Você vai ler na coluna de hoje: O poder do DOOH para impulsionar vendas na temporada de festas,Google, YouTube e WhatsApp: as marcas preferidas da gen Z, A nova força das marcas: criar vínculos reais em um mundo distraído, A Europa percebeu que a Geração Z está no auge do militarismo, do culto ao corpo e da vontade de se divertir, e disse-lhes: para a frente, As 10 Empresas Brasileiras com Melhores Usos de IA, Segundo Estudo, O Crescimento Econômico Nasce da Inovação e dos Empreendedores Que a Impulsionam,Com crise da Pizza Hut, dona da marca coloca rede à venda, Do Local Ao Global: O Potencial do Brasil para Criar Empreendedores de Alto Impacto, Brasil tem 3 CMOs entre mais influentes do mundo em 2025 e Economia, democracia e futuro do Brasil: debate reúne jornalistas renomados na 71ª Feira do Livro de Porto Alegre.
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O poder do DOOH para impulsionar vendas na temporada de festas
À medida que nos aproximamos da temporada de festas de 2025, o comportamento de consumo no Brasil promete algumas surpresas. Com um consumidor mais consciente e seletivo, conquistar sua atenção, e o seu coração, exige criatividade, timing e presença.
É aí que entra o Digital Out-of-Home (DOOH): uma mídia dinâmica, contextual e capaz de conectar marcas e pessoas em momentos reais de compra e decisão. Com flexibilidade total, segmentações avançadas e infinitas possibilidades criativas, o DOOH reúne todas as ferramentas necessárias para que sua marca esteja no lugar certo, na hora certa e com a mensagem certa.
Veja abaixo três formas de usar o DOOH para aumentar suas vendas durante a época mais movimentada do ano:
Agilidade para acompanhar o ritmo do varejo
Se tem uma coisa que o fim de ano no Brasil ensina é que tudo muda rápido. Promoções relâmpago, picos de busca por presentes, férias de verão, 13º salário… o comportamento do consumidor é dinâmico, e sua mídia precisa acompanhar esse ritmo.
Uma das maiores vantagens do DOOH é justamente a velocidade e flexibilidade para lançar, ajustar ou pausar campanhas em tempo real. Você pode mudar mensagens, adaptar criativos, ajustar orçamentos ou até reconfigurar o tipo de tela, tudo com poucos cliques.
Por exemplo: uma marca de varejo pode ativar uma campanha nas semanas que antecedem a Black Friday e mantê-la durante o Natal, alterando criativos conforme as ofertas mudam. Com o uso de criativos dinâmicos, é possível até exibir contagens regressivas, destacar produtos com mais estoque ou personalizar mensagens por cidade ou região.
Essa agilidade garante que sua comunicação esteja sempre atual, relevante e conectada ao momento certo do consumidor.
Alcance as pessoas nos momentos que importam
Com a expansão do inventário digital no Brasil, o DOOH permite que as marcas conversem com o público ao longo de todo o dia — no caminho para o trabalho, no shopping, no supermercado, na academia, no transporte público, nos elevadores ou até nas ruas e avenidas mais movimentadas.
Usando uma plataforma de compra de mídia programática (DSP), é possível ativar diferentes tipos de tela conforme o comportamento e o deslocamento do público, criando uma presença consistente e inteligente.
Por exemplo: uma marca de eletrônicos que deseja gerar tráfego para suas lojas durante a semana da Black Friday pode ativar telas em grandes shoppings e hubs comerciais ou próximos a concorrentes diretos. Além disso, pode aumentar o investimento nos dias de maior fluxo para dominar mercados prioritários e cercar pontos de interesse estratégicos (POIs).
O DOOH permite construir essa presença contextual, reforçando a lembrança da marca e influenciando decisões de compra em tempo real.
Conecte a experiência da rua com o momento da compra
Apesar do avanço do e-commerce, as lojas físicas seguem como protagonistas nas grandes datas comemorativas no Brasil. É nelas que o consumidor toma decisões rápidas, faz compras por impulso e encontra aquele presente de última hora.
As telas digitais dentro e ao redor dos pontos de venda, como em estacionamentos, vitrines, corredores ou caixas, são oportunidades valiosas para influenciar o shopper no instante decisivo da compra.
Por exemplo: uma marca pode exibir, nas telas de entrada de um shopping, um criativo dinâmico destacando ofertas por tempo limitado, enquanto, dentro das lojas ou no caixa, o mesmo consumidor é impactado por mensagens complementares que reforçam benefícios ou criam senso de urgência. Com mensagens certeiras, é possível destacar promoções relâmpago, produtos em evidência ou sugestões de presentes, aproveitando o público já em clima de consumo.
Pesquisas indicam que anúncios em ambientes de varejo físico aumentam significativamente a intenção de compra — e o DOOH, com seu formato não intrusivo e visualmente envolvente, é uma das formas mais eficazes de se destacar em meio à enxurrada de estímulos dessa época do ano.
Essa proximidade com o momento da decisão é poderosa: 71% dos consumidores afirmam estar mais propensos a considerar uma marca após vê-la anunciada no ponto de venda. Em meio a tantas mensagens disputando atenção, o DOOH in-store ajuda sua marca a se destacar, alcançando o consumidor quando ele está mais presente, receptivo e pronto para agir.
Faça de 2025 uma temporada inesquecível
Com o poder do DOOH, sua marca pode unir dados, criatividade e contexto para criar campanhas vivas, que se adaptam ao comportamento real das pessoas.
Seja para impulsionar o varejo, lançar produtos, reforçar presença de marca ou simplesmente se conectar com o espírito das festas, o DOOH oferece uma combinação única de alcance, relevância e mensuração.
Com flexibilidade total, segmentação inteligente e possibilidades criativas em tempo real, é a ferramenta ideal para transformar a temporada de fim de ano em uma grande oportunidade de crescimento — para sua marca e para quem a vê todos os dias.
Google, YouTube e WhatsApp: as marcas preferidas da gen Z
Por Meio & Mensagem
Google, YouTube e WhatsApp são as marcas preferidas da Geração Z brasileira, segundo estudo inédito da VML Brasil, realizado a partir da BAV (Brand Asset Valuation), plataforma de análise de brand equity, desenvolvida 100% com dados proprietários da WPP.
Conduzida pela área de estratégia da agência, a pesquisa revela ainda que marcas como Windows, Playstation e Apple também figuram no top 15 de preferência dessa geração. Isso indica que inovação e tecnologia são fatores relevantes para este público.
O levantamento mostra ainda que marcas com um histórico consolidado, como Havaianas, Natura e Avon também estão entre as favoritas da gen Z, uma vez que para esse público, atributos como confiança, tradição e entretenimento são fundamentais na escolha das marcas. E o estudo revela ainda que a confiabilidade é construída pela presença constante e pelo volume de comunicação das marcas.
Desconstruindo a ideia de que a gen Z é um grupo homogêneo quando se trata de comportamento e consumo, a pesquisa faz recortes de gênero e classe. Na classe C, por exemplo, Natura e Avon se destacam, reforçando o papel de marcas tradicionais no dia a dia dessa parcela de população, guiada, segundo o estudo, por conectividade, conveniência e soluções práticas.
Quando o recorte são as classes AB, as marcas preferidas são aquelas que unem confiabilidade e inovação, com maior familiaridade e estima por líderes de mercado.
Outro ponto de destaque da pesquisa é que o Pix, sistema de pagamento do Banco Central, aparece em 4º lugar entre jovens da classe AB e 5º entre jovens da classe C.
Quando se trata de gênero, o cenário entre as mulheres da gen Z é mais competitivo para as marcas, uma vez que players apresentam maior estatura de marca – ou seja, maior grau de reconhecimento, reputação e relevância na mente das consumidoras.
Moda e beleza
O estudo propõe ainda um olhar mais aprofundado sobre os segmentos de moda e beleza. Para a gen Z brasileira, as marcas líderes de beleza são aquelas presentes na vida das consumidoras, tanto em tempo quanto em volume de comunicação. Neste segmento, esse público também prioriza marcas que demonstram boa performance ao longo dos anos, reforçando a importância da confiança e da tradição.
Na categoria de moda, marcas que se destacam são aquelas capazes de se diferenciar e antecipar tendências. Aquelas que conseguem criar ícones atemporais, como Havaianas, ou que inovam na experiência de compra, também conquistam espaço entre os jovens.
Metodologia
Para chegar nesses resultados, a metodologia BAV (Brand Asset Valuator) usa como base mais de 16 bilhões de datapoints, 18 mil respondentes e 1.500 marcas analisadas no Brasil em 2025.
Top 15 marcas prefeidas da Gen Z
Posição Marca
1º Google
2º YouTube
3º WhatsApp
4º Havaianas
5º Pix
6º Netflix
7º Windows
8º Shopee
9º Microsoft
10º Disney
11º Playstation
12º Android
13º Duolingo
14º Marvel
15º Apple
Classe C: Conveniência & Conectividade
Posição Classe C Classe AB
1º Shopee Google
2º YouTube Havaianas
3º WhatsApp YouTube
4º Disney Pix
5º Pix WhatsApp
6º Marvel Windows
7º Netfli Netflix
8º Google Microsoft
9º Playstation Apple
10º Windows Amazon
11º Duolingo Samsung
12º Ninho Electrolux
13º Instagram Spotify
14º Havaianas Coca-Cola
15º Gmail Android
A nova força das marcas: criar vínculos reais em um mundo distraído
Por Daniel Navas
Em um mundo em que a atenção das pessoas vale mais do que nunca, o que faz uma marca ser realmente inspiradora? Ser pioneira em tecnologia, líder de mercado ou ter um produto de qualidade já não basta. O verdadeiro diferencial, segundo especialistas, está em algo mais humano: a capacidade de criar conexões reais com as pessoas.
E esse foi o principal destaque do painel “Marcas que Inspiram: Conexão com o Consumidor”, apresentado durante o Prêmio As Marcas Mais Valiosas do Brasil 2025. O encontro reuniu William Malfatti, diretor de comunicação, relacionamento com clientes e relações institucionais do Grupo Fleury, Gisela Schulzinger, professora da ESPM, Aléxia Duffles, CMO da MRV e Gian Franco Rocchiccioli, CSO da Pande Design.
O poder da empatia: o caso Fleury
Às vésperas de completar 100 anos, o Grupo Fleury continua sendo referência em experiência do cliente no setor de saúde. Para William Malfatti, o segredo é simples, mas exige consistência: preservar a essência.
“Precisamos manter uma sensibilização contínua para entender o serviço que prestamos, que é saúde, e garantir que cada cliente saia melhor do que entrou”, afirma.
Com 77 milhões de atendimentos por ano, o Fleury aprendeu a se adaptar às diferentes realidades do país. Após mais de 40 aquisições, a companhia percebeu que precisava “sair do mindset da elite paulistana” e compreender os hábitos e culturas regionais. “Passamos a entender como os clientes gostam de ser atendidos em cada lugar. Isso nos permite gerar valor regional e fortalecer a marca nacionalmente”, diz Malfatti. E a cultura organizacional é o alicerce dessa conexão.
“Para termos clientes bem acolhidos, precisamos acolher bem nossos colaboradores. A cultura do Fleury é mantida viva por todos, e isso começa pela liderança” — William Malfatti, diretor de comunicação, relacionamento com clientes e relações institucionais do Grupo Fleury
A era das pessoas (não dos consumidores)
A professora Gisela Schulzinger, da ESPM, trouxe uma provocação: talvez seja hora de aposentar a palavra “consumidor”.
“Temos tentado não usar esse termo. São pessoas. É preciso olhar para fora, entender o que elas desejam e entrar na conversa de forma genuína.”
Segundo Gisela, o mundo digital ampliou o espaço de interação, mas também tornou o diálogo mais complexo. “O espaço virtual é gigantesco e exige que as marcas participem sem tentar se impor. Cada uma deve encontrar sua forma de dialogar, com transparência e verdade.”
Para ela, a construção de uma marca inspiradora é um processo vivo. “O futuro não é algo distante. Ele já está acontecendo. O desafio é trazê-lo para o presente com transparência”, afirma.
MRV e o conceito de ‘marca pop’
Na jornada para se aproximar das pessoas, a MRV reposicionou sua identidade, deixando de ser apenas uma “marca popular” para se tornar uma “marca pop”, com presença cultural e conexão emocional.
“A MRV sempre foi conhecida por preço e capilaridade. Mas a marca pop traz o simbolismo de fazer parte do dia a dia das pessoas”, explica Aléxia Duffles, CMO da empresa.
Um dos marcos dessa virada foi o patrocínio ao Big Brother Brasil, que inseriu a MRV na conversa nacional e reforçou sua presença no imaginário popular.
“As marcas que continuarão serão as legitimadas pelos clientes. As comunidades de moradores se tornaram espaços de aprendizado e geração de insights” — Aléxia Duffles, CMO da MRV
Marcas inspiradoras falam menos de si e mais das pessoas
Para Gian Franco Rocchiccioli, da Pande Design, a inspiração nasce da coerência e da verdade. “Inspirar não é falar de si, mas do que você tem a oferecer às pessoas. As marcas precisam se reconhecer, saber seu propósito e dialogar com autenticidade”, afirma.
Ele reforça que o branding é um processo contínuo, que depende de coerência cultural e diálogo constante.
“A vida digital trouxe uma transparência radical. Só conquista legitimidade quem conversa com diversos públicos de forma honesta e sistêmica” — Gian Franco Rocchiccioli, CSO da Pande Design.
No fim, um consenso uniu os participantes: as marcas mais inspiradoras do futuro serão aquelas que souberem agir como pessoas, ou seja, com empatia, escuta e propósito.
A Europa percebeu que a Geração Z está no auge do militarismo, do culto ao corpo e da vontade de se divertir, e disse-lhes: para a frente!
Primeiro vieram os tênis técnicos, depois os relógios esportivos e agora as mochilas militares: cáqui, robustas, cobertas de patches e alças. A Europa está se vestindo de utilidade, como se a preparação para a guerra fosse apenas mais uma tendência estética. Nas academias, mais do que nos quartéis, um novo tipo de cidadão está sendo treinado: corpos prontos, olhos focados, mochilas preparadas para algo que ainda não sabemos se é uma declaração de moda ou uma vocação.
Aqueles que as usam parecem personificar uma nova tendência europeia: o retorno do corpo como símbolo patriótico. Algumas semanas atrás, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou: “É cansativo ver tropas obesas”. Seu comentário — tão provocativo quanto político — coincidiu com uma descoberta inesperada: a Geração Z, a mesma geração que cresceu cercada por telas e ansiedade, está redescobrindo o culto ao corpo, o gosto pela ação e, em alguns casos, uma curiosidade renovada sobre a ideia de servir ou proteger algo maior do que si mesmos. A Europa percebeu isso.
Aliste-se na marinha?
Em um episódio de ‘Os Simpsons’, Bart e seus amigos formaram uma banda com letras subliminares para incentivar jovens a se alistarem na marinha. Uma piada que, com o tempo, se tornou mais uma profecia da cultura pop cumprida.
Uma coluna no Financial Times começou a desvendar a nova tendência militar. As forças armadas europeias detectaram uma mudança inesperada: jovens que antes evitavam o serviço militar obrigatório, agora estão se inscrevendo para o serviço militar ou voluntário civil. Na Alemanha, as inscrições para o serviço militar voluntário aumentaram 15% em um ano; na Finlândia, o governo anunciou sua intenção de aumentar o número de reservistas para um milhão até 2031.
Enquanto isso, a Suécia, com seu sistema de “Defesa Total” (Totalförsvaret), já integra 380 mil cidadãos em associações de rádio, transporte e treinamento canino que apoiam o exército sem portar armas. De acordo com dados oficiais do governo sueco, a guerra na Ucrânia causou um aumento repentino nas inscrições de voluntários: em apenas alguns meses, o país recebeu tantos voluntários quanto em um ano típico.
Enquanto isso, os países bálticos — Estônia, Letônia e Lituânia — também estão reforçando seu “militarismo civil”. Os três países estão preparando planos de evacuação em massa e de resposta cidadã para o caso de um ataque russo. Os exercícios incluem desde voluntários de logística até agricultores aprendendo a dirigir veículos blindados leves. Além disso, a Estônia criou unidades de “cibervoluntários” para proteger a infraestrutura digital, e a Lituânia acaba de lançar um programa para treinar 22 mil operadores de drones.
A Europa não está construindo exércitos enormes: está cultivando corpos disponíveis, disciplinados e funcionais. Um militarismo de baixa intensidade que combina exercícios na academia, voluntariado e “patriotismo saudável”.
Mas por que a Geração Z?
A resposta mais simples é que eles são moldados pelo espelho, mas há muito mais do que isso. Atualmente, vivemos na era da proteína em alta, shakes fortificados, corpos esculpidos e rotinas de exercícios extremas. A psicóloga Sara Bolo alertou que “muitos comportamentos aparentemente saudáveis escondem transtornos disfarçados de cultura fitness”. Mas, para além dos excessos, o culto ao corpo tornou-se uma ética: a autodisciplina física como sentido de propósito.
E por trás de tudo isso, há algo mais: 36% dos europeus da Geração Z praticam exercício físico regularmente, e outros 50% querem começar. No entanto, a estatística mais reveladora não é essa, mas sim o vazio que preenche. O sociólogo Robert Putnam já diagnosticou que “deixamos de jogar boliche juntos”. Hoje, a academia substitui o clube social, o bootcamp substitui o acampamento de verão e o levantamento de peso substitui o ritual coletivo.
Em outras palavras, a Geração Z não está apenas em busca de músculos: está em busca de pertencimento. Numa Europa onde 13% dos cidadãos e 20% dos jovens dizem sentir-se sozinhos “na maior parte do tempo”, segundo o Eurostat, a defesa civil emerge como um novo tipo de comunidade funcional: uma academia com um hino e um propósito.
O corpo como fronteira política
Este culto ao corpo, nascido nas academias e amplificado pelas redes sociais, também se infiltrou no discurso institucional. O que antes era bem-estar individual, agora assume um tom coletivo, até mesmo patriótico. Do outro lado do Atlântico, essa obsessão com o corpo adquiriu conotações ideológicas.
O próprio Hegseth reuniu centenas de oficiais de alta patente para repreendê-los: “Chega de barbas. Vamos cortar o cabelo, raspar a barba e voltar aos padrões”. Seu discurso focava mais na aparência do que no desempenho, mais na imagem do soldado ideal do que em suas capacidades operacionais.
A Europa observa com cautela, mas o impulso permanece o mesmo: o corpo é, mais uma vez, uma metáfora para a nação, um espaço onde se projeta a saúde moral e física do Estado. Treinados, vigilantes, preparados.
Recrutamento com algoritmos
Por ora, o velho continente está fortalecendo sua rede de associações civis. Mas, se olhar para os Estados Unidos, poderá encontrar um modelo de recrutamento mais agressivo. O exército americano contratou garotas da internet e influenciadoras como Hailey Lujan, funcionária da divisão de Operações Psicológicas (PSYOP), que combina uniformes e filtros de beleza para atrair novos recrutas.
Por outro lado, o Pentágono também experimentou com videogames: America’s Army, um jogo de tiro gratuito lançado em 2002, projetado para fazer com que os jogadores quisessem se alistar após jogarem. Funcionou por duas décadas como a primeira grande ferramenta de recrutamento “gamificada”.
Por ora, a versão europeia do recrutamento digital é mais discreta — campanhas focadas em voluntariado e proteção civil — mas a lógica é idêntica: convencer a Geração Z de que um uniforme também pode ser um estilo de vida.
Fragilidade disfarçada de força
À margem das academias, onde disciplina e autoaperfeiçoamento são pregados, uma “manosfera” digital prospera, transformando a fragilidade em combustível ideológico. No TikTok e no YouTube, figuras como Andrew Tate ou contas anônimas com estética militar promovem uma masculinidade “baseada em força e controle”.
O fitness tornou-se uma porta de entrada para a extrema-direita digital, onde o corpo simboliza pureza e o inimigo é sempre o fraco. Casos como o do influenciador espanhol Llados, que combina treinamento físico com discursos sobre “masculinidade tradicional”, ilustram essa linha tênue entre autoaperfeiçoamento e manipulação emocional.
O risco não é apenas a militarização do corpo, mas sua instrumentalização ideológica. A academia, um espaço de redenção, pode se tornar um campo de doutrinação sutil, onde a solidão e a ansiedade são canalizadas para a obediência e a disciplina.
As guerras invisíveis
Vale lembrar que o corpo treinado nem sempre retorna ileso. Em “Os Meninos de Zinco”, Svetlana Alexievich reuniu os depoimentos de soldados soviéticos que voltaram do Afeganistão com feridas invisíveis na pele: “Os meninos envelheceram em questão de meses”. A epopeia havia enferrujado.
Na Espanha, veteranos do Iraque, da Bósnia ou do Afeganistão ainda falam da perplexidade de retornar a um país que os tratava com indiferença. Para muitos, a verdadeira batalha começou com o retorno: depressão, isolamento, a sensação de terem sido usados para a causa de outros.
Essa memória recente deve servir de alerta: não há proteína que possa curar o vazio do combate, nem academia que possa treinar para o barulho de uma guerra real. O entusiasmo juvenil pela disciplina e pela comunidade não deve ser confundido com a disposição para matar, muito menos para morrer.
A Espanha observa atentamente
Neste país, o debate sobre o serviço militar obrigatório permanece encerrado, mas o Ministério da Defesa começou a fortalecer sua “reserva voluntária”, e a Unidade Militar de Emergência (UME) já funciona como um modelo de defesa civil robusta: 3.500 militares e milhares de colaboradores civis.
Nos bastidores, algumas universidades começam a oferecer seminários sobre “resiliência nacional”, e diversos governos regionais promovem programas de voluntariado em proteção civil, segurança cibernética e resposta a emergências. Em outras palavras, uma versão ibérica do modelo nórdico.
Para onde isso nos leva?
À primeira vista, a Europa não está construindo exércitos massivos, mas sim estruturas sociais disciplinadas. O risco é que a linha entre dever cívico e militarismo se torne tênue até desaparecer. O que começou como um culto ao corpo pode acabar se tornando um culto à ordem.
A Geração Z, em meio a proteínas e drones, não declarou guerra a ninguém, mas decidiu se preparar para algo. A questão não é se ela está pronta para defender a Europa, mas que tipo de Europa ela está se preparando para defender.
As 10 Empresas Brasileiras com Melhores Usos de IA, Segundo Estudo
Pacete
A inteligência artificial está deixando de ser promessa para se consolidar como eixo estratégico nas empresas brasileiras. É o que mostra o AI Lighthouse Awards, iniciativa da Fundação Dom Cabral (FDC) em parceria com a CI&T, que reconhece as organizações que utilizam IA como vetor de competitividade, inovação e crescimento sustentável. O levantamento mapeou seis dimensões centrais — estratégia, recursos, estrutura, processos, cultura e resultados — e traçou um retrato inédito da maturidade em IA no país.
Segundo o estudo, 94,4% das companhias colocam a IA entre as principais pautas corporativas, e um terço delas trata o tema diretamente na presidência. Além disso, 79,2% afirmam que os investimentos estão alinhados aos objetivos organizacionais. Em termos de volume, um quinto das empresas já destina mais de 5% da receita para iniciativas de inteligência artificial — uma tendência que, segundo os organizadores, deve crescer à medida que a tecnologia se mostra rentável e integrada às estratégias de negócio.
Mas o dado mais relevante não está apenas no investimento. Para Cesar Gon, fundador e CEO da CI&T, o ponto de inflexão é cultural: “62% das empresas já têm programas formais de capacitação em IA, o que mostra que o futuro não será apenas sobre algoritmos, e sim sobre pessoas preparadas para trabalhar em parceria com essas inteligências”, afirma. “A CI&T acredita exatamente nisso: a IA como alavanca para eficiência, criatividade e aprendizado contínuo.”
O AI Lighthouse Awards nasceu justamente com esse propósito — reconhecer empresas que estão liderando a transformação de forma estratégica e humana. “São organizações que entenderam que a IA não substitui o humano, mas o potencializa. A tecnologia é o copiloto que amplia nossa capacidade criativa, analítica e estratégica”, completa Gon. Entre as dez empresas de destaque estão AB InBev, Globo, Anima Holding, Porto Seguro, Bradesco Seguros, Localiza & Co., MRV, GetNet, Tupy e Cielo.
Os resultados também apontam ganhos concretos: 45,1% das empresas alcançaram mais de 60% das metas definidas para seus projetos de IA, e 22,5% registraram retorno sobre investimento superior a 30%. “O diferencial competitivo está em como combinar dados, propósito e pessoas para gerar impacto real nos negócios e na sociedade”, resume o executivo.
Para a Fundação Dom Cabral, a tendência é clara: a IA está deixando de ser uma tecnologia experimental para se tornar parte do núcleo estratégico das empresas. “Quando a cultura de dados e o desenvolvimento humano caminham juntos, o resultado é uma inovação mais sólida, ética e sustentável”, conclui o relatório.
“Sermos pioneiros, junto com a Fundação Dom Cabral, no lançamento de um reconhecimento dessa magnitude no Brasil reforça nossa crença de que a Inteligência Artificial deve ser aplicada com responsabilidade, propósito e visão de futuro. A CI&T tem no DNA o compromisso de antecipar tendências e gerar impacto positivo por meio da inovação. O AI Lighthouse Awards é um passo importante em práticas transformadoras de IA”, afirma Bob Wollheim, sócio e vice-presidente da CI&T.
O Crescimento Econômico Nasce da Inovação e dos Empreendedores Que a Impulsionam
O Prêmio Nobel de Economia de 2025 reconheceu Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por explicarem o crescimento econômico impulsionado pela inovação. A escolha celebra uma teoria que, na prática, já move ecossistemas inteiros: o desenvolvimento não é um efeito da inovação, é sua consequência direta. Essa constatação, agora confirmada pela academia, reforça uma convicção que a Endeavor vive há mais de duas décadas: os motores do crescimento econômico são os empreendedores que inovam, onde quer que estejam.
A teoria desses economistas fala sobre a “destruição criativa”, a substituição do antigo pelo novo. Mas, tirando o modelo teórico, essa dinâmica tem nome, rosto e um propósito muito real. É feita por fundadores que enxergam oportunidades onde outros veem limitações e que transformam conhecimento em impacto.
Isso se relaciona diretamente com nossa crença central na Endeavor: que a inovação, e não a localização, é o verdadeiro motor das economias prósperas. São exemplos como o Sergio Furio, da Creditas, que iniciou sua jornada quando o crédito com garantia ainda era pouco conhecido no Brasil. Ou Michael Lahyani, do Property Finder, que passou dois anos educando o mercado imobiliário digital nos Emirados Árabes antes que o setor decolasse.
Esses empreendedores provam que inovar não é repetir as mesmas fórmulas, mas escrever o próprio caminho e é justamente essa atitude que transforma empresas em motores de transformação econômica.
Em mercados emergentes, escalar negócios não é apenas mais difícil, é estruturalmente distinto. O sucesso não segue uma linha reta nem um único desfecho, como um IPO. Ele nasce da combinação entre visão de longo prazo, controle estratégico e capacidade de sobreviver enquanto o ecossistema amadurece.
A regra número um é não morrer — construir um negócio sustentável mesmo quando o ambiente ainda não está pronto. Da mesma forma, Lahyani manteve o controle acionário do Property Finder para direcionar o crescimento com autonomia, uma escolha que garantiu visão e consistência no longo prazo. Esses exemplos refletem o traço comum dos empreendedores de alto impacto, a resiliência que transforma limitação em vantagem competitiva.
A oportunidade está na aplicação global
Hoje, boa parte do capital em Inteligência Artificial está focado em construir a infraestrutura nos EUA e na China. Mas a criação de valor mais transformadora está acontecendo no nível da aplicação, onde a tecnologia finalmente encontra um problema local para resolver.
A Codeway, na Turquia, tornou-se lucrativa com aplicativos que figuram entre os 50 mais baixados globalmente. A Bending Spoons, na Itália, usa IA para acelerar fusões e aquisições. E a ELSA, no Vietnã, ensina inglês para mais de 50 milhões de usuários. Esses casos mostram que a próxima fronteira da inovação não está em novos algoritmos, mas em novas combinações entre tecnologia e contexto.
É exatamente nesse ponto que o trabalho da Endeavor se torna vital, para garantir que esses empreendedores tenham o capital paciente, as conexões certas e o conhecimento global para transformar essa inovação local em impacto mundial. Hoje, estamos ampliando o alcance desses fundadores que estão reescrevendo o futuro econômico de seus países e criando as “máfias empreendedoras” que sustentam novos ciclos de crescimento.
O futuro da inovação virá de todos os lugares
O Nobel de 2025 reforça que a inovação é o caminho mais consistente para o desenvolvimento econômico. Mas, para que essa verdade se traduza em prosperidade real, é preciso olhar além dos grandes centros e investir nos ecossistemas que estão surgindo agora.
A tecnologia é global. O talento também.
O nosso desafio é garantir que as condições necessárias para inovar, como capital inteligente, políticas públicas que ajudem e redes de apoio robustas, sejam distribuídas de forma mais justa.
Apoiar um empreendedor de alto impacto é muito mais do que fortalecer uma empresa. É acionar um ciclo virtuoso que se retroalimenta, transformando regiões em novos pólos de oportunidade. Afinal, o futuro da inovação e do crescimento será escrito com muitos sotaques, em todos os lugares.
Do Local Ao Global: O Potencial do Brasil para Criar Empreendedores de Alto Impacto
O Brasil como protagonista global não é mais uma promessa de futuro. Em um encontro internacional de empreendedores de alto impacto, nosso país marcou forte presença, com mais de 20 dos 110 participantes. Pelo menos metade das empresas brasileiras presentes já atua em outros mercados de forma estruturada. O segredo? Desafiar limites, cuidar de pessoas e investir em conexões, com a coragem e a criatividade que sabemos que o Brasil é capaz de oferecer.
Tudo gira em torno de pessoas
De Javi Olivan, COO da Meta, a Cesar Carvalho fundador e CEO do Wellhub, a maioria das conversas trouxe gente como pilar central das empresas de alto crescimento. Cuidar de si e de suas relações, exercendo a consciência coletiva é fundamental para crescer de forma
Para garantir escala, é preciso formar time, cultura e se conectar pessoalmente
Mais que isso, cada líder precisa saber o que decide, como colabora e o que se espera dele. É possível criar conexões profundas com o time. Muitos fundadores entenderam que a decisão de um executivo ficar ou sair da empresa também passa pela família, então esses vínculos ajudam a construir uma conexão duradoura.
Os empreendedores de sucesso quase sempre trazem vivências muito além do negócio
Pedro Chiamulera, fundador e CEO da ClearSale, já foi atleta nos anos 90 e disputou as Olimpíadas de Barcelona e Atlanta; Pablo Fernández Álvarez, empreendedor espanhol, acumula cinco recordes no Guinness. Entre eles, o de percorrer 103 quilômetros numa piscina de 25 metros, em apenas 24 horas. Mostafa El-Beltagy, empreendedor egípcio, deixou uma carreira corporativa de sucesso em uma empresa conhecida de telefonia, em Londres, para construir a Nawy, a maior proptech da África, um negócio relevante para o seu país. Nem sempre é só sobre empreender, deixar um legado para o mundo também é importante.
Compartilhar essas e outras histórias é despertar o pertencimento e lembrar que a inspiração certa, ou o próximo grande benchmark, pode estar a uma ligação de distância.
Assim como no restante do mundo, o Brasil coleciona boas histórias e um número considerável dos melhores empreendedores de alto impacto. Não por acaso, 34 das 235 empresas de alto crescimento que compõem o seleto grupo de Outliers da Endeavor, são brasileiras. Estamos falando de empreendedores que, juntos, faturaram mais de R$ 20 bilhões em 2024 e geram 30 mil empregos em mais de 50 países.
Este movimento é fruto de um efeito multiplicador que exige tempo, dedicação e uma real disposição para mentorar, inspirar e investir na próxima geração. É assim que grandes líderes formam novos líderes — e fortalecem, de forma consistente, os ecossistemas de inovação ao redor do mundo.
Somos, sim, uma potência. E estamos só começando.
Brasil tem 3 CMOs entre mais influentes do mundo em 2025
Por Priscilla Oliveira
O The Lions Talent Report 2025, levantamento anual do Cannes Lions, trouxe um feito histórico para o Brasil: três executivos brasileiros estão entre os dez CMOs mais influentes do mundo. O reconhecimento consolida o país como uma das principais potências criativas e estratégicas no cenário global do Marketing.
Em primeiro lugar aparece Leandro Barreto, CMO da Unilever Global, reconhecido por unir propósito e performance em um portfólio de marcas com impacto mundial. À frente da estratégia global da companhia, Barreto tem se destacado por promover uma cultura orientada por dados e por defender a integração entre inovação e propósito como motores de crescimento sustentável.
Outra brasileira no ranking é Fernanda Romano, ex-CMO da Supercell, empresa finlandesa de games responsável por sucessos como Clash Royale e Brawl Stars. Com trajetória internacional sólida, Fernanda é uma das líderes mais respeitadas do mercado por sua visão de marca aliada à cultura digital e pela capacidade de conectar criatividade a resultados de negócio.
O top 10 é completado por Eduardo Guedes, CMO da CNA+, que vem transformando a tradicional marca de ensino de idiomas com uma abordagem voltada à digitalização, experiência do aluno e modernização da comunicação. Seu nome no ranking simboliza o reconhecimento internacional de lideranças que atuam diretamente no mercado brasileiro e mostram que inovação também nasce localmente.
À frente da transformação do grupo, Eduardo Guedes em reposicionando o CNA como um ecossistema educacional mais amplo, com novas verticais de ensino e uma estratégia de “edutainment” — união de educação e entretenimento.
Em entrevista ao Mundo do Marketing, Guedes explicou como o conceito tem guiado a expansão da marca, com ações que vão de experiências em jogos como Fortnite ao uso de Inteligência Artificial para personalização do aprendizado. “Hoje não é sobre onde você coloca mais dinheiro, e sim sobre quanto você captura de atenção”, afirmou o executivo.
A presença de três profissionais brasileiros entre os CMOs mais influentes do mundo mostra como o país deixou de ser apenas um exportador de criatividade publicitária para se consolidar como um exportador de liderança estratégica em Marketing.
Categorias Criativas
Além da categoria de CMOs, outros brasileiros se destacaram no relatório. Danilo Boer e Rafael Pitanguy aparecem entre os principais Chief Creative Officers (CCOs) do mundo, enquanto Tiago Abreu e Pedro Araújo figuram entre os Creative Directors mais influentes. O brasileiro Vitor Favero lidera o ranking de Art Directors e Matheus Sanches e Gonzaga Neto aparecem entre os Copywriters de maior destaque.
Já na categoria de Film Directors, os nomes de Paulo Gonçalves e Pedro Knoll reforçam o protagonismo nacional também nas narrativas audiovisuais. O conjunto desses resultados confirma que o Brasil mantém um papel central na formação de talentos que combinam pensamento criativo, domínio técnico e capacidade de liderança.
Com crise da Pizza Hut, dona da marca coloca rede à venda
Por Redação InvestNews
A dona da Pizza Hut, a americana Yum Brands, anunciou nesta terça-feira (4), que pode vender a marca. Além da venda total, a holding avalia ainda a possibilidade de realizar uma joint venture ou a venda de uma participação na rede. A Yum Brands, no entanto, não estabeleceu um prazo para resolver o futuro da rede de pizzas.
A Pizza Hut é uma das empresas da Yum, que é dona ainda do KFC e do Taco Bell nos EUA. No Brasil, a marca da Pizza Hut foi licenciada para outra empresa, a International Meal Company (IMC).
Em comunicado, o CEO da Yum, Chris Turner, disse que “o desempenho da Pizza Hut indica a necessidade de tomar medidas adicionais para ajudar a marca a atingir seu pleno valor, o que pode ser melhor executado fora da Yum Brands.”
A rede de pizzarias vem enfrentando dificuldades e lutado para conquistar clientes nos últimos anos. Entre os desafios do mercado americano estão a saturação do mercado de pizzas e o crescimento da concorrente Domino’s. Atualmente, a participação da Pizza Hut no mercado de pizzas dos EUA caiu de 22,6% em 2019 para 18,7% em 2024, segundo o Barclays.
A possível venda da Pizza Hut animou os investidores. As ações da Yum Brands subiram 2% nas negociações pré-mercado de hoje.
Economia, democracia e futuro do Brasil: debate reúne jornalistas renomados na 71ª Feira do Livro de Porto Alegre
Conversa, que acontece hoje, antecede o lançamento de livros sobre os caminhos para o crescimento econômico e sobre histórias dos debates eleitorais televisivos no Brasil
Nesta quinta-feira, às 17h30, três nomes de destaque do jornalismo brasileiro se reúnem no Auditório Erico Verissimo, no Clube do Comércio, em Porto Alegre. Juliana Rosa, referência em jornalismo econômico, e Fernando Mitre, com atuação histórica no jornalismo político, participam da mesa “O Brasil pode voar? Conversa sobre economia e democracia”. O evento conta com a mediação do jornalista Felipe Vieira, âncora da BandNews TV.
“Por que a economia brasileira voa alto por algum tempo e depois volta para o chão?” Essa pergunta motivou Juliana Rosa a escrever seu livro de estreia. Com mais de 25 anos de experiência, ela traduz o “economês” em temas como juros, sistema tributário, infraestrutura e comércio internacional. Na obra De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira, Juliana traz depoimentos de quem já tomou grandes decisões sobre a economia brasileira – personalidades como o presidente do Banco Central, o ex-ministro da Fazenda e um dos criadores do Bolsa Família.
“O país tem feito voos de galinha desde a década de 1980, o que tem nos privado de uma qualidade de vida melhor”, acredita Juliana.
A obra é um dos lançamentos da 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, e terá sessão de autógrafos na Praça da Alfândega logo após a conversa. Às 19h, também será lançado o livro Debate na veia: nos bastidores da TV – a democracia no centro do jogo, de Fernando Mitre. O jornalista testemunhou a redemocratização do país e produziu os principais debates eleitorais da televisão na época. A obra reúne histórias acumuladas em mais de 60 anos de jornalismo político no Brasil.
“Assisti ao renascimento da democracia e assisti participando. Da primeira até a última página tem informação”, conta Fernando.
Essa combinação de grandes experiências, somada à expertise de Felipe Vieira em conectar o noticiário nacional ao olhar local, guiará o debate sobre caminhos para o crescimento econômico e o fortalecimento das instituições democráticas no país.
Mesa “O Brasil pode voar? Conversa sobre economia e democracia”
Data: Quinta-feira, 6 de novembro
Horário: 17h30
Local: Auditório Erico Verissimo (Clube do Comércio) / Rua dos Andradas, 1085, 2º andar, Centro Histórico
Sessões de autógrafos
– De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira – Juliana Rosa (Editora Nova Fronteira)
– Debate na veia: nos bastidores da TV – a democracia no centro do jogo – Fernando Mitre (Kotter Editorial)
Data: Quinta-feira, 6 de novembro
Horário: 19h
Local: Praça de Autógrafos da 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega
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