JOÃO SATT – 31.07.2020

Geração trilionária ao seu alcance
Por João Satt, CEO do G5
Em 2019, o segmento 55 consumiu a bagatela de R$ 1,8 trilhão no Brasil. Esse montante representa mais de 20% do PIB – disparado é a geração que mais consome no Brasil. Tem renda estável, a maioria já consolidou patrimônio e muitos gastam menos do que recebem. Surpreendem ao praticar um estilo de vida e hábitos de consumo que há décadas eram associadas aos jovens. Namoram online e têm vida sexual ativa; trabalham; fazem acontecer; continuam curtindo músicas, cultura e sempre ávidos por aprender. Segundo o IBGE, ao menos um em cada quatro brasileiros acima de 60 anos está conectado. Apesar de não serem digitais, interagem nas redes sociais com naturalidade, em especial no Facebook.
Atentos aos cuidados pessoais, saudáveis, praticam exercícios, celebram os bons momentos, viajam e são conhecidos como consumidores 3 em 1, porque consomem para si, os filhos e o netos. No entanto, mesmo tendo essa capacidade impressionante de consumo, são os que recebem a menor atenção tanto das marcas da indústria e do varejo, quanto da área de serviços. As mulheres 55 são ativas, articuladas, empoderadas, potenciais compradoras de moda, calçados, spas, produtos para pele e cabelos, clínicas, óticas, joias, cursos e viagens. Junto com seus companheiros, estão na busca por um espaço mais adequado para essa nova etapa da vida.
Já os homens são fortes compradores de imóveis, carros, motos e investidores de risco moderado. Os casais 55 deveriam ser mais estudados pelas empresas em geral, em especial com maior atenção pelo mercado imobiliário, seja na oferta de apartamentos maiores ou menores, casas de praia ou, agora mais recentemente, visando a condomínios na região metropolitana. Por ser uma faixa muito ampla, considerando a nova longevidade, é estratégico saber compreender a diferença entre a geração prateada (55 a 75 anos) e a geração nuvem branca (acima de 76 anos).
No momento em que faltam consumidores para as empresas de uma maneira geral, cabe fazer um alerta: considerem a geração 55.
As mais diferentes pesquisas confirmam: é o segmento mais estável de todos. Apesar da crise, mantém-se investindo e consumindo. O desafio é conseguir criar ofertas de produtos e serviços que sejam relevantes e, principalmente, saber se comunicar e se conectar com eles. E o mais interessante: Porto Alegre é a cidade que tem, proporcionalmente, o maior número de pessoas acima de 55 anos no Brasil.

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