CENSO AGÊNCIAS: IMPACTOS COVID-19 – 10.07.2020

O estudo “Censo Agências: Impactos Covid-19” foi levantado pela Operand, que buscou compreender de que maneira as agências estão atuando neste novo contexto, quais ações estratégicas estão tomando para a gestão do seu negócio e quais impactos estão vivenciando. A pesquisa foi realizada do dia 1º ao 7 de junho e obteve respostas de 203 gestores de agência de todo o Brasil.

O estudo mostra que as agências, em sua maioria, estão trabalhando atualmente com uma média de 1 a 5 funcionários, sendo elas localizadas principalmente em capitais e regiões metropolitana. Quando perguntados sobre se a agência já trabalhava com modelo home office 53,2% responderam que não tinham experimentado esse novo modelo.

Um ponto preocupante foi a questão da demissão em massa que aconteceu em função da pandemia, pois 30% responderam que a principal medida que adotaram foi a redução de quadro de funcionários. Sendo assim, a crise tomou conta e fez com que essas empresas precisassem de linhas de crédito e empréstimos. Em sua maioria, os entrevistados falaram que não pretendem adotar nenhuma das medidas estabelecidas, mas 26,6% optaram pela opção “Linhas de crédito e Empréstimos”. Segundo a pesquisa, o prazo mais votado para a agência voltar ao mesmo faturamento de antes da pandemia foi de 6 a 12 meses, com 31,5%.

Os tipos de serviços que tiveram aumento da demanda durante a pandemia foram Gestão de mídias sociais, Gestão de mídias pagas, Websites, Geração de conteúdo e textos, Consultoria e Desenvolvimento de E-commerce.

Ainda assim, 45,3% dessas agências se adaptaram com o novo modelo do home office e pretendem manter um formato híbrido com parte da equipe em casa e outra parte no escritório. Sobre a jornada de trabalho, 68,9% responderam que optaram por não reduzir a jornada de trabalho até o momento.

No estudo foram listados alguns pontos importantes que poderiam tornas as agências mais preparadas para esse momento (Investido mais no marketing da própria agência, Investido mais na infraestrutura tecnológica e equipamentos para a equipe, Se dedicado mais à gestão de processos do próprio negócio) e aprendizados que poderão ajudar nos planejamentos futuros das agências (É necessário investir em pessoas, Deve-se cuidar muito bem da gestão do relacionamento com o cliente, Sempre é possível inovar e encontrar oportunidades).

No final da pesquisa, Silvio Soledade, na Análise do convidado disse que “A pandemia tem atingido seriamente diversos segmentos de mercado e as agências de publicidade, de qualquer segmento e tamanho, não sairão ilesas. Nesse momento crítico, é compreensível que gestores estejam focando seus esforços em salvaguardar, na medida do possível, a saúde financeira das suas agências. Medidas necessárias e urgentes como: reduzir equipes, renegociar salários, postergar pagamentos de impostos, e aderir a pacotes de estímulos governamentais. Mas vale considerar que a comunicação entra no rol das prioridades estratégicas no enfrentamento da crise para todos os setores” – em forma de incentivar o setor a enfrentar e vencer a crise.

O estudo na íntegra está disponível clicando aqui.

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