais e microcomportamentos, e que traduz essas especificidades em comunicação relevante.
A inteligência de dados, embora essencial, não substitui a sensibilidade humana (pelo menos por enquanto). Análises preditivas e segmentação geolocalizada potencializam resultados, mas precisam ser interpretadas com contexto cultural.
Tendências globais, como sensorialidade, humor, exclusividade e valorização das pequenas conquistas, só geram impacto quando traduzidas com profundidade para a realidade brasileira, considerando território, comportamento e cenário socioeconômico.
O calendário de 2026 reforça a necessidade dessa leitura refinada. Feriadões tendem a estimular buscas e conversas familiares sobre compra de imóveis, ao mesmo tempo em que ampliam dispersão de atenção. A Copa do Mundo redistribui picos de audiência e cria janelas de oportunidade que exigem precisão para evitar saturação.
Já o período eleitoral pressiona custos de mídia e reduz a previsibilidade de campanhas digitais, exigindo planejamento mais robusto e ativos de marca mais consistentes.
Diante dessa volatilidade, a construção de marca volta ao centro das decisões. Performance isolada já não garante crescimento sustentável. Marcas fortes com narrativas coerentes, códigos visuais próprios e vínculos emocionais claros capturam mais valor, tornam-se mais memoráveis e reduzem custo de aquisição ao longo do tempo.
No fim, apesar de toda a tecnologia, o que diferencia marcas é a capacidade de criar significado. Comprar um imóvel não é apenas uma transação; é uma decisão emocional, financeira e social. Conectar-se a essa complexidade, oferecendo clareza, segurança e humanidade é o que realmente gera valor.
Em 2026, o setor imobiliário precisará ser mais técnico, mais humano e mais culturalmente atento. O desafio é grande, mas a oportunidade é ainda maior.
O novo papel das lideranças de Marketing na era das martechs
Por Florence Scappini – VP de Marketing do Grupo OLX
As martechs estão reescrevendo o manual do Marketing moderno e, ao mesmo tempo, desafiando as lideranças da área a reverem seu papel nas empresas. Isso porque, mais do que inserir a tecnologia no Marketing, esse movimento exige uma mudança de mindset.
Com a inserção da IA nesse processo, a informação chega cada vez em maior volume e é fundamental saber separar aquelas que mudam o jogo daquelas que não. Nesse cenário, ser analítico e estratégico tornou-se ainda mais importante. Além disso, a agilidade nas transformações também implica que as lideranças sejam capazes de se adaptar com agilidade.
Empresas bem-sucedidas na era da IA não são as que mais acumulam dados, mas as que sabem o que perguntar a eles. Muitas vezes, contudo, a impressão que tenho é que navegamos hoje em um oceano de dados e, ao mesmo tempo, atravessamos um deserto de boas perguntas.
A abundância de informação trouxe poder, mas também dispersão. Muitas martechs criadas antes da chegada do ChatGPT já ficaram pelo caminho por não conseguirem acompanhar a velocidade das transformações.
Ferramentas de automação, CRM, CDP, analytics e IA generativa permitem escalar campanhas e personalizar jornadas, mas, sem análise crítica e contexto humano, correm o risco de se tornar apenas máquinas eficientes de métricas e repetições.
E é nesse ponto que as lideranças se tornam decisivas: cabe a elas transformar o excesso de dados em direção, ajudando suas equipes a usar a tecnologia com propósito, clareza e estratégia. Mais do que adotar ferramentas, é seu papel traduzir a complexidade das soluções para uma linguagem acessível, integrando criatividade, dados e inteligência em um mesmo fluxo de valor.
O estudo State of Martech, produzido por Scott Brinker (Chiefmartec) e Frans Riemersma (MartechTribe), mostra que 87,5% dos profissionais de Marketing utilizam regularmente assistentes autônomos como ChatGPT, Google Gemini e Microsoft Copilot. Essas ferramentas são aplicadas, sobretudo, à produção de conteúdo, à segmentação de audiência e à análise de dados. Áreas em que a IA transforma velocidade em precisão, processando informações em tempo real e ajustando mensagens de forma dinâmica.
O Estudo mostra ainda que a indústria global de martechs atingiu 15.384 soluções ativas em 2025, um aumento de 9% em relação ao ano anterior e um salto de mais de 10.000% desde 2011. Por trás desses números está uma transformação estrutural: o Marketing deixou de ser apenas usuário de ferramentas para se tornar orquestrador de sistemas inteligentes.
Na nova era de martech, o papel das lideranças mudou profundamente. Para além da comunicação, elas se tornaram arquitetos de integração, capazes de alinhar tecnologia, cultura e propósito. Devem demonstrar como cada plataforma impacta o retorno sobre o investimento, orientar decisões com base em dados concretos e promover colaboração entre Marketing, TI e vendas, eliminando silos e ampliando sinergias.
O líder moderno deve ser mais do que um gestor de campanhas — precisa ser o tradutor entre a linguagem dos dados e a voz da companhia. É ele quem conecta estratégia, cultura e tecnologia, demonstrando como cada plataforma pode gerar valor real para o negócio e sentido para as pessoas.
A liderança que entende tecnologia como meio, e não como fim, é a que inspira equipes, rompe silos e conduz o Marketing a um novo patamar de relevância estratégica. Ser essa ponte é o grande desafio, mas também a maior oportunidade desta era.
Afinal, a tecnologia não deve substituir a imaginação. Deve dar-lhe asas.
Seis tendências de inovação para 2026
Por Alexandre Pierro
A inovação nunca se resumiu apenas à tecnologia, mas sim à combinação de uma visão de futuro, adaptabilidade e estratégia para antecipar e superar tendências. O mercado vivencia cenários de grandes mudanças e transformações que exigem que as empresas não só invistam nessas inovações, mas, sobretudo, saibam quais integrar de forma eficaz à realidade do negócio, obtendo ainda mais escalabilidade, maturidade e vantagem competitiva.
Em 2026, o cenário global continuará desafiador: custos sob pressão, consumidores mais conscientes, mercados mais voláteis e concorrência cada vez mais digital. É precisamente nesse cenário que as tendências inovadoras se tornam elementos estratégicos – não apenas para a sobrevivência, mas também para a construção de uma base de crescimento mais sólida em 2027.
Com isso em mente, aqui estão seis das tendências que mais se destacarão este ano:
#1 Inverno da IA e a Bolha da IA: O termo “Inverno da IA”, que surgiu na década de 1980, descreve períodos em que o entusiasmo pela inteligência artificial sofre uma queda significativa, tipicamente observada após um ciclo de altas expectativas – algo que podemos presenciar em 2026. Isso porque, segundo um estudo recente da Gartner, apenas 6% dos CFOs notaram um aumento no lucro ou na receita proveniente dessa tecnologia. A IA não está gerando o retorno esperado, o que pode levar ao fechamento de muitas empresas e a um grave efeito cascata econômico em todo o mercado.
#2 Mudanças Geopolíticas: A corrida pela supremacia em IA está remodelando o mercado global, com acordos e mudanças dando origem a novas potências líderes nessa tecnologia, como a China, que já está ganhando visibilidade significativa por suas inovações em computação quântica, 6G e outros serviços estruturados com essa ferramenta. Qualquer alteração nessa competição impacta diretamente a logística e o fornecimento de soluções tecnológicas para o mundo.
#3 Computação quântica: muitos projetos nessa área já estão sendo desenvolvidos na China e devem ganhar impulso este ano na oferta de serviços baseados nessa tecnologia. Ela permitirá maior velocidade em simulações computacionais, acelerando a tomada de decisões e o desenvolvimento de ações que antes poderiam levar meses ou anos. De acordo com estimativas de uma pesquisa da InvestingPro, esse mercado deverá atingir uma receita de US$ 2 bilhões em 2026, uma área extremamente promissora para ser explorada.
#4 Dados, confiança e governança: cada vez mais, não só devido à IA, mas também ao IB e às intensas transformações tecnológicas, é essencial ter confiança nos dados analisados como base para a tomada de decisões. Afinal, sem informações reais e confiáveis, os riscos de estratégias improdutivas são altos. É aqui que entra a governança, crucial para garantir essa segurança, ainda mais quando apoiada por metodologias internacionais que reforçam medidas nesse sentido, como a ISO 27001 – mitigando os riscos de fraude e vazamentos que poderiam prejudicar as operações.
#5 Transformação do trabalho: a tecnologia jamais substituirá o trabalho humano. Contudo, é fato que, com os avanços digitais, todo o mercado se transformará, criando posições e empregos imersos nesse universo – enquanto outros poderão deixar de existir com o tempo. Essas mudanças exigem que as empresas invistam no treinamento de suas equipes, fornecendo o conhecimento necessário para que possam aproveitar os recursos e benefícios que essas soluções oferecem.
#6 Economia Prateada: Muitas dificuldades têm sido relatadas em ambientes profissionais no trato com as gerações mais jovens, que são menos pacientes com o mundo corporativo. Isso levou muitos gestores a contratar talentos mais experientes, dando-lhes espaço para reingressar no mercado e trazer toda a sua experiência e conhecimento para os tempos modernos – o que certamente também favorece muito a pluralidade de visões e pensamentos para transformar ideias em criação de valor.
O ano de 2026 será marcado por grandes dificuldades e pontos de virada, ainda mais em função de eventos globais como a Copa do Mundo, conflitos geopolíticos e eleições nacionais. Ao mesmo tempo, poderá ser um período de transformações significativas no mercado, exigindo adaptação por parte das empresas. Afinal, somente aquelas que souberem se adaptar estrategicamente a esse intenso dinamismo conseguirão colher os frutos em 2027.
Sinapro-RS lança campanha para pagamento antecipado da contribuição patronal para a entidade.
O Sistema Nacional de Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul ( Sinapro-RS ) lançou uma campanha para incentivar o pagamento antecipado da Contribuição Patronal Sindical, convidando as agências do Rio Grande do Sul a efetuarem o pagamento em janeiro. A iniciativa reforça um ponto central: é a Contribuição que viabiliza a existência, a operação contínua e a força coletiva do ecossistema Sinapro/Fenapro na defesa e no desenvolvimento do mercado publicitário brasileiro. ” Pague adiantado em janeiro, participe do leilão o ano todo ” é o lema da campanha, que reflete uma realidade prática do mercado, mas deriva de um princípio mais amplo: o de que cada agência contribui para a construção e o fortalecimento do mercado publicitário. A Contribuição Patronal Sindical sustenta a atuação institucional contínua e estratégica do Sistema, permitindo que o setor seja representado, protegido e organizado ao longo do ano, seja nas eleições em Brasília, nos estados ou nas diversas áreas que impactam diretamente os negócios das agências.
O presidente da Sinapro-RS, Juliano Brenner Hennemann, enfatiza que a Contribuição é vital para a existência e relevância do Sistema. “A Contribuição Patronal do Sindicato é o que permite à Fenapro e às Sinapros estaduais atuarem de forma permanente, ativa e conjunta. Sem ela, todo esse apoio cotidiano e estrutural deixa de existir: a defesa dos interesses do setor, o monitoramento do ambiente jurídico, a negociação das relações trabalhistas, a troca de boas práticas entre os estados e a geração contínua de valor para as agências”, destaca. Ele também enfatiza que o impacto da Contribuição vai muito além de ações pontuais. “Estamos falando de um trabalho consistente, muitas vezes silencioso, mas absolutamente essencial para a sustentabilidade e o futuro do mercado publicitário. Portanto, convidamos todas as agências a contribuírem para que possamos continuar fortalecendo os negócios, as operações diárias das agências e o setor como um todo.”
Dentro deste contexto mais amplo de fortalecimento institucional, o pagamento antecipado da Contribuição também traz benefícios práticos para as operações diárias das agências. Um deles é a tranquilidade para participar de processos licitatórios ao longo do ano. Para concorrer a licitações públicas, as agências precisam da Declaração de Membro, um documento emitido apenas para empresas que estejam em dia com a sua Contribuição Patronal Sindical. Ao pagar a Contribuição no início do ano, as agências evitam entraves burocráticos, atrasos devido à compensação bancária e procedimentos de última hora, garantindo agilidade quando surgem oportunidades, algo crucial em licitações públicas, onde o tempo de resposta faz toda a diferença.
O que é a quota sindical?
A Contribuição Patronal do Sindicato é um pagamento anual previsto na Constituição Federal brasileira. É fundamental para a manutenção de instituições representativas como o ecossistema Sinapro/Fenapro, composto pela Federação Nacional das Agências de Publicidade (Fenapro) e 19 Sinapros estaduais, que atuam de forma integrada, ativa e permanente na defesa e no desenvolvimento do mercado publicitário em todo o país.
Por que contribuir?
A contribuição possibilita:
1 – Apoio e financiamento para a existência de um sistema composto por 19 Sinapros (União Nacional de Produtores Agrícolas) em todo o país, que trabalham ativa e conjuntamente com a Fenapro (Federação Nacional de Produtores Agrícolas) na defesa e desenvolvimento do setor.
2 – Apoio de empresas de consultoria especializadas para monitoramento e intervenções no ambiente jurídico que interagem direta ou indiretamente com as atividades das agências.
3 – Negociação das relações laborais por meio de Acordos Coletivos de Trabalho.
4- Desenvolvimento e atualização contínuos da Lista de Preços de Referência, que orienta as relações comerciais entre agências e clientes.
5- Produção e disseminação de conteúdo estratégico para apoiar decisões de negócios em um mercado em constante mudança.
6 – Criação e manutenção de Grupos de Trabalho compostos por profissionais especializados, focados no desenvolvimento e na proteção do negócio.
7 – Mapear o ambiente de negócios e divulgar os dados de forma transparente para permitir uma tomada de decisão mais assertiva por parte dos líderes da agência.
8 – Integração entre o meio acadêmico e o mercado, aproximando estudantes e futuros profissionais da realidade das agências.
9- Um espaço para a participação ativa das empresas em um ambiente de troca de informações e construção coletiva de boas práticas de gestão.
O boleto para pagamento da Contribuição Patronal do Sindicato de 2026 pode ser solicitado por e-mail no endereço sinapors@sinaprors.com.br .
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