José Maurício Pires Alves 31-07-20

O FIO DO BIGODE

Por José Maurício Pires Alves – Atalho Soluções em Comunicação

No início do mês eu propus à um possível cliente de minha consultoria a assinatura de um contrato de prestação de serviços.

E ele saiu com uma que eu não ouvia há muitos e muitos anos: “eu não assino contratos, comigo é no fio do bigode”.

E eu cá comigo: mas bá tchê, que gaúcho macho. Que fazer?

E a primeira iniciativa foi aproveitar o tema para avaliarmos hoje com vocês.

Dizem que a origem da expressão vem de séculos passados antecedendo o lacre e a rubrica.

Naquele tempo, as pessoas que davam a palavra tinham “vergonha na cara” que era representada pelo fio do bigode.

Depois, a vergonha e o bigode parece que caíram de moda. Então surgiram os contratos.

Tem mais: o fio de bigode rejeita as mulheres, os jovens e as pessoas como eu que não tem ou não usam bigode.

Em vista disso, passei a trabalhar com os contratos.

Eles são um acordo de vontades, um vínculo jurídico entre duas pessoas, regulando prazos e entregas.

Se você cumpre a palavra que empenha, não há problema de assinar um contrato pois o caráter das pessoas não muda por causa de uma assinatura.

As pessoas sérias assinam contratos porque sabem que não pretendem ludibriar, esquecer ou violar suas promessas.

E caso haja desentendimento entre as partes contratantes, o documento será capaz de solucionar o problema.

Então, frente a estas ponderações cabe a pergunta: qual a opinião de vocês?

Enquanto aguardo sua decisão eu fico na minha: sem bigode e sem contrato.

 

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