CRM Day da Dinamize chega à 2ª edição em São Paulo e destaca novos CRM e Dashboard ao mercado e outros artigos da semana – 16.03.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: CRM Day da Dinamize chega à 2ª edição em São Paulo e destaca novos CRM e Dashboard ao mercado, SXSW, Família Maggi domina ranking da Forbes entre bilionários do mundo, A RBS Ventures, media capital do Grupo RBS, anuncia investimento na ContaJá, Entramos na “Era da Denotação” – a Propaganda morreu. Longa Vida à Propaganda, Arthur Schopenhauer, “Raramente pensamos no que temos; mas sempre no que nos falta”, O que define o CMO de hoje: quatro líderes explicam como o Marketing mudou e Band RS promove ampla reformulação nas rádios e reorganiza equipes para ano eleitoral e Copa do Mundo.

 

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CRM Day da Dinamize chega à 2ª edição em São Paulo e destaca novos CRM e Dashboard ao mercado

 

 

Criado para promover conteúdos de alta relevância dentro do universo do CRM (Customer Relationship Management), o CRM Day chega à segunda edição em São Paulo reforçando um novo posicionamento da Dinamize. A companhia apresentará os novos CRM e Dashboard, ferramentas que ampliam a capacidade de gestão de dados e oferecem uma visão mais clara sobre desempenho de campanhas, oportunidades de vendas e geração de receita, reforçando a integração entre marketing e área comercial. As novidades ocorrem em meio às projeções da Dinamize de crescer 10% neste ano em relação a 2025, quando registrou faturamento de R$ 24 milhões.

“O CRM Day deste ano vai muito além de conteúdo e networking. Depois de uma grande evolução nos últimos anos, ampliamos nossa visão de mercado e estamos apresentando agora um novo CRM de Vendas, desenvolvido em parceria com a DWU, além de um novo Dashboard que traz mais clareza sobre performance e impacto das estratégias digitais”, afirma o CEO da Dinamize, Jonatas Abbott, que complementa: “Será novamente uma edição histórica do CRM Day, sem enrolações, com insights, demonstrações e um happy hour para fechar com boas conexões.”

A segunda edição do CRM Day será realizada no próximo dia 18 de março no Rooftop Dinamize. A programação reunirá agências, parceiros e clientes da plataforma.

A mudança de posicionamento da Dinamize com os novos CRM e Dashboard foram apresentados a parceiros e clientes na terça-feira (10/03), em Porto Alegre, durante o CRM Happy. Abbott destacou a mudança de perfil da carteira de clientes da companhia ao longo dos últimos anos. Ele citou que, em 2020, o e-commerce representava 5% do faturamento da Dinamize, e hoje representa 45% com 500 e-commerces atendidos. Há sete anos, a companhia tinha 16 filiais e, atualmente, opera em Porto Alegre e em São Paulo, estados onde concentra 50% do faturamento.

Em 2026, a Dinamize projeta crescimento de 10% em relação ao ano passado, quando o faturamento atingiu R$ 24 milhões. Atualmente, são 9 mil marcas atendidas no Brasil e no exterior.

“A Dinamize passou por uma mudança profunda nos últimos anos, uma verdadeira virada de 180 graus no atendimento ao mercado. Com os novos CRM de Vendas e o Dashboard do CRM de Automação, nosso objetivo é oferecer uma plataforma que acompanhe toda a jornada do cliente, combinando dados, automação e comunicação para apoiar o crescimento dos negócios”, projeta Abbott.

 

Novos CRM e Dashboard

Co-criado com a DWU, empresa especializada em CRM, o novo Dinamize CRM | Vendas chega para consolidar o movimento de ampliação das soluções da companhia para além da automação de marketing. O novo software tem foco na gestão e segmentação da base de dados, integrando marketing, vendas e ERP em um único fluxo. A proposta é oferecer visão clara da performance da equipe comercial, oportunidades geradas, previsão de receita e insights estratégicos para direcionamento de foco.

Já o novo Dashboard do CRM | Automação, que também ganha novo módulo de Receita Influenciada, foi desenvolvido para “mastigar” informações relevantes sobre a performance das campanhas dos clientes na Dinamize. O objetivo é apresentar o verdadeiro impacto que a companhia representa na geração de receita das marcas que usam a plataforma.

Serviço:

O quê: CRM Day da Dinamize
Quando: dia 18 de março, a partir das 14h.
Onde: Rooftop Dinamize (Rua Alvorada, 1.289 – Vila Olímpia, São Paulo).
Inscrições: AQUI! 

 

 

SXSW

O South by Southwest 2026 começou na última quinta-feira e segue até esta quarta-feira, reunindo em Austin alguns dos principais nomes globais da criatividade, tecnologia, inovação e entretenimento.

Para marcar o encerramento do evento, a Coluna do Nenê publica nesta quarta um especial com os principais insights, tendências e bastidores do que aconteceu nesta edição do festival.

Família Maggi domina ranking da Forbes entre bilionários do mundo

Por Otmar de Oliveira

 

A lista de bilionários divulgada pela Forbes em março de 2026 traz três representantes de Mato Grosso, todos ligados ao agronegócio e ao Grupo Amaggi. O ranking mundial inclui o ex-governador e ex-ministro Blairo Maggi, além dos empresários Itamar Locks e Hugo Ribeiro. A presença dos três empresários reforça a força do agronegócio na economia mato-grossense, concentrando as maiores fortunas do estado em negócios ligados à produção agrícola e à logística de grãos.

Segundo a publicação, Blairo Maggi tem fortuna estimada em US$ 1,4 bilhão. O mesmo patrimônio é atribuído a Itamar Locks, genro da matriarca Lúcia Maggi. Já Hugo Ribeiro, também genro, aparece com US$ 1,3 bilhão.

 

 

A RBS Ventures, media capital do Grupo RBS, anuncia investimento na ContaJá

 

A ContaJá, plataforma de contabilidade online voltada a micro e pequenos empreendedores, agora conta com a expertise da RBS em comunicação, a investida visa o crescimento da empresa, ampliando ainda mais a presença no sul do país e consolidando a marca em um segmento em transformação.

Fundada em 2016, no município de Viçosa, no interior de Minas Gerais, a ContaJá oferece serviços completos de contabilidade online para microempreendedores, empresas de pequeno porte e profissionais liberais, somando mais de 15 mil clientes em todos os estados do Brasil.

A plataforma, que registra aquisição média de mil novos clientes por mês, utiliza tecnologia proprietária para simplificar a gestão contábil, fiscal e trabalhista, com foco em economia de custos e agilidade, permitindo que o empreendedor controle a contabilidade de sua empresa na palma da mão.  Apostando no potencial econômico da região, a ContaJá conta com um endereço fiscal em Porto Alegre, um benefício extra para empresas online que não têm sede fixa.

Reconhecida pela base de usuários, a ContaJá é o serviço de contabilidade online mais bem avaliado no Reclame Aqui e no Google, contando com plataforma intuitiva que centraliza todas as obrigações do cliente, atendimento humano com contadores via WhatsApp e garantia do cumprimento de prazos e exigências legais de cada Estado ou município.

Para a RBS Ventures, o investimento reforça a estratégia de impulsionar novos negócios em segmentos estratégicos com alto potencial de escala.

“Acreditamos no mercado de contabilidade online e na expansão desse modelo de negócio, especialmente no sul. O investimento na ContaJá reforça o compromisso da RBS com a busca de soluções assertivas que impactam diferentes públicos, expandindo territórios de atuação “ afirma Eduardo Seib, head de operações da RBS Ventures.

Para João Henrique Costa, CEO e fundador da ContaJá, a parceria com a RBS Ventures representa um passo estratégico para a consolidação regional da empresa:

“Reconhecemos o potencial econômico da região, inclusive a atratividade de Porto Alegre como endereço fiscal para empresas de diferentes partes do Brasil, e apostamos no diferencial competitivo da ContaJá, que combina agilidade e economia, oferecendo até 90% de economia em serviços de contabilidade. Com a chancela da RBS, contando com a força dos veículos de mídia em que os gaúchos confiam, buscamos ampliar a base de clientes e nos tornar o maior player de contabilidade online no sul do país.”

O Media for Equity da marca iniciou há pouco mais de um mês em alguns veículos da RBS e já são percebidos resultados positivos. O tráfego no site da ContaJá por usuários do Rio Grande do Sul apresentou um considerável aumento, assim como um crescimento nos leads provindos do RS, já convertendo em vendas. Resultados esses que são acompanhados de perto por um comitê multidisciplinar formado pela RBS Ventures e algumas áreas envolvidas do Grupo RBS, principalmente a Mesa de Performance, que analisa os impactos da mídia dia a dia, através de dashboards conectados real-time, e permite realizar as atribuições devidas a cada KPI mensurado da marca, em conjunto com a equipe de marketing da investida.

 

 

Entramos na “Era da Denotação” – a Propaganda morreu. Longa Vida à Propaganda

Por Eduardo Amaral

 

Recebi um áudio de um amigo. Um redator brilhante com quem fiz dupla de criação por cinco anos em nove agências de propaganda — porque nosso trabalho era disputado, e a cada poucos meses havia um poleiro mais alto nos esperando. Éramos o que o mercado publicitário chamava de “dupla de criação”: um diretor de arte e um redator que pensam juntos, brigam juntos e produzem algo que nenhum dos dois produziria sozinho. Ele, formado em publicidade e filosofia, tinha a rara habilidade de fazer uma ideia sangrar sentido por todos os poros.

No áudio, ele dizia, com a tranquilidade de quem já digeriu o luto: “aquela propaganda que eu fazia não existe mais.” Hoje ele aplica acupuntura e Reiki.

Fiquei em silêncio por um tempo.

Umberto Eco, um dos maiores semiólogos do século XX, num discurso de 2015, disse algo que poucos tiveram coragem de repetir em voz alta: que a internet havia dado direito de fala a “legiões de imbecis”. Ele podia se dar ao luxo dessa brutalidade — aos 83 anos, com quarenta obras publicadas, não precisava provar mais nada a ninguém, nem agradar a quem quer que fosse. Cito-o com uma distância estratégica: não por crueldade, mas porque por baixo da ofensa havia um diagnóstico que ainda ecoa. Algo na arquitetura das redes sociais favorece estruturalmente a mediocridade, o mediano. Antes, opiniões sem fundamento eram restritas a conversas privadas ou mesas de bares, sendo rapidamente ignoradas. A internet tornou cada uma dessas mesas eterna e disponível, pior, equiparou seus conteúdos a de especialistas, produzindo toda sorte de ruído e desinformação.

Vinte anos depois do início do fenômeno das redes sociais, todos se aperceberam que prosperar nesse ambiente está em fazer barulho, criar ruído, ser ou parecer original, produzir o insólito. Ou seja, chamar a atenção, não importa o que. Essa fórmula simplista moldou a internet atual ao longo do tempo. Não é um julgamento moral. É um fato de engenharia. Eu explico.

O algoritmo não lê significado. Lê comportamento. Não distingue entre quem parou para pensar e quem parou por curiosidade passageira. Para uma máquina, engajamento é engajamento — independente da intenção por trás do clique. E os cliques são a moeda universal das redes sociais.

Aprendi isso da pior forma.

Quando criei um anúncio (post) em que um homo neandertalensis de terno e gravata afirmava que o corpo humano de todos é pré-histórico, sendo forçado a viver no século XXI, a intenção era precisa: atingir pessoas com resistência insulínica que não reconhecem no próprio estilo de vida a causa do problema. Uma provocação calibrada para quem já convive com a dor, já recebeu o diagnóstico, já sente que algo está errado. A solução está em ajustes no estilo de vida e na alimentação, que eu mostro em uma série de videoaulas. Tudo suportado por uma década de estudos amparados na ciência. Então, eu tinha bem definidos: público-alvo e infoproduto. Eu só precisava dos cliques certos.

O algoritmo, porém, viu outra coisa: viu todo mundo que aprecia humor, ironia, referências à evolução, paradoxos visuais — uma multidão curiosa e completamente fora do público-alvo. Em poucas semanas, as interações moldaram esse “público qualificado” e a plataforma distribuiu meu anúncio com entusiasmo. Final dessa história: a campanha fracassou com métricas excelentes, o dinheiro acabou. O que aprendi com isso?

Hoje, a criatividade é, surpreende e estruturalmente, uma fábrica de falsos positivos!

Fomos treinados — os publicitários da minha geração — num ambiente de escassez de canais e abundância de atenção. No Brasil, para ser simplista, eram três emissoras de televisão, cinco revistas de grande circulação, dois grandes jornais. O consumidor chegava ao anúncio já situado, já contextualizado, com todo o tempo e disposição para decodificar uma mensagem elaborada. Nosso trabalho era ser inesquecíveis dentro desse fluxo previsível — e para isso desenvolvemos uma cultura do inesperado, do paradoxo, da metáfora que abre uma janela colorida onde o leitor/espectador esperava uma parede bege. Toda a indústria da propaganda estava amparada na criatividade.

Hoje, o filtro não é humano. É algorítmico. E ele pune o inusitado com a eficiência de quem nunca leu um poema. Não porque as pessoas pararam de responder à criatividade — elas ainda se emocionam, ainda compartilham, ainda param diante do inesperado quando o encontram. A criatividade não morreu na recepção. Morreu na distribuição.

Entramos na “Era da Denotação”. Da literalidade como norma. Do transparente, do cristalino como virtude comunicativa suprema. Agora, o criativo e a metáfora sofrem com abundância de cliques e escassez de resultados. Então, a nova ordem é essa: ser literal! “Você tem resistência insulínica? Eu ensino a revertê-la alterando seus hábitos”. Nada mais insípido, insosso, entediante, mas, pelo menos, preserva seus recursos, a receita separada para a campanha.

E aqui é onde eu poderia terminar com nostalgia. Mas não termino.

Os “publicitários-raiz”, somos todos dinossauros, não porque envelhecemos. Somos dinossauros porque o ambiente mudou — e, desta vez, o meteoro tem uma interface amigável e está nas mãos de todos, em todos os lugares.

Tenho que abrir um parêntesis aqui. Algo para mantermos no espelho retrovisor, um “aviso de ultrapassagem pela esquerda”:

Cada era concentrou poder nas mãos de quem controlava o recurso escasso do momento. Na Idade Média, a terra e a mão de obra que a cultivava. Na Revolução Industrial, na máquina e quem a operava. No século XX, na informação e quem a detinha. Em todas essas transições, o verdadeiro produto escasso que produzia riqueza, que fazia a diferença, estava nos bastidores, na penumbra, fora das vistas de todos: a inteligência rara.

Era isso que fazia a diferença — era o que permitia a poucos se destacarem da multidão e moverem o mundo alguns centímetros à frente.  A inteligência. Rara.

Porém, neste século XXI, aliás, há pouquíssimo tempo – talvez há apenas alguns meses -, algo inédito aconteceu: a inteligência foi virtualmente democratizada. Não toda ela, mas a execução de certas saídas da inteligência — redigir com clareza, estruturar um argumento, sintetizar o complexo, cruzar informações díspares, analisar contextos, perceber tendências — tudo isso ficou ao alcance de qualquer pessoa com acesso a uma tela.

Uma nova revolução está em curso, uma nova quebra de paradigma.

Fecho o parêntesis.

Certa vez escrevi que a humanidade “é uma sinfonia sendo composta ao longo do tempo — e que só pode ser executada quando completa. Cada voz, cada instrumento, cada nota, por mais simples que pareça, é necessária à resolução final”. Que evoluir é um processo de grupo, e um grupo tem de tudo: das pessoas mais extraordinárias aos mais simples, aos menos eruditos, os que chegaram agora ao banquete da informação e ainda não sabem por onde começar.

Se a arquitetura social nos trouxe até aqui — se a “voz” agora é dos muitos e a “Era da Denotação” chegou — que seja!

A pergunta que me importa não é o que perdemos, o que passou, o que foi. O passado não faz o rio correr colina acima. A relevância está em que papel nos cabe agora?

E a resposta, para mim, é clara: instrumentalizar. Traduzir o complexo em acessível, sem trair sua essência. Usar a clareza não como rendição à superfície, mas como ponte — a mais nobre das funções de quem aprendeu a construí-las.

A nota musical mais simples não é menos nota. E quem sabe orquestrar tem a responsabilidade de garantir que ela também soe.

Meu antigo parceiro criativo foi para o Reiki. Faz sentido — ele sempre soube escutar o que os outros não ouviam. Ampliou suas já extraordinárias capacidades e está atuando em um outro ambiente em que redes sociais ou IA não chegam – o contato humano.

Nós também precisamos mudar o canal, sem perder a frequência.

A “Era da Denotação” promete algo bonito: pela primeira vez, qualquer pessoa pode alcançar quem precisa alcançar com uma mensagem verdadeira, objetiva, mais uma tela digital. Há democracia nisso. Há justiça nisso. Talvez até esperança — a de que um mundo literal e cristalino leve a todos a um lugar melhor do que o mundo das mensagens cifradas que só os ‘iniciados sapientes’ decodificavam.

Mas, ainda fico me perguntando — e deixo a pergunta aberta porque não tenho a resposta limpa — se no “oceano digital” onde tudo é mais raso, igualmente claro, igualmente direto, igualmente iluminado, a profundidade não será sempre suspeita?

Talvez, também, essa onda denotativa engula tudo — e fiquemos nós, os publicitários-raiz, os dinossauros criativos, seres que se apropriavam de todo tipo de arte, insistindo em uma briga perdida com os algoritmos.

A propaganda que conheci e onde construí toda a minha carreira estava lastreada na metáfora. Mas, se a metáfora – que é a base de toda as manifestações culturais – vira ruído, o que será da arte?

(E, voltando aos meus parêntesis: essa é a beleza das revoluções: é impossível precisar aonde ela nos leva.)

 

 

Arthur Schopenhauer, “Raramente pensamos no que temos; mas sempre no que nos falta”

Por Patrick Silva 

 

A reflexão de Arthur Schopenhauer expõe a tendência humana de focar na escassez em vez da gratidão pelas conquistas atuais. Essa inclinação psicológica gera um ciclo interminável de insatisfação que compromete a saúde mental e o bem-estar. Compreender esse mecanismo é o primeiro passo para encontrar o equilíbrio emocional em nossa sociedade.

 

Por que a nossa mente prioriza a falta em detrimento da abundância?

A psicologia evolutiva explica que o foco no que falta era uma ferramenta de sobrevivência para os nossos ancestrais. Ao identificar carências, o ser humano buscava recursos vitais, garantindo a continuidade da espécie em ambientes hostis. Hoje, esse instinto se manifesta como uma insatisfação constante que nos impede de valorizar o presente.

Ignorar o progresso realizado em favor de metas futuras cria um estado de ansiedade que drena a nossa energia vital diária. Quando não reconhecemos o valor do que possuímos, perdemos a oportunidade de desfrutar das vitórias que tanto nos esforçamos para alcançar. O foco excessivo na carência distorce a nossa percepção da realidade objetiva e emocional.

 

Como a insatisfação constante afeta o desempenho nas atividades profissionais?

Quando um indivíduo foca apenas nas metas não alcançadas, ele ignora o progresso real já realizado em sua carreira profissional. Esse comportamento gera um estresse crônico que diminui a criatividade e a capacidade de resolver problemas complexos com eficiência. A sensação de eterna carência drena a motivação necessária para enfrentar os desafios do mercado atual.

A busca incessante por aquilo que não temos cria uma pressão desnecessária que compromete a qualidade das relações interpessoais. Colegas que não reconhecem as próprias virtudes tendem a ser mais críticos e menos colaborativos em projetos de equipe. Valorizar as competências atuais é a estratégia definitiva para o crescimento sustentável e para o sucesso.

 

Quais são os benefícios práticos de exercitar o reconhecimento diário?

Treinar o olhar para perceber as ferramentas e recursos disponíveis amplia a nossa capacidade de agir com assertividade no cotidiano. O reconhecimento do que já temos fortalece a autoconfiança e nos permite utilizar as nossas habilidades de forma mais estratégica e consciente. Essa mudança de mentalidade é um potencializador de resultados extraordinários em qualquer área.

Existem caminhos práticos para integrar essa visão racional ao seu cotidiano e fortalecer seu intelecto de maneira constante:

Prática diária de listar três conquistas alcançadas.

Foco nas soluções em vez de remoer problemas.

Exercício de visualização das metas já concluídas.

Manutenção de um diário de progresso profissional.

Valorização de pequenos momentos de lazer e descanso.

 

De que maneira a filosofia de Schopenhauer ajuda a lidar com o consumo?

O desejo por bens materiais é alimentado pela ilusão de que a próxima aquisição trará a felicidade definitiva para todos. Ao compreender que sempre sentiremos falta de algo, conseguimos quebrar o ciclo do consumo desenfreado e impensado. Essa clareza mental protege as nossas finanças e promove um estilo de vida muito mais leve e focado.

A felicidade real não reside no acúmulo de objetos, mas na apreciação das experiências e relações que já possuímos plenamente. Arthur Schopenhauer nos convida a olhar para dentro e valorizar a nossa própria essência e liberdade intelectual acima de tudo. Essa postura crítica diante do mercado é o que garante uma autonomia emocional sólida e inabalável.

 

Como equilibrar o desejo de progresso com a valorização do presente?

Querer evoluir é natural e saudável, desde que essa ambição não anule a satisfação com o momento atual da vida. O segredo reside em tratar o que nos falta como um objetivo motivador, e não como uma fonte de sofrimento. Ao equilibrar esses dois polos, conseguimos avançar com propósito sem perder a alegria do processo.

Para compreender como o reconhecimento subjetivo impacta o estresse e a saúde mental, consulte os dados oficiais da American Psychological Association. Focar no que possuímos interrompe o fluxo de pensamentos negativos e promove uma vida muito equilibrada. A consciência da abundância presente é a base para construirmos um futuro repleto de realizações realmente significativas hoje.

 

 

O que define o CMO de hoje: quatro líderes explicam como o Marketing mudou

Por Priscilla Oliveira

 

O que define o CMO de hoje: quatro líderes explicam como o Marketing mudou

Durante muito tempo, o papel do Marketing esteve associado principalmente à comunicação e à construção de marca. Hoje, no entanto, a área ocupa um lugar muito mais amplo dentro das organizações. Em muitas empresas, o Marketing passou a atuar diretamente na estratégia de crescimento, integrando dados, tecnologia, experiência do consumidor e resultados de negócio.

Essa transformação também redefiniu o perfil das lideranças da área. O CMO contemporâneo precisa transitar entre diferentes disciplinas, desde analytics e tecnologia até branding, vendas e cultura organizacional, para conectar estratégia e execução.

Anna Carolina Martins Teixeira (M. Dias Branco), Carla Mita (Visa), Carolina Mega (The Magnum Company) e Louise Rossetti (H&M) compartilharam suas visões sobre como o Marketing evoluiu e quais competências definem o CMO de hoje. As cinco executivas, que ocupam posições de liderança no Marketing, estarão no CMO Summit 2026.

Carolina Mega, da The Magnum Company, reforça que o Marketing atual precisa acompanhar as transformações culturais e o comportamento do consumidor em tempo real. “O Marketing hoje precisa estar muito conectado à cultura e às mudanças de comportamento das pessoas. As marcas precisam entender o que move o consumidor para construir conexões verdadeiras”, contou.

 

Marketing como motor de crescimento

Um dos pontos em comum nas falas das executivas é que o Marketing deixou de ser visto apenas como responsável por campanhas e passou a ocupar um papel estratégico no crescimento das empresas. Hoje, a área participa de decisões relacionadas a receita, experiência do cliente, inovação e posicionamento competitivo. Essa mudança exige que o CMO tenha uma visão mais ampla de negócio e consiga conectar marca, performance e resultados.

Essa mudança também aparece na estrutura de algumas empresas, onde Marketing passou a integrar áreas como vendas, e-commerce, dados e canais digitais, ampliando sua responsabilidade estratégica.

Outro consenso entre as líderes é que o consumidor se tornou o centro das decisões estratégicas. Mais do que falar com o público, o desafio agora é entender profundamente suas necessidades, comportamentos e expectativas. “A vivência próxima do negócio é fundamental para quem trabalha com marca. Entender como a vida acontece de verdade na ponta, no campo, no contato com o consumidor, muda completamente a forma de pensar Marketing”, afirma Anna Carolina Martins Teixeira, Diretora de Marketing da M. Dias Branco.

Isso significa transformar dados e insights em ações concretas, desde o desenvolvimento de produtos até a experiência de compra, comunicação e relacionamento com a marca. Com a digitalização do consumo e a multiplicação de pontos de contato, esse olhar centrado no cliente se tornou ainda mais crítico para manter relevância e competitividade.

 

Dados e tecnologia ampliam o papel do Marketing

A evolução do Marketing também está diretamente ligada ao avanço da tecnologia e da análise de dados. Ferramentas digitais passaram a oferecer um nível de informação sobre comportamento do consumidor que não existia há poucos anos, o que muda completamente a dinâmica de tomada de decisão.

Hoje, o Marketing precisa ser capaz de combinar criatividade com inteligência analítica, utilizando dados para orientar estratégias, medir impacto e otimizar resultados. Carla Mita, da Visa, destaca que o uso de dados tem papel central na construção de estratégias mais eficientes e conectadas com o comportamento real do consumidor.

“Os dados permitem entender melhor o consumidor e tomar decisões mais inteligentes. Quando combinamos dados, tecnologia e criatividade, o Marketing ganha muito mais poder de impacto”, apontou.

Essa combinação de disciplinas exige times cada vez mais diversos, reunindo profissionais com diferentes formações e especialidades – de cientistas de dados a especialistas em branding e experiência do cliente.

 

Liderança e diversidade de pensamento

A formação de equipes diversas também aparece como um fator essencial para o sucesso do Marketing atual. Na Leroy Merlin, por exemplo, a equipe reúne profissionais vindos de diferentes áreas — vendas, publicidade, design, operações e agência — criando um ambiente onde perspectivas distintas contribuem para soluções mais completas.

“Eu tenho pessoas no meu time que vieram de vendas, de publicidade, designers, pessoas que trabalharam em agência e outras com perfil mais operacional. Quando essas fortalezas se conectam, o resultado é muito mais potente”, explicou.

Essa diversidade não se limita à formação acadêmica ou experiência profissional. Ela também envolve perfis, repertórios e formas diferentes de pensar o negócio.  Um dos principais desafios da liderança hoje é justamente criar um ambiente onde essas diferenças se transformem em vantagem competitiva.

 

O CMO como conector dentro das empresas

Se há uma característica que define o CMO contemporâneo, é a capacidade de conectar diferentes áreas da organização. O Marketing passou a atuar como um elo entre estratégia, tecnologia, vendas, experiência do cliente e cultura de marca. O líder da área, agora, precisa equilibrar visão analítica, sensibilidade criativa e capacidade de gestão.

Louise Rossetti, da H&M, ressalta que o Marketing atual exige uma visão sistêmica do negócio e um olhar atento às transformações culturais e tecnológicas. “O Marketing hoje precisa entender cultura, tecnologia e comportamento ao mesmo tempo. Não é mais só sobre comunicar, é sobre conectar a marca com o que está acontecendo no mundo”, frisou.

Mais do que lançar campanhas, o desafio do Marketing hoje é ajudar a empresa a entender o consumidor, identificar oportunidades de crescimento e construir relações duradouras com o público. Com isso, o CMO deixa de ser apenas responsável pela comunicação e passa a ocupar um papel central na construção do futuro das organizações.

Anna Carolina Martins Teixeira, da M. Dias Branco, destaca que o Marketing passou a ter um papel mais conectado às decisões estratégicas das empresas. “O Marketing deixou de ser apenas comunicação e passou a ocupar um papel importante na construção de estratégia, olhando para consumidor, dados e crescimento do negócio.”

 

Discussões serão tema no CMO Summit

Os temas abordados pelas executivas — como o papel estratégico do Marketing, o uso de dados, a centralidade do cliente e a formação de equipes multidisciplinares — estarão no centro das discussões do CMO Summit 2026, evento que reúne algumas das principais lideranças de Marketing do país.

Anna Carolina Martins Teixeira, Carla Mita, Carolina Mega e Louise Rossetti estão entre os nomes confirmados na programação e devem aprofundar essas reflexões em painéis e conversas sobre o futuro da área, liderança e transformação do Marketing nas empresas.

O encontro reúne executivos, especialistas e profissionais do setor para debater tendências, compartilhar experiências e discutir como o Marketing vem se consolidando como uma das áreas mais estratégicas das organizações. Inscreva-se já!

 

 

Band RS promove ampla reformulação nas rádios e reorganiza equipes para ano eleitoral e Copa do Mundo

Por Felipe Vieira

 

O Grupo Bandeirantes no Rio Grande do Sul iniciou uma ampla reestruturação em suas emissoras de rádio, com mudanças na BandNews FM e na Rádio Bandeirantes, além de ajustes também na televisão. As alterações entram em vigor a partir da próxima segunda-feira (16) e fazem parte de um processo de reorganização editorial que busca reforçar o jornalismo local em um ano considerado estratégico para o noticiário: 2026, marcado por eleições e Copa do Mundo.

A reformulação atinge principalmente faixas de grande audiência, como a programação da manhã e do final da tarde, e inclui novas duplas de apresentadores, mudanças de horários e reforço na equipe de reportagem.

 

BandNews FM amplia foco em jornalismo local

Na BandNews FM Porto Alegre, que completou 20 anos de atuação no Estado em 2025, a estratégia passa a priorizar ainda mais o noticiário regional e a prestação de serviço.

O programa “Expresso Porto Alegre”, exibido a partir das 6h da manhã, terá ampliação do espaço dedicado a informações locais. A jornalista Laura Tedesco passa a dividir a apresentação com Gilberto Echauri, reforçando a cobertura das primeiras notícias do dia e os boletins de trânsito e serviço.

Outra mudança relevante ocorre no “BandNews Porto Alegre – 1ª Edição”. A jornalista Sabrina Thomazi (foto) que já atuou nas rádios Gaúcha e Mix e na TVCom, retorna à emissora para apresentar o programa ao lado de Alexandre Gamón, profissional com passagens pela Jovem Pan, Record e SBT.

A nova fase do programa contará ainda com participação do coordenador de jornalismo da Band RS, Vicente Medeiros, e promete ampliar o número de reportagens externas, entrevistas e análises sobre política, economia e temas urbanos.

A jornalista Bruna Suptitz, que antes comandava o programa, passa a atuar como colunista fixa com o quadro “Pensar a Cidade”, dedicado a temas como mobilidade urbana, planejamento urbano e sustentabilidade.

 

Mudança na programação da tarde

A reformulação também atinge o horário de maior fluxo de audiência no rádio, o final da tarde.

O programa “Happy Hour” deixa a grade e dá lugar ao “BandNews Porto Alegre – 2ª Edição”, nova atração que será apresentada por Glauco Pasa e Camila Diesel.

Glauco Pasa possui trajetória em emissoras como RBS TV e Rádio Mix, enquanto Camila Diesel migra da Rádio Bandeirantes para integrar o projeto de renovação da BandNews.

O novo programa será focado no público que acompanha a rádio durante o deslocamento do fim da tarde, reunindo notícias do dia, análise política, informações de trânsito, esportes e agenda cultural.

A jornalista Ana Cássia Hennrich, que apresentava o “Happy Hour”, permanece no grupo e continuará à frente do programa “Alma dos Negócios”, exibido aos sábados, além de participações na programação.

 

Rádio Bandeirantes também passa por mudanças

A Rádio Bandeirantes Porto Alegre também terá alterações importantes em sua grade.

A principal novidade é a chegada do jornalista Arthur Stoffel, que atuava na Rádio Guaíba. Ele passa a dividir a apresentação do programa “Tempo Real” com Oziris Marins, ampliando o foco em reportagem e cobertura factual.

Outra mudança ocorre no “Manhã Bandeirantes”, que passa a ser apresentado exclusivamente por Fabiano Brasil após a saída de Camila Diesel para a BandNews FM. A atração ganha uma linha editorial mais voltada à prestação de serviço ao público.

 

A grade da tarde também sofre alterações

O programa “Bandeirantes Acontece”, apresentado por Guilherme Macalossi, passa para o horário das 16h. Já o “Atualidades Esportivas”, comandado por Kalwyn Corrêa e Jean Soares, vai ao ar às 17h.

Na sequência da programação, o tradicional “Donos da Bola Rádio” permanece no horário das 18h, mantendo o espaço dedicado ao debate esportivo.

 

Reforço também na televisão

As mudanças no grupo não se limitam ao rádio. A Band TV no Rio Grande do Sul também passa por ajustes.

O jornalista Eduardo Carvalho retorna à emissora após dois anos trabalhando na Rádio Gaúcha e na Record TV. Ele assume o posto de repórter de rede, função que era exercida por Gabriela Lerina.

 

Estratégia para um ano decisivo

Nos bastidores do grupo, a avaliação é que as mudanças fazem parte de uma estratégia para fortalecer o jornalismo regional em um ano de alta demanda informativa.

Além das eleições municipais e nacionais previstas para 2026, a cobertura esportiva também deve ganhar peso com a realização da Copa do Mundo, evento que tradicionalmente mobiliza grande audiência nas emissoras de rádio e televisão.

Com a reorganização das equipes e da programação, a Band RS busca ampliar sua presença no noticiário diário e disputar espaço em um mercado de rádio cada vez mais competitivo no Rio Grande do Sul.

 

 

 

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