Você vai ler na coluna de hoje: Pepsi ‘rouba’ urso polar da rival Coca-Cola em nova propaganda de sua versão zero, a força da Opinião, Pós-NRF da CDL POA apresenta as múltiplas tendências de consumo da maior feira mundial de varejo, Festas privadas, poder público e o velho desgaste institucional, Brasil 2027: O ciclo da maturidade e o novo horizonte do mercado esportivo, Galatasaray amplia atuação no mercado de eSports e anuncia acordo com o PUBG Mobile e OOH e posicionamento: por que marcas fortes ocupam espaço no cotidiano.
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Pepsi ‘rouba’ urso polar da rival Coca-Cola em nova propaganda de sua versão zero
Por Matheus Almeida
Em uma nova campanha publicitária, a Pepsi alfineta diretamente a Coca-Cola ao utilizar um dos mascotes mais tradicionais da concorrente: o urso polar animado. A propaganda já está no ar na televisão dos Estados Unidos e nas redes sociais, e foi montada com foco na proximidade do Super Bowl.
No vídeo, um urso polar vendado faz um “teste cego” bebendo as versões zero açúcar dos dois refrigerantes. Ele então aponta sua preferida e, ao tirar a venda, surpreende-se por descobrir ter escolhido a Pepsi. Vemos, então, uma sequência do urso em uma sessão de terapia, e, triste, observando pessoas bebendo Pepsi em um restaurante. Como música de fundo, toca “I Want To Break Free”, do Queen, cuja letra fala sobre tentar se livrar de uma paixão indesejada.
Ao final, outro urso polar entrega uma Pepsi Zero para o protagonista da propaganda. Os dois animais animados são flagrados bebendo o refrigerante no telão do Superbowl. A cena remete a um episódio viral nas redes sociais no ano passado, quando o CEO da Astronomer foi exposto em uma cena de adultério durante um show do Coldplay.
A IstoÉ Dinheiro entrou em contato com a Coca-Cola. A empresa informou que não comentará o comercial.
A campanha publicitária foi dirigida pelo neozelandês Taika Waititi, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 2020 pelo filme “Jojo Rabbit”, conhecido também por sua atuação em filmes como “What We Do in the Shadows” e “Thor: Ragnarok”. O valor investido não foi divulgado.
O ‘desafio Pepsi’
O “teste cego” apareceu pela primeira vez em campanhas publicitárias da marca há mais de 50 anos, em 1975. Batizada como “Pepsi Challenge” (Desafio Pepsi, em tradução livre), a ação de marketing instalou estruturas em locais públicos para que as pessoas degustassem dos refrigerantes às cegas e, em seguida, escolhessem seu preferido.
O conceito foi revisitado em diversas versões ao longo dos anos, inclusive com comerciais exibidos no Brasil. Em uma das campanhas de maior destaque, no ano de 2015, influenciadores foram convidados a fazer o teste em vídeos nas redes sociais.
Há cerca de um ano, a Pepsi relançou o desafio para promover sua versão zero. O novo comercial para o Superbowl segue esta retomada.
A Coca-Cola e o urso polar
O urso polar por sua vez foi associado pela primeira vez à Coca-Cola em um cartaz publicitário francês no ano de 1922. Ao longo do anos, ele apareceu esporadicamente em outros comerciais da empresa ao redor do mundo.
A identificação entre o urso polar e a marca ganhou força no ano de 1993, quando pela primeira vez ele apareceu em vídeo. A animação era uma das 27 peças da campanha que lançou o slogan “Always Coca‑Cola” (traduzido no Brasil como “Sempre Coca-Cola”).
O primeiro urso polar animado a aparecer em propagadas da Coca-Cola
Na estreia do mascote nas animações, um grupo de ursos polares aparece de costas, assistindo à aurora boreal, como se estivessem em um cinema. O ângulo da imagem muda, e vemos então que estão todos bebendo o refrigerante.
O publicitário Ken Stewart teve a ideia da propaganda inspirado em seu cachorro, um labrador retriever filhote que lembrava um urso polar. O sucesso foi tanto que o animal apareceria em dezenas de outras campanhas publicitárias da empresa ao longo dos anos, como o comercial de natal do ano passado.
OPINIÃO PRODUTORA
A força e a competência dessa que é uma das maiores produtoras do Brasil, responsável por movimentar a economia do Rio Grande do Sul, já se refletem em uma agenda repleta de shows nacionais e internacionais confirmados até julho de 2026. Em 2025, assim como no ano anterior, a produtora não ficou sequer um mês sem realizar seus brilhantes espetáculos.
PUBLI
O sistema Publi, em alguns casos, parece estar atrasando a vida das agências e, portanto, para o bem do negócio, uma providência urgente precisa ser tomada — seja a melhoria imediata da plataforma, seja a decisão de cada agência criar o seu próprio software. Será que o novo sistema tributário pode estar interferindo na plataforma ? O mercado não pode mais se omitir. É hora de se posicionar.
PS: Estamos a disposição dos criadores da plataforma para possívei esclarecimento se esse for o desejo deles.
Pós-NRF da CDL POA apresenta as múltiplas tendências de consumo da maior feira mundial de varejo
No dia 05 de fevereiro, a CDL Porto Alegre realiza o Pós-NRF 2026 e compartilha os principais insights, tendências e comportamentos de consumo apresentados na NRF 2026 Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo, que ocorreu em Nova York neste mês. O evento acontece no Teatro CIEE-RS Banrisul, na Capital, das 18h30 às 22h.
Inspirado no conceito “Próximo Agora”, tema central da NRF 2026, o encontro propõe uma reflexão prática sobre como as tendências globais já estão em curso e precisam ser incorporadas à estratégia das empresas para aumentar a eficiência, a relevância, o sucesso e a longevidade. A proposta é traduzir o que foi visto nos Estados Unidos em caminhos aplicáveis à realidade do varejo brasileiro, especialmente no Rio Grande do Sul.
Refletindo os múltiplos olhares provocados na NRF, a CDL POA convidou especialistas em diferentes áreas: Fabiano Zortéa, organizador da Comitiva da NRF 2026 e coordenador estadual de Varejo do Sebrae-RS; Guga Schifino, co-founder FFX Group (plataforma brasileira de curadoria de conteúdo e missões executivas); Guto Rocha, VP da Pmweb e co-founder do Oto CRM; e Natália Schifino, gestora de Customer Marketing na Insider One e Curadora na FFX. Inovação, comportamento do consumidor, tecnologia e gestão, com foco em decisões que impactam diretamente o dia a dia das empresas, estarão entre os temas desenvolvidos pelos palestrantes.
Presente na NRF há muitos anos – em 2026, com o grupo liderado pelo novo presidente, Carlos Klein –, a CDL POA consolida no Pós-NRF um espaço estratégico de conexão entre o varejo gaúcho e as principais transformações do setor no cenário internacional. “Empresários, gestores, profissionais do comércio e serviços e lideranças interessadas em antecipar movimentos do mercado e do consumo têm esta valiosa oportunidade de sintonizar percepções e potencializar experiências e aprendizados no nosso Pós-NRF”, convida Klein.
Os ingressos são limitados e já estão disponíveis pela Eventize.
Festas privadas, poder público e o velho desgaste institucional. O roteiro do Brasil se repete
Por Felipe Vieira
O Brasil é um país onde o escândalo já não escandaliza. O caso do Banco Master, com investigações que avançam sobre relações entre salões privados e gabinetes oficiais, parece mais um capítulo de uma República acostumada a confundir intimidade com poder, amizade com influência e convite social com senha de acesso ao Estado. É um roteiro conhecido — e que nunca termina bem.
Relatos de festas privadas promovidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro entraram no radar da Polícia Federal não porque celebrar seja crime, mas porque, no Brasil real, nada que envolva simultaneamente poder político e poder econômico costuma ser apenas social. Não se trata de moralismo nem de fiscalizar hábitos privados, mas de reconhecer que o poder, quando se exercita em ambientes fechados, exclusivos e sem transparência, compromete a própria ideia de interesse público. Não é ilegal conversar, nem crime frequentar eventos sociais. O problema surge quando se ignora que a liturgia do cargo existe para proteger instituições — e não para ornamentar festas. O país já viu bancos, empreiteiras e grandes empresários protagonizarem enredos semelhantes, sempre com o mesmo desfecho: desgaste institucional.
O foco das investigações não está no cardápio nem na trilha sonora. Quem observa o cenário tenta compreender o desenho maior: quem frequenta, com que regularidade, em que momento e sob quais circunstâncias. No dia seguinte, surgem as negativas previsíveis. Favorecimentos são descartados, coincidências são exaltadas, e tudo segue como se nada tivesse acontecido.
As apurações avançam sobre um terreno sensível: onde termina a vida privada e começa o interesse público? Em ambientes concebidos para diluir fronteiras e suspender vigilâncias simbólicas, autoridades do Executivo, do Judiciário e do Legislativo aparecem lado a lado. O problema deixa de ser mundano e passa a ser institucional.
Investigações não são sentenças, suspeitas não são provas e um convite não equivale a conluio. A história recente ensina que o Brasil tropeça repetidamente nesse mesmo ponto. Quando o poder circula em espaços privados sem transparência, cresce a sensação de que a porta dos fundos do Estado está sempre destrancada.
A lição do caso é menos jurídica e mais política. Autoridades não precisam ser culpadas para parecerem imprudentes — e imprudência, em tempos de desconfiança crônica, cobra juros altos. O dano ocorre no plano da percepção pública, que costuma ser implacável.
O Brasil não sofre de falta de leis, mas de excesso de intimidade. Tudo vira relação pessoal, tudo se resolve “entre conhecidos”. Nesse ambiente, o Estado vira sala de estar e o interesse público, um copo esquecido após a festa. Enquanto encontros privados continuarem funcionando como extensão informal do poder público, a República seguirá cansada, desconfiada e cínica — repetindo um filme cujo final todos já conhecem.
Brasil 2027: O ciclo da maturidade e o novo horizonte do mercado esportivo
Por Liana Bazanela, especial para a Máquina do Esporte
O lançamento da marca oficial da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027 sinaliza o início do cronômetro para a maior possibilidade de transformação cultural e comercial da história do esporte no Brasil. A identidade visual carrega uma simetria poderosa: o “M” em destaque, que em português celebra a Mulher e o Mundo, transforma-se em um “W” na leitura em inglês, remetendo a Women e World.
Essa dualidade não é apenas um recurso gráfico. E o “Brasil com S” não é apenas uma escolha estética. Trata-se de um manifesto de posicionamento que indica que o mercado nacional atingiu a maturidade necessária para converter sua identidade em um ativo de valor global.
Os dados sustentam esse novo patamar de gestão. Entre as edições de 2019 e 2023, a audiência global da modalidade expandiu de 1,1 bilhão para 2 bilhões de telespectadores, um salto de 78% em um único ciclo, de acordo com o Fifa Post-Event Review, de 2023. No Brasil, essa tendência se reflete em uma base consolidada de 30 milhões de fãs ativos, conforme mapeado pelo Ibope Repucom (Sponsorlink).
Para ilustrar esse cenário com um exemplo ainda mais recente, a final da primeira Copa das Campeões Feminina da Fifa entre Corinthians e Arsenal marcou um divisor de águas definitivo para o esporte. Ao registrar o histórico pico de mais de 1 milhão de pessoas conectadas simultaneamente em uma única transmissão digital, o confronto deixou de ser apenas uma disputa de título para se tornar um “case” de escala e engajamento global.
Este recorde não foi um evento isolado, mas sim o sintoma de um novo ecossistema de consumo que valida a tese de que o futebol feminino de clubes já opera em patamares de audiência de massa. Mais do que um número, essa marca comprova o interesse genuíno e crescente do público por uma modalidade que está em franca expansão, consolidando o futebol feminino como um território de oportunidades sólidas e irreversíveis para o mercado global.
O interesse nacional é transversal, atraindo a Geração Z por meio de pilares de equidade e batendo recordes de engajamento digital. De acordo com a Nielsen Sports, 82% dos brasileiros já enxergam na Copa de 2027 o principal vetor de impacto social e visibilidade institucional desta década.
O slogan “Go Epic” serve como o catalisador para uma mudança de escala. Enquanto sedes anteriores operaram com estádios de menor capacidade, o Brasil oferece arenas com média superior a 50 mil lugares, o que permite projetar um público recorde, superando a marca de 1,97 milhão atingida na Austrália e Nova Zelândia, novamente de acordo com o Fifa Post-Event Review, de 2023.
No marketing, o diferencial reside no timing estratégico: com 71% dos fãs locais afirmando, via Nielsen Sports, ter maior confiança em marcas que investem no feminino, o ambiente é fértil para converter visibilidade em valor de marca e retorno sobre investimento (ROI).
A Copa de 2027 já possui identidade e cronograma definidos. O que está em construção agora são as alianças estratégicas que transformarão este potencial em um legado de profissionalização e eficiência, e um novo horizonte para a indústria do entretenimento esportivo global.
Galatasaray amplia atuação no mercado de eSports e anuncia acordo com o PUBG Mobile
O Galatasaray firmou acordo de patrocínio com o PUBG Mobile, game desenvolvido pela Lightspeed Studios, expandindo sua presença comercial no cenário de eSports.
O acerto está alinhado com modalidades como basquete e vôlei, além de esportes de mente como eSports e xadrez.
O PUBG Mobile pertencente à Tencent e foi lançado globalmente em 2018. Desde então se tornou um dos títulos mobile mais populares do mundo, com um número significativo de players em diversas regiões.
Além disso, o game mantém uma forte presença na Turquia, tanto em termos de jogadores quanto no quesito audiência, o que reforça ainda mais a parceria com um dos clubes mais tradicionais do país.
Embora seja mais conhecido por seus sucessos no futebol, o Galatasaray tem investido constantemente em eSports nos últimos anos. A agremiação conta com equipes em uma gama de jogos, incluindo League of Legends, VALORANT, Counter-Strike, Free Fire, assim como no PUBG Mobile, refletindo uma estratégia que abrange tanto o universo PC como dispositivos móveis.
OOH e posicionamento: por que marcas fortes ocupam espaço no cotidiano
Por Stefanie Trotta
Por muito tempo, o OOH (out of home) ou mídia fora de casa, foi visto como uma mídia de topo de funil. Um canal voltado apenas à visibilidade e ao reconhecimento de marca. Essa visão, no entanto, já não acompanha a complexidade da jornada do consumidor moderno.
Hoje, a mídia fora de casa atua de forma transversal em todo o funil, da descoberta à decisão de compra.
A jornada não é linear
O consumidor atual transita constantemente entre o físico e o digital. Ele vê um anúncio no elevador, pesquisa no celular, esquece, é impactado novamente na rua, recebe um anúncio online e só então decide.
Nesse contexto, cada ponto de contato tem uma função estratégica.
O OOH entra como um elemento de continuidade. Ele não disputa atenção; ele constrói presença. E essa presença se desdobra ao longo de toda a jornada.
Topo: reconhecimento e familiaridade
No início do funil, o OOH gera impacto massivo e repetição. A marca passa a fazer parte do cenário urbano, criando reconhecimento espontâneo.
Essa frequência visual cria familiaridade. A familiaridade reduz o esforço cognitivo na hora da escolha.
Meio do funil: consideração e confiança
À medida que o consumidor avança, a presença física começa a atuar como um selo de legitimidade. Ver uma marca ocupando espaços urbanos transmite solidez, estrutura e confiança.
É nesse momento que o OOH fortalece a consideração. Ele não precisa explicar tudo. Basta estar presente de forma consistente.
Segundo a Nielsen, campanhas integradas de OOH e digital aumentam em até 40% a efetividade geral das ações, justamente por reforçarem a mensagem em diferentes contextos
Fundo do funil: decisão e ação
Quando chega o momento da compra, a marca que esteve presente ao longo do caminho leva vantagem. O consumidor não sente que está arriscando — ele sente que está escolhendo algo conhecido.
No fundo do funil, o OOH atua reduzindo fricção. Ele encurta o tempo de decisão e potencializa a conversão quando combinado com ações digitais, ofertas ou campanhas de performance.
Pós-compra: retenção e recomendação
A jornada não termina na compra. A presença contínua da marca no cotidiano reforça a decisão tomada e aumenta a chance de recompra e recomendação.
Marcas vistas com frequência são lembradas com naturalidade. E marcas lembradas são indicadas.
Um funil sustentado pela presença
O OOH não é mais apenas o início da jornada. Ele é o fio condutor que conecta todas as etapas.
Plataformas como o Aqui Ads, da Eletromidia, tornam esse modelo acessível, permitindo que empresas planejem presença no território do consumidor com autonomia, inteligência e simplicidade.
O resultado é um funil mais eficiente, menos dependente de cliques e mais conectado à vida real.
No marketing atual, quem ocupa espaço no cotidiano ocupa espaço na mente.
E quem ocupa a mente, conquista a escolha.