Guilherme Novello

GANHANDO OU PERDENDO, ELES CONTINUAM GANHANDO

Por Guilherme Novello

Venho como um colorado, baseado nas recentes derrotas e falta de reação do meu time, escrever esse artigo. Mas abordarei aqui através de um ponto de vista empresarial.

Recompense quem faz é um dos ensinamentos do livro “Execução: a disciplina para atingir resultados”. Trata-se de atrelar incentivos ao desempenho. Os melhores destacam-se, incentivando todos a darem o seu melhor.

Jorge Paulo Lemann, um dos maiores empresários brasileiros, sempre acreditou na meritocracia e aplicou-a em todas as suas empresas. Como ele diz: se você não for justo na maneira como avalia as pessoas, a cultura não cola.

Em um ambiente onde não há punições para a falta de desempenho, como esperar uma melhora do mesmo? Como o Internacional pode reagir quando não há um sistema de incentivos e punições, quando ninguém se responsabiliza claramente pelas derrotas e não há sinal de indignação pelo mau desempenho?

Lemann, no Banco Garantia, sabia da necessidade de fazer todos trabalharem com um objetivo comum e recompensar aqueles que geravam mais resultado. O pessoal era dividido em basicamente três níveis, o pelotão de entrada, os comissionados e os sócios, e avaliados semestralmente.

Uma cultura voltada ao resultado é construída avaliando o desempenho, remunerando, promovendo, orientando ou demitindo de acordo com tais avaliações. Além disso, é necessário definir responsáveis de forma clara pelos resultados em cada área da empresa.

Os incentivos, em empresas, podem ser feitos através de bônus, opções de ações, promoções, enquanto as punições são a falta desses bônus, a orientação, o rebaixamento de função e, em último caso, a demissão.

Embora haja críticas ao modelo meritocrático por aumentar a desigualdade ao não levar a consideração realidade de cada um, pode-se perceber que tal argumento não se sustenta em uma análise mais aprofundada. Todos se beneficiam, mesmo que indiretamente, da melhora dos resultados. Com o fim do reconhecimento por resultados, o crescimento seria sacrificado por um conceito de igualdade.

A meritocracia motiva e estimula o trabalho de cada funcionário, eles sabem que serão recompensados por promover o melhor à empresa. Pessoas que se dedicam e conseguem entregar resultados superiores devem ser valorizadas.

Fica evidente a necessidade de atrelar incentivos ao desempenho. Cabe ao gestor fazer esse papel e promover a cultura do resultado em sua equipe, implementando cuidadosamente um sistema meritocrático. Só assim é possível manter um bom desempenho a longo prazo.

Ganhando ou perdendo partidas, os jogadores continuam ganhando salários milionários, para que mudar então?

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