José Maurício

VOCÊ É MARICAS?

Outro dia um cara disse que devemos deixar de ser maricas.                                        

E eu fiquei pensando: que coisa antiga, desde criança não ouvia tamanha besteira.

Naquela época isto era ofensa, ou como diria meu professor de portugues, “paravra chula”.

Hoje faz parte daqueles vicios de linguagem superados e fico me perguntando, será que eu me entendo assim?

E você, está se entendendo assim?

Esta pergunta me leva a uma amiga que repete em todas as frases: está entendendo?

Parece que está me chamando de burro, mas não é isso. Está cometendo um erro de linguagem o que é muito melhor que o cara mal educado e chegado a maricas.

E já vou deixá-lo de lado para abordar os erros de natureza fonética.

Eu tenho muitos. Entre eles destaco dois: vira e mexe e né?

Vira e mexe eu os uso aqui, né?

Pois é, mas me policio para evita-los.

Muitas vezes estes vícios podem parecer insegurança e necessidade de apoio de quem nos ouve.

O que você repete muito, torna prejudicial o que você fala.

Outro erro comum e prejudicial é a cacofonia;

Amo ela e beijo a boca dela;

Paulo não disputa para ela;

Ela tinha um casaco lindo;

Neimar marca gol.

Ainda bem que tudo isto tem cura.

Se nos darmos conta que temos este defeito, ele já está quase resolvido.

Vamos tentar diminuí-los conscientemente.

Usar pausas durante a fala para evita-los.

Afirmar mais e perguntar menos.

E pedir aos amigos para nos alertarem quando usarmos nossos vícios.

E como já estou curado, me despeço: vou-me já.

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