FIND 2026 e outros artigos da semana – 10.02.2026

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Você vai ler na coluna de hoje: Juliano Kimura, Paulo Aguiar e Rafael Sbarai: referências do mercado digital confirmados no FIND, O presidente da WOO, Tom Goddard, está confirmado para participar do OOH Summit Brazil 2026, Tendência 2026: Tecnologias prometem transformar cadeia de suprimentos com armazenagem inteligente, Grupo Lebes lança serviço de assistência em saúde para pets, Marcas precisam ir além do patrocínio tradicional para se conectar ao novo fã de esporte, aponta estudo, Inteligência artificial já molda decisões de compra e ainda é ignorada por empresas, Seus relatórios de app estão mentindo para você e Comunicar é um ato de escuta.

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Juliano Kimura, Paulo Aguiar e Rafael Sbarai: referências do mercado digital confirmados no FIND

 

 

Um encontro com feras do universo digital como Juliano Kimura, Paulo Aguiar e Rafael Sbarai. Esta é a proposta do Fórum do Mercado e Indústria Digital (FIND), que ocorre no dia 29 de abril, no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre, e começa a revelar os palestrantes que darão o tom da segunda edição.

O evento promovido pela Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital (AnaMid-RS) tem como tema “IA & Marketing: Entre a Magia e o Caos” e reúne para conversas ao longo do dia profissionais que passaram por gigantes como Facebook, Globo e iFood, além de cientistas especializados em saúde mental e ética em IA.

Os ingressos já estão disponíveis no site oficial, com opções que vão do acesso convencional à experiência VIP. O ingresso premium oferece benefícios exclusivos, como assento nas primeiras filas, jantar e acesso ao Lounge AnaMid para networking com palestrantes e lideranças, além de quatro meses de associação à AnaMid-RS.

“O propósito é promover uma visão multidisciplinar nessa imersão que é o FIND, focando em estratégias de negócios, saúde humana e impacto social. A ideia central é trazer referências para refletir sobre o potencial transformador da IA como ferramenta que reorganiza mercados e transforma comportamentos”, afirma Margarida Galafassi, curadora do evento e diretora de Inovação da AnaMid-RS.

Confira os palestrantes confirmados:

  • Ana Carolina Peuker: CEO da Beetouch e psicóloga com pós-doutorado (UFRGS), focada na transformação digital da saúde mental. A empresa oferece soluções digitais para a saúde psicossocial nas corporações.
  • Aline Barbosa: Pesquisadora de ética e segurança em IA na PUCRS e especialista em política algorítmica. Traz para o debate o impacto social da tecnologia e a construção identitária no espaço digital.
  • Juliano Kimura: Creative thinker e consultor de inovação digital com passagem como especialista no Facebook Brasil. É reconhecido como um dos principais nomes em estratégia de redes sociais e transformação digital no País.
  • Paulo Aguiar: Cofundador da CR_IA, que promove cursos de IA, e LinkedIn Top Voice. É referência em educação e produção com IA generativa. Acumula mais de 100 milhões de visualizações em seus conteúdos para marcas como Amazon e Unilever.
  • Rafael Sbarai: Diretor de Produto e Estratégia de IA na LiveMode/CazéTV, com passagens estratégicas por iFood e Globo. Especialista em utilizar a inteligência artificial como camada de monetização e decisão de negócios.
  • Rodrigo Pacheco: Presidente da AnaMid-RS e diretor-executivo da agência Noûs. Estrategista de dados e especialista em crescimento empresarial.
  • Rodrigo Neves: Presidente nacional da AnaMid e CEO da VitaminaWeb. Autor do livro “O Caminho para a Maturidade Digital”, é especialista em conectar inovação e performance através da metodologia Continuous Digital Evolution.
Ingressos

Os ingressos estão divididos em lotes:

  • 1º Lote (até 15/02): R$ 110 (Inteira) | R$ 55 (Meia)
  • 2º Lote (até 15/03): R$ 180 (Inteira) | R$ 90 (Meia)
  • 3º Lote (até 29/04): R$ 220 (Inteira) | R$ 110 (Meia)

Para quem busca o máximo de imersão, o combo VIP garante jantar exclusivo com palestrantes, acesso às primeiras filas e ao lounge VIP e 4 meses de associação na AnaMid-RS por R$ 760 (vendas até 19/04). Todos os valores podem ser parcelados em até 12x.

O evento é uma realização da AnaMid-RS, com apresentação do Banrisul. O patrocínio é do Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul (CIEE-RS), Gross Marketing, ActiveCampaign, Ondaweb, Padrinho Conteúdo, VitaminaWeb e Noûs. O apoio institucional conta com Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS), Associação Riograndense de Propaganda (ARP), Sindicato das Agências de Propaganda no Estado do RS (SINAPRO-RS) e Portal Lista de Eventos. A produção é assinada pela Storia Eventos e Projetos.

 

 

O presidente da WOO, Tom Goddard, está confirmado para participar do OOH Summit Brazil 2026

 

 

O maior encontro do mercado de mídia out-of-home do país acontecerá de 17 a 19 de março na Villa Blue Tree, em São Paulo, reunindo líderes, especialistas e profissionais do setor de mídia out-of-home.

O OOH Summit Brazil 2026 será realizado de 17 a 19 de março na Villa Blue Tree, em São Paulo, e contará com a participação do presidente da WOO, Tom Goddard. – Crédito: Comunicado de imprensa

A Central de Outdoor, maior associação de mídia OOH do Brasil e uma das cinco maiores do mundo, confirma a participação de Tom Goddard, presidente da World Out of Home Organization (WOO), como um dos principais palestrantes do OOH Summit Brasil 2026 , novo formato do principal evento do mercado de mídia outdoor no Brasil. O evento será realizado de 17 a 19 de março de 2026, na Villa Blue Tree, em São Paulo, e reunirá líderes, especialistas e profissionais do setor durante três dias dedicados à troca de conhecimento, debates estratégicos, apresentações de casos e networking. As inscrições para membros e não membros já estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://oohsummit.com.br/

A WOO é a principal organização global dedicada à indústria de mídia out-of-home, representando anunciantes, agências e proprietários em mais de 40 países. Seu trabalho inclui a promoção de melhores práticas, o desenvolvimento de padrões internacionais e a colaboração para impulsionar a inovação e o crescimento da mídia out-of-home em escala global, reforçando a relevância da presença de Tom Goddard no programa da Summit.

A Central de Outdoor apresenta o OOH Summit Brazil 2026 como a evolução de sua tradicional Convenção Nacional, que, a partir de 2026, adotará o formato de Summit e será realizada em São Paulo. O novo modelo reflete o crescimento e a relevância estratégica da mídia OOH no Brasil, ampliando as oportunidades de networking, troca de conhecimento e desenvolvimento de negócios para o setor.

O programa se estende por três dias. O dia 17 de março marca a abertura do evento com um happy hour exclusivo para membros e convidados. Nos dias 18 e 19, a Cúpula contará com dois dias de palestras, painéis, debates e apresentações de casos focados no desenvolvimento do mercado de mídia OOH (Out-of-Home). Ao longo do evento, serão discutidos temas estratégicos relacionados à evolução da mídia out-of-home, como criatividade, estratégias para mídia estática e digital, a economia da atenção, OOH programático, dados do setor, grandes formatos, benchmarks globais, tendências, mídia para o varejo, entre outros, além de oportunidades para troca de experiências entre profissionais, empresas e entidades do setor.

Halisson Pontarolla e Fabi Soriano, presidente e CEO da Central de Outdoor, lideram a organização do OOH Summit Brasil 2026, um novo formato para o principal evento do mercado de mídia exterior do país. – Crédito: Comunicado à Imprensa

Para Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor, a presença de Tom Goddard no OOH Summit Brazil 2026 reforça a conexão entre o mercado brasileiro e o cenário global da mídia out-of-home. “Ter o presidente da World Out of Home Organization na programação do OOH Summit é um marco para o setor no Brasil. A mídia OOH está vivenciando um momento de transformação e crescimento, e o OOH Summit Brazil chega para consolidar esse cenário, reafirmando o papel da mídia out-of-home no ecossistema da comunicação”, afirma.

Segundo Fabi Soriano, diretora executiva da organização, a Cúpula reforça o compromisso da Central em preparar o setor para os desafios futuros. “A mídia out-of-home está passando por uma evolução contínua, integrando-se cada vez mais a dados, tecnologia e novas dinâmicas de consumo. A Cúpula de Mídia Out-of-Home será um espaço para refletirmos sobre essas transformações e avançarmos juntos na construção de um mercado mais estruturado, e a participação de Tom traz uma perspectiva estratégica internacional, com insights sobre tendências e inovação”, enfatiza ela.

Com um formato que combina conteúdo, networking e troca profissional, o OOH Summit Brazil 2026 reforça o papel da Central de Outdoor como facilitadora de conhecimento e desenvolvimento no setor de mídia out-of-home. A programação completa e mais informações sobre o evento estão disponíveis no site oficial: https://oohsummit.com.br/

O OOH Summit 2026 é patrocinado por importantes players do mercado. Entre eles estão Amplilume, Inviron, Mundo de LED, NEOOH, OOH Brasil, THE LED e WDC Networks.

 

 

Tendência 2026: Tecnologias prometem transformar cadeia de suprimentos com armazenagem inteligente

 

 

Eficiência, automação e sustentabilidade reposicionam a armazenagem como ativo estratégico no comércio exterior, impulsionando competitividade, segurança e inteligência operacional

À medida que 2026 avança, a armazenagem deixa de ser apenas operacional para assumir papel central na logística global. Tecnologias como WMS, RFID, automação, robótica colaborativa e soluções sustentáveis redefinem a forma como importadores, exportadores e operadores gerenciam estoques, reduzem riscos e aumentam a eficiência.

Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, multinacional brasileira e maior integradora logística da América Latina, explica que a tendência aponta para operações mais inteligentes, flexíveis e resilientes, capazes de responder a cadeias de suprimentos cada vez mais complexas. “A armazenagem deixa de ser apoio ao transporte e se torna central na logística. Controle, previsibilidade e adaptação nos armazéns são essenciais para a competitividade global”, afirma.

 

Gestão inteligente de estoques

A digitalização da armazenagem é um vetor crucial dessa transformação. Sistemas avançados de WMS integrados a RFID e análise de dados em tempo real permitem visibilidade completa sobre inventários e movimentações, reduzindo perdas e gargalos. “Quando os dados estão integrados, as decisões deixam de ser reativas e passam a ser estratégicas, impactando custos, níveis de serviço e confiabilidade da cadeia logística”, acrescenta Pimenta.

 

Redução de tempos de armazenagem

Modelos como cross docking, que minimizam a estocagem prolongada, ganham força, acelerando fluxos, reduzindo custos e aumentando a competitividade. “Reduzir o tempo de permanência da carga libera capital, aumenta a eficiência e torna a cadeia mais fluida, algo essencial no comércio exterior”, explica o CEO.

 

Customização com controle climático

Com o crescimento do comércio de produtos sensíveis, a armazenagem customizada e com controle climático se torna indispensável. “Não existe mais um modelo único de armazenagem. Cada produto exige conservação, controle e rastreabilidade. Adaptar infraestrutura e processos é indispensável no cenário internacional e de transição climática”, avalia o executivo.

 

Automação e robótica

A automação e a robótica colaborativa, como os Robôs Móveis Autônomos (AMRs), elevam produtividade, reduzem erros e permitem que equipes humanas se concentrem em atividades estratégicas. “A automação melhora precisão, previsibilidade e segurança, enquanto o papel das pessoas se torna mais analítico e estratégico”, explica Pimenta.

 

Sustentabilidade

A sustentabilidade também se consolida como prioridade. Armazéns mais eficientes energeticamente, uso de equipamentos elétricos, iluminação inteligente e modelos preditivos como digital twins, contribuem para reduzir emissões e apoiar decisões mais conscientes em cenários voláteis.

“De forma acelerada, a sustentabilidade passa a integrar efetivamente a estratégia operacional. Armazéns mais eficientes e resilientes – ao diminuírem a dependência de recursos naturais escassos, são mais preparados para enfrentar cenários de adversidade climática. Empresas que se anteciparem buscando eficiência, flexibilidade e inteligência operacional, estão mais aptas a transformar armazenagem em diferencial competitivo, muito além de espaço físico”, conclui o executivo da Asia Shipping.

 

 

Grupo Lebes lança serviço de assistência em saúde para pets

 

O Grupo Lebes amplia sua atuação em serviços voltados ao bem-estar das famílias e lança o Meu Pet Saúde, uma assistência em saúde destinada a cães e gatos. O novo serviço integra a estratégia da companhia de diversificar seu portfólio e oferecer soluções que facilitem o cotidiano dos clientes, acompanhando mudanças nos hábitos e nas necessidades das famílias brasileiras.

O Meu Pet Saúde contempla diferentes frentes do cuidado veterinário, incluindo consultas emergenciais, atendimento com especialistas, cirurgias, internações, procedimentos ambulatoriais, exames laboratoriais e de imagem, além de assistência funeral para pets. Não há limite de idade para os animais, e o serviço pode ser contratado por tutores com até 80 anos.

A assistência inclui ainda teleconsulta veterinária, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, de forma ilimitada, válida para até dois pets por contrato. Um dos diferenciais é o sistema de reembolso, que permite ao cliente manter o atendimento com o veterinário ou clínica de sua preferência, com solicitação realizada por meio digital.

O Meu Pet Saúde passa a ser comercializado em todas as lojas Lebes, com mensalidade de R$ 22,90, oferecendo cobertura para até dois animais por contrato.

 

 

Marcas precisam ir além do patrocínio tradicional para se conectar ao novo fã de esporte, aponta estudo

 

As marcas que quiserem se conectar aos fãs de esportes este ano terão que inovar. A aposta deve ser em contar histórias não-óbvias, unir paixões que vão além do espírito desportivo, como a música ou o cinema, e deixar o fã ser o protagonista da narrativa, de acordo com o estudo “The New Era of Sports Fandom”, da Winnin, uma plataforma de inteligência cultural que analisa tendências de consumo em redes sociais por meio de uma IA proprietária, a ZAI. O relatório foi apresentado na última quinta-feira, 5, em evento fechado.

De acordo com o mapeamento, as marcas, geralmente, utilizam métodos mais tradicionais para se conectarem com o universo do esporte, como o patrocínio de camisas ou a exposição publicitária nas arenas, estratégias essas que são pouco inovadoras e não se conectam com a cultura atual. Por isso, mesclar a paixão pelo esporte com outros interesses, como moda, gastronomia ou jogos, traz maior chance de engajamento e sucesso.

“Quem não viu o nosso querido campeão de MMA, Alex Pereira, o Poatan, dançando com as integrantes do ‘TripleS’, grupo de K-Pop? Isso é muito relevante para o universo de quem é apaixonado por música coreana e por luta. Quando uma marca valida essas duas paixões, ela tem mais chances de criar algo que as pessoas vão querer escolher, dedicar-se e pensar”, comenta Gian Martinez, co-fundador e CEO da Winnin, durante o evento.

O especialista cita também o noivado entre Travis Kelce, jogador de futebol americano com a cantora Taylor Swift. “As pessoas vão para os jogos, criam pulseiras da amizade e compartilham essas experiências juntas. Todo o cosmos de fãs da artista entrou para o mundo do esporte, que é o maior catalisador da cultura da atualidade”, explica ele, reiterando ainda a revolução estética ocorrida no esporte, com a ascensão do blue core, retro core e Brasil core, indicando brasilidade, nostalgia e uma tendência ao uso da cor azul.

 

O esporte além da Copa do Mundo

Segundo Gian Martinez, quem ama o esporte, o faz de forma constante. Dessa forma, é importante ser relevante durante os grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas também entender que estes são ambientes de alta competição por atenção. Por isso, apostar em narrativas fora do eixo é uma estratégia interessante para ganhar relevância. “Um exemplo muito bacana disso é o resultado que o Mirassol apresentou no Campeonato Brasileiro do ano passado. Ninguém esperava, mas de repente o time cresceu”, comenta o especialista.

E, ainda, o resultado do amor pelo esporte pode ser visto pelas lentes dos próprios fãs. O conteúdo gerado pelo próprio usuário está em ascensão, impulsionado pelas ferramentas de inteligência artificial que o ajudam nessa tarefa. Isso tem criado experiências cada vez mais imersivas, fazendo com que as marcas precisem reconhecer e interagir com essa nova modalidade de usuário.

“Nossa plataforma atua em todas as redes sociais mapeando quem são as pessoas que estão engajando com os conteúdos. Analisamos condições demográficas, de gênero, e entendemos quais são os comportamentos da audiência em determinada categoria de interesse. Dentro de tudo o que acontece na categoria que estamos mapeando, entendemos qual o lugar da marca nisso. Uma vez que se tem clareza dos volumes culturais, do que está se passando na categoria da marca, conseguimos definir um território cultural e entender como ser relevante lá dentro. É assim que a Winnin funciona”, finaliza Gian Martinez.

 

 

Inteligência artificial já molda decisões de compra e ainda é ignorada por empresas

 

 

Pesquisas do Google indicam que mais de 90% dos consumidores pesquisam online antes de comprar e percorrem diferentes canais até a decisão final. A esse fluxo já conhecido soma-se um novo intermediário: ferramentas de inteligência artificial generativa, cada vez mais usadas para descobrir empresas, comparar alternativas e filtrar recomendações.

Apesar do avanço, muitas companhias ainda não incorporaram esse comportamento às estratégias de visibilidade e vendas.

Para Rafael Somera, CEO da Solutudo, a IA passou a funcionar como uma “secretária do consumidor”, reunindo informações dispersas e antecipando decisões. “Hoje, muita gente pergunta à inteligência artificial quais empresas existem, quais são confiáveis e onde vale comprar. Se o negócio não está estruturado digitalmente, ele simplesmente não aparece”, afirma.

O impacto é mais sensível entre pequenas e médias empresas, que dependem da descoberta digital para competir. Estudos da BrightLocal mostram que 99% dos consumidores leem avaliações online em algum momento da jornada, enquanto dados do próprio Google indicam que perfis completos e atualizados influenciam diretamente a decisão.

Nesse ambiente, as respostas geradas por sistemas de IA tendem a priorizar negócios com dados consistentes, presença distribuída e sinais claros de reputação. “A empresa pode ter um bom produto, mas, se a IA não consegue entender quem ela é, onde está e se é confiável, ela fica fora da lista”, diz.

Para Rafael, o risco está em repetir o atraso vivido por empresas que demoraram a se adaptar à lógica dos buscadores tradicionais.

O especialista aponta quatro cuidados práticos para não ficar invisível às IAs

Antes de investir em soluções sofisticadas, a adaptação começa pela organização da presença digital, condição essencial para que os algoritmos consigam interpretar e recomendar um negócio.

1- Manter informações padronizadas e atualizadas em sites, mapas e plataformas de avaliação, evitando divergências sobre serviços, localização e funcionamento.

2- Investir em avaliações reais de clientes e responder comentários, já que a reputação pesa diretamente nas respostas automatizadas.

3-  Garantir conteúdos claros e objetivos sobre o que a empresa faz, facilitando a leitura e o cruzamento de dados por sistemas de IA.

4- Evitar depender de um único canal digital, reduzindo a vulnerabilidade a mudanças de algoritmo ou perda repentina de alcance.

A expectativa é que o uso da IA como ferramenta de descoberta se intensifique ao longo de 2026, à medida que esses sistemas se integrem de forma definitiva aos buscadores e aplicativos do cotidiano.

Para Somera, ignorar esse movimento tem custo claro. “As empresas que demoraram a entrar na internet perderam espaço. Agora, quem ignora a inteligência artificial pode nem chegar à fase inicial da decisão de compra”, conclui.

 

 

Seus relatórios de app estão mentindo para você

Por Guilherme Martins, cofundador da Eitri

 

 

Se você investe em campanhas para app e sente que os números simplesmente não fecham, o problema provavelmente não está na sua mídia, nem no seu time, nem no produto. Está nos relatórios. A atribuição mobile, do jeito que muita gente ainda acredita que funciona, deixou de existir há alguns anos. O que vemos hoje são aproximações imperfeitas, dados fragmentados e decisões tomadas com base em uma sensação de controle que já não é real.

Os principais canais de aquisição de usuários continuam concentrados em mídia paga, com Meta Ads liderando em volume e capacidade de segmentação, Google Ads com campanhas universais fortemente integradas às lojas, TikTok Ads crescendo de forma acelerada entre públicos mais jovens, Apple Search Ads capturando usuários com alta intenção e redes programáticas especializadas em mobile como ironSource, Unity Ads e AppLovin. Esses esforços convivem com canais orgânicos como ASO, programas de indicação, conteúdo em redes sociais e SEO para landing pages, além de ações complementares com influenciadores, parcerias, retargeting, push notifications e email marketing. O desafio começa quando se tenta transformar esse ecossistema diverso em uma leitura única e confiável de performance.

A primeira grande quebra costuma ocorrer entre o clique e a instalação. O usuário vê um anúncio, clica, é redirecionado para uma loja de aplicativos e só instala horas ou dias depois. Nesse caminho, parâmetros se perdem, janelas de atribuição expiram e a relação direta entre exposição e conversão se enfraquece. Em muitos casos, o anúncio é visto em um dispositivo e a instalação feita em outro, o que elimina qualquer chance de identificação determinística.

No ambiente iOS, a situação se tornou estruturalmente mais complexa com a introdução do App Tracking Transparency. Desde o iOS 14.5, os aplicativos precisam solicitar permissão explícita para rastrear usuários entre apps e sites, e a maioria simplesmente não autoriza. Sem consentimento, o IDFA deixa de existir e o modelo tradicional de atribuição colapsa. Para substituir esse sistema, a Apple introduziu o SKAdNetwork, um framework que opera com lógica completamente diferente. Em vez de identificar usuários individualmente, o SKAN trabalha com atribuição probabilística, dados agregados e atrasados em até 72 horas, além de limitar a mensuração pós-instalação a apenas 64 valores possíveis. A leitura deixa de ser precisa e passa a ser estatística.

Mesmo fora do iOS, as limitações persistem. O Android sofre com fragmentação de sistema, variações entre fabricantes e políticas de privacidade inconsistentes. Adblockers e DNS privados bloqueiam pixels e scripts de tracking. A restrição a cookies de terceiros afeta fluxos web-to-app. Deep links falham em cenários de cold start e integrações entre plataformas raramente funcionam de forma perfeita. Soma-se a isso as discrepâncias naturais entre o que as redes de anúncios reportam e o que plataformas independentes conseguem medir, além dos conflitos quando múltiplos canais reivindicam a mesma conversão.

Diante desse cenário, alguns erros se repetem com frequência. Confiar apenas nos dados das plataformas de mídia é um dos mais comuns, pois cada rede tem interesse direto em maximizar sua contribuição. Tentar construir atribuição internamente costuma gerar soluções frágeis que não escalam. Ignorar as particularidades do SKAN e insistir em modelos determinísticos no iOS leva a decisões equivocadas. Há também o foco excessivo em instalações, tratando CPI como métrica final, sem acompanhar retenção, LTV ou monetização real. Janelas de atribuição mal definidas, confusão entre tráfego orgânico e pago e o desprezo pela atribuição por visualização completam o quadro.

Por isso, o mercado consolidou o uso de Mobile Measurement Partners como fonte neutra de verdade. Essas plataformas funcionam como intermediárias independentes, integrando múltiplos canais, padronizando regras de atribuição, oferecendo deep linking, análise de cohorts, prevenção de fraude e suporte às exigências de privacidade. Elas não eliminam todas as limitações, mas criam uma base consistente para análise. Quando a atribuição granular não é viável, entram métodos complementares como modelagem de marketing mix e testes de incrementalidade, que ajudam a responder se o investimento realmente gerou impacto ou apenas coincidiu com ele.

Nesse contexto, as métricas que importam mudam de prioridade. CPI, IPM e taxas de conversão ajudam a entender eficiência de aquisição, mas não indicam valor. Retenção em D1, D7 e D30, LTV, ROAS, payback e análise de cohorts revelam a qualidade real dos usuários adquiridos. Métricas de engajamento, como frequência e duração de sessões, e eventos-chave dentro do app mostram se o produto entrega valor. Em e-commerce mobile, indicadores como taxa de adição ao carrinho, conversão de compra, ticket médio e recompra são essenciais. A maturidade está em conectar métricas de topo de funil com métricas financeiras de longo prazo.

Quando a atribuição é feita da melhor forma possível, mesmo com todas as restrições, o impacto é direto nas decisões de negócio. O investimento passa a ser direcionado para canais que trazem usuários valiosos, não apenas volume de instalações. A sensação de caixa preta dá lugar a hipóteses testáveis. Criativos e mensagens são otimizados com base no uso real do app, fraudes são identificadas antes de consumir orçamento e a previsibilidade financeira melhora. Tudo isso acontece respeitando as regras de privacidade e alinhando marketing, produto e financeiro em torno de métricas comuns.

A realidade é que a atribuição perfeita não existe mais. No cenário atual, especialmente no iOS, trabalhar com incerteza faz parte do jogo. O objetivo deixou de ser controle absoluto e passou a ser a melhor aproximação possível, combinando dados agregados, modelagem probabilística e testes de incrementalidade. Quem entende isso toma decisões melhores. Quem ignora continua acreditando em relatórios que já não dizem toda a verdade.

 

 

Comunicar é um ato de escuta

Por Luiz Lara

 

Desde o início da minha trajetória, sempre enxerguei a comunicação como algo mais potente e abrangente do que uma ferramenta de persuasão. Ela tem o poder de provocar reflexões, gerar identificação e impulsionar transformações reais.

A publicidade brasileira sempre soube contar histórias que tocam as pessoas. Hoje, mais do que nunca, vemos um movimento crescente de marcas e agências que colocam essa sensibilidade a serviço de causas relevantes, contribuindo com o debate público de forma ética e responsável.

Essa conexão entre comunicação e impacto social se mostra em dados concretos. Li recentemente a pesquisa “2025 Customer Experience Survey”, da PwC, que relata que mais da metade dos consumidores já deixaram de comprar de uma marca por conta de uma experiência negativa. O estudo reforça que confiança e propósito são fundamentais para criar vínculos duradouros com o público.

É por isso que, para mim, comunicar é também um ato de escuta do contexto social. Afinal, compreender as pessoas e seus desafios abre espaço para o diálogo e torna possível gerar impacto real por meio das campanhas.

Tenho orgulho de fazer parte de um setor que tem buscado, cada vez mais, colocar propósito no centro. Porque comunicar com responsabilidade é, acima de tudo, demonstrar compromisso com o país em que vivemos.

 

 

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