Dinamize apresenta novo posicionamento com lançamento de CRM e Dashboard e outros artigos da semana – 20.03.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: Dinamize apresenta novo posicionamento com lançamento de CRM e Dashboard, O fim das respostas simples e a ascensão da ‘influência complexa’, A sociedade do desempenho, o ego e os adultos infantilizados no poder, De cada 10 serviços digitais, 8 não checam idade na criação de conta, Parece exagero, mas especialista em IA diz que crianças de 5 anos hoje podem nunca precisar trabalhar e Mercado Livre revela itens mais buscados na plataforma em 2025.

 

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Dinamize apresenta novo posicionamento com lançamento de CRM e Dashboard

 

Em uma tarde de rooftop lotado, troca de experiências e muito networking, a Dinamize apresentou em São Paulo, durante mais uma concorrida edição do CRM Day, o novo posicionamento ao mercado. Diante de parceiros e clientes, a companhia lançou os novos CRM (Customer Relationship Management) e Dashboard, soluções desenvolvidas para ampliar a capacidade de gestão de dados e oferecer uma visão mais clara sobre desempenho de campanhas, oportunidades de vendas e geração de receita, reforçando a integração entre marketing e área comercial.

As novidades chegam em um momento de maturidade da Dinamize, que completou duas décadas e meia de trajetória em 2025, ano em que registrou faturamento de R$ 24 milhões. As projeções para 2026 são otimistas, com crescimento de 10%, o que indica um novo ciclo de expansão apoiado na evolução de seu portfólio de produtos.

“É um momento de muito orgulho para nós. O CRM Day reuniu conteúdo e lançamento em um mesmo ambiente, marcando a apresentação desse novo posicionamento da Dinamize no mercado de CRM brasileiro. Ampliamos nossa atuação para uma visão mais completa, que envolve dados, gestão de relacionamento e atendimento com WhatsApp conversacional, além de mostrar pela primeira vez o novo Dashboard, que vai mudar muito a forma como os e-commerces enxergam seus dados”, ressaltou o CEO da Dinamize, Jonatas Abbott.

O executivo destacou ainda que o movimento representa uma inflexão na trajetória da companhia.

“É um momento emblemático, raro. Estamos falando de uma empresa nacional, 100% independente, que completou 25 anos em 2025 e que tem tanto impacto nos resultados de uma carteira tão fabulosa e relevante de clientes que a Dinamize atende, tanto na parte de e-commerces quanto na parte de serviços e varejo”, completou Abbott.

Realizado no Rooftop Dinamize, o CRM Day reuniu agências, parceiros e clientes da plataforma em uma programação voltada a conteúdo, networking e troca de experiências, consolidando o evento como um espaço de conexão entre diferentes agentes do ecossistema digital.

Atualmente, a Dinamize atende cerca de 9 mil marcas no Brasil e no exterior, consolidando sua atuação no desenvolvimento de soluções voltadas à automação, CRM e geração de receita no ambiente digital.

 

Novos CRM e Dashboard

Co-criado com a DWU, empresa especializada em CRM, o novo Dinamize CRM | Vendas chega para consolidar o movimento de ampliação das soluções da companhia para além da automação de marketing. O novo software tem foco na gestão e segmentação da base de dados, integrando marketing, vendas e ERP em um único fluxo. A proposta é oferecer visão clara da performance da equipe comercial, oportunidades geradas, previsão de receita e insights estratégicos para direcionamento de foco.

Já o novo Dashboard do CRM | Automação, que também ganha novo módulo de Receita Influenciada, foi desenvolvido para “mastigar” informações relevantes sobre a performance das campanhas dos clientes na Dinamize. O objetivo é apresentar o verdadeiro impacto que a companhia representa na geração de receita das marcas que usam a plataforma.

 

 

O fim das respostas simples e a ascensão da ‘influência complexa’

Por Igor Beltrão

 

Após dias intensos em Austin, o veredito é claro: o jogo da Creator Economy não se resume mais a escolher entre tecnologia ou autenticidade, mas em aprender a operar em múltiplas frentes simultâneas.

Caminhar pelas ruas de Austin em 2026, entre as obras do centro de convenções e palestras espalhadas pela cidade, trouxe uma exaustão física que serviu como metáfora perfeita para o estado atual do nosso mercado: o cenário ficou mais complexo. Volto para o Brasil com a bagagem carregada, mas sem uma resposta única. O SXSW 2026 não entregou uma fórmula mágica, mas deixou um recado estrutural: a Creator Economy mudou de fase.

 

A IA já se sentou à mesa (e ela é rápida)

A discussão sobre a Inteligência Artificial mudou de tom. Ela não está mais “chegando”; ela já se sentou à mesa e faz parte do processo criativo. O ponto de inflexão agora é entender que a IA acelera um cenário que já estava saturado. A fórmula que guiou o crescimento nos últimos anos , baseada em trend, hook e consistência, continua funcionando, mas deixou de ser um diferencial competitivo. Quando a tecnologia executa o padrão em escala, o conteúdo humano que apenas repete fórmulas começa a parecer automático.

 

O humano como ativo “premium”

Em um ambiente cada vez mais automatizado, a palavra que dominou o festival foi humanização. O lado humano tornou-se o novo “premium”. O que separa quem apenas cresce de quem se mantém relevante é o que não pode ser facilmente replicado por máquinas: ponto de vista, repertório, emoção e contexto.

Nesse contexto, a ciência trouxe um conselho inesperado: para ser mais criativo, vá lavar a louça. Painéis sobre o cérebro provaram que ideias brilhantes surgem em momentos banais, banho, caminhadas ou tarefas domésticas, pois esses momentos ativam redes neurais responsáveis por conexões inesperadas que o esforço forçado não alcança. O cérebro precisa de espaço e maturação para que o insight aconteça.

 

Do alcance ao IP: o poder do nicho

Aprendemos em Austin que o alcance abre a porta, mas é a relevância que a mantém aberta. A audiência grande impressiona, mas é a comunidade forte que sustenta o negócio a longo prazo. Ficou claro que nicho não é sinônimo de “pequeno”, mas de poder cultural. O futuro não pertence a quem tenta falar com todo mundo, mas a quem é indispensável para um grupo específico.

A virada mais estratégica, contudo, é entender que o creator deixou de ser apenas mídia para se tornar IP (Propriedade Intelectual). Estamos falando da construção de universos, personagens e formatos próprios que transformam conteúdo em ativo cultural.

 

O novo resumo do jogo

Vencer na Creator Economy em 2026 não é sobre quem posta mais, mas sobre quem consegue transformar visão em linguagem e audiência em comunidade. O cenário exige operar em múltiplas frentes:

Diferenciação e assinatura: Ter uma identidade clara que a IA não consiga mimetizar.

Tecnologia e leitura cultural: Usar a ferramenta, mas sem perder a sensibilidade do contexto.

Autoridade e presença: Construir valor junto à comunidade que compartilha, compra e volta.

Não existe mais uma única estratégia vencedora. O sucesso agora pertence a quem consegue navegar com maestria essa nova e fascinante complexidade.

 

 

A sociedade do desempenho, o ego e os adultos infantilizados no poder

Por Maria Eduarda Magalhães Matos

 

Vivemos um momento curioso na vida institucional contemporânea. Nunca se falou tanto em liderança, responsabilidade pública e maturidade organizacional. Ao mesmo tempo, nunca foi tão comum observar comportamentos que revelam exatamente o oposto. Estamos diante de um fenômeno cada vez mais visível em diferentes ambientes de poder: a presença de adultos formalmente maduros, ocupando cargos relevantes, mas emocionalmente dependentes de reconhecimento constante.

Uma espécie de vaidade institucionalizada, na qual o cargo deixa de ser apenas espaço de responsabilidade e passa a funcionar também como palco de validação pessoal.

Essa dinâmica dialoga diretamente com a análise proposta por Byung-Chul Han em “A Sociedade do Cansaço”. O filósofo descreve a transição da antiga sociedade disciplinar, estruturada por proibições, mandamentos e pela lógica do “não pode”, para aquilo que denomina sociedade do desempenho. Nesse novo modelo social, o imperativo já não é a obediência, mas a produtividade permanente. No lugar da proibição entram o projeto, a iniciativa e a motivação. O discurso dominante deixa de ser o da limitação e passa a ser o da possibilidade.

É nesse contexto que Han afirma que o “poder ilimitado” se torna o verbo modal positivo da sociedade do desempenho. A lógica social passa a ser estruturada pela positividade do “você pode”, sintetizada simbolicamente na expressão coletiva “Yes, we can”. Trata-se de um ambiente em que os indivíduos não apenas precisam produzir, mas também demonstrar continuamente sua capacidade, iniciativa e desempenho.

Enquanto a sociedade disciplinar produzia, segundo o autor, loucos e delinquentes, aqueles que não se adaptavam à ordem imposta, a sociedade do desempenho passa a produzir depressivos. Isso ocorre porque a pressão deixa de vir apenas de fora e passa a ser internalizada. O indivíduo transforma-se, ao mesmo tempo, em patrão e explorado de si mesmo.

Logo, observa-se que a busca por visibilidade, reconhecimento e afirmação pública passa a assumir contornos de necessidade psicológica. Em determinados ambientes institucionais, jurídicos ou políticos, essa lógica pode se traduzir em comportamentos marcados por vaidade, competição simbólica e constante necessidade de validação,traços que, por vezes, revelam uma curiosa infantilização emocional em adultos que ocupam posições de poder.

Nesse ambiente marcado pela disputa simbólica por reconhecimento, não é incomum que surjam tensões direcionadas justamente àqueles que não se deixam conduzir por essas dinâmicas. Quando expectativas de reconhecimento não são correspondidas, alguns indivíduos passam a experimentar um sentimento silencioso de deslocamento. Aqueles que se imaginavam protagonistas começam a sentir-se figurantes, não no sentido neutro da palavra, mas no sentido de alguém que acredita ter sido injustamente colocado à margem.

Essa sensação pode ferir profundamente o ego. E quando o ego é ferido, a reação raramente é serena para os que não são emocionalmente maduros. A frustração transforma-se em irritação, e a irritação rapidamente se converte em crítica. Muitas vezes, essa crítica abandona o campo das ideias para entrar no território das pessoas. Nesse momento, um mecanismo psicológico conhecido entra em cena: a projeção.

Para preservar a própria autoimagem, torna-se mais confortável deslocar o problema para fora. Em vez de enfrentar a possibilidade de expectativas infladas, frustrações pessoais ou incoerências internas, constrói-se uma narrativa simples: o problema está no outro. O outro é difícil. O outro é inadequado. O outro é o obstáculo.

Curiosamente, o alvo dessas críticas costuma ser justamente quem mantém uma postura mais autônoma: quem observa antes de aderir, quem não se deixa conduzir facilmente por jogos de influência ou por tentativas de manipulação. A independência de julgamento passa então a ser interpretada como ameaça.

Não porque represente um problema real, mas porque expõe, silenciosamente, as fragilidades do jogo simbólico, esse jogo invisível que muitos tentam construir. Assim, atacar torna-se uma forma de blindagem emocional para adultos emocionalmente infantilizados. Criticar o outro evita a pergunta mais incômoda: e se a frustração não estiver no comportamento alheio, mas nas próprias expectativas?

Em muitos casos, indivíduos cujas expectativas de protagonismo foram frustradas passam a reagir por meio de críticas insistentes ou tentativas de desqualificação dirigidas a quem mantém postura mais independente. A crítica raramente permanece no plano institucional ou das ideias; ela desliza para o campo pessoal, como se a autonomia alheia representasse uma ameaça.

Quem não adere automaticamente às lógicas de grupo frequentemente se torna alvo de críticas que revelam mais as frustrações de quem as formula do que qualquer falha real de quem as recebe. Em ambientes onde o status e o poder simbólico organizam lealdades, manter independência de julgamento pode ter um custo.

Ainda assim, uma lição silenciosa permanece: nem toda discordância é erro. E não seguir determinadas manadas, sobretudo quando movidas mais por vaidade do que por princípios, pode ser, paradoxalmente, uma das formas mais autênticas de integridade. Ambientes marcados pela lógica da hiperexposição tendem a amplificar esse ciclo. Quanto maior a necessidade de visibilidade, maior a sensibilidade diante de qualquer situação que pareça reduzir protagonismo.

Em “A Sociedade do Cansaço”, Han descreve um fenômeno característico da cultura contemporânea: as coisas passam a adquirir valor sobretudo quando se tornam visíveis. Aquilo que é visto, exposto e compartilhado tende a ganhar relevância simbólica. A exposição torna-se uma forma de capital.

Ou seja, fotografias, discursos, menções públicas, mesas de destaque e redes sociais passam a funcionar como vitrines permanentes de validação. O indivíduo não apenas produz: precisa demonstrar continuamente que está produzindo, que está presente e que está sendo reconhecido.

Han observa ainda que o próprio conceito de produção carrega, historicamente, a ideia de tornar algo visível. Em francês, a expressão se produire significa literalmente “entrar em cena” ou “apresentar-se”. Produzir-se é, portanto, tornar-se visível. Não por acaso, no uso cotidiano da linguagem, “produzir-se” também pode assumir um sentido levemente pejorativo: comportar-se de forma exibida, fazer-se de importante.

Nas redes sociais, essa lógica atinge seu auge. Expondo-se constantemente, os indivíduos passam a circular como mercadorias simbólicas em um grande mercado de visibilidade. Somos, ao mesmo tempo, produtores e produtos de uma vitrine permanente.

Vivemos, assim, em uma espécie de casa mercantil transparente, onde todos observam e são observados. Uma vitrine social contínua. Nesse ambiente, as relações humanas passam a ser organizadas pela lógica da exposição, da validação e do reconhecimento público.

E quando a visibilidade se transforma em capital simbólico, surgem também distorções emocionais. Ambientes institucionais que deveriam ser espaços de maturidade, responsabilidade e construção coletiva passam a reproduzir, muitas vezes, a mesma lógica da vitrine social.

Fotografias, convites, mesas de destaque e pequenos gestos simbólicos de reconhecimento passam a adquirir um peso desproporcional. Surge então um fenômeno curioso: uma espécie de regressão emocional em ambientes que deveriam ser adultos. Adultos passam a agir como crianças em disputa por atenção.

Nesse ponto, o debate deixa de ser sobre ideias e passa a ser sobre ego. E o ego, quando ferido, raramente reage com serenidade. Talvez, portanto, um dos grandes desafios contemporâneos das instituições não seja apenas técnico, jurídico ou administrativo. O desafio pode ser, antes de tudo, humano.

Como construir ambientes verdadeiramente adultos em uma cultura que incentiva a hiperexposição? Como preservar a ética da contribuição em uma sociedade que recompensa o espetáculo? E, sobretudo, como distinguir liderança real de protagonismo performático?

Maturidade institucional não se mede pelo lugar na mesa. Mede-se pela capacidade de permanecer inteiro mesmo quando não se está no centro dela. Porque o verdadeiro teste de maturidade não acontece quando os aplausos vêm. Acontece exatamente quando eles vão embora.

 

O ego busca aplausos; a maturidade aceita até o silêncio.

Quando passamos a analisar nossas próprias falhas e admitir nossas expectativas frustradas, deixamos de transferir responsabilidades para o outro e começamos, enfim, a corrigir as nossas.

É necessário recusar-se certas disputas, compreender que nem todo palco merece presença e que nem toda aprovação merece ser buscada. Em uma sociedade cansada de aparências e em instituições por vezes adoecidas por vaidades silenciosas, a verdadeira ruptura pode ser mais simples e mais difícil ao mesmo tempo: pensar por conta própria, não seguir manadas e escolher a consciência quando o ego pede espetáculo.

A verdadeira mudança começa quando alguns simplesmente decidiram não disputar mais o palco, não seguir manadas e não transformar o ego em projeto de poder. Porque, no fim, viver ao contrário pode ser apenas isso: trocar a necessidade de aparecer pela coragem de permanecer íntegro.

 

 

De cada 10 serviços digitais, 8 não checam idade na criação de conta

Por Daniella Almeida

 

O levantamento Práticas de aferição de idade em 25 serviços digitais usados por crianças no Brasil, de 2025, revela que 84% dos serviços digitais mais usados por crianças no Brasil não verificaram a idade no momento da criação da conta, correspondente a 21 das 25 plataformas analisadas.

A realidade destacada na pesquisa é anterior à Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que começou a valer no Brasil nesta terça-feira (17).

 

Estudo

O estudo inédito foi realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A versão preliminar foi divulgada durante o Seminário ECA Digital – Proteção de Crianças e Adolescentes: Perspectivas Globais e Multissetoriais para a Implementação da Lei, nesta quarta-feira (18), em Brasília.

Os serviços avaliados incluem os específicos para crianças, como o Youtube Kids, e outros que podem ser acessados por esse público, como redes sociais, mensageria (WhatsApp e outros), inteligência artificial generativa e jogos online.

Também foram investigados os serviços destinados a adultos, sites de apostas, de relacionamentos e lojas virtuais de aplicativos.

Na maioria dos casos analisados, a aferição de idade ocorreu posteriormente, para liberar funcionalidades específicas, como transmissões ao vivo ou monetização.

 

ECA Digital

O ECA Digital ou Lei Felca é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a esse público.

Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade, geralmente informando a data de nascimento ou marcando uma caixa de seleção.

Na prática, a plataforma não pode confiar apenas na palavra de quem está configurando a nova conta.

A partir desta semana, a nova legislação determina a supervisão parental e que os serviços de tecnologia da informação adotem mecanismos de aferição de idade para acesso aos conteúdos e uso de seus produtos e serviços.

 

Verificação

O estudo revela que quase metade das plataformas, ou seja, 11 de 25, incluindo redes sociais e IA generativas (Gemini e ChatGPT), usa empresas terceirizadas para fazer essa checagem em algum momento de navegação do usuário: na abertura do cadastro, em aferição posterior para acessar determinados recursos ou se for detectada alguma atividade suspeita.

O envio de documento oficial é o método de verificação mais comum feito por 13 dos 25 serviços analisados.

Para estimar a idade sem documentos, o uso de selfies (foto ou vídeo) é a prática de 12 das plataformas estudadas.

Outros métodos, como cartão de crédito, endereço de e-mail e consentimento parental, também são usados para verificação da idade.

 

Idade mínima

O estudo constata que a proteção de crianças e adolescentes ainda é reativa e fragmentada. A verificação da idade varia conforme o modelo de negócio.

A análise dos especialistas encontrou discrepâncias nas idades mínimas informadas ou recomendadas pelos próprios serviços e as idades exigidas pelas lojas de aplicativos.

Nos jogos online, embora a idade mínima exigida varia de 13 anos (Minecraft e Fortnite, por exemplo) a 18 anos (como Roblox e PlayStation), a proteção é baseada em ferramentas de supervisão parental e configurações por faixa etária.

As lojas de aplicativos (Apple Store e Google Play) relatam idades mínimas de 13 a 16 anos. Porém, não barram o acesso no cadastro, limitando-se a oferecer recursos de controle para que os pais e responsáveis monitorem os downloads.

Para acessar qualquer rede social (Facebook, Instagram, X, YouTube e Discord), o usuário deve ter pelo menos 13 anos.

Contudo, as redes não conferem a idade no cadastro, adotam a autodeclaração e permitem a autorização parental para funcionalidades e conteúdos o até usuário abaixo da idade mínima indicada completarem 18 anos.

Oficialmente, o serviço de mensageria WhatsApp exige 13 anos para uso do serviço de mensageria. Na prática, o acesso é permitido apenas com vinculação a número de uma linha de celular, sem nenhuma solicitação de informação sobre a idade do usuário.

As redes de marketplace (como Mercado Livre e Amazon) voltadas a adultos estabeleçam idade mínima de 18 anos. No entanto, a barreira da idade é facilmente contornável, porque o sistema considera válida a autodeclaração no momento do cadastro e não exige a aferição da idade.

Em casos de combate a fraudes financeiras, a verificação da identidade é feita posteriormente.

Os serviços relacionados à pornografia consideram apenas a autodeclaração para o caso de usuários espectadores. Mas, se o usuário quiser carregar (upload) conteúdos para seu dispositivo local (computador, celular) será cobrada a comprovação da idade.

Atualmente, a realidade é de porta de entrada aberta nos serviços de relacionamento, porque a maioria não exige prova de idade no cadastro, confiando apenas na autodeclaração do usuário.

O bloqueio ou a exigência de documentos somente ocorre de forma proativa quando o sistema detecta comportamento suspeito ou denúncias de que o perfil pertence a um menor de 18 anos.

Os sites de apostas são os únicos que apresentam rigor inicial e já exigem a aferição se o internauta tem 18 anos logo no cadastro. As chamadas bets usam serviços terceirizados para aferição da idade do apostador.

No contexto dos serviços digitais voltados especificamente para o público infantil, o estudo revela um modelo de acesso mais flexível. Utiliza-se somente um mecanismo simples de estimativa etária, geralmente um desafio matemático básico de soma de números.

Nessa lógica, se o usuário consegue resolver a conta, ele tem maturidade cognitiva suficiente para ser o responsável.

 

Ações

O mapeamento concluiu que somente oito dos 25 serviços digitais declaram atuar proativamente na identificação de usuários abaixo da idade mínima.

Em caso de descumprimento de política de idade mínima, a suspensão da conta é relatada pelas plataformas como a principal sanção, o que ocorreu em 17 do total de serviços pesquisados.

No entanto, não é prática geral a exclusão de dados após suspensão da conta do usuário que não cumpriu a regra. Apenas três empresas o fizeram.

 

Supervisão

Sobre a supervisão da família de crianças e adolescentes, os dados do levantamento revelam que, embora a maioria dos serviços analisados (60%, ou 15 dos 25) já disponibilize mecanismos de controle para pais e responsáveis, o funcionamento dessas ferramentas ainda é passivo.

Em 14 dos 15 serviços que oferecem o recurso, a proteção não vem ativada por padrão.

Na prática, isso significa que a segurança exige que os pais ou responsáveis tomem a iniciativa de buscar, configurar e acionar ativamente as ferramentas dentro das plataformas para garantir o monitoramento dos menores.

 

Transparência

Apenas seis dos 25 serviços disponíveis publicaram relatórios de transparência com recorte sobre o Brasil.

O estudo aponta que apenas um relatório de transparência tem dados sobre a aplicação da política de idade mínima no Brasil.

Além das barreiras técnicas, o estudo destaca a dificuldade de compreensão das regras de uso devido a informações incompletas, dispersas em dezenas de páginas e fragmentadas, redirecionamento para links quebrados, além de textos com as políticas de uso sem tradução para a língua portuguesa.

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) informou que deve disponibilizar, em breve, a versão completa do estudo Práticas de aferição de idade em 25 serviços digitais usados por crianças no Brasil.

 

 

Parece exagero, mas especialista em IA diz que crianças de 5 anos hoje podem nunca precisar trabalhar

Por Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto

 

Uma previsão ousada sobre o futuro da inteligência artificial voltou a provocar debate sobre o mercado de trabalho.

Segundo um dos investidores mais conhecidos do setor tecnológico, crianças que têm cinco anos atualmente podem crescer em um mundo onde trabalhar não será mais necessário para sobreviver.

As informações foram reunidas em reportagem da Redação do Jornal SOL, que destacou declarações do investidor Vinod Khosla, um dos primeiros apoiadores institucionais da empresa de inteligência artificial OpenAI.

De acordo com ele, o avanço da tecnologia poderá transformar profundamente a economia global e alterar a forma como as pessoas vivem e produzem riqueza.

 

IA pode assumir grande parte dos empregos

Durante entrevista ao podcast Titans & Disruptors of Industry, da revista Fortune, Khosla apresentou uma previsão ambiciosa. Segundo ele, sistemas de inteligência artificial poderão executar até 80% dos empregos a partir de 2030.

Nesse cenário, o custo da mão de obra tende a cair drasticamente. Como consequência, produtos e serviços também poderão ficar muito mais baratos.

Assim, a necessidade de trabalhar apenas para sobreviver poderá desaparecer em muitas situações.

“Você poderá dizer a qualquer criança de cinco anos: siga a sua paixão”, afirmou o investidor durante a entrevista.

 

Trabalho pode virar escolha pessoal

Na visão de Khosla, o trabalho não desaparecerá completamente. No entanto, ele deixará de ser uma obrigação econômica.

Ou seja, as pessoas poderão trabalhar por interesse pessoal, criatividade ou realização profissional.

Além disso, o investidor acredita que a inteligência artificial mudará a forma como a sociedade organiza suas atividades produtivas.

 

Educação também pode mudar

Se esse cenário se concretizar, as universidades também poderão ter um papel diferente no futuro.

Hoje, muitos estudantes buscam cursos superiores principalmente para melhorar as chances de conseguir emprego. Porém, em um mundo com forte automação, a educação poderá focar mais no desenvolvimento intelectual.

Além disso, especialistas acreditam que haverá uma fase de transição.

Durante esse período, trabalhadores humanos poderão supervisionar sistemas de inteligência artificial e treinar algoritmos para executar tarefas complexas.

 

 

Dados atuais mostram impacto menor

Apesar das previsões otimistas, pesquisas recentes indicam que o impacto da inteligência artificial ainda ocorre de forma gradual.

Um estudo conduzido pelo National Bureau of Economic Research analisou respostas de cerca de seis mil executivos em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália.

Segundo o levantamento, 90% dos líderes empresariais afirmaram não ter observado mudanças relevantes na produtividade ou no emprego nos últimos três anos.

Ainda assim, cerca de 70% das empresas já utilizam tecnologias de inteligência artificial em alguma área de suas operações.

 

Debate sobre distribuição de riqueza continua

Mesmo que a automação avance rapidamente, especialistas apontam outro desafio importante.

A redução dos custos de produção não garante automaticamente preços mais baixos para consumidores.

Em alguns casos, os ganhos podem se concentrar nas empresas e nos acionistas.

Por isso, o próprio Khosla defende políticas para equilibrar esse cenário. Entre as propostas estão fundos públicos financiados pelos ganhos da inteligência artificial e redução de impostos para trabalhadores de renda mais baixa.

 

 

Mercado Livre revela itens mais buscados na plataforma em 2025

 

No ambiente digital, onde tendências surgem e se espalham rapidamente, os dados de busca ajudam a revelar como conversas virais se transformam em hábitos reais de consumo. O relatório “MELI Trends 2025”, divulgado pelo Mercado Livre, analisa pesquisas realizadas na plataforma para identificar temas que influenciaram o comportamento de compra dos brasileiros ao longo do último ano.

Segundo o estudo, fenômenos culturais, lifestyle saudável e tendências impulsionadas por redes sociais tiveram forte impacto no interesse por produtos e categorias no comércio eletrônico.

Os cinco produtos mais buscados na plataforma em 2025 foram:

Camiseta Dry Fit 2025 (6,4 milhões de buscas)

iPhone 15 (6 milhões de buscas)

Creatina Monohidratada (5 milhões de buscas)

Smartphone Samsung Galaxy A06 (4,9 milhões de buscas)

Caixa de Som Boombox (4,2 milhões de buscas)

O top 5 termos mais buscados no ano foram: celular, tênis feminino, ventilador, iPhone, geladeira.

 

Cultura e redes sociais impulsionam buscas

Entre os destaques do levantamento estão tendências que nasceram ou ganharam força nas redes sociais e acabaram refletidas diretamente nas buscas dentro da plataforma.

O fenômeno conhecido como “Morango do Amor”, por exemplo, gerou mais de 30,8 milhões de buscas pelo termo “morango”, enquanto o interesse por leite condensado ultrapassou 2,2 milhões de pesquisas entre junho e dezembro. O pistache seguiu trajetória semelhante, acumulando mais de 5 milhões de buscas, com picos sazonais em períodos como Páscoa e fim de ano.

 

Nostalgia volta ao radar

A moda também foi marcada pela influência da nostalgia. O estilo boho registrou 19 milhões de visitas na plataforma, enquanto a estética Y2K, associada aos anos 2000, impulsionou itens como top cropped, com 12,5 milhões de buscas, e baggy jeans, com 1,7 milhão.

O movimento reforça ciclos culturais mais curtos e um consumidor cada vez mais responsivo a tendências virais.

 

Lifestyle saudável ganha força

O interesse crescente por hábitos saudáveis também impactou o comportamento de compra. A corrida, por exemplo, impulsionou 160,4 milhões de buscas por camisetas esportivas, além de 75,7 milhões de pesquisas por smartwatch e 8,9 milhões por tênis de corrida.

No último ano, o tenista brasileiro João Fonseca foi nomeado novo embaixador do Mercado Livre. Enquanto personalidade brasileira mais buscada no Google em 2025, o atleta fez as buscas por itens relacionados ao tênis, como raquetes, vestuário e calçados, com mais de 140 milhões de buscas relacionadas.

 

Cultura pop influencia consumo

Fenômenos culturais também impulsionaram o interesse por diversos produtos. O personagem Stitch acumulou mais de 80 milhões de buscas, enquanto o livro de colorir Bobbie Goods registrou cerca de 32 milhões de pesquisas no auge da viralização.

Entre autores brasileiros, o escritor Raphael Montes apareceu entre os mais buscados da plataforma, com obras como Jantar Secreto, Dias Perfeitos e Suicidas.

 

Shows e entretenimento impulsionam compras

A passagem de artistas internacionais pelo Brasil também gerou impacto nas buscas por produtos ligados a moda e beleza. Shows de nomes como Lady Gaga, Shawn Mendes e Dua Lipa estimularam pesquisas por itens como camisetas comemorativas e produtos com glitter corporal.

No caso da Lady Gaga, as buscas por camisetas do sétimo álbum da cantora, Mayhem, dispararam em abril, às vésperas do show no Rio de Janeiro.

A corrida do Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, movimentou 31 milhões de buscas por camisetas da atriz Fernanda Torres em fevereiro.

Segundo o Mercado Livre, o levantamento mostra como o e-commerce se consolidou como um termômetro do comportamento de consumo e das tendências culturais no Brasil.

 

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