EMPRESAS ADOTARAM O MODELO HÍBRIDO DEFINITIVAMENTE – 07.10.2022

Virtual Conference Call On Hybrid Business Laptop

As lições trazidas pela pandemia cunharam novos termos que hoje fazem parte do mercado de trabalho. Aberta a porta do home office, que marcou uma nova era no mundo trabalhista, agora é a vez do anywhere office, escritório em qualquer lugar, na tradução. O estudo Índice de Confiança Robert Half (ICRH), divulgado em junho deste ano, mostra que 57% das empresas adotaram o modelo híbrido de trabalho no Brasil este ano, mesmo que as atividades presenciais tenham sido completamente liberadas, alternando o escritório físico da empresa e o anywhere office .
O tema chegou ao Congresso, que aprovou este mês o projeto de lei de conversão (PLV) 21/2022, originário da Medida Provisória 1.108/2022, para regulamentar o teletrabalho. O parecer aprovado pelo Senado define teletrabalho ou trabalho remoto como a prestação de serviço fora das dependências da empresa, de maneira preponderante ou híbrida, que não pode ser caracterizada como trabalho externo.
Se a localização já não importa tanto, algumas ferramentas de trabalho são fundamentais para que a produtividade mantenha ou supere os níveis desejados. Equipamentos e recursos de tecnologia, internet de qualidade e comunicação de excelência são indispensáveis para que o trabalho híbrido alcance os melhores resultados. Essa comunicação empresarial está diretamente relacionada aos resultados.
De acordo com a pesquisa CEO Forum, feita este ano pela Amcham, 71% dos executivos entrevistados apontaram que a pandemia mudou o estilo de liderança, 24% deles disseram acreditar que a gestão é essencial para engajar os colaboradores e 21% indicaram que o trabalho colaborativo deve ser levado em conta para ampliar esse engajamento.
Um colaborador engajado é 44% mais produtivo do que um colega apenas satisfeito, aponta levantamento comportamental da Bain & Company. Já um trabalhador ativamente desengajado é 125% menos produtivo e contamina o ambiente contra a empresa, diz a pesquisa. O impacto da falta de comprometimento representa US$ 450 bilhões no mundo e R$ 150 bilhões no Brasil, que deixam de ser faturados por ano, conforme o Instituto Gallup, em análise feita em janeiro de 2018.
O engajamento passa necessariamente pela comunicação, habilidade essencial que está cada vez mais requisitada em qualquer área profissional. Vívian Cristina Rio Stella, doutora em Linguística pela Unicamp e autora do livro “Comunicação Eficiente”, explica que existem técnicas e maneiras de se comunicar de forma estratégica, em público reuniões ou mesmo escrevendo uma mensagem, para aumentar o engajamento da equipe e a produtividade da empresa.
Segundo Vivian, é importante construir histórias que façam sentido, desde a abordagem do tema até a narrativa envolvente. Ela aposta no que chama de 3 Ps da comunicação, planejamento, prática e presença, nos quais é baseado seu curso para profissionais que buscam oratória mais estratégica em seus cargos. Ela propõe adequar a comunicação ao contexto dos participantes, enfatizando escuta, preparação, confiança e autenticidade, para que a mensagem seja mais eficiente e efetiva.
No P de planejamento, a dica de Vivian é se preocupar menos com o formato e mais com a mensagem. Ele sugere que ao orador se debruçar principalmente sobre o conteúdo da informação, qual o objetivo da comunicação e para quem ela será feita. Uma dica da linguista é que a comunicação seja planejada no modelo analógico, distribuindo ideias em papéis ou post-its, para construir o melhor conteúdo para quem se destina.
O P de prática exige reflexão sobre o roteiro, como as partes do conteúdo serão reunidas. Vivian explica que existem técnicas para iniciar um discurso com impacto, deixando a mensagem principal em destaque desde o começo, contextualizando as informações e estabelecendo conexão com a plateia. A partir dessa conexão vem o desenvolvimento das ideias, com uso de dados, metáforas, ou recursos visuais, e, por fim, a conclusão, com o resumo da informação principal.
O P de presença está atrelado à postura, gesticulação. “O gesto, como janela do pensamento, está liberado, mas não pode haver excesso”, comenta Vivian. Ela lembra que nos encontros virtuais o gestual deve ser mais contido; ao vivo, quando há espaço e cenário para ser explorado, ele pode ser mais solto. A presença também tem relação com a identidade do orador, o modo como ele se veste e se comporta, para trazer o conceito de autenticidade.
A especialista comenta que geralmente as pessoas formam uma imagem sobre o outro em poucos segundos de conversa. Mesmo que essa imagem mude com o tempo, a primeira impressão é importante. Com base nos 3Ps da comunicação, novas perspectivas podem ser analisadas para contribuir em qualquer profissão.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de acordo com a nossa
Política de Privacidade ao continuar navegando você concorda com estas condições.