A TV não é mais a mesma; e nunca foi tão poderosa e outros artigos da semana – 09.02.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: A TV não é mais a mesma; e nunca foi tão poderosa, Mercido, O STF e o risco à liberdade de expressão: quando o guardião da Constituição passa a censurar, Mudança no SBT tira programa histórico da programação diária, A nova estratégia das marcas de luxo em 2026, SPR assina novo posicionamento para transição energética da WEG em parceria com a agência Woop, Rio Grande do Sul amplia o olhar sobre o turismo e aposta em experiências autênticas para além do inverno, Rio Grande do Sul amplia o olhar sobre o turismo e aposta em experiências autênticas para além do inverno   e  Moove conquista a certificação Great Place to Work

 

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A TV não é mais a mesma; e nunca foi tão poderosa

Por José Melchert

 

Ao longo dos anos, a televisão foi colocada em xeque inúmeras vezes. O avanço de novas mídias e formatos alimentou a ideia de que ela perderia espaço de forma definitiva. O passar dos anos, no entanto, nos mostrou o contrário: em vez de desaparecer, ela se transformou, ganhou novos significados e passou a ocupar um papel ainda mais relevante na vida dos telespectadores, influenciando comportamentos de consumo.

A verdade é que a TV nunca foi tão poderosa, e não me refiro aos canais abertos, fechados ou ao streaming. Falo da maneira como consumimos conteúdo hoje e do seu papel central como principal hub de entretenimento, oferecendo experiências imersivas, confortáveis e de alta atenção.

Há alguns anos, tivemos a “revolução mobile”, que transformou nosso comportamento, impactando profundamente a forma como interagimos com serviços e assistimos a conteúdo. Essa mudança é estrutural e irreversível. Ao mesmo tempo, torna-se cada vez mais evidente a saturação do consumo com base no “scroll mode” e a crescente busca dos consumidores por momentos de pausa, relaxamento e diversão. É nesse contexto que a Smart TV ganha protagonismo – e ouso dizer que, em alguns momentos, rouba a cena do celular.

A primeira tela das CTVs se destaca quando comparada às dos dispositivos móveis pelo alto poder de imersão e conexão. Ela é o ponto de partida de toda a jornada de consumo de entretenimento: o espaço de transição entre aplicativos, canais e plataformas, além de um momento-chave para a descoberta de novos conteúdos. É ali que o consumidor decide a que assistir, com quem compartilhar essa experiência e onde dedicar sua atenção por horas, não segundos.

E os números comprovam essa força. Estudos da Comscore, de 2025, indicam que 64% da população digital no Brasil consome conteúdo por meio de TV conectada, um crescimento de quase 30% em relação a 2022. Desse universo, 97% possuem uma Smart TV e passam, em média, cerca de quatro horas diárias consumindo conteúdos diversos, seja via streaming, TV aberta ou por assinatura, games e áudio.

Do ponto de vista da publicidade, o crescimento acompanha essa transformação. De acordo com projeções da eMarketer, o investimento em anúncios em CTV no Brasil deve alcançar US$ 169,9 milhões em 2026 e atingir US$ 288,3 milhões em 2029. Trata-se de um dos meios mais promissores do mercado brasileiro de mídia, impulsionado pela mudança de comportamento do consumidor e pela busca por experiências publicitárias mais qualificadas.

Mas apesar de todo esse crescimento, ainda temos um desafio como indústria: avançar na definição de padrões de mensuração. Precisamos evoluir do modelo tradicional de painéis, que consolidou a TV aberta, para uma abordagem que combine dados determinísticos, característicos das TVs conectadas e mais semelhantes à era digital, junto com novos indicadores capazes de mensurar atenção do expectador de forma mais precisa. Para isso, é fundamental que anunciantes, agências e players do mercado atuem de forma integrada, construindo referências comuns que permitam comparações justas e efetivas.

A TV atravessou gerações, tecnologias e mudanças profundas de comportamento porque sempre soube se adaptar. Hoje, ela se consolida como uma plataforma central no ecossistema de mídia, capaz de unir escala, atenção, dados e qualidade de experiência como poucos meios conseguem. Aqueles que souberem ler esse movimento e investir de forma estratégica estarão mais bem posicionados para construir marcas relevantes e resultados consistentes a longo prazo. A TV não é mais a mesma. E é exatamente por isso que nunca foi tão poderosa como atualmente.

 

 

MERECIDO

O gaúcho Matheus Carvalho, depois de 25 anos de uma carreira brilhante na RBS,  é o novo Diretor Comercial e de Marketing Brasil da bet internacional KTO. Sucesso!

 

 

O STF e o risco à liberdade de expressão: quando o guardião da Constituição passa a censurar;

Por Felipe Vieira

 

Leitores me cobraram depois do artigo “Quando informar vira crime, a democracia entra em estado de alerta”, em que tratei da detenção da jornalista independente Georgia Fort e do ex-âncora da CNN Don Lemon durante a cobertura de protestos contra o ICE, em Minnesota. “Você citou o Brasil de passagem”, disse um. Outro foi direto: “Aqui está pior”. Um terceiro escreveu: “Tu fala na TV, mas não deixa por escrito”. Pois ficará agora, letra por letra, palavra por palavra. Sem rodeios. Sem anestesia. Quando o silêncio vira regra, a democracia e a liberdade de expressão já entraram em estado terminal. No Brasil de hoje, calar não é prudência — é cumplicidade. O silêncio se tornou confortável porque protege quem prefere não se expor enquanto o abuso se institucionaliza.

O dado mais grave deste momento não vem das ruas, nem de grupos marginais, nem de governos autoritários caricatos: vem do todo-poderoso Supremo Tribunal Federal. Em sucessivas decisões, o STF — que deveria ser o guardião das garantias constitucionais — passou a decidir pela censura, pela restrição da fala e pela intimidação indireta da imprensa e da opinião pública. Um tribunal criado para conter abusos resolveu praticá-los. Não foi distração, nem acidente institucional. Foi decisão política. O árbitro saiu do apito e entrou no jogo.

O Brasil ingressou numa zona perigosa em que a liberdade de expressão deixou de ser um direito assegurado pela Constituição e passou a operar como concessão administrativa. Já não depende da norma, mas do contexto, do humor da autoridade e da interpretação moral de quem manda. Quando um direito funciona assim, ele já não é direito. É favor.

Convém separar as coisas. Não se trata de “polarização”, nem de “narrativa”, nem dessa palavra elástica chamada “democracia”, hoje usada como salvo-conduto retórico. Trata-se de atos concretos: censura, bloqueios, multas, investigações sem contraditório, punições preventivas e um conceito de “desinformação” tão vago que acomoda praticamente qualquer arbítrio.

O marco simbólico dessa inflexão ocorreu em 2019, quando o ministro Alexandre de Moraes mandou retirar do ar a reportagem “O amigo do amigo de meu pai”, publicada pela Crusoé e por O Antagonista, com base em documentos da Lava Jato e que mencionava o então presidente do STF, Dias Toffoli. Houve censura imediata, multa e intimidação. Dias depois, a decisão foi revogada. Mas censura revogada continua sendo censura. O recado estava dado: investigar o topo do poder tem custo.

Esse episódio ensinou algo ainda mais grave. O Supremo pode violar direitos fundamentais, voltar atrás e seguir adiante sem qualquer consequência institucional. O erro não gera correção. Gera precedente. E quando o abuso não encontra freio, deixa de ser exceção e passa a integrar o padrão de atuação.

Esse ambiente é sustentado pelo inquérito das chamadas fake news, criado pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e conduzido por Alexandre de Moraes. Aberto de ofício, sem objeto claramente delimitado, sem prazo definido e com elasticidade permanente, o inquérito concentra funções incompatíveis com o Estado de Direito: a mesma autoridade investiga, acusa e julga. Não por coincidência, nasce no mesmo contexto institucional que produziu a censura à reportagem da Crusoé.

A partir daí, o sistema se consolidou. Já não é preciso proibir tudo de forma explícita. Basta tornar perigoso. Quando falar custa caro, o silêncio se impõe sozinho. É a censura que dispensa decreto porque funciona por intimidação.

Nesse ambiente, tornaram-se rotina decisões monocráticas que retiram do ar perfis de jornalistas, parlamentares e cidadãos comuns, sem julgamento colegiado e sem defesa prévia. Primeiro pune-se. Depois, se sobrar tempo, explica-se.

Trata-se de censura preventiva, ainda que travestida de cautela institucional. A sanção antecede o contraditório, invertendo a lógica básica do Estado de Direito, segundo a qual a defesa deve preceder a punição.

Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral, presidido por Alexandre de Moraes — olha ele aí de novo — levou essa prática ao limite. Proibiu o documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?” sem que os ministros sequer assistissem à obra.

A decisão prejudicou a todos porque ninguém pôde ver a produção: nem apoiadores, nem a oposição, privada do direito de criticar, analisar ou confrontar o que estava ali. O público foi interditado. A sociedade, tutelada. Censura prévia em estado puro — exatamente aquilo que a Constituição proíbe.

O dano foi coletivo e profundo. Ao suprimir integralmente a obra, o tribunal não protegeu o processo eleitoral — substituiu o confronto de ideias por silêncio imposto. Retirou do cidadão a possibilidade de formar juízo próprio e assumiu para si o papel de curador da verdade aceitável. Não houve proteção da democracia — houve empobrecimento deliberado do debate.

A decisão foi defendida como medida excepcional, mas direitos fundamentais não admitem exceção circunstancial. Ou valem sempre, ou deixam de ser direitos. Cármen Lúcia afirmou agir “com todos os cuidados” e disse estar “enormemente preocupada”. Ainda assim, votou pela censura. É o equivalente jurídico do “sei que é errado, mas vou fazer”.

A contradição é evidente. Em 2015, ao liberar biografias não autorizadas, a mesma ministra afirmou que não existe democracia sem imprensa livre. Bastaria essa jurisprudência para evitar o constrangimento institucional de 2022.

O foco não são apenas grandes veículos. Pessoas físicas tornaram-se alvos preferenciais. Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo, Débora Rodrigues, Homero Marchese, Jackson Rangel e Filipe Martins foram silenciados por decisões judiciais. Empresas como Crusoé, Jovem Pan, Gazeta do Povo e plataformas de redes sociais também entraram na lista.

Não se trata de concordar ou discordar dessas vozes, o que é absolutamente democrático. Trata-se de saber se a Constituição protege apenas opiniões simpáticas ao poder ou todas as opiniões.

O ministro Alexandre de Moraes costuma repetir a frase: “Liberdade de expressão não é liberdade de agressão.” O enunciado é justo e constitucionalmente defensável ao lembrar que a palavra não autoriza o ódio ou a violência. O problema começa quando essa premissa passa a justificar a ampliação indefinida do poder de censura. Quando o Estado define, sem critérios objetivos e sem controle externo efetivo, o que é discurso admissível, a proteção constitucional deixa de ser limite ao poder e se transforma em instrumento dele.

Em ano eleitoral como 2026, essa lógica se torna ainda mais perigosa. O país já experimentou, em pleitos passados, um ambiente de remoções em massa, censura preventiva e decisões tomadas com base em “contexto” ou “momento político”. Quando o contexto substitui o texto constitucional, direitos passam a valer conforme a conveniência.

Multas milionárias completam o serviço. Não é preciso calar quando se pode quebrar financeiramente. Esse tipo de sanção empobrece a discussão, desestimula a crítica e induz à autocensura. Não fortalece a democracia. A corrói por dentro.

A censura transbordou da internet para o mundo real. Livros, revistas e manifestações passaram a ser tratados como ameaças institucionais. A política virou objeto suspeito.

Isso revela uma desconfiança estrutural do cidadão. Um Estado que teme a crítica já desistiu de convencer — prefere controlar.

Não são excessos isolados. É método — e é projeto. Quando um tribunal passa a investigar, acusar, julgar e censurar, ele deixa de guardar a Constituição e passa a moldá-la conforme os interesses do poder. Já não interpreta limites: impõe controles. Já não arbitra conflitos: define o que pode ou não ser dito. O silêncio que se espalha não é efeito colateral — é objetivo. E quando a manifestação livre precisa pedir licença a quem deveria protegê-la, a Justiça deixa de ser abrigo contra o arbítrio e passa a integrá-lo. Defender a liberdade de expressão não é escolha ideológica nem conveniência política: é a última linha de resistência contra a transformação do STF em dono da palavra.

 

 

Mudança no SBT tira programa histórico da programação diária

Por Francine Eustaquio 

 

 

O SBT informou nesta sexta-feira (6) que o programa “Casos de Família”, um dos mais tradicionais da emissora, deixará de ser exibido diariamente e passará a ir ao ar aos sábados. A estreia no novo formato está marcada para o sábado (21), após o Carnaval, segundo comunicado da emissora.

Em nota, o SBT afirmou que o programa “vive um de seus melhores momentos” e que a mudança faz parte de um “movimento estratégico de programação”. “Como parte de um movimento estratégico de programação, o Casos de Família entra agora em uma nova fase e passa a ser exibido semanalmente, aos sábados, logo após o programa ‘Eita Lucas!’”, informou a emissora.

Nas redes sociais, a apresentadora Christina Rocha comentou a decisão. “Como sempre fui muito transparente com vocês, a gente acabou de gravar, estou aqui no meu camarim, e a direção acabou de informar que a partir de segunda-feira o Casos de Família não está mais no ar diariamente”, disse. “Feliz, eu não estou, obviamente”, completou.

 

 

A nova estratégia das marcas de luxo em 2026

Por Pamella Burgos

 

Em um ambiente de comunicação marcado pela superexposição, pela aceleração constante de estímulos e pela transformação de quase tudo em conteúdo, o mercado de luxo passa a operar sob outra lógica. Em 2026, a sofisticação nas redes sociais deixa de estar ligada à visibilidade e passa a ser definida pela curadoria. O que diferencia não é mais o quanto se mostra, mas o que se escolhe sustentar. Nesse cenário, o minimalismo se consolida menos como estética e mais como estratégia de posicionamento, distinção e construção de valor simbólico.

Essa mudança acompanha uma transformação profunda no comportamento do consumidor de alta renda. O luxo se reafirma como experiência vivida, não como exibição. Ele se conecta ao uso íntimo, ao prazer silencioso e à relação pessoal com aquilo que se consome. Trata-se de um consumo que acontece de dentro para fora, orientado pelo bem-estar, pela qualidade do tempo e pela coerência com o próprio ritmo. Em contrapartida, a lógica da performance para o outro, intensificada pela cultura da exposição e das redes sociais, passa a dialogar menos com o público tradicionalmente ligado ao alto padrão. Em 2026, essa diferença se torna ainda mais nítida.

Nesse contexto, a contenção visual e narrativa não representa perda de potência, mas refinamento. O design depurado comunica segurança, maturidade e domínio do próprio território. Marcas bem posicionadas não disputam atenção por impacto imediato nem recorrem a explicações excessivas. Constroem reconhecimento por meio da consistência, da repetição qualificada e da autoridade simbólica ao longo do tempo.

O minimalismo, portanto, deixa de ser uma camada superficial e passa a operar como estrutura. Não se trata de “limpar” identidades visuais, mas de eliminar ruídos que comprometem leitura, entendimento e experiência. A clareza estratégica se traduz em escolhas mais precisas. Quanto mais definida é a direção de uma marca, menos ela precisa se afirmar de forma explícita.

Em ambientes digitais saturados, o espaço em branco, o ritmo mais lento e a economia de linguagem tornam-se ativos competitivos. A sofisticação passa a residir na capacidade de selecionar, editar e sustentar. Esse movimento dialoga diretamente com valores centrais do consumidor contemporâneo de alto padrão, como longevidade, atemporalidade e bem-estar. O consumo se volta cada vez mais para o universo interno, para a experiência individual e para o autocuidado. Reduzir excessos passa a comunicar critério, domínio e visão de longo prazo.

O mercado global oferece sinais claros dessa mudança. Marcas que diminuíram a presença ostensiva de logotipos, simplificaram seus sistemas visuais e investiram em design autoral e materiais de excelência migraram para uma lógica de reconhecimento mais sutil. O valor deixa de estar na afirmação constante do nome e passa a residir na forma como a marca é percebida, sentida e lembrada.

A Bottega Veneta, por exemplo, reposicionou sua estratégia ao reduzir drasticamente sua presença digital e publicitária, criando escassez e desejo em torno de cada lançamento. A The Row consolidou-se como referência em quiet luxury ao apostar em precisão formal, materiais excepcionais e ausência de códigos explícitos, tornando-se reconhecível pelo repertório estético e pela qualidade silenciosa de suas escolhas. Já a Céline, sob a direção criativa de Hedi Slimane, adotou campanhas de narrativa contida, nas quais a economia visual comunica sofisticação sem esforço.

Esses casos demonstram que a redução estratégica de estímulos não apenas fortalece a identidade de alto padrão, como aprofunda a percepção de valor ao alinhar marca, tempo e sensibilidade do consumidor contemporâneo.

Dentro dessa abordagem, elementos antes tratados como operacionais passam a assumir papel central. A tipografia torna-se um vetor estratégico da identidade, capaz de comunicar precisão, herança, contemporaneidade ou tradição. Fontes bem desenhadas, muitas vezes desenvolvidas sob medida, passam a integrar ativamente a experiência da marca.

O mesmo acontece com as paletas cromáticas. Tons neutros e pouco saturados predominam não por modismo, mas por sua capacidade de sustentar identidades duráveis. Funcionam como base para narrativas consistentes, permitindo que produtos, ambientes e serviços assumam protagonismo sem interferência visual desnecessária.

Há também uma mudança relevante na construção das narrativas. Discursos longos e manifestos aspiracionais dão lugar a um storytelling mais contido, baseado em escolhas, ritmo, edição e silêncio. A narrativa acontece na experiência, não na explicação. Esse silêncio pressupõe um consumidor capaz de interpretar, reconhecer e atribuir valor sem mediação constante.

Esse modelo, no entanto, exige rigor. O minimalismo eficaz não é genérico nem replicável. Quando adotado sem clareza estratégica, pode resultar em marcas neutras e indistintas. O diferencial está na coerência entre posicionamento, linguagem, design e experiência. Minimalismo, aqui, não é ausência, mas síntese.

As marcas de luxo que se destacam em 2026 compreendem que o verdadeiro excesso está na falta de direção. Ao reduzir, tornam-se mais claras. Ao falar menos, ganham precisão. Ao simplificar, ampliam seu valor simbólico e aprofundam a experiência oferecida ao consumidor.

O marketing de luxo entra, assim, em uma fase menos performática e mais estrutural. Menos orientada à visibilidade imediata e mais comprometida com permanência, significado e vivência. Em um mundo saturado de estímulos, o luxo contemporâneo se manifesta na capacidade de escolher, sustentar e fazer sentir.

 

 

SPR assina novo posicionamento para transição energética da WEG em parceria com a agência Woop

 

A partir do conceito "O Mundo Pede. A WEG faz.", objetivo é posicionar a marca WEG como protagonista da transição energética e comunicar seu propósito de forma clara, emocional e global

O cenário global aponta para urgência climática, com pressões crescentes por ações concretas de sustentabilidade, amplamente discutidas na COP30 recentemente realizada na Amazônia. No centro da questão está a transição energética. A WEG, líder global em equipamentos eletroeletrônicos e automação industrial, tem um portfólio completo de soluções essenciais para essa transição. No entanto, é fundamental aumentar essa percepção junto ao mercado e ao público geral, posicionando a marca como protagonista da transição energética e comunicando seu propósito de forma clara, emocional e global. Foi assim que nasceu o novo posicionamento "O Mundo Pede. A WEG faz.", construído em um trabalho em parceria entre as agências SPR e Woop.

A SPR desenvolveu o conceito e o roteiro do vídeo manifesto, e coube à Woop criar a identidade visual e os roteiros sobre cada pilar do novo posicionamento. A estratégia para comunicar e reforçar a transição energética da WEG parte do conceito global da marca. O primeiro passo foi a criação de um filme inspirador, que transcende a venda de produtos e se conecta com o macrotema universal do futuro do planeta, enquadrando as soluções WEG na abordagem da sustentabilidade. A narrativa do filme migra dos problemas para as soluções tangíveis da WEG, estabelecendo a empresa como o agente de transformação.

O filme manifesto "O Mundo Pede. A WEG faz." foi a âncora para o lançamento do conceito global de Transição Energética da WEG, gerando resultados significativos na percepção de marca e engajamento com o tema ESG (Environmental, Social and Governance). “Há ações que vendem produtos. E outras que revelam o papel de uma marca no mundo. ‘O Mundo Pede. A WEG Faz.’ nasce desse segundo lugar. Criativamente, foi uma busca complexa até encontrarmos a direção que apontava para um mundo capaz de se equilibrar sobre pilares firmes de esperança, mas sem ingenuidade. O resultado é um filme sobre o futuro, mas que mostra ações concretas no presente. O mundo está pedindo. A WEG está ouvindo e agindo”, destaca Fábio Henckel, Diretor de Criação da SPR.

De acordo com Johnny Loewen, Diretor de Criação da Woop, a estratégia criativa para ilustrar o conceito da campanha parte da ideia de mostrar na prática as respostas da WEG aos pedidos do mundo. “Em cada key visual criado, exploramos cenas que destacam os produtos WEG como os protagonistas da transição energética. Os elementos geométricos da identidade visual da marca aparecem construindo as soluções, indicando que a companhia está sempre em transformação, sempre em evolução e sempre em movimento", explica.

 

Resultados alcançados

A abordagem do novo posicionamento construído por SPR e Woop posiciona a WEG de forma inédita, elevando sua visibilidade como fornecedora de soluções para a urgência climática, reforçando a ligação entre seus produtos e a sustentabilidade. Também alinha o propósito da companhia para os mais de 40 mil colaboradores globais, unificando a narrativa sob a bandeira da Transição Energética. Além disso, cria uma narrativa de marca, solidificando a WEG como a escolha natural para clientes comprometidos com eficiência e sustentabilidade.

O filme manifesto pode ser conferido no link e informações mais completas do novo posicionamento estão disponíveis no link.

 

FICHA TÉCNICA

Campanha: O Mundo Pede. A WEG faz.

Cliente: WEG

Agência: SPR e Woop

Peças: Filme manifesto

SPR

Diretor-Executivo: Juliano Brenner Hennemann

Diretor de Estratégia e Inovação: Gustavo Ermel

Diretora de Operações: Giorgia Antunes Lorenz

Diretor de Criação: Fábio Henckel

Gerente de Atendimento: Barbara Vellwock

Atendimento: Samantha dos Santos

Assistente de Atendimento: Isadora Vogel Moraes

Direção de Arte: Alexandre Susin

Redação: Luciano Sobrosa

Aprovação do Cliente: Daniel Godinho e Deisne de Araujo

Woop

Diretor de Criação: Johnny Loewen

Redator: Jean Pierre Boos

Diretores de Arte: Thiago Baptista Souza e Daniel Wachholz

Planejamento: Tais Mendes Lucena

Diretor de Atendimento: Paulinho Saban

Atendimento: Patrícia Souza

Assistente de Atendimento: Letícia Taciane

Aprovação do Cliente: Daniel Godinho e Deisne de Araujo

 

 

Rio Grande do Sul amplia o olhar sobre o turismo e aposta em experiências autênticas para além do inverno

 

 

O Rio Grande do Sul vem consolidando um movimento de valorização do turismo que vai muito além da tradicional temporada de inverno na Serra. Com uma oferta cada vez mais diversificada de experiências, o estado aposta em roteiros que integram cultura, gastronomia, natureza e identidade regional como estratégia para fortalecer a economia local e ampliar o fluxo de visitantes ao longo de todo o ano, especialmente para pequenos negócios.

De acordo com a analista de articulação de projetos do Sebrae RS, Lisiani Uggeri Hampel, iniciativas que conectam tradição e inovação têm papel fundamental na construção de destinos turísticos mais competitivos. “Quando a gastronomia, a cultura e os saberes locais ganham protagonismo, o turismo passa a contar histórias, preservar tradições e projetar o futuro dos territórios”, destaca.

Esse movimento pode ser percebido em diferentes regiões do estado. No litoral norte, litoral sul e na Costa Doce, por exemplo, o turismo se apoia em experiências ligadas à natureza, ao descanso e aos sabores regionais. Já as regiões com águas termais mantêm fluxo constante de visitantes interessados em lazer e bem-estar durante todo o ano.

Na Serra Gaúcha, a diversidade de realidades amplia as possibilidades de visitação. Segundo Emerson Monteiro, analista de articulação de projetos de turismo do Sebrae RS, cada região apresenta características próprias. “Enquanto a Região das Hortênsias se destaca fora da alta temporada por oferecer trânsito mais tranquilo, clima agradável e ótima infraestrutura para quem busca descanso, a Região Uva e Vinho vive o clima da Vindima, com programações que envolvem a colheita e a pisa da uva, conectando o visitante à cultura e à tradição vitivinícola”, explica.

Monteiro também ressalta o potencial dos Campos de Cima da Serra, com destaque para Cambará do Sul, onde o turismo de natureza e aventura ganha força. “As trilhas ao ar livre, os passeios de Land Rover e as travessias de rios proporcionam experiências imersivas em paisagens preservadas, que têm atraído um público cada vez mais interessado em atividades ao ar livre”, afirma.

No noroeste do estado, a Região das Missões se fortalece como destino cultural e gastronômico. Um dos principais exemplos é o Festival Degusta Missões – Gastronomia com Alma Missioneira, realizado em Santo Ângelo, que integra as comemorações dos 400 anos das Missões Jesuíticas. O evento utiliza a gastronomia como ferramenta de valorização cultural e de estímulo ao turismo regional.

Para Lisiani, o Degusta Missões vai além de um festival gastronômico. “É um movimento que envolve a comunidade, valoriza os insumos indígenas, os produtos locais e o modo de fazer missioneiro, além de qualificar os empreendimentos e fortalecer o sentimento de pertencimento à região”, pontua.

Nesta edição, dez empresas locais participam do festival, apresentando pratos salgados, doces e drinks exclusivos inspirados na cultura missioneira. As criações revelam a identidade do território e convidam o público a vivenciar novos sabores, reforçando a gastronomia como produto turístico e elemento estratégico para o desenvolvimento regional.

Promovido pelo Sebrae RS em parceria com a Prefeitura Municipal de Santo Ângelo, Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e Fundação dos Municípios das Missões, o Festival Degusta Missões exemplifica como o turismo, quando aliado à cultura e ao empreendedorismo, pode se tornar um instrumento de valorização dos territórios e de fortalecimento da economia local.

 

 

Marketing B2B: confiança e reputação andam lado a lado

 

Por Gabriela Pingueli – Global Events Manager da Cloudera

A confiança é, hoje, o ativo mais valioso no marketing B2B porque determina não apenas quem fecha negócio, mas também quem se mantém relevante em um mercado cada vez mais competitivo e saturado de soluções simplistas para problemas complexos. Mais do que uma percepção, a confiança é um elemento que se traduz diretamente em credibilidade e reputação, fatores que moldam como o mercado, parceiros e clientes enxergam uma empresa. Essa reputação gera impacto real em métricas de negócio, mostrando que confiança não é um conceito abstrato, mas um componente mensurável no fluxo B2B.

Neste cenário, onde as organizações lidam com decisões de alto risco, contratos longos e investimentos expressivos, nenhuma estratégia de marketing supera a capacidade de transmitir credibilidade. Antes de qualquer apresentação comercial, peça criativa ou campanha digital, existe uma pergunta silenciosa ecoando na mente de qualquer comprador corporativo: essa empresa realmente vai entregar o que diz?

De acordo com o levantamento 2025 B2B Marketing Benchmark, realizado pelo LinkedIn, 94% dos profissionais de marketing afirmam que a confiança é o principal elemento que sustenta as relações entre negócios. Esse dado evidencia que a construção de confiança é um posicionamento desejável e indicador concreto da qualidade das relações e do reconhecimento que uma organização conquista no mercado. Por isso, para entender por que esse ativo é tão valioso, é necessário analisar como esse fluxo de relacionamento se constrói na prática e como estruturar confiança no ambiente B2B.

O processo de compra nesse nicho é cada vez mais racional, pautado por dados, cauteloso e compartilhado entre vários decisores, o que torna a confiança um filtro obrigatório. Ela reduz objeções, encurta ciclos de venda e diminui a percepção de risco, elementos críticos em negociações complexas. Desse modo, a confiança emerge como um dos únicos diferenciais que não pode ser replicado. É um elemento que se constrói no longo prazo e que, quando bem trabalhado e comunicado, consolida a instituição como referência em seu setor.

Além disso, no B2B, o processo de construção de confiança começa pela transparência e disposição de mostrar não apenas o que a empresa faz bem, mas também como faz, por que faz e quais são seus limites. Transparência é discurso, mas principalmente uma prática diária: compartilhar dados reais, apresentar resultados de forma clara, explicar processos, assumir erros quando necessário e manter o cliente informado em cada etapa da jornada faz o marketing ser a área fundamental nisso.

E quando o comprador percebe que não há surpresas, que a empresa sustenta suas promessas com execução e que existe uma comunicação aberta e consistente, a confiança deixa de ser um ideal abstrato e se torna uma consequência natural. É esse comportamento que transforma fornecedores em parceiros estratégicos e reduz a incerteza em negociações complexas.

Somado a isso, a confiança sustenta relações duradouras em um mercado onde a retenção vale tanto quanto a aquisição. No B2B, clientes buscam parceiros estratégicos e esperam segurança, transparência e consistência. Quando uma empresa entrega exatamente o que promete, constrói um relacionamento que gera fidelidade, amplia o valor e fortalece a marca no longo prazo.

Ademais, ter credibilidade auxilia nos relacionamentos já estabelecidos, na criação de novos e na geração de leads qualificados. Quando uma instituição é vista como confiável ela se torna referência, conquistando autoridade em seu mercado e, consequentemente, atraindo novos clientes. As provas sociais, por exemplo, são uma estratégia poderosa de atração e retenção de clientes, e elas só existem quando há um relacionamento baseado em confiança no ambiente B2B. Quanto mais os clientes gostam e confiam na organização, maior é a disposição deles em falar sobre ela.

É justamente nesse viés que o marketing se torna um agente central nessa construção. É ele quem traduz a essência da empresa em narrativas consistentes, conteúdo educativo e presença digital alinhada, tornando visível e compreensível o que a marca realmente entrega. Por isso, uma estratégia de marketing bem estruturada reforça a credibilidade ao demonstrar expertise, gerar clareza para o mercado e fortalecer o posicionamento do negócio. Quando executada com precisão, impulsiona a expansão, reduz ruídos e consolida a percepção que sustenta relações B2B duradouras.

Em síntese, trabalhar consistentemente a confiança no marketing B2B é essencial para fortalecer as relações entre empresas e determinar quem cresce de forma sustentável. Ela nasce da transparência, se consolida pela coerência entre discurso e prática e se fortalece a cada entrega bem-feita. Quando uma organização adota uma postura clara, honesta e orientada ao cliente, ela reduz riscos, encurta distâncias e transforma interações comerciais em parcerias de longo prazo. No fim, não são apenas produtos, tecnologias ou campanhas que mantêm uma marca relevante, mas a capacidade de inspirar segurança. A consolidação da confiança passa por diversas áreas e especialidades dentro de uma empresa; ainda assim, cabe ao time de marketing liderar como esses valores são comunicados ao mercado e assumir a responsabilidade central pela reputação e pela construção de confiança da marca dia após dia e, assim, transformar presença em autoridade, clientes em defensores  e oportunidades em resultados reais.

 

 Moove conquista a certificação Great Place to Work

 

A agência Moove acaba de conquistar, pela primeira vez, a certificação Great Place to Work (GPTW), um selo internacional que reconhece organizações com excelência em cultura organizacional, relações de confiança e bem-estar no ambiente de trabalho. Essa conquista posiciona a Moove entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

A certificação é resultado direto da percepção dos cerca de 50 funcionários da agência, que foram entrevistados anonimamente e avaliaram a organização com base nos cinco pilares da metodologia Great Place to Work: orgulho, credibilidade, respeito, justiça e camaradagem. Entre as principais áreas de foco destacadas na pesquisa, estavam valores como hospitalidade, diligência, integridade e senso de justiça, além de uma percepção positiva do comportamento da liderança e orgulho de fazer parte da Moove.

Para Aira Franciosi, Diretora de Gestão da Moove, a certificação representa a consolidação de um modelo de gestão maduro e alinhado à estratégia de negócios. “Sempre acreditamos que grandes ideias nascem de pessoas que se sentem seguras, valorizadas e ouvidas. Receber o selo GPTW pela primeira vez confirma que nossa cultura não está apenas em palavras, mas na experiência diária daqueles que fazem a Moove acontecer. Nosso maior patrimônio é o talento de nossos colaboradores, e garantir o melhor ambiente para que eles criem e cresçam é uma prioridade estratégica”, afirma.

A certificação Great Place to Work é concedida com base em uma metodologia rigorosa que inclui auditorias técnicas e, principalmente, avaliações anônimas dos próprios funcionários. Utilizada em mais de 90 países, é considerada a autoridade global em cultura de confiança no ambiente de trabalho.

 

 

 

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