O mundo do trabalho tem medo da Inteligência Artificial? e outros artigos da semana – 27.11.2025

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Você vai ler na coluna de hoje: O mundo do trabalho tem medo da Inteligência Artificial?, O Atendimento Excelente, O que a internet precisa, Pare de culpar o marketing: o problema é a estratégia (e a jornada que você ignora), Seu time está pedindo permissão para tudo? e Fofoqueiros têm 65% menos chances de serem promovidos.

 

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O mundo do trabalho tem medo da Inteligência Artificial?

 

A evolução da Inteligência Artificial (IA) tem dominado as manchetes e as conversas no ambiente de trabalho, inaugurando uma era de transformações sem precedentes no mundo do trabalho. Essa tecnologia, antes considerada ficção científica, agora é uma realidade tangível que promete redefinir a produtividade e a natureza de inúmeras profissões.

Essa promessa de progresso vem acompanhada de uma ansiedade generalizada sobre o futuro do emprego e o destino dos trabalhadores cujos empregos parecem estar ameaçados pela automação.

Esse medo não é infundado, mas precisa ser analisado sob uma perspectiva histórica. O receio de que uma nova tecnologia elimine muitos empregos tradicionais é um tema recorrente que acompanhou todas as grandes revoluções industriais, do tear mecânico à linha de montagem. Historicamente, essas inovações, embora tenham tornado certas ocupações obsoletas, também foram catalisadoras para o surgimento de novos setores e funções.

Isso exigiu o requalificação da força de trabalho, mas não causou seu desaparecimento completo.

Atualmente, o impacto mais evidente da IA ​​reside na melhoria de tarefas digitais e repetitivas. Os algoritmos conseguem processar grandes volumes de dados, escrever rascunhos de código ou automatizar o atendimento ao cliente com uma velocidade e precisão que praticamente superam a capacidade humana.

Trata-se de um tipo de aplicação que não elimina necessariamente o emprego, mas sim liberta os profissionais para se concentrarem em aspetos mais criativos e estratégicos que exigem discernimento humano, aumentando a eficiência e o valor acrescentado do seu trabalho.

Como costumo dizer, a IA deve ser um apoio, e não um atalho.

O ritmo da evolução da IA ​​é impressionante. O que começou como um simples “aprendizado de máquina” agora se manifesta em modelos de linguagem avançados e sistemas de visão computacional capazes de gerar conteúdo autônomo.

No entanto, é crucial diferenciar o potencial da tecnologia de sua aplicação prática em larga escala. A IA ainda está em seus estágios iniciais de integração corporativa. A complexidade de adaptar grandes empresas e processos a essa tecnologia representa uma barreira considerável para uma disrupção imediata.

Outras tecnologias já causaram temores semelhantes. A introdução dos computadores pessoais, da internet e até mesmo das planilhas eletrônicas no século passado gerou alertas sobre o fim do trabalho de escritório. Em vez disso, essas ferramentas se tornaram multiplicadoras de produtividade. A IA está seguindo um caminho análogo, atuando como uma ferramenta poderosa para os humanos — não como uma substituta universal.

Um ponto a considerar no mundo do trabalho é que as empresas ainda não dominam o uso da IA. Muitos projetos de IA focam na otimização de processos internos e na redução de custos operacionais, e não na substituição de equipes inteiras. O desafio reside não apenas na tecnologia em si, mas também na forma como as organizações a implementam: uma integração bem-sucedida exige reestruturação, treinamento e uma mudança cultural que leva tempo e, muitas vezes, não está sendo executada da melhor maneira.

A Inteligência Artificial é uma força transformadora que inevitavelmente remodelará o cenário do emprego, gerando a necessidade de novas habilidades e adaptabilidade. Embora a tecnologia tenha o potencial de automatizar muitas funções, a história demonstra que a inovação sempre levou à criação de novas oportunidades, e não ao desemprego em massa. O futuro do trabalho não será sem humanos, mas sim um mundo onde a IA funcionará como um copiloto inteligente, exigindo que a sociedade se concentre em requalificação e educação para navegar nesta nova era.

Henrique Calandra é o fundador da WallJobs, uma empresa brasileira de tecnologia que oferece soluções automatizadas para contratos de estágio, autor do livro “Inteligência Artificial Generativa para Iniciantes”, colunista da ABStartups e palestrante em importantes ecossistemas como InovaBRA e Distrito.

 

SOBRE TRABALHOS EM PAREDE

Fundada há dez anos, a WallJobs é a empresa de tecnologia de RH mais inovadora do Brasil: a primeira agência 100% digital e com foco em IA a integrar universidades, estagiários e algumas das empresas mais importantes do país em uma plataforma que promove a melhor experiência para todas as partes, sem burocracia, com rapidez, segurança e em total conformidade com a legislação brasileira.

 

 

O Atendimento Excelente

Por Gustavo Ermel

 

A maior distorção da nossa memória é achar que lembramos da experiência inteira.

Mas na prática, lembramos do final.

Daniel Kahneman provou isso: nossa cabeça não registra o “todo”, e sim dois momentos — o pico emocional e o fechamento.

E o final, quase sempre, pesa mais.

Por isso um atendimento excelente pode virar “mediano” em 10 segundos.

E uma experiência normal pode virar inesquecível com um encerramento bem feito.

Quando você entende isso, começa a planejar melhor:

  • como fecha uma reunião
  • como termina um atendimento
  • como encerra um projeto
  • como entrega o último gesto ao cliente

No fim, o que fica é como termina.

 

 

O que a internet precisa

Por Rafael Martins

 

A cada novo viral, a gente confirma o que já vinha acontecendo: a internet trocou substância por espetáculo.

O caso dos “ovos da Gracy” foi só o exemplo mais recente de como a forma passou a valer mais do que o conteúdo.

A estética virou verdade, o meme virou argumento e o ruído ganhou palco.

Mas ainda dá tempo de recuperar o senso de valor. A internet não precisa ser só séria, mas também não precisa ser sem critério. Faz sentido?

 

 

Pare de culpar o marketing: o problema é a estratégia (e a jornada que você ignora)

Por Fabio Schunke

 

Há uma cena que se repete em qualquer linha de chegada de uma maratona: rostos exaustos, corpos no limite, mas uma lucidez quase filosófica sobre o que realmente significa atravessar 42 quilômetros de jornada. Não existe maratonista que acorde num domingo e decida correr a prova no mesmo dia. Não existe pódio sem meses de consistência, micro-decisions repetidas até virar hábito, erros corrigidos um por vez, evolução construída milímetro por milímetro.

No marketing digital essa lógica simplesmente evapora.

Empresas não querem treinar 5km antes de correr 10km. Querem pular direto para 42km. Querem funis automatizados sem ter uma jornada clara. Querem investir mais em mídia achando que o problema é alcance, e não mensagem. Querem IA operando no fluxo de vendas quando nem CRM atualizado têm. Querem performance sem processo. Querem resultado sem maturidade.

E quando nada funciona?

Culpam o marketing.  Culpam o gestor de tráfego.  Culpam a agência.  Culpam o algoritmo.  Culpam o Instagram.  Culpam o Google.  Culpam tudo: menos a própria estratégia.

Esse artigo nasce justamente desse ponto: o marketing não é o problema.

O problema é a relação infantilizada que boa parte das empresas, inclusive grandes, ainda têm com ele. Uma relação de atalhos, expectativas mágicas e decisões desconectadas da realidade do cliente, da maturidade interna e da lógica das plataformas.

O objetivo aqui não é motivar.  – É confrontar.  – É organizar conceitos, provocar líderes e mostrar, com clareza, o que realmente importa agora, num cenário de IA generativa, automações avançadas, comportamento volátil e empresas buscando resultados sem entender o jogo.

O que você vai ler a seguir é um ensaio profundo, estruturado, direto.  Um mapa para líderes que desejam parar de reagir taticamente e começar a pensar estrategicamente: sem receitas mágicas, sem atalhos, sem ilusões.

Apenas marketing real.

 

  1. A maratona como estratégia: por que sua empresa não aguenta 42km?

Performance é consequência de maturidade. Maturidade é consequência de processo. Processo é consequência de consistência. Sem uma jornada sólida, nada se sustenta.

Todo maratonista sabe que tentar correr 42km sem treinar é pedir para quebrar no quilômetro 12. A empresa que tenta aplicar IA, automações, campanhas agressivas de mídia e escalonamento sem ter resolvido o básico comete o mesmo erro. Só que com muito mais dinheiro envolvido.

Maratonistas têm algo que empresas raramente têm: consciência plena da jornada.

No marketing, o inverso acontece: empresas tratam cada ação como se fosse um sprint independente.

“Vamos construir um novo site.”

“Vamos produzir mais conteúdo.”

“Vamos automatizar tudo.”

“Vamos colocar R$ 50 mil em tráfego mês que vem.”

“Vamos fazer feiras.”

“Vamos disparar newsletters.”

“Vamos usar IA.”

Tudo isso são apenas pontos isolados.  Sem estratégia, sem coerência, sem ordem lógica.

Aí as empresas olham para o resultado e dizem: “Viu? Marketing não funciona.”

Não funciona porque não é maratona. É corrida desordenada.  E corrida sem estratégia gera exaustão, não resultado.

 

  1. A falsa solução: achar que aumentar mídia conserta um funil furado

Mídia amplifica tudo – inclusive os erros.

Esse é o erro mais caro do mercado hoje. E provavelmente o mais frequente.

Empresas chegam dizendo:  “Estamos investindo pouco em tráfego. Vamos aumentar. Assim resolvemos.”  Ou:  “Está faltando lead. Investe mais.”

Mas o problema não está na quantidade de leads. Está no que acontece depois que eles entram no sistema.

Se sua empresa:

não nutre,

não qualifica,

não segmenta,

não conversa no timing certo,

não oferece no momento certo,

não sabe o que medir,

não tem um discurso coerente,

não tem jornada desenhada,

não sabe onde perde clientes,

então colocar mais dinheiro em mídia é como despejar mais água num balde furado.

A água não é o problema. São os furos.

Esse é o ponto mais negligenciado de todos: Mídia não resolve estratégia. Mídia só acelera o que já existe.

Se seu funil tem atrito, você só acelera o atrito.  Se sua mensagem está confusa, você só multiplica a confusão.  Se sua jornada está desalinhada, você só aumenta o custo por oportunidade desperdiçada.

Empresas não quebram porque investiram pouco em mídia.  Elas quebram porque investiram mal.

 

  1. O funil da vida real: ele não está no PowerPoint, está no comportamento

O funil não é um desenho; é uma cadeia de decisões humanas.

Funil bonito não vende.  Fluxo impecável no Miro/Mindmeister não vende.  Automação perfeita no RD não vende.  Diagrama elegante não fecha contrato.

O que vende é:

a clareza da mensagem,

o timing do contato,

a capacidade do lead de identificar valor,

a fricção zero na etapa de conversão,

a consistência da marca,

a maturidade do time de vendas.

Quando falo “maturidade do funil”, estou dizendo: cada etapa precisa ser intencional.

Topo: atrair o cliente certo, não todo mundo.  Meio: nutrir e educar, não empurrar.  Fundo: remover atritos, não pressionar.

E aqui entra um ponto filosófico importante, inspirado em Nassim Taleb: um sistema quebradiço colapsa quando estressado; um sistema preparado melhora com pressão.

Seu funil é qual dos dois?  Se aumentar mídia causa caos, seu funil é quebradiço.  Se aumentar mídia melhora aprendizado, seu funil é antifrágil.

Só existe um jeito de descobrir: otimizar processo antes de investir pesado.

 

  1. O comportamento-padrão das empresas: todo mundo faz igual (e erra igual)

Aqui está a lista dos padrões de marketing mais comuns que drenam dinheiro:

Produzir conteúdo para Instagram sem estratégia.

Publicar no blog sem objetivo.

Construir site novo achando que isso resolve presença digital.

Participar de feiras sem integrar com CRM e automação.

Disparar newsletters sem segmentação.

Investir em anúncios sem revisar oferta.

Criar automações que aceleram o caos ao invés de reduzir atrito.

Implementar IA sem ter processos mínimos definidos.

Esse comportamento acontece porque os líderes confundem:

Ação com estratégia.  Tecnologia com competência.  Mídia com resultado.  Ferramenta com método.

O mercado faz demais e pensa de menos.  Executa demais e estrutura de menos.  Publica demais e reflete de menos.

E quando o resultado é ruim… Culpa o marketing.

 

  1. Maturidade de marketing: o tamanho da empresa define o papel do marketing

Marketing de empresa pequena não é marketing de empresa média; marketing de empresa média não é marketing de empresa grande. Tentar usar o mesmo modelo é receita para desastre.

Empresas pequenas precisam de:

tração,

experimentação rápida,

validação de mensagem,

ofertas claras,

captura eficiente.

Empresas médias precisam de:

estrutura,

consistência,

processos,

clareza de posicionamento,

integrações entre marketing e vendas.

Empresas grandes precisam de:

governança,

alinhamento entre departamentos,

comunicação coerente,

cultura digital,

performance escalável,

dados centralizados.

O erro clássico: líderes tentam aplicar marketing de “empresa grande” com estrutura de “empresa pequena”.

Outro erro: tentar ser ágil como startup, mas com burocracia de corporação.

Marketing exige maturidade. Maturidade exige tempo. Tempo exige jornada.

Você não corre 42km com o preparo de 5km. E não escala marketing sem maturidade de marketing.

 

  1. IA, automações e a ilusão do avanço: A tecnologia não substitui estratégia

IA não corrige ausência de método; só amplifica velocidade.

Se você automatiza um processo ruim, você escala um processo ruim.  Se você usa IA para gerar conteúdo sem estratégia, você produz mais ruído.  Se você usa IA para responder leads sem entender sua jornada, você parece robotizado.  Se você implementa fluxos inteligentes sem ter dados confiáveis, você erra mais rápido.

Hoje, muitas empresas dizem: “Queremos IA.”  Mas sem:

CRM,

dados organizados,

personas claras,

jornadas definidas,

processos documentados,

clareza de oferta.

É como querer correr uma maratona com um tênis com placa de carbono… tendo treinado apenas 2km na esteira.

A tecnologia acelera. Mas acelera na direção que você apontou (mesmo que seja a errada).

IA é poderosa.  Automação é poderosa.  Mas só fazem sentido quando existe profundidade estratégica.

 

  1. Tomada de risco: a coragem calculada que falta nas empresas

Risco não é velocidade; risco é contexto.

O mercado fala de “arriscar mais”, mas poucos entendem o que isso significa.

Guilherme Benchimol, em um painel que estive presente, usou uma metáfora poderosa: subir a serra com cerração exige cautela. Mas atravessar uma autobahn alemã a 200 km/h em um Porsche, com pista seca, também pode ser conservador, afinal o ambiente permite.

Risco não é bravata.  Risco não é impulsividade.  Risco não é apostar em mídia sem revisar estratégia.  Risco não é “vamos ver no que dá”.

Risco é:

estudar contexto,

simular cenários,

construir redundâncias,

tomar decisões com inteligência.

O mercado confunde risco com desespero. E confunde cautela com imobilismo.

Taleb diria: um sistema só aprende quando é exposto ao estresse certo.

Empresas evitam estresse até não conseguir mais evitá-lo.  É por isso que travam.  É por isso que não evoluem.

 

  1. Sinais vs. Ruído: a competência essencial para o marketing de agora

A capacidade de interpretar dados e ignorar distrações é o diferencial real.

O excesso de informação cria paralisia.  Líderes acompanham:

likes,

cliques,

visitas,

seguidores,

tempo de página,

CPC,

CPM,

novidades de IA,

tendências de algoritmo.

Mas ignoram:

qualidade do lead,

alinhamento da mensagem,

eficiência da jornada,

coerência da experiência,

maturidade do processo,

lógica dos canais,

custo de oportunidade,

impacto de longo prazo.

Marketing não é sobre dados. É sobre a interpretação desses dados.

Os melhores líderes são aqueles que enxergam padrões onde os outros veem estatísticas.

E aqui entra uma frase dura de Benchimol: “No mundo há muito mais pessoas comprometidas do que competentes.”

No marketing atual, isso é ainda mais verdadeiro. O mercado é cheio de gente bem-intencionada, mas sem compreensão sistêmica.

Competência virou moeda escassa.  E quem domina sinais – não ruídos – governa a narrativa.

 

  1. A arte de corrigir um erro por vez

Mudanças reais são feitas gradualmente. Correção total não funciona, correção contínua funciona.

Quando você ensina alguém a correr bem, você não corrige 30 erros de uma vez.

Você escolhe 2. Depois mais 2. Depois mais 3.

É assim que um corpo aprende.  É assim que uma empresa aprende.  É assim que um funil amadurece.  É assim que uma operação se consolida.

Mas empresas querem mudar tudo ao mesmo tempo:

novo funil,

novo site,

nova marca,

novo CRM,

novas automações,

nova estratégia,

novo conteúdo.

Essa ansiedade destrói inteligência.  Destrói ritmo.  Destrói foco.

Estratégia é o ato de decidir o que não fazer agora.

O líder que tenta fazer tudo é o líder que não entende o jogo.  E como diz outra máxima importante: uma empresa nunca será maior do que seu líder.

 

  1. O que isso muda para o mercado agora

O mercado está entrando em uma era muito específica: menos tática, mais estratégia. menos tentativas aleatórias, mais sistemas. menos improviso, mais maturidade. menos atalhos, mais jornada.

Com IA gerando conteúdo em escala infinita, a vantagem competitiva não é produção.  É direção.  É discernimento.  É saber o que ignorar.  É saber onde colocar energia.  É construir fundamentos antes de buscar performance.

As empresas que vão sobreviver e crescer nos próximos anos serão aquelas que:

investem em marketing como processo, não milagre;

tratam mídia como amplificadora, não como salvadora;

alinham jornada, oferta, mensagem e tecnologia;

constroem funis antifrágeis;

usam IA para elevar inteligência, não para substituir pensamento;

corrigem erros progressivamente;

têm líderes que entendem estratégia, não apenas operação.

O jogo ficou mais complexo.  Mas também ficou mais claro.  E a vantagem hoje não está em gastar mais, está em gastar certo.

Conclusão: pare de culpar o marketing! A Responsabilidade é sua!

Marketing é ferramenta.  Estratégia é decisão.  Jornada é construção.  Resultado é consequência.

Toda empresa que fracassa no marketing tem uma história semelhante: pulos de etapa, ações desconexas, expectativas irreais, investimentos mal alocados, decisões sem contexto e, principalmente, ausência de processo.

Marketing não é sprint.  Marketing é maratona.  E maratonas só são vencidas por quem respeita o treino, a lógica, o ritmo e a jornada.

Se sua empresa quer realmente crescer, comece aceitando uma verdade simples:

o marketing funciona. O que não funciona é fugir da responsabilidade estratégica.

 

 

Seu time está pedindo permissão para tudo?

Por Tiago Henrique Bona

 

Anos 1980. São Paulo.

A indústria brasileira enfrentava crise.

Inflação alta.

Greves.

Demissões em massa.

A maioria das empresas respondeu com controle.

Mais regras.

Mais chefes.

Mais burocracia.

A Semco, não.

Seu líder, Ricardo Semler, fez o oposto do que qualquer manual mandaria:

tirou cargos, tirou chefes, tirou controle…

e entregou a empresa nas mãos das pessoas.

Parecia suicídio organizacional.

A primeira decisão radical:

Funcionários escolheriam o próprio salário.

Sim.

O funcionário olhava para o próprio desempenho,

comparava com colegas,

via o caixa da empresa,

e definia quanto deveria ganhar.

Sem aprovação.

Sem RH decidindo.

Sem diretor revisando.

Consultores corporativos chamaram de loucura.

“Vão pedir fortuna.”

“Vai virar anarquia.”

“A empresa não dura seis meses.”

Não aconteceu nada disso.

O que aconteceu foi:

  1. As pessoas se tornaram mais responsáveis.

Quando você decide o próprio salário,

você passa a se cobrar mais do que qualquer chefe cobraria.

  1. A transparência eliminou política interna.

Todos viam números, margens, custos.

Salário virou consequência — não negociação.

  1. Os melhores ficaram.

Os piores pediram para sair.

Autonomia assusta quem vive de esconder incompetência.

E a Semco não quebrou.

Cresceu.

Triplicou o faturamento.

Virou referência global.

Foi estudada em Harvard, MIT, London Business School.

Virou livro famoso: Maverick.

Tudo isso no Brasil —

em plena turbulência econômica —

com um modelo de gestão que o mundo inteiro dizia que não funcionaria.

A lição?

A maioria das empresas não sofre por falta de talento.

Sofre por falta de confiança.

Controle demais gera infantilidade.

Autonomia gera responsabilidade.

Ricardo Semler mostrou algo simples e desconfortável:

Quando você trata adultos como adultos,

eles se comportam como donos.

E quando você trata como crianças,

eles esperam que alguém diga o que fazer.

A pergunta é:

O seu time está pedindo permissão para tudo…

porque quer?

Ou porque foi treinado a não pensar?

(Em 2025 a Semco foi vendida para a indiana GMM Pfaudler)

 

 

Fofoqueiros têm 65% menos chances de serem promovidos.

Por Giovanni Begossi

 

Esses dados vêm de um estudo do Journal of Applied Psychology, que comprovou: quem é visto como fofoqueiro tem muito mais dificuldade para ser promovido.

Fofoca é covardia disfarçada de conversa.

Você não cresce falando mal dos outros. Cresce quando sabe falar de si mesmo com força e dos outros com respeito.

Toda vez que você fala mal de alguém, seu nome desce um degrau. E o pior: desce em silêncio. Ninguém te avisa. Você só começa a ser ignorado.

Agora olha o oposto.

Quem elogia pelas costas assina um contrato invisível de reputação. Pessoas assim são lembradas como líderes. Mesmo que não tenham cargo ainda, elas criam alianças. E quem tem aliança, tem acesso.

Falar bem exige coragem. Exige inteligência emocional. E principalmente, domínio da sua fala.

Por isso, oratória não é só palco. É bastidor. É atitude. É a impressão que você deixa na memória das pessoas.

Quer crescer? Ser promovido? Ser ouvido? Pare de repetir o padrão medíocre.

Fale bem. Pelas costas. Pela frente. Onde for.

E comece agora. Nos comentários!

Escolha alguém, escreva um elogio e marque a pessoa!

Vamos treinar falar coisas boas de todos!

 

 

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